Questões de Concurso Sobre figuras de linguagem em português

Foram encontradas 4.231 questões

Q1731114 Português

TEXTO

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A LEITURA E SUAS INCRÍVEIS POSSIBILIDADES

(1º§) O hábito da leitura cria infinitas possibilidades, não apenas para o mundo perceptível, como também para o deleite. Já se sabe das múltiplas múltiplas que têm os bons leitores, quando selecionar seus bons títulos bibliográficos. Desta forma, é possível conhecer tudo o que se deseja por meio da leitura com seus implícitos, pressupostos e subentendidos, além das analogias que ela propicia.


(2º§) Não se deve esquecer de que muitos seres humanos iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro. Isto tem enorme valor sempre, servindo de exemplo para muitas pessoas. Todos sabemos disto!


(3º§) Mas, ressalta-se que, no momento da leitura, a palavra se configura e se dispersa, rompe a linearidade, imperceptíveis, muitas vezes. Na leitura, a atividade mental de um "EU", como trabalho simbólico é fundamental de pura dialoga, além de polifonia.

Ideias extraídas de: (Bahktin, 1981.p. 28); (Henry Thoreau) e (Valéria Thomazini) - (Texto adaptado)


Julgue como enunciações com V (Verdadeiro) ou F (Falso).
(__) Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre dentro do texto.
(__) Texto é uma manifestação da linguagem, uma mensagem usada para transmitir informação de um autor para um leitor, representa uma tessitura, entendendo-se que tudo que se pode interpretar com sentido completo constitui um texto.
(__) Discurso é toda situação que envolve a comunicação dentro de um determinado contexto e diz respeito a quem fala, para quem se fala e sobre o que se fala, podendo-se identificar três tipos de discurso: direto; indireto e indireto livre.
(__) Polifonia tem como principal propriedade a diversidade de vozes controversas no interior de um texto.
(__) Vícios de linguagem são mudanças defeituosas das normas da língua padrão, provocadas por ignorância, descuido ou descaso por parte do falante; como exemplo de vícios de linguagem temos: barbarismo, arcaísmo, neologismo, solecismo, ambiguidade, cacófato, eco e pleonasmo vicioso (do tipo: subir pra cima; descer pra baixo).

Após análise, marque a alternativa que contém a sequência CORRETA dos itens acima:
Alternativas
Q1731113 Português

TEXTO

O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


A LEITURA E SUAS INCRÍVEIS POSSIBILIDADES

(1º§) O hábito da leitura cria infinitas possibilidades, não apenas para o mundo perceptível, como também para o deleite. Já se sabe das múltiplas múltiplas que têm os bons leitores, quando selecionar seus bons títulos bibliográficos. Desta forma, é possível conhecer tudo o que se deseja por meio da leitura com seus implícitos, pressupostos e subentendidos, além das analogias que ela propicia.


(2º§) Não se deve esquecer de que muitos seres humanos iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro. Isto tem enorme valor sempre, servindo de exemplo para muitas pessoas. Todos sabemos disto!


(3º§) Mas, ressalta-se que, no momento da leitura, a palavra se configura e se dispersa, rompe a linearidade, imperceptíveis, muitas vezes. Na leitura, a atividade mental de um "EU", como trabalho simbólico é fundamental de pura dialoga, além de polifonia.

Ideias extraídas de: (Bahktin, 1981.p. 28); (Henry Thoreau) e (Valéria Thomazini) - (Texto adaptado)


Marque a alternativa com informação INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: OMNI Órgão: Prefeitura de São Bento do Sul - SC Provas: OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Educação Física | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Geografia - EMEJA - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Geografia - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Iniciais - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Educação Especial - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Educação Infantil - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Educação Infantil - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Geografia - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - História - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - História - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - História - EMEJA - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Inglês - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Língua Portuguesa - EMEJA - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Língua Portuguesa - EMEJA - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Língua Portuguesa - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Matemática - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Matemática - EMEJA - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Matemática - EMEJA - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Inglês - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Matemática - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Educação Física - EMEJA | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Finais - Inglês - EMEJA - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Iniciais - EMEJA - Não habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Iniciais - EMEJA - Habilitado | OMNI - 2021 - Prefeitura de São Bento do Sul - SC - Professor de Anos Iniciais - Não Habilitado |
Q1730470 Português

Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem em destaque no trecho a seguir:


“Músicas passam, perpassam finas, diluídas, finas, diluídas, e delas, como se a cor ganhasse ritmos preciosos, parece se desprender, se difundir uma harmonia azul, azul, de tal inalterável azul, que é ao mesmo tempo colorida e sonora, ao mesmo tempo cor e ao mesmo tempo som (...)”

(Cruz e Souza, 1995)

Alternativas
Q1730453 Português

Com base nas figuras de linguagem, analise:


“Deus criou o sol e a lua e as estrelas. E fez o homem e deu-lhe inteligência e fê-lo chefe da natureza.”


Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1726643 Português
SOMOS INSTANTES NA EFEMERIDADE DA VIDA

(1º§) Somos minúsculos pedaços de acontecimentos que se repetem continuamente na vida. Nós somos memórias inestimáveis!
(2º§) Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas. Mas sabemos que somos seres viventes!!!
(3º§) Somos partes pequenas e ambulantes que andam procurando um destino. Somos instantes que se somam.
(4º§) Todos nascemos do moer e remoer dos momentos. E nascemos, assim, cada vez menores, cada vez mais insignificantes, cada vez mais moídos de nós mesmos, como a areia que virou pó quando antes era pedra, mas continuando necessária também.
(5º§) É preciso ter certeza daquilo que se busca e andar desse nosso jeito desandado para ser o que se é verdadeiramente.
(6º§) Somos o mundo dando voltas, o coração batendo em cada quarto vazio, o olho chorando as tão cansadas e repetidas memórias, o passo que dança o que se sente.
(7º§) Somos os instantes que construímos com os outros grãos que se encontram na vida. Por isso mesmo nós precisamos valorizar a vida que pulsa e vibra, porque nós existimos.

(Por: Aline Mariz) - (https://www.pensador.com/frase/MTIzNjc5NA/) - (Adaptado) - (Acesso 18.02.2021)
Analise as assertivas seguintes:
I.O período: "Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas". - está construído com metáfora. II.A oração exclamativa: "Nós somos memórias inestimáveis!" está com os termos essenciais explícitos e dispostos na ordem direta. III.O período: "Mas sabemos que somos seres viventes!!!" é composto por subordinação. IV.Os termos da série: "que", "de", "os", "se", "na" - são todos invariáveis em gênero e em número. V.A frase: "Somos instantes que se somam". - ficaria mais coerente com o contexto em que se insere se fosse escrita assim: "Somos instantes se fôssemos somados".
Estão CORRETAS, apenas:
Alternativas
Q1726641 Português
SOMOS INSTANTES NA EFEMERIDADE DA VIDA

(1º§) Somos minúsculos pedaços de acontecimentos que se repetem continuamente na vida. Nós somos memórias inestimáveis!
(2º§) Somos esse filme velho que vemos passar todos os dias pelas ruas, calçadas, ônibus, casas. Mas sabemos que somos seres viventes!!!
(3º§) Somos partes pequenas e ambulantes que andam procurando um destino. Somos instantes que se somam.
(4º§) Todos nascemos do moer e remoer dos momentos. E nascemos, assim, cada vez menores, cada vez mais insignificantes, cada vez mais moídos de nós mesmos, como a areia que virou pó quando antes era pedra, mas continuando necessária também.
(5º§) É preciso ter certeza daquilo que se busca e andar desse nosso jeito desandado para ser o que se é verdadeiramente.
(6º§) Somos o mundo dando voltas, o coração batendo em cada quarto vazio, o olho chorando as tão cansadas e repetidas memórias, o passo que dança o que se sente.
(7º§) Somos os instantes que construímos com os outros grãos que se encontram na vida. Por isso mesmo nós precisamos valorizar a vida que pulsa e vibra, porque nós existimos.

(Por: Aline Mariz) - (https://www.pensador.com/frase/MTIzNjc5NA/) - (Adaptado) - (Acesso 18.02.2021)
Sobre a composição do período: "Somos instantes na efemeridade da vida", analise as assertivas com o código C(Certo) ou E(Errado).
(  )O período contém termos que estabelecem relação de sentido com a brevidade da vida. (  )O sujeito de "somos" é elíptico, identificado pela desinência verbal no presente do modo indicativo. (  )O termo: "instantes" é antítese de "momentos". (  )O substantivo abstrato: "efemeridade" é polissílabo paroxítono. (  )As combinações prepositivas: "na" e "da" são impostas pela concordância e regência verbais.
Após análise, marque a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q1725723 Português
TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão.


