Questões de Concurso Sobre fonemas e letras em português

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Q4177603 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Considerando a relação entre letras e fonemas, a palavra humores, empregada no texto, apresenta: 
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Q4176797 Português

Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica 

A telemedicina, definida como o uso de tecnologias de comunicação e informação para fornecer cuidados de saúde à distância, tem se tornado uma ferramenta essencial na modernização dos sistemas de saúde globais. Desde sua implementação inicial, que remonta ao uso do telégrafo e do rádio para transmítir informações médicas, a telemedicina evoluiu significativamente, sendo potencializada pelo advento da internet e de tecnologias digitais avançadas. Essa prática ganhou relevância particular durante a pandemia de COVID-19, em que a necessidade de manter o distanciamento social impulsionou sua adoção em uma escala sem precedentes.

A pandemía de COVID-19, em particular, acelerou o processo de adoção da telemedicina em todo o mundo. As restrições impostas pela necessidade de isolamento social e o aumento da demanda por serviços de saúde forçaram muitos países a implementar rapidamente sistemas de telemedicina, mesmo onde anteriormente havia resistência ou regulamentações limitantes. No Brasil, a telemedicina foi regulamentada de forma emergencial em 2020, com a finalidade de garantir o atendimento a pacientes sem expô-los ao risco de contágio.

O conceito de telemedicina abrange uma ampla gama de aplicações, desde consultas simples por videoconferência até o monitoramento remoto de pacientes crônicos e intervenções cirúrgicas robóticas. A sua importância reside em sua capacidade de transformar a prática médica tradicional. Ela tem se tornado cada vez mais essencial no contexto global de saúde, especialmente diante das demandas crescentes por acessibilidade, qualidade e eficiência nos serviços médicos e pode proporcionar conveniência e acessibilidade para pacientes que precisam receber cuidados médicos sem a necessidade de deslocamento físico, economizando tempo e custos associados ao transporte e ao tempo de espera. Além disso, o uso de plataformas digitais reduz a sobrecarga de hospitais e clínicas, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem em casos mais graves, o que melhora a eficiência do sistema como um todo. 

A telemedicina está redesenhando o panorama da saúde global. Seu futuro depende de como os desafios atuais serão enfrentados e de como as novas tecnologias serão integradas de maneira ética e inclusiva.



Fonte: LUZ, M. R. M. ef al Telemedicina: avanços e desafios na integração da tecnologia à prática médica. Revista Contemporânea, vol.4, n". 10, 2024 (com adaptações).

O vocábulo ferramenta apresenta uma assimetria entre a sua representação gráfica e a sua realidade fonética, sendo constituído formalmente por 10 letras e B fonemas. Diante disso, assinale a alternativa que apresenta um vocábulo extraído do texto que possui o mesmo número de fonemas que a palavra mencionada. 
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Q4176434 Português
Inglês corporativo: diferencial ou requisito básico?


Durante décadas, o inglês ocupou um espaço confortável no currículo dos profissionais brasileiros: era um “diferencial competitivo”, algo que destacava candidatos em processos seletivos. Hoje, essa realidade mudou e mudou rápido.

No mercado de trabalho atual, o inglês deixou de ser um bônus e passou a ser um requisito básico cada vez mais pedido. A transformação não é apenas percepção. É evidência. Dados recentes mostram que o inglês já se consolidou como uma das competências mais exigidas atualmente pelas empresas no Brasil. Segundo o Guia Salarial 2025 da consultoria Robert Half, o domínio do idioma está entre as quatro habilidades técnicas mais valorizadas no mercado.

Mais do que valorizado, o inglês já é decisivo em processos seletivos. Um levantamento com base em dados do LinkedIn aponta que mais de 92% das vagas gerenciais no Brasil exigem pelo menos inglês intermediário, enquanto em áreas como tecnologia, marketing e finanças, o idioma aparece como requisito essencial em mais de 70% das oportunidades. Em outras palavras: não se trata mais de destacar-se, e sim de não ficar de fora.

A exigência crescente do inglês tem impacto direto na empregabilidade e na renda. Profissionais com domínio do idioma não apenas acessam mais oportunidades, como também são mais bem remunerados. Estudos indicam que quem domina um segundo idioma pode ter ganhos salariais significativamente superiores, chegando a aumentos de até 83% em comparação com quem não possui essa habilidade. Em cargos de liderança, o impacto também é expressivo: profissionais com inglês avançado podem ganhar, em média, 38% a mais.

