Questões de Concurso Sobre fonemas e letras em português

Foram encontradas 998 questões

Q4362400 Português
Assinale a alternativa cuja letra em destaque NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra j em janela: 
Alternativas
Q4341792 Português

Autorretrato inédito de Van Gogh é descoberto atrás de

outra pintura do artista



       Um autorretrato escondido de Vincent Van Gogh foi descoberto atrás de uma de suas pinturas, coberto por camadas de cola e papelão por mais de um século.   

        A imagem foi encontrada quando conservadores de arte tiraram um raio-X da pintura “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)” de Van Gogh, de 1885, antes de uma exposição futura.

     Eles descobriram a imagem escondida na parte de trás de sua tela coberta por uma folha de papelão, de acordo com um comunicado de imprensa das Galerias Nacionais da Escócia (NGS, na sigla em inglês).

     Especialistas dizem que a obra de arte revelada era desconhecida até agora. “Momentos como esse são incrivelmente raros”, disse Frances Fowle, curadora sênior de arte francesa do NGS, no comunicado à imprensa. “Descobrimos uma obra desconhecida de Vincent Van Gogh, um dos artistas mais importantes e populares do mundo.”

      O mestre holandês costumava reutilizar telas para economizar dinheiro, transformando-as para trabalhar no verso, disse o NGS.

      Acredita-se que o autorretrato subjacente tenha sido feito durante um momento chave na carreira de Van Gogh, quando ele foi exposto ao trabalho dos impressionistas franceses depois de se mudar para Paris.

       A imagem de raio-X “totalmente convincente” mostra “um assistente barbudo com um chapéu de abas com um lenço frouxamente amarrado na garganta. Ele fixa o espectador com um olhar intenso, o lado direito do rosto na sombra e a orelha esquerda claramente visível”, de acordo com o comunicado.

      Embora a condição do autorretrato real seja desconhecida, se puder ser descoberta, espera-se que ajude a lançar uma nova luz sobre o renomado artista.

      O processo de remoção da cola e do papelão exigirá um delicado trabalho de conservação. A pesquisa está em andamento sobre como isso pode ser feito sem prejudicar a tela “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)”.

      A pintura, que mostra uma mulher local da cidade de Nuenen, no sul da Holanda, onde o artista viveu de dezembro de 1883 a novembro de 1885, chegou ao NGS em 1960 como presente de um advogado de Edimburgo.

     Foi provavelmente por volta de 1905, quando a tela foi emprestada para uma exposição no Museu Stedelijk, em Amsterdã, que foi tomada a decisão de colar a tela em papelão antes de emoldurar, segundo o comunicado de imprensa.

       O NGS acrescentou que, na época, “Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa)” provavelmente era um quadro considerado mais “acabado” do que o autorretrato de Van Gogh.

        A pintura mudou de mãos várias vezes até ir para a Escócia em 1951.

      A imagem de raio-X pode ser vista publicamente pela primeira vez através de uma caixa de luz especialmente criada quando ocupa o centro do palco na exposição “A Taste for Impressionism” entre 30 de julho e 13 de novembro na Royal Scottish Academy, em Edimburgo.

(Fonte: CNN Brasil - adaptado.)
Em relação ao uso de G ou J, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4324088 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Os desafios da retomada da economia e do crescimento pós-pandemia






(Disponível em: https://www.portaldaindustria.com.br/industria-de-a-z/retomada-do-crescimento-pospandemia – texto adaptado especialmente para esta prova).


A letra “x” representa os seguintes fonemas: /ch/, /z/, /s/, /cs/, e /ss/. No texto, temos alguns exemplos: enxugar, relaxamento, exercício, extrema, expectativas e contexto. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA de uso da letra “x”.
Alternativas
Q4323486 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Olhar histórico sobre a valorização docente no Brasil


Por Stephanie Kim Abe

Q1_10.png (877×631)

(Disponível em: https://www.cenpec.org.br/noticias/olhar-historico-sobre-a-valorizacao-docente – texto adaptado especialmente para esta prova).
A letra “x” pode representar os seguintes fonemas: /ch/, /z/, /s/, /cs/, e /ss/. Com base nessa informação, assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA de uso da letra “x”.
Alternativas
Q4265080 Português
Mistério! Cobra exótica é encontrada nas alturas de prédio no Bigorrilho, em Curitiba



