Questões de Concurso Sobre fonemas e letras em português

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Q4265080 Português
Mistério! Cobra exótica é encontrada nas alturas de prédio no Bigorrilho, em Curitiba



    Uma cobra apareceu na noite de terça-feira (15) em um apartamento no nono andar no bairro Bigorrilho, em Curitiba. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e levou o animal para o Passeio Público para se fazer a identificação. Ninguém ficou ferido.
    De acordo com os bombeiros, a cobra foi encontrada atrás de um armário do apartamento, mas a responsável pelo imóvel não sabia informar como o animal foi parar ali. Outros moradores também foram questionados, mas ninguém se responsabilizou pela cobra.
    “Entrou um chamado de que havia sido avistado uma cobra dentro do apartamento e ela estava embaixo de um armário. Como ela chegou lá não foi possível apurar. Aparentemente é uma cobra exótica, que não parece ser da nossa fauna. A suspeita é que seja o animal de estimação de alguém”, disse o bombeiro Valdecir, que atendeu à ocorrência em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC, desta quarta-feira.
      O susto foi grande por parte dos moradores e a cobra foi encaminhada ao Passeio Público, local em que o animal vai ser identificado e posteriormente definido o destino da cobra.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/misteriocobra-exotica-e-encontrada-nas-alturas-de-predio-no-bigorrilho-emcuritiba/ Acesso em 19 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o número correto de letras e fonemas da palavra “possível”:
Alternativas
Q4265014 Português
Incêndio na França obriga 10 mil pessoas a deixar suas casas


    Uma região no sudoeste da França foi atingida por incêndios florestais nesta quarta-feira (10), e foi necessário retirar 10 mil moradores da área —uma parte deles subiu em telhados quando as chamas se aproximaram.

    A área afetada foi Gironde, vizinha de Landes, que também foi afetada por incêndios neste ano. Em Gironde, a polícia foi de porta em porta dizer aos moradores para saírem enquanto o fogo avançava. Os bombeiros continuam a retirar pessoas de suas casas, e diversas estradas e acessos foram interditados.

    A França, como o resto da Europa, vem enfrentando dificuldades neste verão com sucessivas ondas de calor e a pior seca já registrada. Dezenas de incêndios florestais afetaram diversas regiões do país.

    Mais de 57 mil hectares foram incendiados na França neste ano, quase seis vezes a média anual de 2006-2021, segundo dados do Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais.

    O ministro do Interior, Gerald Darmanin, afirmou que 9 em cada 10 incêndios são causados por pessoas. Suécia e Itália se preparam para enviar ajuda à França. O incêndio florestal de Gironde é um dos muitos que se espalharam pela Europa neste verão, desencadeado por ondas de calor que assaram o continente e trouxeram temperaturas recordes.


Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/incendio-na-francaobriga-10-mil-pessoas-a-deixar-suas-casas-veja-video.ghtml Acesso em 10 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa cuja letra em destaque NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra g na palavra atingida: 
Alternativas
Q4264302 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo:
Alternativas
Q4264301 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra s na palavra imensa
Alternativas
Q4262672 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 

Para representar o fonema /j/ existem duas letras: g e j. As palavras “estratégia” e “exige” são grafadas com g. Assinale a alternativa que apresenta o uso INCORRETO desse fonema.
Alternativas
Q4257454 Português

Considerando as palavras abaixo e a relação entre letras e fonemas, assinale a alternativa CORRETA:


Chuva – Táxi – Excesso – Casa.