Além disso, a ausência do idioma pode ser um fator eliminatório. Em processos seletivos que exigem inglês, mais da metade dos candidatos é descartada nas etapas iniciais por não conseguir se comunicar adequadamente.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta o número de fonemas da palavra “passarinho”. 
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Q4175091 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Brasil deverá ter centro para enfrentamento de emergências em saúde

Até o final de 2026, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A proposta foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (lTpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (lrpS).

“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo - como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação -, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.

Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-'19.

“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.

Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.

“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.

Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/brasil-devera-ter-centro-para-enfrentamento-de-emergencias-em-saude (adaptado)

Na palavra resiliente, encontrada no primeiro parágrafo, a sequência de letras en representa uma vogal nasalizada na pronúncia. Esse fenômeno é classificado na Língua Portuguesa como: 
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Q4167449 Português

O primeiro beijo 

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.

– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?

Ele foi simples:

– Sim, já beijei antes uma mulher.

– Quem era ela? perguntou com dor.

Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.

O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto,sem quase pensar, e apenas sentir era tão bom. A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.

E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.

E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca ardente engolia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede. Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.

A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.

E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas, enquanto sua sede era de anos.

Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos, espreitando, farejando.

O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos, estava... O chafariz de onde brotava num filete a água sonhada.

O ônibus parou, todos estavam com sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.

De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água. O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga.

Era a vida voltando, e com esta encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.

Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.

E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia jorrado dessa boca, de uma boca para outra.

Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o líquido vivificador, o líquido germinador de vida... Olhou a estátua nua.

Ele a havia beijado.

Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo todo estourando pelo rosto em brasa viva.

Deu um passo para trás ou para a frente, nem sabia mais o que fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.

Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto.

Perplexo, num equilíbrio frágil.

Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...

Ele se tornara homem.

(LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)

Considerando os aspectos fonéticos e ortográficos de palavras extraídas do texto, analise as afirmativas a seguir.
I. A palavra “água” é uma paroxítona terminada em ditongo crescente. II. O vocábulo “chafariz” apresenta uma correspondência entre o número de letras e o número de fonemas. III. No termo “algazarra”, verifica-se a presença de um dígrafo consonantal, enquanto no vocábulo “primeiro” identifica-se um ditongo decrescente oral. IV. As palavras “atônito” e “árida” pertencem à mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica, sendo ambas obrigatoriamente acentuadas por serem proparoxítonas.
Está correto o que se afirma em
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Q4164224 Português
A linguagem corporal do seu gato


Por Pablo Pachón Ramírez


Q1_10.png (693×629)

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/04/13/a-linguagem-corporal-do-seu-gato-o-que-significa-os-movimentos-do-rabo-do-animal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa em que a palavra apresenta o mesmo fonema correspondente à letra “x” no vocábulo “expressar”.
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Q4162506 Português
Assinalar o número de letras e de fonemas da palavra “enxáguem”. 
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Q4162334 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Os aspectos fonéticos e ortográficos dos vocábulos desempenham um papel central na correta escrita e interpretação da Língua Portuguesa. Acerca da estrutura fonológica e da contagem de letras, fonemas e dígrafos de palavras retiradas do texto, analise as partes:

(1ª parte): A palavra mundo apresenta o mesmo número de letras e fonemas, uma vez que a consoante n deve ser contada como um fonema consonantal independente.
(2ª parte): Na palavra velhos, verifica-se a presença de um dígrafo consonantal (Ih), o que faz com que o número de fonemas seja menor que o número de letras.
(3ª parte): A palavra Claro possui cinco letras e quatro fonemas, uma vez que o agrupamento inicial CI se comporta como um dígrafo consonantal.

Pode-se afirmar que:
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Q4161978 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo



Na palavra professora, presente na fala do menino, o grupo de letras ss representa um único som na pronúncia. Esse grupo de duas letras que representa apenas um som é chamado de:

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Q4160409 Português
Modelos de desenvolvimento de software para desenvolvimento de jogos


    Os jogos digitais desempenham um papel social significativo na contemporaneidade, atuando não apenas como formas de entretenimento, mas também como manifestações artísticas interativas que podem transmitir narrativas complexas. Para tanto, a diversidade temática presente nos jogos é vasta, abrangendo desde épicas aventuras de fantasia até reflexões filosoficas sobre a condição humana.

