Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de número (singular, plural) em português
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Texto para a questão.

I − A multidão de fãsinvadia as áreas desocupadas.
II − Banana ou maçã agradam a criança.
III − Nem vôlei nem basquete é seu esporte favorito.
IV − Minha avó, com meu avô, faleceu neste último mês.
Substituindo o verbo “haver” destacado pelos verbos nas alternativas a seguir, houve DESVIO de concordância em:
(_) Os alunos queriam uma nota melhor.
(_) Os estudos apresenta novos resultados, e esses resultados são preocupantes.
(_) Participaria de uma aula e a aula foi longa.
(_) Os documentos foram enviados para a empresa, mas esses documentos estavam errados.

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na oração “a garotada respondeu em coro” (linha 7), a forma verbal sublinhada deveria, de acordo com a norma-padrão, estar empregada na terceira pessoa do plural.
Leia a crônica para responder à questão.
Fiscais de barriga
Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida urbana. É o fiscal de barriga. Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele abre um sorriso até as orelhas e tasca:
– Engordou, hein?!
Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente.
Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria:
– Balança de farmácia não presta!!
E sai à procura de outra.
O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos argutos2:
– Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro.
– Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me.
– Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito.
Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um inquisidor, dá a estocada final:
– Só falo porque sou seu amigo.
Que ninguém acredite na expressão de solidariedade. Torturar o próximo, eis seu maior prazer.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado)
1 fel: amargura, azedume.
2 argutos: muito atentos.
Leia o texto para responder à questão.
Meu pai
Sempre que vejo um canário me lembro do meu pai. Cresci cercado por gaiolas, repleto de pássaros coloridos. Eu ajudava a dar alpiste e a encher os bebedouros de água. Acompanhava as fêmeas chocando os ovos. Era fantástico ver os filhostinhos piando. Minha mãe preparava uma papa de ração, que meu pai dava com colherzinha.
Às vezes, eram tantos os cuidados que eu sentia ciúme. E se gostasse mais dos canários que de mim?
Meu pai não foi dado a atenção de carinho. Talvez porque tenha sido criado num meio em que o homem não expressava os sentimentos. Talvez porque nunca recebi muito carinho do próprio pai. Saiu de casa aos 13 anos e foi morar com um irmão.
Queria ter continuado os estudos, mas, casado e com filhos, não poderia seguir adiante.
Era ferroviário, telegrafista, uma profissão mal remunerada; porém a pobreza, em minha infância no interior, foi mais digna que a de hoje em dia.
A duras penas, consegui batalhar por um projeto de vida para os filhos. Seu maior compromisso era nos fazer estudar. Todos os esforços da família eram orientados para nossa educação. Até a fuga dos canários causaria menos dor a meu pai que ver um filho repetir de ano.
Aos 13 anos, já anunciei meu desejo de ser escritor e ganhei dele minha máquina de escrever: era um modelo primeiro simples, comprado em prestações a perder de vista. Nunca esquecereii a sensação de sentir o cheiro de tinta e a letra surgindo no papel!
Ao longo da vida, tive a chance de sentir seu apoio várias vezes. Ele sempre força por nós.
Meu pai era um homem simples, mas teve grandeza.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 2001. Adaptado)
“E todo o tempo, para que não persistissem dúvidas, quanto à realidade oculta pela lengalenga especiosa de Goldstein, por trás de sua cabeça, na teletela, infindas colunas do exército eurasiano – fileiras após fileiras de homens sólidos com rostos asiáticos, sem expressão, que até a superfície da placa e sumiam, para ser seguidos por outros exatamente idênticos. O ritmo cavo e monótono das botas dos soldados uma cortina sonora para os balidos de Goldstein.”
George Orwell. 1984. SP, Cia Ed. Nacional, 2004, p. 15
Assinale a alternativa cujas formas verbais completam, respectivamente, as lacunas do texto, compondo a concordância dos elementos nos períodos.
I. O verbo “tende” concorda com “maioria”, uma das formas possíveis de concordância nesse arranjo sintático.
II. O verbo “é” encontra-se no singular porque não tem sujeito.
III. “Falantes” pode levar o verbo “tende” para o plural, numa nova proposta de concordância.
São corretas as proposições apresentadas em:

