Questões de Concurso Sobre fonemas e letras em português

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Q4208514 Português
Na palavra “resultado”, a letra “s” tem som de “z”, assim como em qual das palavras abaixo?
Alternativas
Q4208510 Português
Assinale a alternativa que apresenta a quantidade de consoantes e vogais da palavra “ultraprocessados”, retirada do texto.
Alternativas
Q4208289 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra em que o “s” tem som de “z”.
Alternativas
Q4207974 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cuidado Integral de Saúde


   Cuidado em saúde não é apenas um nível de atenção do sistema de saúde ou um _ _ _ _ _ _ técnico simplificado, mas uma ação integral que tem significados e sentidos voltados para _ _ _ _ _ _ de saúde como o ‘direito de ser’. Pensar o direito de ser na saúde é ter ‘cuidado’ com as diferenças dos sujeitos – respeitando as relações de etnia, gênero e raça – que são portadores não somente de deficiências ou patologias, mas de necessidades específicas. Pensar o direito de ser é garantir acesso às outras práticas terapêuticas, permitindo ao usuário participar ativamente da decisão _ _ _ _ _ _ da melhor tecnologia médica a ser por ele utilizada.

   Cuidado em saúde é o tratar, o respeitar, o acolher, o atender o ser humano em seu sofrimento – em grande medida fruto de sua fragilidade social –, mas com qualidade e resolutividade de seus problemas. O cuidado em saúde é uma ação integral fruto do “entre-relações” de pessoas, ou seja, ação integral como efeitos e repercussões de interações positivas entre usuários, profissionais e instituições, que são traduzidas em atitudes, tais como: tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo.

  O cuidar em saúde é uma atitude interativa que inclui o envolvimento e o relacionamento entre as partes, compreendendo acolhimento como escuta do sujeito, respeito pelo seu sofrimento e história de vida. Se, por um lado, o cuidado em saúde, seja dos profissionais ou de outros relacionamentos, pode diminuir o impacto do adoecimento, por outro, a falta de ‘cuidado’ – ou seja o descaso, o abandono, o desamparo – pode agravar o sofrimento dos pacientes e aumentar o isolamento social causado pelo adoecimento. O modelo biomédico que orienta o conjunto das profissões em saúde, ao se apoiar nos meios diagnósticos para evidenciar leões e doenças, afastou-se do sujeito humano sofredor como totalidade viva e permitiu que o diagnóstico substituísse a atenção e o ‘cuidado’ integral ... saúde. Entretanto, mais do que o diagnóstico, os sujeitos desejam se sentir cuidados e acolhidos em suas demandas e necessidades. O cuidado em saúde é uma dimensão da integralidade em saúde que deve permear as práticas de saúde, não podendo se restringir apenas ... competências e tarefas técnicas, pois o acolhimento, os vínculos de intersubjetividade e a escuta dos sujeitos compõem os elementos inerentes ... sua constituição.

   O ‘cuidado’ é uma relação intersubjetiva que se desenvolve em um tempo contínuo, e que, além do saber profissional e das tecnologias necessárias, abre espaço para negociação e a inclusão do saber, dos desejos e das necessidades do outro. O trabalho interdisciplinar e a articulação dos profissionais, gestores dos serviços de saúde e usuários em redes, de tal modo que todos participem ativamente, podem ampliar o ‘cuidado’ e fortalecer a rede de apoio social. Com isso, a noção de ‘cuidado’ integral permite inserir, no âmbito da saúde, as preocupações pelo bem estar dos indivíduos – opondo-se a uma visão meramente economicista – e devolver a esses indivíduos o poder de julgar quais são suas necessidades de saúde, situando-os assim como outros sujeitos e não como outros-objetos.


Disponível em <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/a-construcao-da-maldade-cml9ccxuz01b2012tzo0ixqi1.html > (adaptado). Acesso em 02 de maio de 2026. 
Na palavra “necessidades”, há: 
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Q4205125 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que tem o mesmo número de fonemas e letras. 
Alternativas
Q4204169 Português
Em atividades escolares, o uso correto das letras é fundamental para a escrita. Sobre o alfabeto da língua portuguesa, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4203873 Português
Observe as palavras abaixo e assinale a alternativa CORRETA quanto à relação entre letras e fonemas:
Guerra – Chuva – Nascer – Táxi.
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Q4203004 Português
Observe as palavras a seguir e com relação aos aspectos fonológicos da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
Chuva – Carro – Queijo – Casa.
Alternativas
Q4203003 Português
"A chuva intensa provocou transtornos no trânsito da cidade. Mesmo assim, muitos trabalhadores conseguiram chegar aos seus compromissos sem atraso." Com base nos conhecimentos de fonética e fonologia, avalie as afirmativas a seguir:
I - A palavra chuva apresenta um dígrafo consonantal. II - A palavra trânsito possui um encontro consonantal. III - A palavra chegar possui o mesmo número de letras e de fonemas. IV - A palavra assim apresenta um dígrafo consonantal.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4202935 Português
Leia o texto a seguir e analise as afirmativas sobre som e fonema:
"Nas grandes cidades, a comunicação ocorre de maneira cada vez mais rápida. Mensagens de texto, áudios e vídeos circulam constantemente entre os indivíduos, exigindo diferentes formas de interpretação da linguagem. Embora a escrita represente graficamente a fala, nem sempre há correspondência exata entre letras e sons da língua portuguesa."
I - Na palavra excesso, a quantidade de letras é superior à quantidade de fonemas.
II - Na palavra chuva, o dígrafo "ch" representa um único fonema.
III - As palavras casa e cassa possuem o mesmo número de fonemas, embora apresentem grafias diferentes.
IV - Na palavra guerra, o grupo "gu" representa necessariamente dois fonemas.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4184728 Português

Para responder à questão, leia o texto.