PENETRANDO NO TEXTO DO ACORDO ORTOGRÁFICO


(1º§) Neste primeiro contato com esses leitores, acreditamos que não seria de todo descabido mostrar-lhes as dificuldades inerentes com que tiveram de lutar os ortógrafos anteriores, num espaço de quase cem anos até a elaboração do atual texto objeto de nossas conversas. Isto sem contar os desafios dos escribas medievais para pôr em escrito as palavras utilizadas no seu tempo contando com um alfabeto herdado dos romanos e que se mostrava inadequado a reproduzir sons da nova língua que o latim não conhecia.
(2º§) Toda essa maravilhosa aventura vai ser aqui posta de lado por fugir ao propósito imediato de nossas considerações. Interessa-nos mais de perto o esforço desenvolvido no final do século 19 até o livro seminal do foneticista português Gonçalves Viana, Ortografia Nacional, saído em Lisboa em 1904, obra que pôs a questão ortográfica nos trilhos da ciência linguístico-filológica do seu tempo. O subtítulo do livro anunciava claramente a intenção que movia seu autor: simplificação e uniformização sistemática das ortografias portuguesas.
(3º§) O plural "ortografias" alude às bases dos dois sistemas que presidiam cada corrente apontada como digna de ser seguida: a etimológica e a sônica ou fonética; segundo esta última, as palavras deviam ser escritas como se pronunciam. A escrita etimológica era a que se atribuía ares de ciência, por seguir a tradição greco-latina, com suas letras dobradas e com os dígrafos ph (phosphoro), th (theoria), sc (sciencia), etc. Ambas tiveram de buscar ajuda de diacríticos desconhecidos das duas línguas clássicas: os acentos agudo (´), grave (`) e circunflexo (^), o apóstrofo ('), o til (~), o hífen (-), a cedilha (,) sotoposta ao c e poucos outros, no que já eram dispositivos que seriam aproveitados nos formulários ortográficos oficiais elaborados pelas comissões acadêmicas a partir do século 20. A utilização dos acentos gráficos tem por objetivo indicar a correta sílaba tônica para os falantes nativos e estrangeiros que não desejam ou não podem cometer erros de pronúncia. Línguas há que dispensam o recurso aos sinais gráficos, como é o caso do latim clássico e dos idiomas germânicos, pelo fato de terem estruturalmente marcada a posição da sílaba tônica. No grego antigo a necessidade do uso dos acentos gráficos se deu no Egito em virtude de a língua da Hélade ter passado a ser veículo de comunicação falada entre estrangeiros que desejavam acertar na posição da sílaba tônica. Entre portugueses e brasileiros a acentuação gráfica também visava a um expediente didático.
(4º§) Se os acentos tinham funções bem demarcadas entre os timbres aberto e fechado da vogal da sílaba tônica, desde cedo os ortógrafos variaram as funções do hífen e das iniciais maiúsculas e minúsculas, concedendo-lhes aspectos objetivos e subjetivos, criando aos utentes perplexidades de emprego que não puderam ser disciplinadas inteligentemente pelas técnicas e postas em prática pelo homem comum na hora de registrar por escrito esses sinais ortográficos, perplexidades que chegam até ao acordo de 1990 que os signatários tentaram disciplinar e simplificar.
(5º§) Cabe, hoje, aos representantes das duas Academias e aos especialistas estudar-lhes as normas aprovadas e dar-lhes condições técnicas para que seja alcançado o propósito dos signatários do acordo, qual seja "um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional". (...)


(Evanildo Bechara é filólogo e gramático, membro da Academia Brasileira de Letras e Coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da instituição.)
Marque a alternativa com enunciação INCORRETA.
Alternativas
Q1723278 Português
Na faculdade os alunos desenvolveram um papo cabeça. A frase acima apresenta a seguinte figura de linguagem :
Alternativas
Q1723271 Português
“A alegria e a tristeza são duas prisões; uma de ouro e outra de ferro, mas feitas igualmente para nos prender e impedir de seguir a nossa verdadeira natureza.” Swami Vivekananda
O trecho acima apresenta a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q1721025 Português

Crônica

Olá, tudo bem? Não!


[...] Uma das perguntas mais difíceis de responder hoje em dia é "tudo bem? Como você vai?".

As regras mínimas de convivência em sociedade cristalizaram como convenção dar uma resposta padrão, do tipo "sim, e com você?", seguida por algo na mesma linha…

Em situações normais, esse papo não é levado muito a sério.

É só uma forma educada de começar uma conversa, com uma introdução para o assunto.

Agora, o contraste dessa pergunta e a dureza da vida fazem da resposta, que era uma convenção ingênua, em expressão de resignação e comiseração de todos nós.

A preocupação com a disseminação da doença, o medo de pais e avós se contaminarem, as dificuldades para trabalhar e pagar as contas, a angústia de não poder sair pra tomar uma bebida ou ouvir uma música transformaram a nossa vida em um martírio. [...]

Igor Felippe Santos - Brasil de Fato

“Em situações normais, esse papo não é levado muito a sério” O trecho acima apresenta a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q1720552 Português

O texto abaixo servirá de base para responder a questão abaixo:




http://www.paulomatheus.com/2012/08/30-tirinhas-hagar.html Acessado em 28/02/2021

Considerando o contexto de interação linguística da charge acima, entre Helga e Hagar, pode-se afirmar que o recurso estilístico, ou figura de linguagem, utilizado por Hagar em sua resposta à esposa é:
Alternativas
Q1719110 Português
O texto a seguir foi extraído do livro O pároco de aldeia, de Alexandre Herculano. Leia-o atentamente para responder as próximas questões.

“Como a filosofia é triste e árida! Como a florinha do campo, a alma por onde passou a procela da filosofia, esse turbilhão transitório de doutrinas, de sistemas, de opiniões, de argumentos, pende desanimada e tristonha; e na claridade baça do ceticismo, que torna pesada e fria a atmosfera da inteligência, não pode aquecer-se aos raios esplêndidos do sol de uma crença viva. Com Kant, o universo é uma dúvida: com Locke, é dúvida o nosso espírito: e num destes abismos vêm precipitar-se todas as antologias. Como a filosofia é triste e árida! A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um momento a luz se apague ou a esperança se desvaneça! Feliz a alma vulgar e rude que crê e nem sequer sabe que a dúvida existe no mundo! Para ela, as noites não têm os pesadelos monstruosos, nem os dias a meditações febris em que o cético involuntário se debate na orla do possível, que toca por um lado nas solidões do nada, por outro na imensidade de Deus. Mas ainda mais feliz a inteligência superior às do vulgo, aquela que a Providência destinou à missão do poeta, nos anos da infância e da juventude, antes que o bafo árido da ciência a queimasse, passando por cima dela!”
(Trecho com adaptações).
Ao tratar do ceticismo, o autor enfatiza a sua suposta “claridade baça”. Em relação a essa expressão, de acordo com esse contexto, pode-se dizer que apresenta um sentido:
Alternativas
Q1719109 Português
O texto a seguir foi extraído do livro O pároco de aldeia, de Alexandre Herculano. Leia-o atentamente para responder as próximas questões.

“Como a filosofia é triste e árida! Como a florinha do campo, a alma por onde passou a procela da filosofia, esse turbilhão transitório de doutrinas, de sistemas, de opiniões, de argumentos, pende desanimada e tristonha; e na claridade baça do ceticismo, que torna pesada e fria a atmosfera da inteligência, não pode aquecer-se aos raios esplêndidos do sol de uma crença viva. Com Kant, o universo é uma dúvida: com Locke, é dúvida o nosso espírito: e num destes abismos vêm precipitar-se todas as antologias. Como a filosofia é triste e árida! A árvore da ciência, transplantada do Éden, trouxe consigo a dor, a condenação e a morte; mas a sua pior peçonha guardou-se para o presente: foi o ceticismo. Feliz a inteligência vulgar e rude, que segue os caminhos da vida com os olhos fitos na luz e na esperança postas pela religião além da morte, sem que um momento vacile, sem que um momento a luz se apague ou a esperança se desvaneça! Feliz a alma vulgar e rude que crê e nem sequer sabe que a dúvida existe no mundo! Para ela, as noites não têm os pesadelos monstruosos, nem os dias a meditações febris em que o cético involuntário se debate na orla do possível, que toca por um lado nas solidões do nada, por outro na imensidade de Deus. Mas ainda mais feliz a inteligência superior às do vulgo, aquela que a Providência destinou à missão do poeta, nos anos da infância e da juventude, antes que o bafo árido da ciência a queimasse, passando por cima dela!”
(Trecho com adaptações).
No início do trecho selecionado, o autor afirma que “a filosofia é triste e árida”. Marque a alternativa que indica uma figura de linguagem empregada nessa oração.
Alternativas
Q1714439 Português
Observe o texto abaixo: ´´O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu correção. Porém meus olhas não perguntam nada.`` A mesma Figura de Linguagem utilizada, acima, por Drummond, pode ser observada em:
Alternativas
Q1705476 Português

