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 A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento ...

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Com base no mesmo assunto
Q4112931 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As tempestades sempre passam


As tempestades, vêm, caem, destroem e passam. Sempre passam. Umas demoras mais, outras são quase tão rápidas quanto a queda de um raio, mas, passam. Passam como o vento passa, como as marés se repetem, sempre outras em seu movimento de subir e descer. Passam como o ciclo das mulheres, como o corpo que se abre, como a vida que nasce de dentro do ventre e ilumina este mundo no primeiro choro saudando a luz.


As tempestades passam e deixam no céu a transparência que me fala de outros mundos, de outras dimensões, de momentos esquecidos que precisam ser resgatados, e de outros não vividos, que se perdem na distância, além de qualquer possibilidade, até mesmo para o sonho.


As tempestades passam e dão lugar a um sol mais limpo e mais brilhante, que faz mais alegre o dia, para dar lugar a uma lua que, se estiver cheia é uma ode impressa no céu, mas que, se estiver crescente, é um soneto, e é o momento mais terno e mais suave de todos os que a natureza dá.


Pouca coisa se compara à noite depois duma tempestade. Pouca coisa tem mais poesia do que o céu limpo mudando de cor, até atingir o azul profundo, onde a lua se deita, como uma cimitarra de ouro, apontando os rumos e as rotas das vidas de cada um de nós.


A lua depois da chuva é poesia pura, é o encontro da alma com o eterno, do atávico com o futuro, como se todos fossemos um único corpo, e o universo não se fragmentasse em estrelas e cometas rodeados de planetas, onde, algumas vezes, a vida se faz, sem explicação capaz de nos explicar, mas real como cada um de nós, como cada corpo e cada pensamento.


A lua depois da tempestade é a chegada da vida na terra molhada, na semente carregada pelo vento, no encontro da luz com as águas escuras onde ela reflete os sonhos de Deus, antes de criar o paraíso.


MENDONÇA, Antonio Penteado. As tempestades sempre passam. Crônicas da Cidade, 28 nov. 2021. Disponível em: https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2021/11/28/as-tempestades-s empre-passam/ . Acesso em: 16 nov. 2025.
 A fonologia estuda os sons da língua em seu funcionamento estrutural, analisando como eles se organizam e produzem sentido dentro do sistema linguístico. Nesse campo, destacam-se os encontros vocálicos, encontros consonantais e dígrafos.

Nesse contexto, assinale a alternativa cuja palavras em destaque NÃO apresente um dígrafo: 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: D

Fundamento decisivo: O comando pede a palavra que NÃO apresenta dígrafo, e o critério decisivo é fonológico: dígrafo é o grupo de duas letras que representa um único fonema. Entre "brilhante", "possibilidade", "saudando" e "rápidas", a única que não traz essa relação é "rápidas", o que confirma a alternativa D.

Tema central: identificação de dígrafos
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque "brilhante" apresenta o dígrafo consonantal "lh", em que duas letras representam um único fonema consonantal. Isso exclui a alternativa, já que o enunciado pede a palavra sem dígrafo.
B
Errada
Está errada porque "possibilidade" apresenta o dígrafo consonantal "ss", que representa um único fonema /s/ entre vogais. Portanto, a palavra não atende ao comando de ausência de dígrafo.
C
Errada
Está errada porque "saudando" apresenta dígrafo vocálico em "an", com nasalização da vogal antes de consoante. Pela abordagem escolar tradicional adotada na base, há dígrafo, então a alternativa não pode ser a correta.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque "rápidas" não apresenta sequência de duas letras com valor de um só fonema. Assim, ela atende ao comando da questão, ao contrário das demais palavras destacadas.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre simples encontro de letras e dígrafo: não basta haver duas letras juntas; é preciso verificar se elas representam um único fonema. Também pesa a dificuldade de reconhecer o dígrafo vocálico em "saudando".
Dica para questões semelhantes
  • Leia primeiro o comando: se ele pede dígrafo ou ausência de dígrafo, a análise deve ser fonológica, não de sentido.
  • Só marque dígrafo quando duas letras representarem um único fonema; duas consoantes na escrita, por si sós, não bastam.
  • Verifique tanto dígrafos consonantais, como "lh" e "ss", quanto dígrafos vocálicos com nasalização antes de consoante.
  • Não atribua valor fonológico a elementos que não são dígrafos, como acento gráfico ou número de sílabas.

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