Após anos de retração, investimento público em ciência e tecnologia avança 30% no País


        O investimento público em ciência e tecnologia (C&T) cresceu 30% no País, de 2021 a 2024. No mesmo período, os recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento (P&D) aumentaram 35%. Os dados fazem parte do levantamento Dispêndio Nacional em C&T e P&D - Setores Governamental e Empresarial 2014- 2024, apresentado nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), no Rio de Janeiro (RJ). 


        A recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) aparece como um dos principais fatores por trás desse crescimento. No intervalo analisado, os recursos do principal instrumento de apoio à ciência e à inovação do PaÍs aumenlaram 216%, ampliando as condições para investimentos.


        A recuperação interrompe uma trajetoria de retração observada de 2015 a 2021 e sinaliza a recomposição da capacidade do Estado de financiar atividades científicas, apoiar o desenvolvimento tecnológico e sustentar políticas públicas de longo prazo. Em 2024, os investimentos governamentais alcançaram R$ BB,7 bilhôes em ciência e tecnologia e R$ 72,9 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. 


        "O Brasil voltou a investir em ciência, tecnologia e inovação. Essa e uma prova do papel estratégico do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da importância da retomada de políticas voltadas à tecnologia, que trazem efeitos concretos no desenvolvimento do País", afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.


        O levantamento indica que a continuidade do financiamento é um dos fatores que permitem a manutenção de laboratorios, a formação de recursos humanos altamente qualificados e a execução de projetos científicos de longo prazo. 


        Os aportes feitos pelo setor empresarial também cresceram. De 2021 a 2024, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento passaram de R$ 67 bilhões para R$ 72 bilhões. Segundo Luciana Santos, a existência de instrumentos de financiamento, programas estratégicos e políticas de longo prazo ajuda a criar um ambiente mais favorável para decisões empresariais relacionadas à inovação.


        "A recomposição do FNDCT, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e os instrumentos da Finep [Financiamento de Estudos e Projetos] criam um ambiente mais previsível para investimentos de longo ptazo. E, para o setor privado, a previsibilidade é um ativo tão importante quanto o volume de recursos", destacou a ministra.


        Outro aspecto apontado pelos indicadores é a expansão dos investimentos em estados das regiões Norte e Nordeste. Acre (AC), Ceará (CE), Pará (PA), Rondônia (RO), Roraima (RR), Tocantins (TO) registraram algumas das maiores taxas de crescimento em ciência, tecnologia e inovação no período analisado. 


        Embora a concentração de recursos ainda seja elevada nos estados com sistemas de pesquisa mais consolidados, os dados mostram sinais de maior dinamismo em diferentes regiões do País, ampliando a presença das atividades científicas e tecnológicas em novos territórios.


        Os indicadores apresentados mostram que a ciência voltou a ocupar espaço relevante na agenda de investimentos públicos. A recuperação dos recursos destinados _ área fortalece _ capacidade nacional de produzir conhecimento, desenvolver tecnologias e criar condições para que _ inovação contribua para o desenvolvimento econômico e social do País.


Fonte: https://www.gov.brlinpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/aposa nos-de- retracao-investimento-publico-em-ciencia-e-tecnologia-avanca-30-no-pais (adaptado).

Com base na pronúncia usual no português brasileiro e a classificação escolar de dígrafos vocálicos e consonantais, analise as assertivas:
I. Em pesquisa, há 7 fonemas e 1 dígrafo, pois o grupo qu, antes de i, representa um único som consonantal.
II. Em conhecimento, há 10 fonemas e 2 dígrafos: nh, classificado como dígrafo consonantal, e en, classificado como dígrafo vocálico.
III. Em qualificados,há 12 fonemas e nenhum dígrafo, pois, no grupo qua, a vogal u é pronunciada.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4184533 Português
Quantos fonemas a palavra “seguir” apresenta?
Alternativas
Q4184404 Português
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o número de vogais e de consoantes da palavra “diabetes”, retirada do texto.
Alternativas
Q4184318 Português
TEXTO 2


Texto-base para a questão


PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE RECONHECIMENTO FACIAL REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS


Apresentada por Nina da Hora, dissertação de mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões produzidas pela IA

Daniela Prandi - 12 maio 2026


    Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento, anterior à identificação, que, segundo a cientista da computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora, mais conhecida como Nina da Hora, começam os apagamentos produzidos pelas tecnologias de reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado, Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira (11), no Instituto de Computação (IC).

Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos computacionais para analisar desigualdades em arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de sujeitos negros na produção do conhecimento. O trabalho multidisciplinar reúne computação, antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia. A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica.

Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto grupos mais jovens alcançaram índices superiores a 90%. Em outros casos, determinados grupos simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%, você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis investigar por que aquelas pessoas tinham desaparecido”, diz.

Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades complexas ao transformar diversidade humana em categorias rígidas. “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” Mais do que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados a materialização de escolhas políticas e históricas. “A etapa do reconhecimento só acumula problemas. Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”

Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que estamos insistindo em tecnologias que transformam pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a expansão dessas tecnologias como parte de uma transformação maior nas formas de controle social e circulação da informação. “O reconhecimento facial e as inteligências artificiais são vendidos como solução para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria entender o que se perde quando você transforma o rosto de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
Julgue as afirmativas abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.

a) (..) nas palavras: expansão e detecção – há o mesmo número de letras e de fonemas.
b) (..) “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” – o termo ou funciona como conjunção coordenativa aditiva.
c) (..) Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” – o termo desigualdades apresenta derivação prefixal.
d) (..) Em “Prestes a completar 31 anos, Nina da Hora se tornou uma das vozes mais conhecidas da discussão sobre tecnologia e racismo algorítmico no país. Colunista da MIT Technology Review Brasil, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV)” – os termos colunista e pesquisadora marcam, respectivamente, coesão pronominal e coesão por elipse. 
e) (..) Em “Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, - o termo computacional funciona como adjetivo.

Assinale a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4183580 Português

Maneiras simples de diminuir o consumo de sal


Por Equipe Sempre Bem


   


(Disponível em: semprebem.paguemenos.com.br/posts/saude/diminuir-o-consumo-de-sal – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “organismo” tem: 
Alternativas
Q4183118 Português

Melhor estar só do que mal acompanhado? A ciência diz que sim


                                                                                                                                             Por Arthur Almeida


 

(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2026/05/melhor-estar-so-do-que-mal-acompanhado-a-ciencia-diz-que-sim.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

A respeito dos aspectos fonéticos e fonológicos das palavras a seguir, retiradas do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4178519 Português

 Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos


A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos. 


A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.


As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.


Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade. 


Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.


Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.

O grafema /x/ apresenta o mesmo fonema no grupo de palavras à alternativa:
Alternativas
Q4177797 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.
O caos da eterna crise

    Há algo de profundamente cansativo em viver num tempo que nunca se resolve. Como se a humanidade tivesse entrado num corredor sem janelas, onde cada porta aberta leva apenas a outro problema mais complexo, mais barulhento, mais urgente. E a palavra “crise”, que antes indicava um ponto fora da curva, hoje parece ser o próprio traçado da linha. 

    De longe, lá do espaço, a Terra ainda é bonita. Azul, silenciosa, quase serena. Mas essa imagem não nos pertence mais. Aqui embaixo, o planeta é outro: fragmentado, tenso, inquieto. A sensação cotidiana é de estar sempre à beira de um colapso econômico, de uma ruptura institucional, de um novo conflito armado, de uma tragédia anunciada que se confirma antes mesmo de ser compreendida. 

    Não é só o volume de problemas. É a frequência. Não há intervalo. Quando uma crise começa a perder força, outra já tomou o seu lugar, como se o mundo tivesse desaprendido a respirar. Vivemos em estado de alerta permanente, anestesiados pela repetição do absurdo. E talvez esse seja o maior perigo: não o caos em si, mas a adaptação a ele.

    Há uma exaustão silenciosa que atravessa as pessoas. O cidadão comum acorda, trabalha, paga contas, tenta manter alguma sanidade enquanto assiste, quase como espectador, ao desenrolar de decisões que afetam tudo, mas que parecem sempre distantes do seu alcance. 

   E então surge a pergunta incômoda, quase inevitável: onde foi que erramos? Em que momento aceitamos que viver assim era normal? Talvez não haja uma resposta única. Talvez o erro seja coletivo, diluído em pequenas escolhas, omissões, indiferenças acumuladas ao longo do tempo.

   O fato é que seguimos. Entre uma manchete e outra, entre o medo e a esperança, tentando encontrar algum sentido no meio do ruído.  

    Eu acreditei durante a pandemia que sairíamos diferente daquela experiência global de medo. Achei, na minha inocência, que passaríamos a compreender mais uns aos outros. 

    Até quando vamos tratar o caos como rotina? Porque uma crise sem fim deixa de ser exceção. E passa a ser, perigosamente, o nosso jeito de existir. 

Autor: Marco Matos – GZH (adaptado). 
Considerando a relação entre letras e fonemas, a identificação de dígrafos e encontros consonantais em palavras retiradas do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
61: C
62: A
63: A
64: B
65: B
66: A
67: B
68: B
69: C
70: B
71: C
72: D
73: A
74: C
75: A
76: C
77: C
78: D
79: B
80: D