Texto 15A2-II


     Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirto que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contraste dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos velhos, a disfarçar os rasgões e os remendos, a não estender ao mundo as revelações que faz à consciência; e o melhor da obrigação é quando, à força de embaçar os outros, embaça-se um homem a si mesmo, porque em tal caso poupa-se o vexame, que é uma sensação penosa, e a hipocrisia, que é um vício hediondo. Mas, na morte, que diferença! Que desabafo! Que liberdade! Como a gente pode sacudir fora a capa, deitar ao fosso as lantejoulas, despregar-se, despintar-se, desafeitar-se, confessar lisamente o que foi e o que deixou de ser! Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há plateia. O olhar da opinião, esse olhar agudo e judicial, perde a virtude, logo que pisamos o território da morte; não digo que ele se não estenda para cá, e nos não examine e julgue; mas a nós é que não se nos dá do exame nem do julgamento. Senhores vivos, não há nada tão incomensurável como o desdém dos finados. 

                                  Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ciranda Cultural, 2018. p. 49.

No trecho “embaça-se um homem a si mesmo”, do texto 15A2-II, nota-se uso expressivo de pleonasmo, que, no caso em questão, configura-se pela
Alternativas
Q1693640 Português
TEXTO 

Você reconhece quando chega a felicidade?
Ana Paula Padrão

    Tenho uma forte antipatia pela obrigação de ser feliz que acompanha o Carnaval. Quem foge da folia ganha o rótulo de antissocial, depressivo ou chato. Nada contra o Carnaval. Apenas contra essa confusão de conceitos. Uma festa alegre não significa que você esteja plenamente feliz. E forçar uma situação de felicidade tem tudo para terminar em arrependimento e frustração. Aliás, você reconhece a felicidade quando ela chega? Sabe que está sendo feliz naquele momento? Espere um pouco antes de responder. Pense de novo.
     Estamos falando de felicidade! Não de uma alegria qualquer. E qual é a diferença? Bem, descrever a felicidade não é fácil. Ela é muito recatada. Não fica ali, posando para foto, sabe? Mas um Manual de Reconhecimento da Felicidade diria mais ou menos o seguinte: Ela é mansa. Não faz barulho. Ao mesmo tempo é farta. Quando chega, ocupa um espaço danado. Apesar disso, você quase não repara que ela está ali. Se chamar a atenção, não é ela. É euforia. Alegria. A licenciosidade de uma noite de Carnaval. Ou um reles frenesi qualquer, disfarçado de felicidade.
    A dita cuja é discreta. Discretíssima. E muito tranquila. Ela te faz dormir melhor. E olha, vou te contar uma coisa: a felicidade é inimiga da ansiedade. As duas não podem nem se ver. Essa é a melhor pista para o seu Manual de Reconhecimento da Felicidade. Se você se apaixonou e está naquela fase de pura ansiedade, mesmo que esteja superfeliz, não é felicidade. É excitação. Paixonite. Quando a ansiedade for embora, pode ser que a felicidade chegue. Mas ninguém garante.
    É temperamental, a felicidade. Não vem por qualquer coisa. E para ficar então… hi, não conheço nenhum caso de alguém que a tenha tido por perto a vida inteira. Por isso é tão importante reconhecê-la quando ela chega. Entendeu agora por que a minha pergunta? Será que você sabe mesmo quando está feliz? Ou será que você só consegue saber que foi feliz quando a felicidade já passou?
    Eu estudo muito a felicidade. Mas não consigo reconhecê-la. Talvez porque eu seja péssima fisionomista. Ou porque ela seja muito mais esperta do que eu. Mais sábia. Fato é que eu só sei que fui feliz depois. No futuro. Olho para o passado e reconheço: “Nossa, como eu fui feliz naquela época!” Mas no presente ela sempre me dá uma rasteira. Ando por aí, feliz da vida e nem sei que estou nesse estado. Por isso aproveito menos do que poderia a graça que é ter assim, tão pertinho, a tal da felicidade.
    Nos últimos tempos, dei para fazer uma lista de momentos felizes. E aqui é importante deixar claro que esses momentos devem durar um certo período de tempo. Um episódio isolado feliz – como quatro dias de Carnaval, por exemplo – não significa felicidade. A felicidade, quando vem, não vem de passagem. Não dura para sempre, mas dura um tempinho. Gosta de uma certa estabilidade, a danada! O problema é saber que ela está ali na hora em que ela está ali. Mas, voltando à lista, até que ela é longa.
    Já fui bastante feliz. Talvez não na maior parte do tempo. Mas acho que ninguém é. A lista é um grande exercício. Sabendo quando você foi feliz, é mais fácil descobrir por que você foi feliz. Para ser ainda mais funcional, é bom que a lista seja cronológica. Lendo a minha, constato que fico cada vez mais feliz e por mais tempo. Será que ela está aqui agora? Não sei dizer. Mas a paz de que desfruto agora é um sintoma dela.
     E isso não tem nada a ver com a tal obrigação de ser feliz desfilando no Sambódromo. Continuo meus estudos. Já tenho certeza de que hoje sou mais amiga da felicidade do que jamais fui em qualquer tempo. 