    A indústria de jogos é uma das mais dinâmicas e lucrativas dentro do setor de entretenimento e de produção de software, com receitas globais que superam centenas de bilhões de dólares anualmente. Estados Unidos e China são as nações que abrigam as maiores corporações da indústria de jogos, detendo títulos de grande orçamento que agregam milhões de jogadores em escala mundial. Porém, para além das corporações, o desenvolvimento independente (indie) também ocupa um espaço crucial, permitindo que pequenos estúdios e desenvolvedores individuais introduzam inovações e ideias expressivas no mercado.

    O processo de produção de jogos digitais e complexo e multifacetado, envolvendo uma serie de etapas que vão desde a concepção inicial até o lançamento e a manutenção pós-lançamento. Esse processo é frequentemente estruturado em torno de modelos de desenvolvimento variados, como o Ciclo de Vida de Desenvolvimento de SoÍtware (SDLC), metodologias ágeis e modelos clássicos. O ciclo de vida de um jogo inclui fases de pré-produção, em que são definidos os conceitos e design iniciais; produção, na qual o desenvolvimento técnico e artístico ocorre; e pos-produção, que inclui testes, ajustes finais e suporte contínuo.

      A produção artística é um componente central no desenvolvimento de jogos, integrando arte visual, design de som, narrativa e mecânicas de jogo de forma coesa. Essa intersecção entre dimensões artísticas e técnicas distingue o desenvolvimento de jogos do desenvolvimento de software tradicional, que tende a focar mais em funcionalidade e eficiência. Nessa perspectiva, a criação de jogos digitais é um campo complexo que combina arte e tecnologia, requerendo uma abordagem multifacetada para o desenvolvimento de software.


Adaptado de: CORREIA, PEREIRA & MACIEL. Modelos de desenvolvimento de software para desenvolvimento de jogos. uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Computação Aplicada, v. '17, n.3,2025.
Com base nas palavras extraídas do texto, assinale a alternativa INCORRETA quanto à relação entre letras e fonemas.
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Q4156003 Português

Leia o texto e responda à questão.

Texto I

'Quer adressar?', me perguntou a moça

Dicas para acessar o português moderno e não dar a resposta errada a uma boa proposta

De início, não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o envelhecer a meu favor, fingindo perda de audição pela idade avançada, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.

O cenário era a loja chique de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que - como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui - a ficha caiu:

“Eu posso adressar o produto amanhã cedo para a sua casa?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender.

Os neologismos participam da língua, inputam em alguns casos a solução onde antes havia um gap de comunicação. “Adressar’, metabolizado do inglês to address, era endereçar a paciência para um lugar muito distante de qualquer necessidade, mas entendi o approach. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping. Bastava me remeter (se quisesse falar um português bonito), me despachar (se gostasse de mostrar a chiadeira do sotaque carioca) ou simplesmente me entregar a compra - verbos que seriam imediatamente compreensíveis por qualquer idoso - amanhã cedo. Ri por dentro.

A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, rogar na de Luís de Camões, na de Ana Martins Marques, e - como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas - tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação - exibindo às vezes uma mesóclise de polainas - e já no parágrafo seguinte caio de boca - com o piercing no lábio inferior - no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.

Ela adora uma novidade, mas não é boba. Já enfrentou o gerundismo, o “a nível de”, o prefeito que proibiu usar “sale” nas vitrines, o “atravessamento”, o ministro que traduzia para o tupi-guarani as expressões que chegavam ao gabinete em inglês. Na onda do mundo digital, é natural reciclar palavras que acessem, que resetem, que escaneiem ou zapeiem o novo cotidiano agora online. Algumas logo desaparecem debaixo da risada geral (estartar, por exemplo), outras seguirão, numa nice, para os jobs do dia a dia.

Eu printo, tu printas, quem nunca? Na semana passada, uma amiga me telefonou para contar a última do vocabulário em seu escritório. Na reunião da manhã, o diretor executivo exultava de felicidade, e fez um speech dizendo que “o resultado do benchmark draivou a melhoria do processo” - isso mesmo, no sentido de “to drive” do inglês, o benchmark guiou, dirigiu com sucesso os negócios do escritório. O resto foi o de sempre, e tome deadline, upscaling, asap, trade marketing e foco no cliente.