Com base nas informações do texto e nas estruturas morfossintáticas que o constituem, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na oração “a garotada respondeu em coro” (linha 7), a forma verbal sublinhada deveria, de acordo com a norma-padrão, estar empregada na terceira pessoa do plural.
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
Lei estadual garante suspensão de contrato de
fidelização por má prestação de serviço
O Procon de João Pessoa divulgou, neste sábado (9), o alerta de que a Lei Estadual 11.879/2021 garante ao consumidor paraibano a inclusão de cláusulas liberando a fidelização contratual junto às empresas de telefonia em suas várias modalidades (fixa, móvel e de banda larga), sem nenhum ônus ao cliente, caso fique constatada a má qualidade do serviço nos contratos de adesão a esses serviços.
O assunto costuma gerar dúvidas entre os clientes, conforme aponta o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Rougger Guerra. Segundo ele, o Procon-JP é acionado com frequência para tratar da execução da lei.
“A lei prevê que o cliente pode questionar o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária, inclusive com a liberação da fidelização”, crava.
De acordo com a legislação, o atendimento insatisfatório ficará caracterizado quando houver o expresso descumprimento de quaisquer das cláusulas contratuais ou de regras estabelecidas pela agência reguladora competente, no caso a Anatel, para esse tipo de serviço.
A lei diz, textualmente, que a empresa deverá incluir cláusula de rescisão contratual, sem ônus, por má qualidade do serviço, independente dos prazos de fidelização’. A Lei também prevê que caberá às prestadoras de serviços o ônus da prova pelo não descumprimento de qualquer obrigação prevista no contrato ou pela não frustração das legítimas expectativas do contratante quanto à qualidade de prestação do serviço.
Rougger Guerra explica que, apesar da legislação federal considerar que a fidelização por desistência por parte do consumidor é legal e que pode até gerar multa para o cliente caso esteja previsto no contrato, a legislação estadual de 2021 regula que, se houver a constatação de má prestação do serviço, o cliente pode requerer o fim do contrato sem arcar com nenhum ônus.
A legislação estadual também regula as penalidades para a empresa que descumprir o contrato junto ao cliente, indicando o que está previsto na lei 8.078/1999 (Código de Defesa do Consumidor – CDC), pode ir de multas à suspensão temporária dos serviços.
https://portalcorreio.com.br. Em 09/09/2023.
“... o contrato de fidelização caso haja a constatação da má prestação de serviço por parte da empresa concessionária...”
Sobre o verbo haja, analise as assertivas a seguir e coloque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.
( ) É um verbo impessoal.
( ) É um verbo regular.
( ) Pode ser substituído por “existir” sem alterar o sentido do texto.
( )Está conjugado na 3ª pessoa do singular.
( ) Indica tempo já decorrido e está flexionado no subjuntivo, modo verbal que expressa certeza.
A sequência CORRETA é:
Como a qualidade de sono afeta a sua saúde?
- Durante __ sono, é possível repor energias e regular o metabolismo, fatores essenciais
- para manter corpo e mente saudáveis. Dormir bem é um hábito que deve ser incluído na rotina
- de todos Especialistas recomendam em média 8 horas de sono por dia, sem interrupções. Esse
- número pode variar de acordo com a idade de cada indivíduo e as necessidades de
- desenvolvimento de seu corpo, de acordo com o indicado.
- A longo prazo, a má qualidade do sono pode ter efeitos de maior alcance em sua saúde
- geral: aumenta o risco cardiovascular, colocando você em maior risco de ter problemas como
- derrames e infartos. Noites mal dormidas também estão associadas a pressão alta, diabetes e
- obesidade. Além dos problemas de saúde física, a má qualidade do sono é um fator que contribui
- para os problemas de saúde mental, como depressão, cansaço emocional, falta de concentração
- e mudanças de humor. Não faz mal repetir e insistir: dormir bem é o segredo da boa saúde e da
- felicidade.
- Abaixo, veja alguns hábitos que podem ajudar você a criar uma boa noite de sono.
- • Pratique a boa “higiene do sono”: tenha um horário definido para ir dormir e acordar e não deixe
- de segui-lo.
- • Evite os dispositivos eletrônicos pelo menos 2 horas antes de ir dormir. Também é bom diminuir
- as luzes da casa nesse período. Isso ajudará a dizer para o seu cérebro que está perto da hora
- de dormir.
- • Faça exercícios físicos diariamente, mas não muito tarde.
- • Prepare um jantar leve ao entardecer, pois muito tarde pode interferir no sono.
(Disponível em: https://www.hospitalanchieta.com.br/como-a-qualidade-de-sono-afeta-a-sua-saude/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta flexão de plural escrita de forma INCORRETA.
Papos
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo…
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-loias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
Luis Fernando Verissimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Considere o excerto: “E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara.” Neste contexto, a personagem se utiliza de formas pronominais diferentes para se referir à mesma pessoa do discurso. Na verdade, os pronomes “te”, “lhe” e “sua” se referem, respectivamente, à: