Questões de Concurso Sobre encontros consonantais: dígrafos em português

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Q3872988 Português
Qual das palavras abaixo apresenta encontro consonantal? 
Alternativas
Q3862125 Português

Leia para responder à questão.


A evolução da telefonia no mundo pode ser lida como uma história de redução de distâncias: do fio ao sinal, do aparelho fixo ao bolso, da voz ao ecossistema de dados. No fim do século XIX, com a consolidação do telefone como tecnologia comercial, a comunicação deixou de depender do transporte físico de mensagens e passou a acontecer em tempo real, ainda que limitada por infraestrutura cara, por centrais manuais e por redes locais. As primeiras décadas foram marcadas por expansão lenta e desigual, com a telefonia associada a centros urbanos e a instituições, enquanto áreas rurais e regiões periféricas permaneciam à margem.

Com o avanço das redes e a automação das centrais, a telefonia ganhou escala e confiabilidade. A migração gradual de sistemas eletromecânicos para digitais, sobretudo a partir da segunda metade do século XX, ampliou a capacidade de tráfego, melhorou a qualidade do áudio e abriu espaço para serviços complementares, como discagem direta, chamadas internacionais mais acessíveis e recursos de identificação e encaminhamento. Ao mesmo tempo, a telefonia se tornou um serviço essencial para atividades econômicas, emergências e organização social, criando uma expectativa de disponibilidade que passou a moldar rotinas e decisões.

A virada mais visível ocorreu com a telefonia móvel. O que começou como tecnologia restrita e de alto custo transformou-se, em poucas décadas, em base de conectividade para bilhões de pessoas. A passagem por diferentes “gerações” de redes — com maior cobertura, maior velocidade e menor latência — não significou apenas melhora técnica: mudou o significado do próprio telefone.

O aparelho deixou de ser um terminal de voz e tornou-se um dispositivo híbrido, que integra comunicação, registro, localização, autenticação e acesso permanente a serviços, redefinindo a noção de presença e urgência.

Hoje, a telefonia se confunde com a infraestrutura digital que sustenta aplicações, plataformas e serviços em nuvem, incluindo chamadas por internet e múltiplas formas de interação que extrapolam a voz. Essa integração trouxe ganhos evidentes, mas também novas tensões: dependência tecnológica, desafios de privacidade, golpes, exclusão digital e vulnerabilidades em redes críticas. Assim, a evolução da telefonia não é apenas uma linha de inovações: é um processo que reorganiza hábitos, relações de trabalho, formas de sociabilidade e modos de participação no mundo, revelando que cada avanço técnico vem acompanhado de mudanças culturais e éticas. 

Considere, entre as palavras retiradas do texto, a que apresenta, somente, encontro consonantal disjunto:
Alternativas
Q3856136 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Resolver


    Gosto da presença sol dentro da palavra resolver, verbo regular, pronominal e transitivo. Re-sol-ver, e penso: voltar a ver o sol. 


    Manoel de Barros, poeta mato-grossense nos lembra a importância das coisas pequenas. Observar passarinhos. Olhar a lua. Respeitar o tempo de fala do outro. Desacelerar para não ter um infarto. Mas somos ou demasiados cheios de preocupações ou demasiadamente desconectados de tudo o que é belo. Vejamos. Na virada do ano, as notícias se repetiram mais uma vez, as praias acumularam toneladas de lixo. A areia, o mar, a beleza do encontro com a natureza completamente atravessada pela sujeira deixada ali. Como pode o ser humano ter chegado a este ponto? Como é possível que alguém vá até a praia, se vista de branco, brinde a chegada de um novo ano, pule sei lá quantas ondas desejando um ano bom, rico, cheio de saúde e amor e descarte sem o menor pudor o lixo que produziu? Pensemos juntos. O assunto tem várias implicações. Primeiro que estamos falando de pessoas que emporcalham o espaço da natureza; segundo estas mesmas pessoas sujam um local em que um outro, geralmente um trabalhador assalariado e mal remunerado, terá de limpar a sujeira deixada; terceiro, que o modo como vemos o mundo e nos relacionamos com ele é um reflexo do que carregamos por dentro. O fora será sempre o dentro.