Disponível em: https://istoe.com.br/190975_VOCE+RECONHECE+Q UANDO+CHEGA+A+FELICIDADE+/
Na descrição que a autora se propõe a fazer da felicidade, há o emprego, na maioria das colocações, de uma linguagem figurada nas qualificações atribuídas a ela; assim, o recurso estilístico empregado pela autora nesse tipo de descrição é, principalmente, um(a):
Alternativas
Q1692966 Português
Na frase: As árvores são imbecis: se despem justamente quando começa o inverno.” Temos como figura de linguagem:
Alternativas
Q1692078 Português

Pro Beleléu


André Sant’Anna 


Detesto São Paulo.


Antes eu gostava quando eu era do Rio e eu vinha pra São Paulo ver show da Vanguarda Paulista e eu saía de noite e eu era muito jovem e eu estava aprendendo a tocar contrabaixo e eu era mineiro e eu tenho uns tios que são mineiros e moram em São Paulo há muito tempo e eles são músicos e eu queria ser músico que nem eles, os meus tios, e eu saía de noite com o meu tio que tinha uns amigos que eram da Vanguarda Paulista e tinha o Gigante que era amigo do meu tio e tocava com o Itamar Assumpção e eu fui no ensaio do Itamar Assumpção com o meu tio no dia que a Elis Regina morreu e de noite fazia um frio que eu achava gostoso e eu botava uns casacos que eram muito bonitos e elegantes que só dava pra eu usar quando eu vinha pra São Paulo e eu achava que São Paulo era igual Nova York [...] Eu tinha um grupo de vanguarda no Rio de Janeiro e saiu uma matéria no Jornal do Brasil lançando a Vanguarda Carioca e eu era o Arrigo e namorava a cantora da banda que tinha uma voz aguda e era igual a Tetê Espíndola e a gente sempre tocava no Circo Voador e eu achava que o Rio ia melhorar e ficar igual a São Paulo.

Eu adorava São Paulo.

