Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

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Q1752019 Português
A questão diz respeito ao Texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-la.

Motivo
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.

Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Fonte: MEIRELES, Cecília. Viagem. In: Obra
poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. p. 228.
Há várias antíteses ao longo do texto. Sobre essa figura de linguagem, assinale a alternativa que apresenta uma frase com antítese.
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Q1746311 Português

Marque a alternativa que apresenta o melhor sinônimo para a palavra em negrito na frase abaixo:


A ironia é uma arma inócua contra a burrice que é invencível por não ser sensível. Mas é uma arma que machuca muito a inteligência. E como machuca!

(Francis Iácona)

Alternativas
Q1746238 Português
Assinale a alternativa que NÃO apresenta um pleonasmo vicioso.
Alternativas
Q1745721 Português
Observe as figuras de linguagem das frases abaixo e assinale a alternativa que as classifica, respectivamente, de forma correta: I- Suba para cima, meu filho! II- Chutei o pé da cama sem querer. III- Meu avô gosta de ler Carlos Drummond de Andrade.
Alternativas
Q1734153 Português

Com relação aos mecanismos coesivos, tem-se um exemplo de elipse em qual trecho?

Alternativas
Q1723809 Português
“Consiste no emprego de palavras ou expressões com o objetivo de diminuir o impacto da mensagem. Em outras palavras, é o abrandamento da força de uma ideia, de uma mensagem. Empregam-se palavras ou expressões mais amenas, mais suaves, mais sutis para evitar o impacto da ideia, da mensagem.” (Fonte adaptada: BEZERRA, R. – Nova Gramática da Língua Portuguesa para Concursos)
Com base nas figuras de pensamento, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1721708 Português
Leia o texto para responder a questão. 

Computador doutor

    No primeiro dia do ano, o periódico científico Nature apresentou estudo que amplia a confiança na aplicação de inteligência artificial (IA) ao campo de diagnósticos médicos. A tecnologia não vai revolucionar a prática clínica do dia para a noite, mas seria ingênuo duvidar que ganhe papel crescente.
    O trabalho diz respeito à interpretação de mamografias, principal exame para detectar câncer de mama. Comparou- -se o desempenho de um sistema computadorizado com o de seis radiologistas especializados na busca de tumores precoces, ambos utilizando bancos com casos de quase 29 mil mulheres no Reino Unido e nos EUA.
    O discernimento do computador não fez feio na comparação com os resultados obtidos pelos olhos e pela massa cinzenta de especialistas humanos. O programa logrou 5,7% menos falsos positivos e 9,4% menos falsos negativos, no caso das imagens americanas, e 1,2% e 2,7%, respectivamente, no tocante às britânicas.    
    A diferença entre os desempenhos com os dois conjuntos de dados pode ser atribuída à peculiaridade de, no Reino Unido, cada mamografia ser interpretada por dois radiologistas – e eventualmente um terceiro, caso haja necessidade de arbitrar divergências.
    O estudo contou com financiamento do Google Health e colaboração de vários hospitais e instituições acadêmicas nos dois países.
       Apesar da proeza, ninguém arriscaria prognosticar, por isso, que computadores substituirão em pouco tempo o especialista de carne e osso. Parece certo, por outro lado, que há neles potencial para diminuir a carga de trabalho de profissionais de saúde, em especial nos lugares em que haja carência deles.
    No Brasil, realizaram-se em 2018 quase 2,5 milhões de mamografias, exame que o Ministério da Saúde recomenda, de dois em dois anos, para mulheres entre 50 e 69 anos. Apesar disso, há longas filas de espera no SUS, seja por falta de especialistas ou de aparelhos.
    Estima-se que surjam a cada ano 60 mil novos casos de tumor de mama no país. Detectados precocemente, são tratáveis, resultando em longa sobrevida para as pacientes. Ainda assim, a modalidade da doença permanece como primeira causa de morte por câncer entre mulheres, com 16724 óbitos em 2017.
    Mamógrafos móveis, transmissão de imagens e – por que não? – inteligência artificial podem ser poderosos aliados tecnológicos.

(Editorial. Folha de S.Paulo. 04.01.2020. Adaptado)
Caracteriza-se pelo emprego de linguagem em sentido figurado a seguinte passagem do texto:
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Q1719302 Português

Texto VIII


Hipálage: consiste em deslocar um determinante de uma posição sintática, em que, por razões semânticas, se esperaria que ele estivesse, para outro lugar, em que contrai uma relação de determinação com outro termo.”


(FIORIN, José Luiz. Figuras retóricas. 1ª ed. São Paulo: Contexto, 2014, p. 66)


A figura de linguagem explicada, estritamente literária, exemplifica-se com

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Q1719287 Português

Leia o Texto IV para responder à questão. 


O Casaco


Um homem estava anoitecido.

Se sentia por dentro um trapo social.

Igual se, por fora, usasse um casaco rasgado

e sujo.

Tentou sair da angústia.

Isto ser:

Ele queria jogar o casaco rasgado e sujo no

lixo.