Alternativas
Q4256939 Português
O bullying é um problema que afeta milhares de estudantes em diferentes contextos escolares. Apelidos ofensivos, exclusão social e agressões verbais podem causar impactos emocionais significativos, comprometendo o desenvolvimento e o bem-estar das vítimas. Por isso, a conscientização e o respeito às diferenças são fundamentais para a construção de um ambiente escolar mais saudável.
Com base nos conhecimentos sobre som e fonema, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4256469 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Implementação de políticas públicas

    As políticas públicas, como campo do conhecimento, têm sua origem na ciência política americana e remonta aos estudos da década de 1950. O termo poltcy scíences foi criado por Harold Lasswell em 1951 e designa o estudo das políticas públicas como uma ciência aplicada. Para Lasswell (1951), as políticas públicas mereciam ser consideradas um objeto de estudo próprio, com o intuito de aumentar a racionalidade das decisões das organizações públicas.
    Existem inúmeras definições para o termo "políticas públicas" na literatura do campo. Entretanto, não existe uma única, nem melhor, definição sobre o que seja política pública. De modo geral, as políticas públicas podem ser compreendidas como o conjunto de ações e atividades empreendidas pelos governos com a finalidade de produzir mudanças na economia e na sociedade. Diante das muitas definições, infere-se que o estudo da política pública é um fenômeno complexo multidisciplinar, que envolve diversas áreas de conhecimento, e com multiplicidade de atores, internos e externos ao Estado.
   Com o objetivo de aprimorar a racionalidade dos estudos de políticas públicas, Lasswell (1951) delineou uma abordagem para a análise das políticas que propunha observá-las como um processo (policy process). O estudo da política pública como processo parte do pressuposto de que sua formação ocorre a partir de um conjunto inter-relacionado de estágios, por meio dos quais os temas e as deliberações fluem de forma mais ou menos sequencial. A perspectiva de etapas ou ciclos baseia-se na ideia de que todas as políticas passam pelos mesmos estágios, permitindo não apenas simplificar a compreensão do complexo processo de produção de políticas, mas também destacar seus aspectos centrais, como formulação, implementação e avaliação, entre outros, facilitando e impulsionando o desenvolvimento do próprio campo de estudos.
    O enfoque sobre a fase de implementação das políticas públicas constitui uma perspectiva relativamente recente na agenda de pesquisas dedicadas ao campo das políticas públicas. A implementação de políticas públicas é uma tarefa árdua e complexa, que envolve uma serie de fatores e atores, sendo que as decisões tomadas nessa etapa são cruciais para o sucesso das iniciativas governamentais. Na literatura, distintos modelos de análise e abordagens para a compreensão do processo de implementação foram desenvolvidos ao longo de diferentes gerações de pesquisas, que enfatizam perspectivas diversas, com destaque para os modelos top-down e bottom-up.
    O modelo top-down (de cima para baixo) caracteriza-se como um processo hierárquico e verticalizado, no qual as políticas são formuladas por agentes do alto escalão, legitimadas pelo grupo político que as comanda e, posteriormente, traduzidas em instruções aos níveis hierárquicos inferiores, ate alcançarem o público beneficiário. A abordagem botton-up (de baixo para cima), por sua vez, inicia a análise na outra extremidade do processo de implementação, com o objetivo de compreender a atuação dos implementadores da linha de frente, demonstrando que o sucesso ou o insucesso dos programas depende, em grande medida, das habilidades e das decisões dos atores envolvidos na implementação. Os debates em torno das abordagens top-down e bottom-up conduziram à formação de uma nova geração de estudos, sustentada pela compreensão de que são necessários olhares integrados, capazes de articular diferentes planos analíticos e conciliar estratégias dedutivas e indutivas.

Fonte: PIMENTEL, R. G. R; FERREIRA, V. R. S. Redes de cooperação e implementação de políticas públicas: análise sistemática do tema. Revista Brasileira de Gestão Pública, v. 4, n. l, 2025 (com adaptações).
Considere o seguinte trecho extraído do texto e analise as assertivas que seguem com base em aspectos fonéticos, semânticos e gramaticais:
infere-se que o estudo da politica publica é um fenômeno complexo multidisciplinar...
I. Na palavra complexo, a letra x representa dois fonemas consonantais diferentes (/k/ + /s/).
II. Identificam-se no trecho três palavras proparoxítonas: politica, publica e fenômeno.
III. A substituição do termo infere-se por depreende-se manteria a correção gramatical e o sentido original do período.
Está CORRETO o que se afirma em 
Alternativas
Q4256239 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Implementação de políticas públicas




    As políticas públicas, como campo do conhecimento, têm sua origem na ciência política americana e remonta aos estudos da década de 1950. O termo polícy sciences foi criado por Harold Lasswell em i951 e designa o estudo das políticas públicas como uma ciência aplicada. Para Lasswell (1951), as políticas públicas mereciam ser consideradas um objeto de estudo próprio, com o intuito de aumentar a racionalidade das decisões das organizações públicas.

