Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q1902555 Português
Para responder à questão, analise o Tuíte, abaixo, sobre a morte do Policial Civil trans, Paulo Vaz, que repercutiu nas redes sociais. 

O tuíte expressa, de modo claro, o uso e aplicabilidade de dois prefixos, “CIS” e “TRANS”. Pela sua conceituação etimológica, podemos afirmar que esses prefixos possuem uma relação de:

Alternativas
Q1899521 Português

Instrução: Leia o texto 3 a seguir e responda à questão que a ele se refere.

Texto 3


Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/tecnologia-que-agiliza/. Acesso em 25 out. 2021.

As onomatopeias utilizadas relacionam-se, na ordem do texto,
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: PC-AM Prova: FGV - 2022 - PC-AM - Investigador de Polícia |
Q1899338 Português

Todas as frases abaixo se apoiam em metáforas, que é um tipo de figura de base comparativa, ou seja, que estabelece um ponto de semelhança entre duas coisas.

Assinale a opção em que a comparação ou metáfora não está explicada.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: IBGE Prova: FGV - 2022 - IBGE - Recenseador |
Q1898927 Português

“É um paradoxo que a ideia de ter vida longa agrade a todos, e a ideia de envelhecer não agrade a ninguém”.

Essas ideias formam um paradoxo porque

Alternativas
Q1898225 Português
Assinale a opção que apresenta o pensamento que se apoia em uma analogia que não aparece explicada.
Alternativas
Q1898220 Português

Na bolsa global, a todo ciclo de oba-oba corresponde um surto de epa-epa.” Maria da Conceição Tavares

Considerando o contexto, as duas onomatopeias desse pensamento têm os seguintes valores: 

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Q1898106 Português
Na imagem abaixo, identifica-se a presença da seguinte figura de linguagem:

Imagem associada para resolução da questão

Créditos: Victor Moriyama/Getty Images.
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Ano: 2022 Banca: COTEC Órgão: IPREB - MG Prova: COTEC - 2022 - IPREB-MG - Contador |
Q1896639 Português
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão.

TEXTO 01 



Fonte: LISPECTOR, Clarice. As três experiências. In: LISPECTOR, Clarice. Todas as crônicas. São Paulo: Editora Rocco, 2018. 
Assinale o enunciado que expressa uma linguagem figurada:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: SSP-AM Prova: FGV - 2022 - SSP-AM - Técnico de Nível Superior |
Q1895459 Português

Todas as frases abaixo estão construídas com comparações explícitas ou em linguagem figurada (metáfora).

Assinale a opção em que o motivo da comparação está identificado de forma correta.

Alternativas
Q1891806 Português

Observe as tirinhas abaixo e responda:


Imagem associada para resolução da questão



A Estilística estuda os processos de manipulação da linguagem que permitem a quem fala ou escreve sugerir conteúdos emotivos e intuitivos por meio das palavras. Diante disso, marque a alternativa correta que apresenta as figuras de linguagem no quadrinho 1 e 4: 

Alternativas
Q1888822 Português
Texto para a questão

Brasil dividido em dois

Por Mirian Endo, em 17 de Dezembro de 2021.

De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões.

Há algum tempo, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet me levou ao fim de uma amizade de longa data. Uma amiga discutiu intensamente comigo por não concordar com a minha opinião. Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado.

Este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas tem para fazer. Parte desse problema vem da dificuldade em reconhecer o outro. Para muitas pessoas, o outro existe desde que se subordine ao nosso padrão.

Por que vivenciamos o atual clima de tensão na política, nas redes sociais e em outros meios? Certamente não tenho uma resposta final para essa questão. Me parece, no entanto, que dois fatores contribuem em alguma medida para esse cenário. 

Primeiramente, é evidente que as pessoas têm acesso a mais informações de forma quase instantânea. Existem câmeras e smartfones em todos os lugares, prontos para registrar o exato momento em que qualquer pessoa faz algo errado. Esse ambiente de constante vigília que deixaria George Orwell impressionado parece ter criado nas pessoas uma ideia de que todos fazem algo errado em algum momento. Ou, se preferir, todos são suspeitos.

Sim! Todos são suspeitos em um mundo repleto de câmeras. Isso certamente cria em nós uma crise de identidade e reduz o nosso interesse por manter debates amigáveis e construtivos.