Ele queria amanhecer.  


(BARROS, Manuel de.Poesia Completa. São Paulo: Leya, 2010, pág. 445)

A grande expressividade da relação que o poema estabelece entre o “homem anoitecido” e “usasse casaco rasgado” decorre do emprego literário de importante figura de linguagem. A figura de linguagem explorada é a
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Q1719015 Português
Catar Feijão

Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
Água congelada, por chumbo seu verbo:
Pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
A pedra dar à frase seu grão mais vivo:
Obstrui a leitura fluviante, flutual,
Açula a atenção, isca-a com risco.

MELO NETO, João Cabral de. Melhores poemas João Cabral de Melo Neto.
Seleção Antonio Carlos Secchin. 10 ed. São Paulo: Global, 2010.
Das hipóteses abaixo levantadas para interpretação do poema, considerando a imanência textual, somente uma não pode ser comprovada no texto.
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Q1717577 Português

Texto III para a questão.


Fonte:https://www.mbigucci.com.br/blog/campanha-de-combate-a-dengue

Em “Combater a dengue é um dever meu, seu e de todos”, a figura de linguagem presente é:
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Q1717542 Português

NÃO: JÁ NÃO FALO DE TI. (Cecília Meireles).


Não: já não falo de ti, já não sei de saudades.

Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens,

de palavras adormecidas, em altas prateleiras,

até que o pó desfaça o pobre desespero sem força,

que um dia, pode ser, parece tão terrível.


A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.

Resplandecem os azulejos e tudo quanto posso ver.

O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário

cismar. Talvez se as pálpebras pudessem

inventar outros sonhos, não de vida...


Ah! rompem-se na noite ardentes violas,

pelo ar e pelo frio subitamente roçadas.

Por onde pascerão, nestes céus invioláveis,

nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...

Não só de amor a noite transborda mas de terríveis

crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.


Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,

e os homens da lei sonolentos movem letras

sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...

Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?

Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos

da álgebra e da geometria.

Em se tratando de figuras de linguagem, relacione as colunas e marque a alternativa correta.
COLUNA I. A- Comparação. B- Metáfora. C- Catacrese. D- Prosopopeia. E- Antítese. F- Hipérbole.
COLUNA II. (1) Vou até o fim do mundo atrás de você. (2) Para temperar o churrasco, use alguns dentes de alho. (3) Os homens não melhoram e matam-se como percevejos. (Carlos Drummond de Andrade). (4) Ando devagar / porque já tive pressa / e levo esse sorriso / porque já chorei demais. (Renato Teixeira e Almir Sater). (5) Os jovens são aves que voam pela manhã: seus voos são flechas em todas as direções. (Rubem Alves). (6) Duas araras-azuis trocavam opiniões sobre o amanhecer. 
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Q1716855 Português

Twitter, a praça do ódio


A respeito do texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa. ( ) Para lidar com a ferocidade do ambiente polarizado, é legítimo desistir de se manifestar sobre qualquer assunto irrelevante. ( ) O jornalismo de verdade salva a plataforma do Twitter, haja vista a temática sobre o tempo e a saúde – temas sensatos que não permitem intimidação. ( ) A palavra cancelamento é um eufemismo, segundo a cronista, porque a ação de linchar honras alheias é uma prática recorrente há anos. As afirmativas são, respectivamente,
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Q1715487 Português

TEXTO V 


LÍNGUA

Gosto de sentir a minha língua roçar

A língua de Luís de Camões.

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar

A criar confusões de prosódia

E um profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões.

Gosto do Pessoa na pessoa

Da rosa no Rosa,

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade.

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixa os portugais morrerem à míngua,

“Minha pátria é minha língua”

- Fala Mangueira

Flor do Lácio Sambódromo

Lusamérica latim em pó

O que quer

o que pode

Esta língua?

Caetano Veloso. Velô, 1984.


A música de Caetano, um verdadeiro poema, versa sobre língua portuguesa, chamada de a última flor do Lácio, região, ainda do Império Romano, em que se falam as línguas provindas do latim. A questão toma o poema como unidade de análise.

O poeta faz menção a dois grandes autores da literatura mundial, um poeta português e um romancista e contista brasileiro, junto aos versos:
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Q1713758 Português
Relacione as colunas referentes às figuras de linguagem e marque a alternativa correta.
COLUNA I. A- Polissíndeto. B- Prosopopeia. C- Aliteração. D- Sinestesia. E- Hipérbole. F- Antítese. G- Onomatopeia.
COLUNA II. (1) Usada para expressar de forma exagerada um fato, uma ideia, ou um sentimento, com o objetivo de dar mais ênfase ao que se quer dizer. (2) Consiste no aproveitamento de palavras, cuja pronúncia imita o som, ou a voz natural, dos seres. (3) É uma figura de linguagem, em que se usa com intencionalidade, a repetição de conectivo. (4) Consiste em mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido. (5) É atribuir características, ações e sentimentos humanos a seres inanimados, ou a animais. (6) Quando um fonema consonantal (igual, ou parecido) se repete em um enunciado. (7) Consiste na aproximação de palavras, ou expressões, de sentido oposto.
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Q1713491 Português

TEXTO II


QUINO, J. L. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2003

O recurso estilístico presente na fala de Mafalda, no 2º quadrinho, está corretamente apontado na opção:
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Q1713486 Português
TEXTO I
EU VEJO UMA GRAVURA

Eu vejo uma gravura
grande e rasa.
No primeiro plano
Uma casa.
À direita da casa
outra casa.
À esquerda da casa
outra casa.
Lá no fundo da casa outra casa.
Em frente da casa
uma vala:
onde escorre a lama
doutra casa.