    Existem inúmeras definições para o termo "políticas públicas" na literatura do campo. Entretanto, não existe uma única, nem melhor, definição sobre o que seja política pública. De modo geral, as políticas públicas podem ser compreendidas como o conjunto de ações e atividades empreendidas pelos governos com a finalidade de produzir mudanças na economia e na sociedade. Diante das muitas definições, infere-se que o estudo da política pública é um fenômeno complexo multidisciplinar, que envolve diversas áreas de conhecimento, e com multiplicidade de atores, internos e externos ao Estado.

    Com o objetivo de aprimorar a racionalidade dos estudos de políticas públicas, Lasswell (1951) delineou uma abordagem para a análise das políticas que propunha observá-las como um processo (policy process). O estudo da política pública como processo parte do pressuposto de que sua formação ocorre a partir de um conjunto interrelacionado de estágios, por meio dos quais os temas e as deliberações fluem de forma mais ou menos sequencial. A perspectiva de etapas ou ciclos baseia-se na ideia de que todas as políticas passam pelos mesmos estágios, permitindo não apenas simplificar a compreensão do complexo processo de produção de políticas, mas também destacar seus aspectos centrais, como formulação, implementação e avaliação, entre outros, facilitando e impulsionando o desenvolvimento do próprio campo de estudos.

    O enfoque sobre a fase de implementação das políticas públicas constitui uma perspectiva relativamente recente na agenda de pesquisas dedicadas ao campo das políticas públicas. A implementação de políticas públicas é uma tarefa árdua e complexa, que envolve uma série de fatores e atores, sendo que as decisões tomadas nessa etapa são cruciais para o sucesso das iniciativas governamentais. Na literatura, distintos modelos de análise e abordagens para a compreensão do processo de implementação foram desenvolvidos ao longo de diferentes gerações de pesquisas, que enfatizam perspectivas diversas, com destaque para os modelos top-down e bottom-up.

    O modelo top-down (de cima para baixo) caracteriza-se como um processo hierárquico e verticalizado, no qual as políticas são formuladas por agentes do alto escalão, legitimadas pelo grupo político que as comanda e, posteriormente, traduzidas em instruções aos níveis hierárquicos inferiores, até alcançarem o público beneficiário. A abordagem bottom-up (de baixo para cima), por sua vez, inicia a análise na outra extremidade do processo de implementação, com o objetivo de compreender a atuação dos implementadores da linha de frente, demonstrando que o sucesso ou o insucesso dos programas depende, em grande medida, das habilidades e das decisões dos atores envolvidos na implementação.

    Os debates em torno das abordagens top-down e bottom-up conduziram à formação de uma nova geração de estudos, sustentada pela compreensão de que são necessários olhares integrados, capazes de articular diferentes planos analíticos e conciliar estratégias dedutivas e indutivas.



Fonte: PIMENTEL R. G. R.; FERREIRA, V. R. S. Redes de cooperação e implementação de políticas públicas: análise sistemática do tema. Revista Brasileira de Gestão Pública, v. 4, n. 1,2025 (com adaptações).

Considere o seguinte trecho extraído do texto e analise as assertivas que seguem com base em aspectos fonéticos, semânticos e gramaticais:



infere-se que o estudo da política pública é um fenômeno complexo multidisciplinar...



I. Na palavra complexo, a letra x representa dois fonemas consonantais diferentes (/k/ + /s/).


II. Identificam-se no trecho três palavras proparoxítonas: política, pública e fenômeno.


III. A substituição do termo infere-se por depreende-se manteria a correção gramatical e o sentido original do período.



Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4256201 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Interações entre as mudanças climáticas e os

impactos socioeconômicos


    Segundo o Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC), as emissões globais de gases de efeito estufa devem cair pelo menos 7% ao ano, entre 2021 e 2030, e zerar as emissões em 2050, para afastar a chance de colapso climático, estabilizando o aquecimento global em 1,5oC. Entretanto, as emissões, ao longo dos últimos anos, estão, na verdade, aumentando globalmente cerca de 2% a 4% ao ano. As mudanças climáticas interagem com múltiplos estressores sociais e ambientais, intensificando seus impactos sociais e econômicos.


    Populações vulneráveis vivendo em encostas, que podem perder a vida em uma única chuva forte, são apenas um dos muitos exemplos. O agricultor que tem sua pequena propriedade familiar e é obrigado a abandonar as poucas cabeças de gado e a roça devido a uma seca prolongada também corre o risco de ser afetado. Muitas dessas dimensões das mudanças climáticas e suas interações sociais precisam ser mais bem compreendidas por meio de uma estreita colaboração entre diversas áreas de pesquisa na academia e de múltiplos atores sociais, incluindo lideranças políticas, organizações não governamentais, grupos sociais, comunidades e minorias.


    Os três relatórios mais recentes do IPCC, lançados em 2021 e 2022, mostram o quanto o Brasil, particularmente, é vulnerável às mudanças climáticas. O aquecimento médio observado no país, nas últimas décadas, é significativamente maior do que o aquecimento médio do planeta, pois as áreas continentais se aquecem mais do que as áreas oceânicas, que estão incluídas na média mundial. Nos últimos vinte anos, extremos climáticos registrados em todas as regiões brasileiras enfatizaram a necessidade de soluções para minimizar os problemas socioeconômicos decorrentes de secas fortes e frequentes e inundações em grandes áreas, inclusive áreas urbanas.


        O nosso modelo econômico, baseado no agronegócio, também é particularmente vulnerável a alterações nos padrões pluviométricos e nos padrões e aumento dos extremos climáticos. Quanto e quando chove é fundamental para a produtividade agrícola, podendo trazer insegurança alimentar e instabilidade econômica para a população brasileira. Vale ressaltar que nosso país também apresenta insegurança energética dada a vulnerabilidade da geração de energia hidrelétrica aos padrões de chuva. Observamos que a seca no Brasil central em 2021 afetou o custo da eletricidade, pois várias termelétricas foram ativadas e estas geram eletricidade com custo mais alto que as hidroelétricas. O Brasil tem 8.500 km de áreas costeiras, incluindo várias grandes cidades, tornando-o vulnerável à elevação do nível do mar e à acidificação marinha, que afetam a economia baseada em recursos pesqueiros.


    É fundamental ajudar o país a desenvolver estratégias baseadas na ciência para que o Brasil possa cumprir suas obrigações internacionais associadas ao Acordo de Paris e à Agenda 2030. Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) fornecem um arcabouço de como nossa sociedade pode se tornar mais sustentável, e ao mesmo tempo, mais justa e resiliente. A ação contra a mudança do clima e o ODS 13, mas muitos dos demais ODS são impossíveis de serem cumpridos sem um clima estável e previsível, além de dependerem de um sistema econômico mais justo que respeite os limites propiciados pelos recursos naturais finitos, e que considere a questão da justiça climática.


Fonte: ARTAXO, P. Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil. Ciência e

Cultura, São Paulo, v.74, n.4, p.1-14,2022.

A análise fonológica de um vocábulo exige identificar como os encontros gráficos (como dígrafos e grupos consonânticos) alteram a contagem de unidades sonoras em relação ao número de letras. A respeito do comportamento fonético do vocábulo aquecimento, empregado no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4252889 Português
A partir da proposta de classificação dos erros ortográficos proposta por Moojen (2009), analise as assertivas abaixo:

I. A categoria erros por falha no conversor fonema-grafema consiste na escolha incorreta da letra para representar o som, ocorrendo substituições, omissões, adições, transposições ou inversões.
II. Os erros por desconhecimento das regras contextuais representam a falta de consideração da existência de determinadas regras que definem o valor da letra em função do contexto.
III. Erros decorrentes do desconhecimento das irregularidades da língua ocorrem quando há dificuldade em identificar qual consoante deve ser utilizada para representar determinado som, considerando a origem da palavra.


Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4251994 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa cuja letra “c” em destaque NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra “c” em “carro”: 
Alternativas
Q4251832 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa em que os encontros (vocálicos ou consonantais) sublinhados são dígrafos, isto é, duas letras e um som: 
Alternativas
Q4251405 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
As palavras horrores e escrava possuem respectivamente: 
Alternativas
Q4251404 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra “g” na palavra estratégico: 
Alternativas
Q4249681 Português
Médicos alertam que riscos de doenças ameaçam sobreviventes

        Conforme equipes médicas internacionais chegam às regiões devastadas pelo terremoto na Turquia e na Síria, os ferimentos com que os profissionais se deparam são horripilantes, mas não surpreendem: ossos quebrados, braços e pernas esmagados por construções que desabaram, cortes infectados. Mas isso é apenas o início para os médicos e paramédicos que trabalham febrilmente para salvar vidas no desastre, segundo afirmam especialistas. Nas próximas semanas, conforme os esforços de busca se transformarem na lúgubre tarefa de recuperar corpos, incontáveis sobreviventes precisarão de remédios para pressão alta, diabetes e asma que acabaram soterrados. Muitas grávidas darão à luz em abrigos improvisados e campos de refugiados. Pacientes de câncer não receberão tratamento. Temperaturas congelantes resultam em sobreviventes sofrendo hipotermia ou queimaduras de frio nos abrigos. Leitos próximos nas instalações de acolhimento também podem levar à disseminação do coronavírus e outros vírus respiratórios. 

        E há outro risco: doenças transmitidas pela água, como cólera, que já apareceu na zona de guerra no noroeste da Síria em razão da qualidade ruim da água e do saneamento. “É uma situação horrível. Não podemos fazer o que queremos, temos de nos adaptar a uma maneira completamente diferente de tratar as pessoas. É uma situação que exige da gente mentalmente e moralmente”, afirmou Thomas Kirsch, professor de medicina da Universidade George Washington, a respeito dos próximos desafios para os médicos. Paul Spiegel, diretor do Centro para Saúde Humanitária da Faculdade Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública, afirmou que o período após os esforços de busca e resgate são cruciais, até dramáticos. “Você vai salvar muito mais gente garantindo que haja vigilância e pensando sobre como continuar o cuidado e a ajuda”. 

        Esses esforços já estão sendo coordenados pelo governo turco, pela Organização Mundial da Saúde e por grupos de ajuda que enviam regularmente equipes de emergência para zonas atingidas por terremotos. Os desafios para fornecer assistência médica são especialmente desanimadores. O desastre destruiu hospitais e outras instalações médicas que poderiam ter sido cruciais no tratamento de feridos em desmoronamentos de edifícios. “Estradas arruinadas e intransitáveis não facilitarão nada as condições para as organizações médicas”, afirmou Kirsch.