A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial - e me fiz up to date:

“Sim, por favor, adressa, sim”.

(SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/cultura/joaquim-ferreira-dos-santos/coluna/2025/10/quer-adressar-me-perguntou-a-moca.ghtml>.

Assinale a opção em que o elemento formador do vocábulo está correto. 
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Q4146166 Português
O desafio do 5.5G


    Enquanto mais faixas são leiloadas e a implementação do 5G segue, a indústria de telecomunicações no Brasil vive um momento de pragmatismo estratégico. Nos últimos meses do ano passado veio à tona o posicionamento das gigantes do setor - Vivo, Claro e TIM - diante da evolução do 5.5G no mundo. Com velocidade três vezes superior ao 5G, além de outras características que melhor atendem à evolução da inteligência artificial generativa, o 5.5G, ou 5G Advanced (5GA), como tecnicamente é conhecido, por ora não é o foco nos planos de investimentos. O momento é de observação e pequenos testes.


    Após investirem dezenas de bilhões de reais para implementar e consolidar a infraestrutura do 5G ao redor do território brasileiro, as operadoras demonstram cautela em relação a sua evolução. É que o ciclo de negócios do 5G ainda está em desenvolvimento e o capital massivo injetado nas antenas e leilões de frequências ainda não gerou o retorno esperado sobre o investimento (ROI), evidenciou uma reportagem do Estadão. Desde que começou a ser implementado em 2020. O 5G brasileiro cobre cerca de 1,2 mil cidades e alcançava, ao final de 2025, 73% da população. Em termos de adesão, o serviço já contabiliza 50 milhões de clientes, mas isso representa aproximadamente 19% da base total de usuários móveis no País. É um cenário que evidencia a ainda vasta avenida de crescimento para o 5G convencional antes que a migração para o próximo patamar se torne uma necessidade comercial imperativa.


    Por sua vez, o 5.5G - tecnicamente chamado de 5G Advanced (5GA) - já está disponível por meio de fornecedores globais como Ericsson, Huawei e Nokia desde 2024. No Brasil, contudo, o que se observa são testes controlados e lançamentos pontuais. As teles têm ativado o sinal em áreas geográficas restritas e voltadas a nichos específicos.


    Um dos principais gargalos é a barreira de entrada para o consumidor. A oferta de smartphones aptos a processar o sinal 5.5G ainda é baixa, e os preços desses dispositivos raramente ficam abaixo dos R$ 2,5 mil, o que restringe o acesso às classes de menor renda. Apesar da resistência comercial imediata, o potencial técnico do 5.5G é inegável e aponta para o futuro da conectividade. A tecnologia proporciona uma velocidade média de 1,5 gigabit por segundo (Gbps), patamar três vezes superior ao 5G atual.


    Além da rapidez, o sistema oferece latência reduzida, menor consumo de energia e a capacidade de conectar simultaneamente um número significativamente maior de dispositivos em uma única antena. Na prática, isso soluciona o travamento de vídeos em locais com altíssima densidade de pessoas, como estádios e festivais. Mas o desafio de 2026 para as operadoras, contudo, não é apenas técnico e sim de gestão: equilibrar o apetite por inovação com a saúde financeira de um setor que ainda está pagando a conta da revolução anterior.


Revista Isto É Dinheiro - Ed. 28. 17/04/2026 (adaptado)
No trecho “Após investirem dezenas de bilhões de reais para implementar e consolidar a infraestrutura do 5G ao redor do território brasileiro” (2º parágrafo), as letras “s” e “z” são empregadas na representação de diferentes fonemas. Considerando o que preceitua a ortografia oficial da Língua Portuguesa, indique a única alternativa em que o emprego dessas letras está integralmente correto em todas as palavras.
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Ano: 2026 Banca: CIAAR Órgão: CIAAR Prova: CIAAR - 2026 - CIAAR - Capelão Católico |
Q4140562 Português
Considerando a correspondência fonêmica na norma-padrão do português brasileiro, bem como os valores fonológicos assumidos por grafemas em diferentes contextos, determine o número total de fonemas presentes nas palavras “canhestro” e “ressabiado”. O número total de fonemas é, respectivamente:
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Q4137530 Português
Qual das seguintes palavras é escrita com “ç”, do mesmo modo que “açúcar”?
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Q4134623 Português
Eles tinham saído de véspera, de manhã, da canoa. Eram duas horas da tarde. Cordulina, que vinha quase cambaleando, sentou-se numa pedra e falou, numa voz quebrada e penosa:

-Chico, eu não posso mais... Acho até que vou morrer. Dá-me aquela zoeira na cabeça!

Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando a boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam. (...)

No colo da mulher, o Duquinha, também era só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, os dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes. E com outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto. Lentamente o vaqueiro voltou as costas; cabisbaixo, o Pedro o seguiu.

E foram andando à toa, devagarinho, costeando a margem da caatinga. 

 Quinze' de Rachel de Queiróz)

https://canal.cecierj.edu.br/012016/c5e34a6d5f7ebf426484725dfe84cd8 2.pd 
"A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam."
Considerando a fonologia e o processo de formação de palavras, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O vocábulo 'empretecida' é formado pelo mesmo processo de formação de 'imperceptível', embora os prefixos apresentem valores semânticos opostos entre si.
(__)O vocábulo 'pregueava' apresenta duas letras que representam um único fonema consonantal, assim como o vocábulo 'tranquilo', em que a sequência 'qu' antes de vogal anterior também corresponde a um único fonema, evidenciando que a relação entre letra e fonema no português não é sempre biunívoca.
(__)O vocábulo 'descobriam' apresenta prefixo, assim como o verbo 'preparar', em que aquele indica ação contrária ao sentido do verbo de base, enquanto este situa a ação em momento anterior à sua realização.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima.
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Q4133610 Português
Brasil tem quatro museus entre os 100 mais visitados do mundo


O Brasil tem quatro museus de arte entre os 100 mais visitados do mundo em 2025, segundo levantamento compilado pela publicação "The Art Newspaper". Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte figuram na lista.

Do país, o local que mais recebeu visitantes foi o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na capital paulista, com registro de 1.195.935 indivíduos. Assim, o Masp ocupa o 64º lugar da lista. Segundo o ranking, o número representa um aumento de 106% em relação a 2024.

A publicação destaca a inauguração do prédio anexo ao Masp, o Edifício Pietro Maria Bardi, e a exposição dedicada a Claude Monet, que atraiu cerca de 503 mil pessoas durante o período em cartaz, entre maio e setembro do ano passado.

O segundo museu mais visitado do Brasil, que aparece na 67ª posição da lista, é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, com 1.142.012 visitantes em 2025. Os números indicam diminuição de 8% em comparação com 2024.Localizado no centro histórico da cidade, o espaço ocupa um prédio de 1906, de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças, aos negócios e à história do Banco do Brasil. Desde 2011, o CCBB-RJ aparece no ranking do "The Art Newspaper", colocando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo.

Em Belo Horizonte, o CCBB também figurou entre os locais mais frequentados no ano passado, recebendo 1.123.409 visitantes, o que representa um crescimento de 8% em relação a 2024. Na lista, aparece na 69ª posição.

O centro cultural está localizado em um prédio da década de 1930, que nasceu para fazer parte de um complexo da administração pública do estado de Minas Gerais. Em 2013, o CCBB da capital mineira foi inaugurado com 1.200 metros quadrados de área para exposições, duas salas de mostras permanentes, teatro e sala multiuso. Ao todo, são oito mil metros quadrados abertos ao público.

Segundo o ranking, as filiais do CCBB foram impulsionadas por uma exposição de arte brasileira da década de 1980, que começou no Rio de Janeiro antes de passar por Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. No Rio, a mostra atraiu 325 mil pessoas e, em Belo Horizonte, 205 mil.

Por fim, a Pinacoteca de São Paulo, na 94ª posição, registrou 820 mil visitantes em 2025, um aumento de 1% em comparação com o ano anterior. Fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, o local é um museu de artes visuais voltado para a produção brasileira desde o século XIX até a contemporaneidade.

O acervo original foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e outras seis adquiridas de importantes artistas da cidade. Hoje, a coleção já conta com 11 mil peças de nomes como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasil-tem-quatro-museus-entreos-100-mais-visitados-do-mundo/
Assinale a alternativa cuja letra c da palavra represente o mesmo fonema representado pela letra c na palavra centro: 
Alternativas
Q4132150 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cegueira por desatenção: por que às vezes você não vê o que está diante dos olhos


Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra o objeto quase de imediato.