    Uma cobra apareceu na noite de terça-feira (15) em um apartamento no nono andar no bairro Bigorrilho, em Curitiba. O Corpo de Bombeiros foi chamado para atender a ocorrência e levou o animal para o Passeio Público para se fazer a identificação. Ninguém ficou ferido.
    De acordo com os bombeiros, a cobra foi encontrada atrás de um armário do apartamento, mas a responsável pelo imóvel não sabia informar como o animal foi parar ali. Outros moradores também foram questionados, mas ninguém se responsabilizou pela cobra.
    “Entrou um chamado de que havia sido avistado uma cobra dentro do apartamento e ela estava embaixo de um armário. Como ela chegou lá não foi possível apurar. Aparentemente é uma cobra exótica, que não parece ser da nossa fauna. A suspeita é que seja o animal de estimação de alguém”, disse o bombeiro Valdecir, que atendeu à ocorrência em entrevista ao Bom Dia Paraná, da RPC, desta quarta-feira.
      O susto foi grande por parte dos moradores e a cobra foi encaminhada ao Passeio Público, local em que o animal vai ser identificado e posteriormente definido o destino da cobra.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/misteriocobra-exotica-e-encontrada-nas-alturas-de-predio-no-bigorrilho-emcuritiba/ Acesso em 19 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o número correto de letras e fonemas da palavra “possível”:
Alternativas
Q4265014 Português
Incêndio na França obriga 10 mil pessoas a deixar suas casas


    Uma região no sudoeste da França foi atingida por incêndios florestais nesta quarta-feira (10), e foi necessário retirar 10 mil moradores da área —uma parte deles subiu em telhados quando as chamas se aproximaram.

    A área afetada foi Gironde, vizinha de Landes, que também foi afetada por incêndios neste ano. Em Gironde, a polícia foi de porta em porta dizer aos moradores para saírem enquanto o fogo avançava. Os bombeiros continuam a retirar pessoas de suas casas, e diversas estradas e acessos foram interditados.

    A França, como o resto da Europa, vem enfrentando dificuldades neste verão com sucessivas ondas de calor e a pior seca já registrada. Dezenas de incêndios florestais afetaram diversas regiões do país.

    Mais de 57 mil hectares foram incendiados na França neste ano, quase seis vezes a média anual de 2006-2021, segundo dados do Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais.

    O ministro do Interior, Gerald Darmanin, afirmou que 9 em cada 10 incêndios são causados por pessoas. Suécia e Itália se preparam para enviar ajuda à França. O incêndio florestal de Gironde é um dos muitos que se espalharam pela Europa neste verão, desencadeado por ondas de calor que assaram o continente e trouxeram temperaturas recordes.


Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/incendio-na-francaobriga-10-mil-pessoas-a-deixar-suas-casas-veja-video.ghtml Acesso em 10 de agosto de 2022. 
Assinale a alternativa cuja letra em destaque NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra g na palavra atingida: 
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Q4264302 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo:
Alternativas
Q4264301 Português
Estudante de Curitiba nota mil na redação do Enem é aluna de escola pública


   Tirar uma nota 1.000 (pontuação máxima) na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é difícil (para não dizer quase impossível) e a estudante de Curitiba Emily Moraes de Oliveira, 19 anos, sentiu essa alegria extrema ao descobrir, na última sexta-feira (11), que ela havia alcançado o feito. O resultado do Enem 2021 foi publicado na quarta-feira (9) e a jovem até tinha esperança de atingir uma boa média. Só não poderia prever que sua nota seria surpreendente.

   A Emily sempre estudou em escola pública. Apenas os anos de Ensino Médio ela concluiu no Colégio Sesc São José, no Centro da capital, onde entrou depois de passar em um teste para bolsa de estudos e conseguir 100% de desconto. Ela se formou no ano passado. Além do “dez na redação”, o bom desempenho na área de linguagens da prova do Enem e a dedicação nos estudos das outras áreas lhe renderam 756,4 na pontuação geral.

   “Contei primeiro para minha avó, que ficou extremamente feliz com a notícia, já que sempre me viu estudar por horas e horas e sempre ouvia minhas redações depois de prontas. Acessei o resultado na sexta-feira e, imediatamente, comuniquei para as minhas professoras do Ensino Médio, pelo Instagram, que ficaram admiradas e orgulhosas também pelo resultado. Meu colégio até me convidou a dar uma palestra para conversar com os alunos sobre a importância da rotina de estudos, de manter a constância, de praticar, de tirar dúvidas”, contou a jovem em um papo com a Tribuna.

   Segundo ela, a nota máxima na redação chegou após muito esforço. “Não era tão boa em redação, mas melhorei com muito esforço, fazendo cerca de duas redações por semana, fora as obrigações do colégio. Quanto ao tema, eu tinha estudado em casa alguns meses antes da realização do Enem. Isso me ajudou. Vi que há uma extrema necessidade de conhecer o que realmente é cobrado na redação”, destaca. O tema da redação da Emily foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”.