Fonte: Jornal O estado de São Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja letra g represente o mesmo fonema representado pela letra g na palavra congelante:
Alternativas
Q4249679 Português
Médicos alertam que riscos de doenças ameaçam sobreviventes

        Conforme equipes médicas internacionais chegam às regiões devastadas pelo terremoto na Turquia e na Síria, os ferimentos com que os profissionais se deparam são horripilantes, mas não surpreendem: ossos quebrados, braços e pernas esmagados por construções que desabaram, cortes infectados. Mas isso é apenas o início para os médicos e paramédicos que trabalham febrilmente para salvar vidas no desastre, segundo afirmam especialistas. Nas próximas semanas, conforme os esforços de busca se transformarem na lúgubre tarefa de recuperar corpos, incontáveis sobreviventes precisarão de remédios para pressão alta, diabetes e asma que acabaram soterrados. Muitas grávidas darão à luz em abrigos improvisados e campos de refugiados. Pacientes de câncer não receberão tratamento. Temperaturas congelantes resultam em sobreviventes sofrendo hipotermia ou queimaduras de frio nos abrigos. Leitos próximos nas instalações de acolhimento também podem levar à disseminação do coronavírus e outros vírus respiratórios. 

        E há outro risco: doenças transmitidas pela água, como cólera, que já apareceu na zona de guerra no noroeste da Síria em razão da qualidade ruim da água e do saneamento. “É uma situação horrível. Não podemos fazer o que queremos, temos de nos adaptar a uma maneira completamente diferente de tratar as pessoas. É uma situação que exige da gente mentalmente e moralmente”, afirmou Thomas Kirsch, professor de medicina da Universidade George Washington, a respeito dos próximos desafios para os médicos. Paul Spiegel, diretor do Centro para Saúde Humanitária da Faculdade Johns Hopkins Bloomberg de Saúde Pública, afirmou que o período após os esforços de busca e resgate são cruciais, até dramáticos. “Você vai salvar muito mais gente garantindo que haja vigilância e pensando sobre como continuar o cuidado e a ajuda”. 

        Esses esforços já estão sendo coordenados pelo governo turco, pela Organização Mundial da Saúde e por grupos de ajuda que enviam regularmente equipes de emergência para zonas atingidas por terremotos. Os desafios para fornecer assistência médica são especialmente desanimadores. O desastre destruiu hospitais e outras instalações médicas que poderiam ter sido cruciais no tratamento de feridos em desmoronamentos de edifícios. “Estradas arruinadas e intransitáveis não facilitarão nada as condições para as organizações médicas”, afirmou Kirsch.

Fonte: Jornal O estado de São Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja palavra NÂO apresente dígrafo:
Alternativas
Q4249467 Português
Verão com moderação

   O calor com o qual o brasileiro imagina estar aclimatado é coisa do passado. O aumento da intensidade e da frequência de ondas de temperaturas extremas é uma realidade trazida pelas mudanças climáticas, que chegou para ficar no Brasil, alertam especialistas. E elas adoecem e aumentam os índices de partos prematuros, suicídio, agressividade e criminalidade, revelam novos estudos. O calor extremo mata.
    Ninguém está acostumado com essas temperaturas. Que o digam, por exemplo, habitantes do Rio de Janeiro, que arderam no último dia 4 de fevereiro a 58 C, a maior sensação térmica já registrada na cidade. Ou os gaúchos, que têm enfrentado dias seguidos temperaturas superiores a 35 C com baixa umidade do ar, combinação insalubre, que aumenta a perda de líquido, sobrecarrega o organismo e eleva o risco para saúde.
    “O calor é uma grave ameaça à saúde. As pessoas precisam entender que ele mata. É uma ilusão pensar “estou acostumado”. Isso já não existe mais. É hora de pensar em adaptação, novas políticas públicas e cuidados pessoais. Não é mais preciso ir para o deserto para morrer de calor” adverte Paulo Saldiva, professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista no impacto do meio ambiente sobre a saúde.

Fonte: Jornal O Globo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja letra c da palavra represente o mesmo fonema representado pela letra c na palavra cidade
Alternativas
Q4249311 Português
EUA derrubam objeto não identificado sobre o Alasca


   O Pentágono derrubou ontem um objeto não identificado sobre o Alasca por ordem do presidente Joe Biden. O incidente foi confirmado pelo porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em entrevista coletiva. Autoridades dos EUA disseram que não foi confirmado se o objeto era um balão, mas estava viajando a uma altitude que o tornava uma ameaça potencial para aeronaves civis. Segundo o porta-voz, o objeto estava a uma altitude de cerca de 40 mil pés. Kirby disse que as autoridades o estavam descrevendo como “objeto” porque essa era a melhor descrição até o momento.