    Que tipo de pessoas somos? Que tipo de mundo habita dentro de nós? Quanto lixo espalhamos por onde andamos? Tenho a impressão que duas frentes precisam ser (re)construídas. Uma que é da ordem do poder público e chama educação ambiental. Trabalho de formiga, bem sei, invisível e constante. Todo sujeito precisa compreender que ele não mora no planeta Terra, ele é o planeta em que habita. Assim, ele também é o lixo que larga por aí. A outra é um convite a implicar-se no processo. É dar-se conta de que o lixo não vai embora sozinho e que é uma falta de respeito imensa com todos que habitam este mesmo espaço não se responsabilizar pelo lixo produzido. 


    O ano está começando, outra vez, ainda bem. Temos a oportunidade de sermos mais gentis consigo, com o outro, com o mundo. Para ser gentil é preciso, primeiro, conseguir perceber o outro. Não é sobre se colocar no lugar do outro. É sobre abrir espaço para que o outro não sofra, principalmente por nossa causa. É agir com consideração e pode ser um gesto silencioso, como abrir uma porta, dar um bom dia na entrada do elevador, não jogar o lixo no chão. Ser gentil é cuidar sem aparecer. É uma escolha. É escolher ser suave. É o sol de resolver.


Autora: Adriana Antunes - GZH (adaptado).

Considerando a relação entre letras e fonemas de palavras do texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4113011 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo:
Alternativas
Q4112931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
 A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas
Q4112276 Português
Bisavó


Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/ Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:

I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4112159 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:
I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4112011 Português
Bisavó

Eu era recém-nascido, quando minha mãe me levou para casa, quem mais queria me ver era a minha bisavó, ela me pegou no colo e ficou me olhando por um longo tempo, depois ela foi para o seu quarto descansar, e aquele foi o único e último dia que nos vimos.


PEREIRA, Otávio Santos. Bisavó. In: Antologia de contos [recurso
eletrônico]. São Paulo: SME, 2019. Disponível em:
https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/12/
Livro_Antologia_Contos.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.

Com base nas palavras do texto, analise as afirmativas a seguir:

I.Na palavra meu, há um ditongo decrescente, pois duas vogais estão na mesma sílaba, com a semivogal após a vogal.
II.A palavra quarto apresenta um dígrafo consonantal, pois as letras "qu" representam um único som.
III.Em descansar, ocorre um encontro consonantal separável, pois as consoantes "s" e "c" pertencem a sílabas diferentes.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4111224 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas
Q4111064 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas
Q4100340 Português
TEXTO

BENEFÍCIOS DO ESPORTE PARA A SAÚDE MENTAL


     Pesquisas mostram que o exercício físico regular pode reduzir o risco de depressão e reduzir a perda cognitiva em pacientes com Alzheimer. Uma das descobertas de pesquisas mais recentes é que exercícios como caminhar, correr ou andar de bicicleta são essenciais para manter a função nervosa saudável, mesmo com a idade mais avançada. Diante do declínio do nível de atividade física da população mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) assumiu que estamos vivenciando a prevalência de estilos de vida sedentários. Ou seja, a falta de exercícios não é mais apenas um problema estético, mas um grave problema de saúde pública, causando 2 milhões de mortes a cada ano.

     De modo geral, quando se trata dos riscos do sedentarismo para a saúde, na maioria das vezes se fala muito em hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares. Mas os efeitos dos hábitos sedentários na saúde mental podem ser igualmente devastadores. Estudos da OMS indicam que pessoas moderadamente ativas têm menos probabilidade de serem afetadas por transtornos mentais do que pessoas que não praticam nenhuma atividade física. Isso mostra que a participação em um programa de exercícios físicos pode trazer benefícios físicos e psicológicos. Além de melhorar a aptidão física, o exercício físico regular também pode melhorar a capacidade cognitiva e reduzir os níveis de ansiedade e estresse em geral.

