Das hipóteses abaixo levantadas para interpretação do poema...
- Gabarito Comentado (1)
- Aulas (6)
- Comentários (3)
- Estatísticas
- Cadernos
- Criar anotações
- Notificar Erro
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Esta questão aborda interpretação de texto poético, com ênfase em figuras de linguagem (especialmente a metáfora), semântica e análise da construção e do efeito do poema sobre o leitor.
O poema de João Cabral de Melo Neto estabelece uma analogia entre catar feijão (atividade de separar grãos bons dos ruins) e o ato de escrever, sugerindo que escrever exige intensa seleção e refino das palavras, tal como no feijão se descarta o que boia (palha, grão leve).
Justificativa da alternativa correta (C):
A alternativa C é incorreta e, portanto, a resposta da questão. No contexto do poema, “pedra” não significa uma dificuldade de atribuição de sentido ao texto poético, mas sim um elemento que enriquece a frase, tornando-a mais viva, atraindo atenção e provocando estranhamento no leitor. Veja: “A pedra dar à frase seu grão mais vivo: Obstrui a leitura fluviante, flutual, açula a atenção, isca-a com risco.” Portanto, é errada a interpretação de que “pedra” seria mera “dificuldade de atribuição de sentido”, pois, para o poeta, ela estimula e desafia o leitor.
Análise das alternativas:
- A) Correta – O texto reafirma que o trabalho do escritor é mais denso e complexo, ainda que seja comparado a uma atividade simples, como catar feijão.
- B) Correta – Há sim impessoalidade, marcada por verbos no infinitivo (“catar”, “escrever”, “boiar”) e pela voz passiva sintética (“se limita”, “joga-se”), confirmando o que afirma a alternativa.
- D) Correta – O esforço do escritor está justamente em selecionar palavras que não deem ao leitor sentidos óbvios; “pedras” aparecem como desafio ao entendimento imediato.
- E) Correta – O verso aponta para o leitor, cuja atenção é aguçada pelo risco, pelo obstáculo (“pedra”), tornando a leitura mais ativa e participativa.
Dica de interpretação: Sempre que o enunciado pedir a alternativa que não se pode comprovar no texto, procure uma ideia contrária ao sentido explícito ou implícito apresentado. Palavras como “todo(s)”, “apenas”, “sempre”, “nunca” e interpretações genéricas pedem atenção redobrada.
Referências: CUNHA & CINTRA (2008), BECHARA (2009), KOCH & ELIAS (2006).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
GABARITO C - A palavra “pedra” em todo o poema é usada como metáfora da dificuldade de atribuição de sentidos ao que se pretende ler em um texto poético.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pEsados entre
um grão qualquer, pedra (sentido literal) ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
A pedra (metáfora) dar à frase seu grão mais vivo:
Obstrui a leitura fluviante, flutual,
Açula a atenção, isca-a com risco.
Só quem já encontrou pedra em comida vai entender! rs
Alguém sabe explicar a letra B?
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo