Questões de Concurso
Sobre figuras de linguagem em português
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Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!
Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas...
E a te expressar que este amor em nós ungindo
Suportará toda distância sem problemas...
Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
Lembrar-te-ás toda ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos...
Nem a distância apaga a chama da paixão.”

Ao comparar seu amor no segundo parágrafo o
ratinho está fazendo uso de uma:
Desde fim dos anos 80 do século passado, o efeito estufa como ameaça ecológica número um não é mais contestado. Embora não se possa provar, irrefutavelmente, que o aumento até agora medido das temperaturas anuais médias (em torno de um grau nos últimos cem anos) se refere ao desenvolvimento humano, essa suposição tem, no entanto, muita probabilidade de ser correta — de tal forma que seria irresponsabilidade deixar as coisas seguirem seu curso. Um primeiro sinal de que o clima mundial já começou a mudar é o aumento de anomalias meteorológicas — ciclones, períodos de seca e trombas-d’água diluvianas — desde os anos 90 do século passado.
Os limites do crescimento marcam uma espécie de escassez, embora no mercado não se tornem imediatamente notados como tais. A atmosfera, por exemplo, não funciona como um reservatório, que um dia esvaziará e outro dia será novamente enchido por bombeamento (a isso, o mercado poderia ao menos reagir em curto prazo), mas como um mecanismo que, lenta mas inexoravelmente, terá efeito retroativo em nossas condições de vida, comparável a um parafuso de rosca que se aperta sempre mais.
O limite do demasiado é invisível e também não pode ser determinado diretamente por experimentos. Assim como, ao se escalarem montanhas, o ar cada vez mais rarefeito nas alturas desafia os alpinistas diferenciadamente — uns mais, outros menos —, a fauna e a flora, em regiões diferenciadas, reagem diferentemente ao aquecimento da atmosfera. Uma das preocupações mais sérias é provocada pela velocidade com que já está ocorrendo a mudança climática. Se ela não for eficazmente freada, poderá exigir demasiado da capacidade adaptativa de muitas espécies.
Thomas Kesselring. Depois de nós, o dilúvio. A dimensão do meio ambiente. In: Ética, política e desenvolvimento humano: a justiça na era da globalização. Benno Dischinger (Trad.). Caxias do Sul, RS: Educs, 2007, p. 222 (com adaptações).
Em relação aos aspectos linguísticos e às ideias do texto apresentado, julgue o item a seguir.
No segundo período do segundo parágrafo, há elipse da
forma verbal funciona logo após “mas”.
A Estrela
Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Autor: Manuel Bandeira
Na estrofe, da poesia de Manuel Bandeira,
observa-se uma figura de construção ou sintaxe que
se caracteriza-se pela repetição de termos no
começo dos versos. É um recurso estilístico muito
usado pelos escritores na construção dos versos
com o intuito de intensificar uma expressão.
“Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor!”
Poesias completas. Belo Horizonte: Itatiaia, 2005.
Sobre o trecho do poema de Mário de Andrade:
1. O escritor faz uso da ironia.
2. No último verso, fica subentendido que o poeta caracteriza a moça como sendo aprazível.
3. Predomina no trecho a função metalinguística, uma vez que são apresentados acontecimentos verossímeis.
4. No terceiro verso, o poeta faz uso de uma comparação.
Estão corretas as alternativas:
TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder à questão.
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam voo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mário Quintana
Mário Quintana/Disponível em: https://www.revistabula.com/2329-os-10-melhores-poemas-de-mario-quintana


I. Taxar livros é como matar a galinha dos ovos de ouro para fazer uma canja magra.
PORQUE
II. Nessa metáfora, a galinha são os livros e os ovos de ouro são o conhecimento que eles podem oferecer.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
O fragmento da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo, servirá como base para responder a questão:
[...]
Defronte da porta de Rita tinham vindo postar-se diversos moradores do cortiço, jornaleiros de baixo salário, pobre gente miserável, que mal podia matar a fome com o que ganhava. Ainda assim não havia entre eles um só triste. A mulata convidou-os logo a comer um bocado e beber um trago. A proposta foi aceita alegremente.
E a casa dela nunca se esvaziava.
Anoitecia lá.
O velho Libório, que ninguém sabia ao certo onde almoçava ou jantava, surgiu do seu buraco, que nem jabuti quando vê chuva.
Um tipão, o velho Libório! Ocupava o pior canto do cortiço e andava sempre a fariscar os sobejos alheios, filando aqui, filando ali, pedindo a um e a outro, como um mendigo, chorando misérias eternamente, apanhando pontas para fumar no cachimbo, cachimbo que o sumítico roubara de um pobre cego decrépito. Na estalagem diziam todavia que Libório tinha dinheiro aferrolhado, contra o que ele protestava ressentido, jurando a sua extrema penúria. E era tão feroz o demônio naquela fome de cão sem dono, que as mães recomendavam às suas crianças todo o cuidado com ele, porque o diabo do velho, quando via algum pequeno desacompanhado, punha-se logo a rondá-lo, a cercá-lo de festas e a fazer-lhe ratices para o engabelar, até conseguir furtar-lhe o doce ou o vintenzinho que o pobrezito trazia fechado na mão.
Rita fê-lo entrar e deu-lhe de comer e de beber; mas sob a condição de que o esfomeado não se socasse demais, para não rebentar ali mesmo.
Se queria estourar, fosse estourar para longe!
Ele pôs-se logo a devorar, sofregamente, olhando inquieto para os lados, como se temesse que alguém lhe roubasse a comida da boca. Engolia sem mastigar, empurrando os bocados com o dedo, agarrando-se ao prato e escondendo nas algibeiras o que não podia de uma só vez meter para dentro do corpo.
Causava terror aquela sua implacável mandíbula, assanhada e devoradora; aquele enorme queixo, ávido, ossudo e sem um dente, que parecia ir engolir tudo, tudo, principiando pela própria cara, desde a imensa batata vermelha e grelhada que ameaçava já entrar-lhe na boca, até as duas bochechinhas engelhadas, os olhos, as orelhas, a cabeça inteira, inclusive a sua grande calva, lisa como um queijo e guarnecida em redor por uns pelos puídos e ralos como farripas de coco.
Firmo propôs embebedá-lo, só para ver a sorte que ele daria. O Alexandre e a mulher opuseram-se, mas rindo muito; nem se podia deixar de rir, apesar do espanto, vendo aquele resto de gente, aquele esqueleto velho, coberto por uma pele seca, a devorar, a devorar sem tréguas, como se quisesse fazer provisão para uma outra vida.
De repente, um pedaço de carne, grande demais para ser ingerido de uma vez, engasgou-o seriamente. Libório começou a tossir, aflito, com os olhos sumidos, a cara tingida de uma vermelhidão apoplética. A Leocádia, que era quem lhe ficava mais perto, soltou-lhe um murro nas costas.
O glutão arremessou sobre a toalha da mesa o bocado de carne já meio triturado. Foi um nojo geral.
— Porco! gritou Rita, arredando-se.
— Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca viu comida, este animal!
E notando que ele continuava ainda mais sôfrego por ter perdido um instante: — Espere um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Há muito aí com que te fartares por uma vez! Com efeito!
Disponível em: www.pt.wikisource.org Acesso:21/02/2020. 01
Em relação ao texto acima use V - verdadeiro e F - falso:
( ) O texto aponta que os personagens principais são pessoas humildes da sociedade.
( ) A animalização de Libório pode ser observada pela descrição do modo como ele se alimenta.
( ) Os adjetivos usados no texto contribuem para descrever os traços físicos de Libório e seus gestos grotescos e caricaturescos.
( ) A avareza de Libório fez com que ele fosse convidado para se alimentar na casa da mulata Rita.
Respectivamente, a ordem correta é:
Na música Asa Branca, Luiz Gonzaga canta:
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?
Nesse trecho, qual figura de linguagem é utilizada para relacionar a terra com a fogueira de São João?
Leia o seguinte trecho da música Nem um dia de Djavan:
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza
Dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia N
em um dia
com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
A música faz uso de uma importante figura de linguagem marcada pela omissão de termos que mesmo que não tinham sido mencionados são de fácil percepção pelo interlocutor. Qual figura de linguagem é esta?
Leia o texto para responder a questão 05.
E o olhar estaria ansioso esperando
E a cabeça ao sabor da mágoa balançando
E o coração fugindo e o coração voltando
E os minutos passando e os minutos passando...
(Vinícius de Morais)
Qual é a Figura de Linguagem predominante nesse texto?