E no chão da casa
outra vala:
onde escorre o esgoto
doutra casa.
Esta casa que eu vejo
não se casa
com o que chamamos
uma casa.
Pois as paredes são
Esburacadas
onde passam aranhas
e baratas.

E os telhados são
folhas de zinco.
E podem cair
a qualquer vento.
E matar a mulher
que mora dentro.
E matar a criança
que está dentro
da mulher que mora
nessa casa.
Ou da mulher que mora
noutra casa.

É preciso pintar
outra gravura
com casas de argamassa
na paisagem.

Crianças cantando
a segurança
da vida construída
à sua imagem.

JOANA EM FLOR, Reynaldo Jardim.
A linguagem do poema organiza-se de forma a chamar a atenção sobre si. Para esse fim, as figuras de linguagem cumprem um papel importante. Na 1ª estrofe, sobressai uma delas, que está corretamente indicada na opção:
Alternativas
Q1713484 Português
TEXTO I
EU VEJO UMA GRAVURA

Eu vejo uma gravura
grande e rasa.
No primeiro plano
Uma casa.
À direita da casa
outra casa.
À esquerda da casa
outra casa.
Lá no fundo da casa outra casa.
Em frente da casa
uma vala:
onde escorre a lama
doutra casa.

E no chão da casa
outra vala:
onde escorre o esgoto
doutra casa.
Esta casa que eu vejo
não se casa
com o que chamamos
uma casa.
Pois as paredes são
Esburacadas
onde passam aranhas
e baratas.

E os telhados são
folhas de zinco.
E podem cair
a qualquer vento.
E matar a mulher
que mora dentro.
E matar a criança
que está dentro
da mulher que mora
nessa casa.
Ou da mulher que mora
noutra casa.

É preciso pintar
outra gravura
com casas de argamassa
na paisagem.

Crianças cantando
a segurança
da vida construída
à sua imagem.

JOANA EM FLOR, Reynaldo Jardim.
Textos como o acima apresentam caráter poético, pois podem ser considerados pertencentes ao gênero lírico, que, geralmente, utilizam uma linguagem carregada de subjetividade e emotividade. No entanto, no poema de Reynaldo Jardim, observa-se, pelas escolhas linguísticas do poeta, o predomínio de um determinado recurso de linguagem que se distancia, até certo ponto, da subjetividade comum aos poemas. Tal recurso está corretamente indicado na opção:
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Q1712991 Português
Leia atentamente o poema a seguir, escrito por Ferreira Gullar, para responder à proxima questão. 

“Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?” 



Ao afirmar que “uma parte de mim é multidão”, o poeta emprega uma figura de linguagem que envolve a noção de comparação. Marque a alternativa que indica qual é essa figura de linguagem.
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Q1712832 Português
Coração numeroso

Foi no Rio.
Eu passava na Avenida quase meia-noite.
Bicos de seio batiam nos bicos de luz estrelas
inumeráveis.
Havia uma promessa do mar
e bondes tilintavam,
abafando o calor
que soprava no vento
e o vento vinha de Minas.

Meus paralíticos sonhos desgosto de viver
(a vida para mim é desejo de morrer)
faziam de mim homem-realejo imperturbavelmente
na Galeria Cruzeiro quente quente
e como não conhecia, ninguém a não ser o doce vento
mineiro,
nenhuma vontade de beber, eu disse: Acabemos com
ISSO.

Mas tremia na cidade uma fascinação casas
compridas
autos estendidos correndo caminho do mar
voluptuosidade errante do calor
mil presentes da vida aos homens indiferentes,
que meu coração bateu forte, meus olhos inúteis
choraram.

O mar batia em meu peito, já não batia no cais.
A rua acabou, quede como árvores?  a cidade sou eu
a cidade sou eu
sou eu a cidade
meu amor.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de.  Alguma
Poesia .
Constata-se no verso “autos abertos correndo caminho do mar o emprego de um recurso denominado elipse. Esse uso contribui para reforçar determinado efeito de sentido do verso; tal efeito está melhor apresentado na alternativa:
Alternativas
Respostas
2241: E
2242: D
2243: E
2244: D
2245: C
2246: D
2247: C
2248: B
2249: E
2250: C
2251: B
2252: D
2253: B
2254: A
2255: B
2256: B
2257: E
2258: A
2259: C
2260: A