O segundo fator está relacionado às redes sociais. O acesso às redes sociais é um aspecto de empoderamento, pois nos permite falar para um público e, eventualmente, sermos louvados por isso. Com um celular em mãos, podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias – até mesmo falsas notícias – levantar bandeiras e defender pontos de vista.

O que aconteceria se todos tivessem acesso a esse grande poder de comunicação? Bem, basta pegar seu aparelho celular e conferir as inúmeras opiniões rudes, pouco sensatas, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo que inundam a Internet diariamente.

Ao término dessa breve reflexão, uma pergunta é inevitável: podemos ter esperanças de que tempos melhores virão?
Leia o texto 'Brasil dividido em dois' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Ao utilizar uma sequência de verbos no infinitivo no trecho “Com um celular em mãos podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias”, a autora lança mão de um recurso linguístico chamado de metonímia, ou seja, ela procura reforçar seus argumentos a partir da enumeração dos fatos ou de uma lista de ações.
II. No trecho “O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões”, a autora utiliza uma linguagem formal para exprimir uma ideia de dualidade no debate sobre todos os temas pertinentes à vida dos Brasileiros. No texto, essa ideia precede uma proposição para a equalização dos dilemas descritos no texto.
III. A profunda autocrítica que os brasileiros têm feito nos últimos anos contribuiu extensamente para a ampliação da percepção dos eleitores sobre as falhas dos sistemas político e jurídico do nosso país, afirma a autora no texto. 

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1888337 Português

Brasil dividido em dois

Por Mirian Endo, em 17 de Dezembro de 2021.

De um lado, verde-amarelo, do outro, vermelho. Ou isso ou aquilo. Não há espaço “em cima do muro” ou para a ponderação entre argumentos. O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões.

Há algum tempo, um comentário em uma postagem sobre política em um perfil em uma rede social na Internet me levou ao fim de uma amizade de longa data. Uma amiga discutiu intensamente comigo por não concordar com a minha opinião. Eu fiquei triste e lamentei a situação, pois sei que não se trata de um caso isolado.

Este acirramento de ânimo presente no dia a dia dos brasileiros só mostra o quão profunda é a autocrítica que cada uma das partes envolvidas tem para fazer. Parte desse problema vem da dificuldade em reconhecer o outro. Para muitas pessoas, o outro existe desde que se subordine ao nosso padrão.

Por que vivenciamos o atual clima de tensão na política, nas redes sociais e em outros meios? Certamente não tenho uma resposta final para essa questão. Me parece, no entanto, que dois fatores contribuem em alguma medida para esse cenário.

Primeiramente, é evidente que as pessoas têm acesso a mais informações de forma quase instantânea. Existem câmeras e smartfones em todos os lugares, prontos para registrar o exato momento em que qualquer pessoa faz algo errado. Esse ambiente de constante vigília que deixaria George Orwell impressionado parece ter criado nas pessoas uma ideia de que todos fazem algo errado em algum momento. Ou, se preferir, todos são suspeitos.

Sim! Todos são suspeitos em um mundo repleto de câmeras. Isso certamente cria em nós uma crise de identidade e reduz o nosso interesse por manter debates amigáveis e construtivos.

O segundo fator está relacionado às redes sociais. O acesso às redes sociais é um aspecto de empoderamento, pois nos permite falar para um público e, eventualmente, sermos louvados por isso. Com um celular em mãos, podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias – até mesmo falsas notícias – levantar bandeiras e defender pontos de vista.

O que aconteceria se todos tivessem acesso a esse grande poder de comunicação? Bem, basta pegar seu aparelho celular e conferir as inúmeras opiniões rudes, pouco sensatas, imorais ou apresentadas sem qualquer respeito ao próximo que inundam a Internet diariamente.

Ao término dessa breve reflexão, uma pergunta é inevitável: podemos ter esperanças de que tempos melhores virão? 



Leia o texto 'Brasil dividido em dois' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Ao utilizar uma sequência de verbos no infinitivo no trecho “Com um celular em mãos podemos opinar, criticar, apontar defeitos, divulgar notícias”, a autora lança mão de um recurso linguístico chamado de metonímia, ou seja, ela procura reforçar seus argumentos a partir da enumeração dos fatos ou de uma lista de ações.
II. No trecho “O cenário político se reduziu a uma dualidade de opiniões”, a autora utiliza uma linguagem formal para exprimir uma ideia de dualidade no debate sobre todos os temas pertinentes à vida dos Brasileiros. No texto, essa ideia precede uma proposição para a equalização dos dilemas descritos no texto.
III. A profunda autocrítica que os brasileiros têm feito nos últimos anos contribuiu extensamente para a ampliação da percepção dos eleitores sobre as falhas dos sistemas político e jurídico do nosso país, afirma a autora no texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1884383 Português

ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

Por Karina Scheuermann, em 18 de Dezembro de 2021.


Recentemente, durante um jantar com alguns amigos, me dei conta de que poucas coisas moldam nosso planeta na mesma escala que a alimentação. Plantações, fazendas, criações de gado, psicultura, restaurantes, fast food, supermercados, programas de culinária: para levar alimentos até nossas mesas, a humanidade criou uma infraestrutura impressionante ao longo da história.

Tamanho é o impacto dessa indústria no mundo que a produção de alimentos contribui para a aceleração das mudanças climáticas e para a perda da biodiversidade. E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano. Até 2050, de acordo com a ONU, deve haver um aumento de 50% na demanda total de alimentos e de 73% na demanda por proteína animal.

Percebo que o posicionamento de muitos políticos, economistas e outros profissionais é o de que alguns danos ambientais são uma contrapartida infeliz, mas necessária para aumentar a produção de alimentos e nutrir a humanidade. Mas será que as coisas precisam ser assim?

Hoje contamos com uma ampla e profunda utilização de recursos tecnológicos na agricultura e na pecuária. A humanidade já sabe como alimentar uma população crescente sem destruir o planeta. Me parece que, neste momento, precisamos, também, investir em um sistema alimentar que restaure a natureza em vez de esgotá-la.

Por que restaurar a natureza? Ora, é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana. Algumas pesquisas estimam que ela seja responsável por 70% do uso total de água doce e 24% das emissões de efeito estufa. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos é, possivelmente, a maior causa da perda da biodiversidade. 

No último final de semana, fiz uma rápida viagem para uma pequena cidade do interior. Após poucos minutos dirigindo, me deparei com algumas grandes máquinas arando o solo em uma fazenda. Aquela visão – por estar tão próxima a mim – me fez perceber o quanto muitas práticas agrícolas degradam intensamente a saúde do solo ao longo do tempo, até que eventualmente ele deixa de ser produtivo.

A pandemia da COVID-19 nos deu uma lição muito importante: a nossa luta para reconstruir sociedades e economias nos últimos anos deve buscar construir algo melhor. Para mim, isso significa também que devemos construir um sistema econômico mais verde, mais inteligente e mais justo para todos.

A produção de alimentos responde por quase 10% da economia global e, se queremos economias mais verdes e justas, devemos transformar nossa economia alimentar para que ela possa sustentar a natureza, ao mesmo tempo que alimenta as pessoas.

Hoje ouvi de um colega no trabalho que essa ideia é infantil e impossível. Para mim, ela é totalmente possível. Cabe a nós cultivar as sementes dessa transformação e buscar sistemas alimentares mais inteligentes.

Leia o texto 'ALIMENTAÇÃO E RESTAURAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:


I. No trecho “E para agravar esse quadro, precisamos produzir ainda mais alimentos a cada ano”, a autora utiliza-se de um recurso denominado de silepse, o qual parte da premissa de que o leitor é um especialista na temática ambiental para convencê-lo a tomar uma atitude contra a degradação do meio ambiente.

II. No trecho “é perceptível que a produção de alimentos alterou nosso planeta mais do que qualquer outra atividade humana”, o verbo no passado é utilizado para criar no leitor a ideia de que um valioso recurso natural tem sido rigorosamente preservado.

III. No início do texto, a autora enumera uma quantidade expressiva de ações humanas que, de alguma forma, contribuem para que os alimentos cheguem às mesas dos consumidores.


Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: MS Prova: IBFC - 2022 - MS - Tutor Médico |
Q1879726 Português
Leia o texto abaixo, para responder a questão:


Diferenciação entre os gêneros textuais: notícia e artigo de opinião.