Eu vim morar em São Paulo no ano de 1992 quando eu voltei da Alemanha e o Collor era presidente e todo mundo estava sem dinheiro e o Rio estava muito pobre e eu trabalhava com publicidade e as agências de publicidade do Rio estavam fechando porque o Rio é mais pobre do que São Paulo porque São Paulo é uma cidade que foi inventada só pro pessoal fazer uma grana e eu vim fazer uma grana em São Paulo e eu achava que São Paulo era a cidade mais parecida com Berlim que é a cidade que eu mais gosto e que é muito mais bacana que Nova York e muito melhor do que o Rio mas aí eu reparei que não era bem assim, que o Arrigo tinha sumido, não tinha mais Vanguarda Paulista, só tinha gente tentando ganhar dinheiro e eu não tinha mais banda e eu não era mais de vanguarda e eu trabalhava numa firma deprimente e as paulistas da firma e da Faria Lima não tinham deselegância discreta [...] e a poluição fazia meus olhos ficarem ardendo e todo mundo ficava só trabalhando e ganhando dinheiro e bebendo chops depois do trabalho e aqueles paulistas eram todos muito caretas com aqueles cortes de cabelo caretas que os chefes das firmas gostam, e aquelas mulheres caretas com aqueles conjuntinhos caretas de andar na Avenida Paulista na hora do almoço, indo para aqueles restaurantes de quilo caretas e eu sofria tanto com tanta saudade do Rio e dos meus amigos cariocas de vanguarda e de São Paulo quando São Paulo era de vanguarda e eu andava tanto de ônibus e ficava tanto tempo no trânsito com aqueles paulistas e eu morei numa rua que só tinha ferro-velho e tinha uma favela sem charme atrás da casa do amigo onde eu morava e até a favela de São Paulo era careta e eu não via Nova York em lugar nenhum e dava vontade de chorar só de ver uma imagem do Pão de Açúcar na televisão e eu não conhecia ninguém em lugar nenhum e eu nunca mais vi um show do Itamar Assumpção e eu passei muitos anos assim sem nada de vanguarda, só firma, só restaurante de quilo, só Paulo Maluf que é uma das coisas mais paulistas que há e eu ficava com muita vontade de eu ir morar no Rio de novo e eu fui trabalhar no Rio e os meus amigos de vanguarda não eram mais de vanguarda e trabalhavam numas firmas e ganhavam muito mal e eu ganhava muito mais dinheiro em São Paulo do que no Rio e eu detesto dinheiro.

Adoro São Paulo. 

Antes eu detestava quando eu achava que o Rio era muito melhor até que eu percebi que as coisas não são bem assim, quando eu percebi que eu sempre preferia outra cidade do que aquela cidade na qual eu estava morando antes e quando deu tudo errado naquele emprego que me levou de volta para o Rio e eu voltei de novo pra São Paulo pra fazer uma grana e eu comecei a reparar num monte de coisa boa que eu acho bom em São Paulo, que nem a Rua Augusta e a Avenida Paulista iluminada de noite no inverno e o fato de São Paulo ser uma das maiores cidades do mundo e ser um mundo tão grande e tão impossível de conhecer inteiro e o centro da cidade que é muito louco e o provincianismo muito grande, tão grande que chega a ser até moderno e os paulistas que são meio provincianos, mas de um provincianismo simpático na fila pra ver filme do Godard que ninguém gosta mais só eu e uns paulistas provincianos modernos e as músicas do Beleléu, que é o Itamar Assumpção falando de São Paulo à meia-noite e o sol alaranjado morrendo atrás dos prédios que nunca acabam no horizonte sem oceano e o zeppelin que fica passando na minha janela e o silêncio dos feriados e a noite alaranjada e as avenidas marginais alaranjadas na madrugada e a solidão que dói tanto e eu fico sentindo que há poesia em toda parte e o Itamar Assumpção morreu e São Paulo ficou tão sozinha à meia-noite e eu e São Paulo somos tão sozinhos e o universo é tão sozinho e a poesia é uma coisa dos sozinhos e eu em São Paulo gostando de sentir essa dor do Beleléu que morreu e da vanguarda que acabou e daquele tempo que eu adorava São Paulo, aquele tempo que eu detestava São Paulo. Foi tudo pro Beleléu aqui no meu coração em São Paulo.

SANT’ANNA, André. Pro Beleléu. In: As cem melhores crônicas brasileiras. SANTOS: Joaquim Ferreira dos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

Qual figura de linguagem está presente no título da crônica:
Alternativas
Q1690746 Português
Assinale a alternativa na qual NÃO haja o emprego de figuras de linguagem.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FUNDATEC Órgão: CRA-RS Prova: FUNDATEC - 2021 - CRA-RS - Fiscal |
Q1690602 Português
Na linha 32, temos a ocorrência da palavra “Tic-Tac”. Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem que a originou.
Alternativas
Respostas
2181: D
2182: D
2183: C
2184: C
2185: A
2186: D
2187: D
2188: B
2189: A
2190: A
2191: A
2192: A
2193: D
2194: A
2195: C
2196: A
2197: B
2198: B
2199: C
2200: B