"Está bem debaixo do seu nariz!"

Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela algo fundamental sobre como o cérebro funciona. Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso.

Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode não perceber que ele está ali. Em outras palavras, olhamos, mas não vemos.

À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto.

Mas o cérebro não consegue analisar todos os elementos de uma cena ao mesmo tempo. Por isso, se baseia na atenção, seleciona algumas características e deixa o restante de lado.

Os psicólogos costumam descrever a atenção como um holofote que percorre o campo visual. Onde ele se concentra, a informação é processada em detalhes. O que fica fora dele recebe muito menos atenção.

Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte do campo visual, do tamanho aproximado da unha do polegar e na distância do braço estendido.

Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se mover repetidamente, levando diferentes partes do ambiente a essa pequena área de alta resolução.

Esses movimentos são movimentos sacádicos, também conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo. Mesmo quando achamos que estamos olhando fixamente para algo, os olhos se movem discretamente de um ponto a outro.

Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74rlpw24ljo-fragmento
"Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação."

Com base na fonologia, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__)No vocábulo 'sobrecarregado', há duas letras que representam fonemas distintos, pois cada um possui valor sonoro independente, classificando-se assim como dígrafo consonantal.
(__)No vocábulo 'complexos', a letra 'x' representa o mesmo fonema que a letra 'ch' em 'chacina', demonstrando que letras diferentes podem representar um mesmo fonema.
(__)No vocábulo 'visuais', observa-se um tritongo, sequência de semivogal + vogal + semivogal numa mesma sílaba, fenômeno que ocorre igualmente em 'uruguaio'.
(__)No vocábulo 'funciona', o número de letras é igual ao número de fonemas, pois cada letra corresponde a um fonema, sem que haja letras mudas, dígrafos ou representações duplas de fonemas.

Assinale a sequência que completa corretamente os itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4122273 Português

Durante o processo de aprendizagem da escrita, as crianças podem cometer erros ortográficos como confundir as letras quando algumas delas se parecem, porque partilham características gráficas em comum.



Tais erros são devidos à semelhança de traçado entre os grafemas, como, por exemplo:

Alternativas
Q4103703 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Economia do cuidado e economia circular

    O crescimento populacional e as mudanças nos hábitos aumentam a produção e o consumo, gerando novos produtos e equipamentos. Sem uma gestão adequada dos resíduos solidos, ocorre degradação ambiental progressiva, afetando os seres vivos. Isso demanda integração das dimensões econômica, social e ambiental, pois a economia linear não e sustentável. Como resposta, a inovação social envolve criar soluçôes originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias. Ela se relaciona com a economia circular, que visa recuperar valor por meio da reutilização de recursos e é fundamental para a sustentabilidade.
    Assim, a reciclagem destaca-se como prática que, além de reduzir impactos ambientais, desempenha papel central no campo social, sobretudo ao se constituir como meio de subsistência para mulheres em situação de vulnerabilidade, muitas delas negras e chefes de domicílio.
   Um estudo demonstra que mulheres negras e pertencentes às classes trabalhadoras enfrentam grande demanda por atividades de cuidado, que contribuem para a manutenção dos privilégios daqueles que recebem tais cuidados. Nesse contexto, é relevante considerar a relação com a economia do cuidado, conceito que remete à divisão sexual do trabalho tradicionalmente atribuída às mulheres, especialmente em sociedades ocidentais, direcionando a elas responsabilidades relativas ao ambiente domestico, ao cuidado de filhos, familiares e demais dependentes. Essa configuração social, influenciada por padrões culturais patriarcais, resulta frequentemente na desvalorização e ausência de remuneração dessas tarefas, perpetuando, assim, as desigualdades de gênero.
    Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2024) apontam que mulheres brasileiras dedicam em média 21 ,3 horas semanais às tareÍas domésticas e de cuidado, quase o dobro dos homens (11,7 horas). Mulheres negras realizam 1,6 hora a mais nessas atividades, comparadas às brancas. Entre as mulheres, 32,3% vivem abaixo da linha da pobreza; entre negras, esse percentual é de 41 ,3%, diante de21 ,3% entre brancas. Os dados revelam maior sobrecarga doméstica e exclusão econômica para mulheres negras.
   A centralidade desses fatores e reconhecida em normas nacionais e internacionais. Segundo o relatório Stieglitz-Sen-Fitoussi, o PIB e um indicador limitado de progresso. O relatorio recomenda incluir bem-estar, sustentabilidade ambiental e qualidade de vida nas políticas públicas para evidenciar desigualdades grupais. No Brasil, o Plano Nacional de Cuidados (Decreto n. 12.562, 2025) afirma o cuidado como responsabilidade compartilhada (Estado, família e sociedade), enquanto o Decreto n. 12.561 (2025) propõe princípios eticos para dados e governança circular. Isso destaca a necessidade de novos indicadores sociais e ambientais, integrando trabalho invisível e sustentabilidade.
   Há uma interseção entre a economia do cuidado e a circular, com predominância de mulheres negras em situação vulnerável na coleta e reciclagem de resíduos solidos. Essas trabalhadoras enfrentam condições precárias e invisibilidade, trazendo impactos sociais, econômicos e ambientais. Assim, a reciclagem não e apenas uma prática ambiental, mas também uma luta por reconhecimento e justiça de gênero. A participação feminina nas organizações de catadores(as) promove trabalho sustentável, empoderamento feminino, delegando a elas o poder de fala, visibilidade, ativismo e geração de renda.