Saber interpretar um texto, a partir do contexto de produção em que ele está inserido, é fundamental para a experiência cotidiana do leitor. A interpretação permite que saibamos diferenciar o conteúdo de uma notícia de jornal do de um artigo de opinião. Eles são gêneros textuais que nos propiciam a ter posturas diferentes quanto a suas leituras. Nesse ínterim, em teoria, no gênero textual notícia, não procuramos ler nas entrelinhas, pois as informações são factuais, não há linguagem subjetiva, não há duplo sentido. Já no gênero textual artigo de opinião é necessário saber ler nas entrelinhas, entender a linguagem subjetiva, entre outras estratégias de leitura que exigem posicionamento ativo na interpretação do que está escrito. Não podemos admitir que o teor de textos desse gênero seja formado de verdades absolutas. Devemos estar atentos para o contexto em que o artigo de opinião foi produzido, a fonte, as imagens (se houver), o autor e a data de publicação são, inicialmente, dados importantes para começarmos a leitura consciente de um artigo de opinião. (Texto desenvolvido especificamente para esta prova) 
Analise o trecho abaixo extraído do texto:

“A interpretação permite que saibamos diferenciar o conteúdo de uma notícia de jornal do de um artigo de opinião”. Essa passagem é equivalente a: “A interpretação permite que saibamos diferenciar o conteúdo de uma notícia de jornal do CONTEÚDO de um artigo de opinião”.

Esse fenômeno, que faz parte das figuras de sintaxe ou de construção, é conhecido por _______. É uma figura de construção, que ocorre na estrutura da língua, quando há “a omissão de uma expressão facilmente subentendível na enunciação linguística” (Bechara, 2009, p.204).

Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q1876303 Português
Expressões do tipo "li Jorge Amado", "comprei um Ford", "ingeri uma lata de suco", são exemplos de: 
Alternativas
Q1875981 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


As margens da alegria

I  



      Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.  


     

      E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...] 



(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 2001 - p.49-50) 

Leia o trecho abaixo retirado do texto.



“A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente .”



Assinale a alternativa que apresenta o nome da figura de linguagem utilizada no termo destacado.  

Alternativas
Q1875979 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


As margens da alegria

I  



      Esta é a estória. la um menino, com os Tios, passar dias no lugar onde se construía a grande cidade. Era uma viagem inventada no feliz; para ele, produzia-se em caso de sonho. Safam ainda com o escuro, o ar fino de cheiros desconhecidos. A mãe e o pai vinham trazê-lo ao aeroporto. A tia e o tio tomavam conta dele, justinhamente. Sorria-se, saudava-se, todos se ouviam e falavam. O avião era da Companhia, especial, de quatro lugares. Respondiam-lhe a todas as perguntas, até o piloto conversou com ele. O voo ia ser pouco mais de duas horas. O menino fremia no acorçoo, alegre de se rir para si, confortavelzinho, com um jeito de folha a cair. A vida podia às vezes raiar numa verdade extraordinária. Mesmo o afivelarem lhe o cinto de segurança virava forte afago, de proteção, e logo novo senso de esperança: ao não-sabido, ao mais. Assim um crescer e desconter-se — certo como o ato de respirar — o de fugir para o espaço em branco. O menino.  


     

      E as coisas vinham docemente de repente, seguindo harmonia prévia, benfazeja, em movimentos concordantes: as satisfações antes da consciência das necessidades. Davam-lhe balas, chicles, à escolha. Solícito de bem-humorado, o Tio ensinava-lhe como era reclinável o assento — bastando a gente premer manivela. Seu lugar era o da janelinha, para o móvel mundo. [...] 



(João Guimarães Rosa, Primeiras estórias. Rio de Janeiro, RJ: Editora Nova Fronteira, 2001 - p.49-50) 

Assinale a alternativa correta a respeito do texto acima.  
Alternativas
Q1873863 Português
Em que alternativa é correta a indicação da figura de linguagem?
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: CRM-AC Prova: IBADE - 2022 - CRM-AC - Contador |
Q1872831 Português

O IMPACTO DA TECNOLOGIA EM NOSSAS VIDAS

Vivemos o ápice da influência tecnológica no mundo e não tem como negar. Estamos conectados o tempo todo, seja pelo celular ou computador. O impacto da tecnologia em nossas vidas é extremamente visível. Mas, isso é algo bom ou ruim?

A tecnologia facilita muito a nossa rotina e é um ótimo entretenimento. Com apenas uns cliques, compartilhamos coisas pessoais, entramos em contato com aquele parente distante, descobrimos uma nova música e assistimos a vários episódios de determinada série, mesmo off-line.

Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos, temos televisões com a maior definição de imagem existente, guardamos todos os tipos de fotos e documentos pessoais na nuvem e podemos acessá-los a qualquer hora e em qualquer lugar.