   Em contrapartida, pessoas sedentárias costumam ter problemas com a autoestima, autoimagem, depressão, ansiedade, aumento do estresse e maior risco de doenças como Alzheimer e Parkinson. É preciso ressaltar que os exercícios ajudam a melhorar a imagem corporal, a cognição e a função social de pacientes em risco de saúde mental. Nesse caso, atividade física se refere a qualquer movimento físico produzido pelo tecido muscular esquelético que faz com que o praticante consuma energia. Nessas atividades, há também componentes biológicos psicossociais, culturais e comportamentais, como jogos, lutas, dança, esportes, exercícios físicos, atividades laborais e deslocamento. Tudo isso faz da atividade física uma ferramenta imprescindível para a promoção da saúde mental, e seu custo é muito menor se comparado a outros tratamentos e medicamentos.

    A prática de exercício pode melhorar a circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a síntese e a degradação dos neurotransmissores. Este é considerado o efeito direto da atividade física na melhoria da velocidade do processamento cognitivo. Além desse efeito direto, existem alguns mecanismos indiretos que podem promover a saúde mental, como redução da pressão arterial, redução dos níveis de triglicerídeos no sangue e inibição da agregação plaquetária. Acredita-se que o exercício físico pode aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, aumentando assim o oxigênio e outros substratos de energia, melhorando assim a função cognitiva.

    Ademais, deve-se descartar que o exercício físico leva ao aumento da concentração de serotonina e Beta-endorfina, resultando em uma sensação de bem-estar.

    Portanto, é essencial que a sociedade reconheça e promova os benefícios da atividade física como parte integrante de uma abordagem holística para a saúde mental. Não se trata apenas de manter o corpo em forma, mas também de cuidar da mente.


Disponível em:
<https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/beneficios-doesporte-para-a-saude-mental/>. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Assinale a alternativa CORRETA onde todos os vocábulos apresentam dígrafos consonantais. 
Alternativas
Q4100121 Português
TEXTO

CÉREBRO SARADO: OS EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SAÚDE CEREBRAL
 
     “Malhar o cérebro” vai além de apenas realizar ações que enriquecem o intelecto. Fazer atividades físicas pode oferecer inúmeros benefícios para a mente. Isso vale não apenas para exercícios realizados na academia, parques e praias, mas até mesmo em aulas práticas on-line. Segundo a Dra. Andrea Deslandes, professora do Instituto de Psiquiatria e do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental (PROPSAM) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essas ferramentas que demandam a execução de movimentos em conjunto com uma maior necessidade de raciocínio, ou seja, que exigem uma dupla tarefa, têm se mostrado especialmente boas para o funcionamento cerebral. Mas outros exercícios também são benéficos para o cérebro. É o caso de atividades aeróbicas que envolvem movimentos cíclicos e repetitivos, como caminhada, corrida e andar bicicleta, e atividades ao ar livre, práticas aquáticas e até treinamento de força.

     Cérebro e exercício estão associados. A atividade física faz os músculos se contraírem diversas vezes. Estudos indicam que essas contrações estimulam a produção de substâncias importantes para a saúde. “De alguma forma, o músculo produz substâncias chamadas de miocinas, que são citocinas, ou seja, proteínas excretadas por células. Elas favorecerão o funcionamento do cérebro, por exemplo, criando novos circuitos (neuroplasticidade) e novos vasos sanguíneos cerebrais”, explica a profissional. Entre as miocinas, há aquelas que estão associadas à formação de novos neurônios, que são as células que compõem o cérebro. Eles são formados principalmente no hipocampo, área cerebral que está associada a diferentes funções, entre elas, a memória e os sentimentos. Outra miocina produzida durante a prática de exercício físico é a irisina. Estudos em animais revelam que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, protege o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e também parece ajudar a restaurar a memória perdida.

    Ademais, o exercício físico atua ainda na modulação de neurotransmissores, substâncias que atuam como mensageiros químicos produzidos por neurônios. “Neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, que são aumentados durante o exercício físico, regulam sono, apetite, prazer, humor, o que pode justificar como a atividade física também é capaz de aumentar a motivação e a atenção”, explicou a Dra. Andrea, que é graduada em educação física, mestre e doutora em saúde mental.