   Uma autoridade dos EUA disse que não havia “nenhuma indicação afirmativa de ameaça militar” para as pessoas no solo. Autoridades disseram que não podiam confirmar se havia algum equipamento de vigilância no objeto abatido. Um esforço de recuperação dos escombros estava sendo conduzido, disse Kirby. Ele disse que o objeto era “aproximadamente do tamanho de um carro pequeno” – muito menor do que o balão espião que tinha uma carga útil do tamanho de um ônibus.

   A ação ocorre menos de uma semana depois que um caça americano derrubou um balão espião chinês que havia atravessado os EUA. A Casa Branca foi criticada por alguns republicanos por não derrubar imediatamente o balão, mas Biden disse que estava agindo por recomendação de oficiais militares, que disseram para esperar até que o balão estivesse sobre a água antes de destruí-lo para não haver riscos para pessoas em solo. Autoridades dos EUA dizem que o balão espião fazia parte de uma frota dirigida pelos militares chineses que sobrevoou mais de 40 países em cinco continentes nos últimos anos.

  Os balões são fabricados por uma ou mais empresas administradas por civis que vendem oficialmente produtos para os militares, disseram autoridades americanas, embora o governo Biden não tenha identificado publicamente a empresa que fabricou o balão derrubado. Autoridades dizem que um balão que estava flutuando sobre a América Latina na semana passada também fazia parte do programa de vigilância chinês.


Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra s na palavra presidente:
Alternativas
Q4249309 Português
EUA derrubam objeto não identificado sobre o Alasca


   O Pentágono derrubou ontem um objeto não identificado sobre o Alasca por ordem do presidente Joe Biden. O incidente foi confirmado pelo porta-voz da Casa Branca, John Kirby, em entrevista coletiva. Autoridades dos EUA disseram que não foi confirmado se o objeto era um balão, mas estava viajando a uma altitude que o tornava uma ameaça potencial para aeronaves civis. Segundo o porta-voz, o objeto estava a uma altitude de cerca de 40 mil pés. Kirby disse que as autoridades o estavam descrevendo como “objeto” porque essa era a melhor descrição até o momento.

   Uma autoridade dos EUA disse que não havia “nenhuma indicação afirmativa de ameaça militar” para as pessoas no solo. Autoridades disseram que não podiam confirmar se havia algum equipamento de vigilância no objeto abatido. Um esforço de recuperação dos escombros estava sendo conduzido, disse Kirby. Ele disse que o objeto era “aproximadamente do tamanho de um carro pequeno” – muito menor do que o balão espião que tinha uma carga útil do tamanho de um ônibus.

   A ação ocorre menos de uma semana depois que um caça americano derrubou um balão espião chinês que havia atravessado os EUA. A Casa Branca foi criticada por alguns republicanos por não derrubar imediatamente o balão, mas Biden disse que estava agindo por recomendação de oficiais militares, que disseram para esperar até que o balão estivesse sobre a água antes de destruí-lo para não haver riscos para pessoas em solo. Autoridades dos EUA dizem que o balão espião fazia parte de uma frota dirigida pelos militares chineses que sobrevoou mais de 40 países em cinco continentes nos últimos anos.

  Os balões são fabricados por uma ou mais empresas administradas por civis que vendem oficialmente produtos para os militares, disseram autoridades americanas, embora o governo Biden não tenha identificado publicamente a empresa que fabricou o balão derrubado. Autoridades dizem que um balão que estava flutuando sobre a América Latina na semana passada também fazia parte do programa de vigilância chinês.


Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, Edição de 11 de fevereiro de 2023.
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO apresente dígrafo:
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: D
4: C
5: B
6: D
7: D
8: A
9: A
10: D
11: D
12: B
13: E
14: A
15: B
16: B
17: D
18: C
19: E
20: C