Há alguns anos, não tínhamos o hábito de olhar o celular assim que acordávamos, ou passar a noite inteira em claro vagando pelas redes sociais. Hoje em dia, se uma tragédia acontecer há milhares de quilômetros de distância de onde estamos, sabemos instantaneamente. A tecnologia modificou completamente nosso cotidiano, trazendo muitos benefícios e alguns malefícios também.

O lado ruim é que estamos tão ligados nas nossas vidas on-line, que esquecemos de manter o contato off-line. Não prestamos mais atenção no mundo a nossa volta, não conversamos mais pessoalmente.

Por recebermos tantas informações o tempo todo, tornamo-nos mais desatentos. Parece que não podemos ficar sem encontrar coisas novas, é um pecado deixar o celular de lado, ficamos dependentes dessa conexão.

Outros pontos ruins são os problemas de visão que foram desenvolvidos nos últimos anos por ficar muito tempo vendo a tela do celular e os problemas de audição por ouvir coisas muito altas no fone de ouvido.

A obesidade também é um fator que vem encadeando essas mudanças de hábito. As pessoas ficam a maior parte de seu tempo sentadas, por conta da comodidade de comprar on-line, não precisam mais ir até a loja, nem sair para pedir o almoço, pois existem vários aplicativos para isso.

Segundo a OMS, o sedentarismo está presente em 23% dos adultos; já nos mais jovens, esse índice é de 81%. Consequência direta do uso de videogames, celulares e computadores.

É importante ter um planejamento de quantas horas por dia você vai dedicar à tecnologia, para não perder o foco e a produtividade. Apesar de ser algo incrível, ela também pode trazer consequências sérias e permanentes a nossa saúde. Como todas as outras coisas, ela deve ser apreciada com moderação.

Disponível em: https://www.madeinweb.com.br/o-impacto-da-tecnologia-em-nossas -vidas/Adaptado

Na expressão: "Conseguimos armazenar milhares de músicas na palma de nossas mãos", temos a presença da seguinte figura de linguagem denominada:  
Alternativas
Q1872082 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a seguinte questão:


Zé Alegria

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados.
Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições.
Todos que viviam ali trabalhavam na roça do Sinhozinho João, um homem rico e poderoso. Esse, sendo dono de muitas terras, exigia que todos trabalhassem duro, pagando muito pouco por isso.
Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé Alegria.
Era um jovem agricultor em busca de trabalho.
Recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.
O jovem vendo aquela casa suja e largada, resolveu dar-lhe vida nova.
Pegou uma parte de suas economias, foi até a cidade e comprou algumas latas de tinta.
Chegando em casa, cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de colocar flores nos vasos.
Aquela casa limpa e arrumada chamava a atenção de todos que passavam.
O jovem sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, era por isso que tinha esse apelido.
Os outros trabalhadores lhe perguntavam:
- Como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?
O jovem olhou bem para os amigos e disse:
- Bem, esse trabalho, hoje é tudo que eu tenho.
Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele.
Quando aceitei este trabalho, sabia de suas limitações.
Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando.
Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.
Os outros olharam admirados. "Como ele podia pensar assim?"
Afinal, acreditavam ser vítimas das circunstâncias abandonados pelo destino...
O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção de Sinhozinho, que passou a observar à distância os passos dele.
Um dia Sinhozinho pensou:
- Alguém que cuida com tanto cuidado e carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.
Ele é o único aqui que pensa como eu.
Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.
Sinhozinho foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem um emprego de administrador da fazenda.
O rapaz prontamente aceitou.
Seus amigos agricultores novamente foram perguntar-lhe:
- O que faz algumas pessoas serem bem-sucedidas e outras não?
E ouviram, com atenção, a resposta:
- Em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que:
A vida é como um navio, e nós é que somos o capitão, não somos vítimas do destino. Existe em nós o livre-arbítrio, e com ele a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um" 
Também conhecidas como figuras de linguagem, as figuras de estilo são recursos estilísticos bastante utilizados na linguagem literária, na música, na publicidade e também na linguagem oral. São empregues com o objetivo de dar ênfase à comunicação, tornando-a mais expressiva e nobre.  
Assinale a figura de linguagem presente no trecho: "A VIDA É COMO UM NAVIO".
Alternativas
Respostas
1941: B
1942: E
1943: D
1944: E
1945: D
1946: B
1947: E
1948: B
1949: E
1950: C
1951: A
1952: A
1953: B
1954: A
1955: B
1956: D
1957: C
1958: C
1959: D
1960: B