     Os efeitos do exercício se estendem também às estruturas cerebrais. A Dra. Andrea explicou que, além do hipocampo, há impactos positivos no corpo estriado, importante área do circuito motor, e no córtex pré-frontal, região que está relacionada ao humor, ao afeto e também às funções executivas. “Entre as funções executivas, estão o controle inibitório, a memória operacional e a flexibilidade cognitiva, habilidades muito importantes para o convívio em sociedade. O exercício físico vai modular essa área e também vai beneficiar essas funções”, explicou a professora. Além disso, o córtex pré-frontal é uma das primeiras regiões a sofrer perda neuronal com o envelhecimento, mas o exercício consegue reduzir a velocidade desse declínio.

    Segundo a médica, o exercício físico, principalmente de intensidade moderada, melhora o desempenho, por exemplo, das funções cognitivas, ou seja, percepção, atenção, memória, linguagem, funções executivas e aprendizagem. Melhora ainda o humor, reduz a ansiedade e possui um papel protetor com relação aos transtornos mentais e ao declínio cognitivo. “Ele também pode servir como uma terapia adicional no tratamento de transtornos mentais, sendo que atualmente os estudos mostram a maior evidência na prevenção e no tratamento dos transtornos depressivos”, destacou, lembrando que a literatura também tem apontado benefício no tratamento de demências, como Alzheimer, nos transtornos de ansiedade, no transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) e no transtorno do espectro autista (TEA).

   Os benefícios da combinação cérebro e exercício atingem desde crianças até idosos. “Essa é uma questão que precisa ser trabalhada na sociedade desde a infância, desde a escola para que as atividades sejam inclusivas, prazerosas”, destacou a Dra. Andrea. 


Disponível em: <https://www.invivo.fiocruz.br/saude/cerebroe-exercicio/ >. Adaptado. Acesso em: 24 de out. de 2025.
Considerando a palavra “cérebro”, retirada do texto, analise as sentenças a seguir:

I- A palavra apresenta o mesmo número de fonemas e de letras.
II- Há nela a presença de um dígrafo.
III- Trata-se de palavra proparoxítona, cuja sílaba tônica é “ce”.

Está(ão) CORRETA(S): 
Alternativas
Q3977994 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Vozes-Mulheres 

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
-
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
-
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
-
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
e
fome.
-
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
-
O ontem – o hoje – o agora.
-
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade
-
Assinale a alternativa em que a palavra apresenta encontro consonantal perfeito.
Alternativas
Q3926523 Português
Na análise dos sons da língua, distinguem-se unidades sonoras e representações gráficas. Considerando esse aspecto | linguístico, relacionado à fonética e à fonologia, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3888125 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça: uma tentativa de consolo


-


As dores dividem-se em humildes e nobres. Dor nos pés, por exemplo, é humilde, é coisa de quem passa o dia em pé (balconistas de loja) ou caminha muito (carteiros). Lombalgia é também humilde: o lombo é o lugar onde a gente carrega, resignadamente, a carga da vida. À medida que se ascende no corpo as dores vão ganhando status — dor no peito é mais nobre, e mais ameaçadora do que dor de barriga — ainda que esta regra comporte _______: dor de garganta é coisa prosaica, dor de dentes não é só humilde, é humilhante. Quando se trata de cabeça, porém, não pode haver dúvida: esta é uma dor mui nobre _______, desde a Antiguidade, a cabeça é reconhecida como a _____ do pensamento, do raciocínio. Na mitologia grega há um relato muito significativo: Zeus tem uma terrível dor de cabeça; seu crânio racha e de lá emerge Palas Atenas, a deusa da sabedoria.

Para os romanos, a cabeça (caput) era o órgão não apenas da inteligência como da alma. Aí vem a prática da decapitação: não apenas a morte física, morte espiritual também.

Cabeça é importante, mas isso não quer dizer que seja imune [*] dor, pelo contrário. [*] muitas razões pelas quais pode doer. Em primeiro lugar, é uma região muito vascularizada e isso explica em parte [*] enxaqueca, ligada [*] dilatação e excessiva pulsação dos vasos sanguíneos. Em segundo lugar [*] o componente emocional, que se expressa, por exemplo, na chamada cefaleia de tensão, em que [*] nuca é um lugar particularmente doloroso.

Consolo: a cabeça frequentemente dói em quem a usa muito.