Fonte: CARMO, A. A. do. Economia do cuidado e economia circular: O essencial e invisível aos olhos da sociedade. Cad. Gest. Pública Cid., 5ão Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).
Acerca de aspectos fonéticos, ortográficos e morfologicos presentes no texto, assinale a alternativa cuja análise gramatical está INCORRETA.
Alternativas
Q4103638 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais

    A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil vivencia um momento de importante evolução normativa. O capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que estabelece os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) - uma estrutura sistematizada para a identificação de perigos, avaliação e controle de riscos, análise de acidentes e preparação para emergências, articulado com as demais ações de saúde - passou por significativa atualização mediante a Portaria MTE no 1.419, de 27 de agosto de 2024.
    Uma das inovações mais significativas da revisão, que entrou em vigor no dia 26 de maio de2026, foi a inclusão expressa dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho - ligados à forma como o trabalho é organizado - que passam a integrar o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas, ao lado de riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes.
Na prática, situações como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral ou sexual, pressão excessiva, conflitos interpessoais, falta de autonomia e falhas de gestão tornam-se passíveis de fiscalização e auditoria. Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia, mas agora se tornam exigência explícita dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
    O conceito de sistema de gestão em segurança e saúde no trabalho consolidou-se internacionalmente a partir da década de 1970, impulsionado por avanços científicos, industriais e regulatórios. A partir de então, ficou claro que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais não se sustenta em ações pontuais, mas exige uma abordagem estruturada e contínua.
    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lanÇou, em março de 2026, o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), que trata do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O objetivo da publicação é orientar empregadores, trabalhadores, profissionais de segurança e saúde no trabalho e demais atores sociais na implementação de um sistema de gestão voltado à prevenção de riscos no ambiente de trabalho.
    O material apresenta orientações técnicas e interpretativas sobre como identificar, avaliar e gerenciar riscos ocupacionais, contribuindo para a correta aplicação das atualizações recentes da NR-1. Entre os temas abordados está também o gerenciamento dos riscos psicossociais, que incluem fatores relacionados à organização do trabalho que podem impactar a saúde mental dos trabal hadores. 
    A iniciativa faz parte das ações do tt/TE para Íortalecer a cultura de prevenção e incentivar a criação de ambientes de trabalho mais seguros e saudávels. As orientações tambem reforçam a importância da adoção de medidas preventivas e da gestão contínua dos riscos ocupaclonais nas organizações.

Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde mental dos trabalhadores passa a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Brasília, 2026 (com adaptações).
O número de fonemas de uma palavra nem sempre coincide com o seu número de letras, a depender da presença de dígrafos na estrutura do vocábulo. Com base nas palavras retiradas do texto, assinale a alternativa que apresenta a palavra cuja contagem fonetica NÃO resulta em sete fonemas.
Alternativas
Respostas
81: B
82: C
83: B
84: C
85: E
86: D
87: B
88: B
89: B
90: B
91: B
92: B
93: C
94: A
95: C
96: D
97: A
98: D
99: B
100: C