   O sonho para o futuro é entrar na área da Saúde. “Quero fazer Medicina na UFPR. Sempre tive uma imensa admiração pela profissão”, conta. E o vestibular para o curso ela fez na semana passada, junto com milhares de estudantes que tentam uma vaga nos cursos da UFPR. “Estou no aguardo do resultado definitivo que sai no dia 14 de março. A redação eu achei tranquila”, brinca ela, após a reportagem perguntar se a redação do vestibular estava mais difícil ou mais fácil do que a do Enem.

   A gestora pedagógica do Sesc São José, Marlene Kochinski, disse que a instituição sente um imenso orgulho da Emily Moraes. “É uma estudante que faz parte de um projeto social do colégio em parceria com o Sesc/PR e o Grupo Educacional Bom Jesus, com alunos bolsistas, e ela sempre se destacou. Para nós, um aluno nota mil é sensacional. Estamos torcendo para ela passar em Medicina”, ressalta a gestora. A Katia Dell’Aira, assessora pedagógica, ainda explicou que a Emily é esforçada, dedicada nas atividades e sempre respondeu bem aos professores. “Lembrando que ainda tivemos dois anos de aula virtual. Não foi fácil e ela conseguiu uma nota alta na redação e na pontuação do Enem”, disse.

   O Sesc São José confirmou o convite feito para a Emily participar de um bate-papo com alunos do último ano do Ensino Médio. Por causa da pandemia, a conversa será virtual. “É uma prática comum do colégio. Sempre trazemos, em alguns momentos do ano, ex-alunos para conversar, dar dicas de estudos, falar sobre a experiência nos cursos superiores que escolheram, Enem, vestibular. Tudo para a troca de experiências”, finaliza a Marlene Kochinski.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/noticias/curitiba-regiao/estudante-decuritiba-nota-mil-na-redacao-do-enem-e-aluna-de-escola-publica/ Acesso em 20 de fevereiro de 2022.
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra s na palavra imensa: 
Alternativas
Q4251994 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa cuja letra “c” em destaque NÃO represente o mesmo fonema representado pela letra “c” em “carro”: 
Alternativas
Q4251832 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa em que os encontros (vocálicos ou consonantais) sublinhados são dígrafos, isto é, duas letras e um som: 
Alternativas
Q4251405 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
As palavras horrores e escrava possuem respectivamente: 
Alternativas
Q4251404 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa cuja letra em destaque represente o mesmo fonema representado pela letra “g” na palavra estratégico: 
Alternativas
Q4242817 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


4ª Onda de Covid: o que explica alta de casos no Brasil. 


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(Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/saude/medicina/4%c2%aa-onda-de-covid-o-que-explica-alta-de-casos-no-brasil/ar-AAXZJdQ?ocid=mailsignout&li=AAggXC1 – texto especialmente adaptado para esta prova).

Na língua falada, a distinção entre as vogais /e/ e /i/ nem sempre é nítida. Por isso, às vezes, surgem dúvidas na escrita. Observe as palavras “possui” e “continue”. Assinale a alternativa que apresenta a grafia INCORRETA. 
Alternativas
Q4170205 Português


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/autoconhecimento/julia-cameron-arte-da-escuta – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que apresenta palavra que tenha o mesmo número de fonemas e letras. 
Alternativas
Q4168280 Português
Projetos estimulam a produção de mandioca por mulheres da agricultura familiar em Barcarena, no Pará.


Com apoio das iniciativas, as agricultoras já produziram quase meia tonelada de derivados da mandioca, como a farinha.




(Fonte: Por g1 PA / TV Liberal — Belém, 26/03/2022, 15h36. Atualizado há 3 semanas)
A palavra “mulheres” apresenta
Alternativas
Q4168085 Português
Vencedor do prêmio Educador Nota 10 leva música para a sala de aula


Q1_15.png (640×181)


(http:g1.globo.com/como-sera/noticia/2018/10) 
A palavra “história” apresenta
Alternativas
Q4168011 Português
Você conhece o matapi?


Em Mazagão, no Amapá, uma associação de mulheres se juntou a um pesquisador da Embrapa para fazer uma nova versão da armadilha usada para pescar camarões. O novo projeto de matapi captura somente camarões adultos e deixa os filhotes crescerem livremente, tornando toda a produção mais sustentável.


(http:g1.globo.com/como-sera/noticia/2018/10)
A palavra “armadilha” apresenta
Alternativas
Q4164895 Português
Assinale o número de fonemas da palavra “vezes”. 
Alternativas
Q4164892 Português
A palavra “feijão” é escrita com J. Com base nessa informação, assinale a palavra em que ocorre o mesmo caso.
Alternativas
Q4164887 Português
Assinale a alternativa que apresenta o número de consoantes e vogais da palavra “organismo”. 
Alternativas
Respostas
521: B
522: A
523: C
524: E
525: A
526: C
527: D
528: C
529: B
530: E
531: A
532: B
533: C
534: D
535: B
536: C
537: B
538: C
539: E
540: E