Não foram poucos os cientistas, os intelectuais e os escritores que sofreram de dor de cabeça. Um exemplo famoso é o do poeta João Cabral de Melo Neto, recentemente falecido. Exatamente porque as cefaleias o atormentavam, mostrava-se muito grato à aspirina, dedicando-lhe até um poema:

Claramente o mais prático dos sóis, o sol de um comprimido de aspirina: de emprego fácil, portátil e barato, compacto de sol na lápide sucinta.

Convenhamos: um belo poema como este até que vale uma dor de cabeça. Desde que, claro, se tenha uma aspirina à mão.
Assinale a alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras são classificadas como encontro consonantal.
Alternativas
Q3815945 Português

Que espaço a fé tem na sua vida?


Por Marco Matos







(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2025/11/que-espaco-a-fe-tem-nasua-vida-cmhnr8akv01sr0154uey6q91i.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra com encontro consonantal como em “blusa”
Alternativas
Q3793912 Português
Ao transcrevermos fonologicamente as palavras abaixo, a letra X se confundirá com encontro consonantal em: 
Alternativas
Q3761769 Português
Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete e andava arrecadando opiniões. Suspeitei que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando minha defesa. Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Verissimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo, mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática). A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas.

Claro que eu não disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas – isso eu disse – vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato‑as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas.

VERISSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras. In: Luís Fernando Verissimo. Para gostar de ler; Luís Fernando Verissimo: o nariz e outras crônicas. 10a . ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 77 (com adaptações).

Com base nos aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item seguinte. 
Tanto na palavra “Farroupilha”, presente no trecho “Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português”, como na palavra “necessariamente”, presente no trecho “Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo”, identificam‑se dois dígrafos.
Alternativas
Q3761753 Português
A educação e, mais propriamente, o trabalho escolar de ensino e aprendizagem têm sido objeto de pesquisa sistemática. É desejável que os professores e todos os atores envolvidos com a educação tenham uma postura pró‑ativa na produção de conhecimento científico.

A pesquisa em sala de aula insere‑se no campo da pesquisa social e pode ser construída de acordo com um paradigma quantitativo, que deriva do positivismo, ou com um paradigma qualitativo, que provém da tradição epistemológica conhecida como interpretativismo. O positivismo e o interpretativismo são as duas principais tradições no desenvolvimento da pesquisa social. O positivismo começou a ser empregado nas ciências exatas e foi depois importado pelas ciências sociais, a partir do início do século XIX, desfrutando desde então de grande prestígio. Durante o século XX, a humanidade avançou mais na produção de conhecimento científico do que em todos os milênios de sua existência até agora. As ciências estão organizadas em associações científicas, guardiãs da tradição e da fidedignidade da produção dos cientistas e responsáveis pela intensa divulgação de seus progressos.
Mas não se pode imaginar que o nascedouro das ciências seja contemporâneo das modernas tecnologias. O conhecimento científico tem avançado juntamente com a história da humanidade. Contudo, há alguns períodos nessa história em que o avanço foi mais rápido e mais intenso.

Há muitos registros de atividade científica entre os povos antigos. Exemplos são os conhecimentos de astronomia dos maias, pré‑colombianos; a técnica de mumificação e de construção das pirâmides no antigo Egito; a tecnologia náutica entre os fenícios e outros povos navegadores. Mas foram os gregos, no século IV a.C., que usaram extensivamente a escrita para registrar a evolução de pensamento nas diversas ciências. Essa herança está, praticamente, nas raízes de todo o acervo científico ocidental.

BORTONI‑RICARDO, Stella Maris. O professor pesquisador: introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p. 10‑12 (com adaptações).

No que diz respeito aos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir
A palavra interpretativismo, presente na oração “O positivismo e o interpretativismo são as duas principais tradições no desenvolvimento da pesquisa social”, caracteriza‑se por apresentar três encontros consonantais, sendo dois imperfeitos e um perfeito.
Alternativas
Respostas
41: E
42: A
43: C
44: A
45: D
46: D
47: A
48: C
49: C
50: C
51: B
52: A
53: C
54: A
55: D
56: B
57: D
58: D
59: C
60: C