Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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Em relação ao padrão ortográfico vigente da língua portuguesa, considere as seguintes sentenças:
1. Mariana não pôde por na poupança o dinheiro que recebeu de casamento.
2. O voo que trouxe os passageiros de Londres a São Paulo sofreu um atraso de 2 horas.
3. A matéria-prima usada para fazer o bolo foi importada da Itália.
4. A microrregião da Chapada dos Veadeiros possui 21.337,58 km2 de área total e 62.656 habitantes (2,94 de densidade populacional), distribuídos em 8 municípios.
5. A Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem.
Segue(m) as normas da nova ortografia a(s) sentença(s):
Texto 1
Refugiados climáticos: uma realidade brasileira
Compreender os processos migratórios no Brasil tem sido objeto de pesquisadores da área ambiental, especialmente de mudanças climáticas, nos últimos anos. O que antes era praticamente creditado a questões estritamente socioeconômicas, hoje já tem uma análise mais aprofundada. Os deslocamentos humanos ou processos migratórios ambientais têm ganhado uma atenção especial. Um contingente da população já é definido como migrantes, deslocados ou refugiados climáticos ou ambientais, um conjunto de terminologias que está sendo construído internacionalmente, pois ainda não há uma definição oficial no direito ambiental. Porém, o que é certo por aqui é que uma significativa parte deles provém da região Nordeste do país. A proposta é que deixem de ser invisibilizados, neste contexto, nas estruturas burocráticas.
Com este enfoque, o estudo Mudanças no padrão espaço-temporal de secas no nordeste brasileiro, publicado na Atmopsheric Science Letters, no ano passado, revelou que a seca, entre 2012 e 2017, foi a pior em 30 anos e prejudicou a população de 24 milhões de pessoas que vive na região, promovendo milhares de deslocamentos, em especial para a região Sudeste, algo que já ocorria em determinados períodos, desde a década de 1990. As secas anteriores também analisadas aconteceram entre 1982- 1983, 1992-1993 e 1997-1998. O trabalho foi realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e de outras instituições, sob coordenação da pesquisadora Ana Paula Cunha.
Segundo os cientistas, alguns dos aspectos a serem considerados no processo da seca severa é a interferência do El Niño (em grande parte das ocorrências), que contribuiu para o aquecimento do oceano Pacífico Equatorial e fez com que as nuvens de chuva se dirigissem para longe do Nordeste e do continente. Mais uma causa associada é atribuída ao aquecimento do Oceano Atlântico no Hemisfério Norte do planeta, o mesmo fenômeno que tem motivado o aumento de registro de furacões, entre outras.
O levantamento alerta que a combinação de alta variabilidade espacial e temporal das chuvas, falta de irrigação, degradação da terra devido ao manejo inadequado do solo e a pobreza em larga escala nas áreas rurais tornam a região uma das áreas mais vulneráveis do mundo aos impactos das mudanças climáticas.
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), desde o ano de 2009, estima-se que a cada segundo uma pessoa é deslocada em razão de um desastre ambiental. Em 2018, foram 17 milhões de novos deslocamentos relativos a desastres naturais e às mudanças climáticas, no planeta, de acordo com o Centro de Monitoramento de Deslocados Internos, que fica em Genebra. Nas próximas três décadas, o alerta é ainda maior. Segundo o Banco Mundial, a mudança climática deverá expulsar 140 milhões pessoas de suas casas. Todos estes dados reforçam que não é mais possível desconsiderar esta questão nas agendas das políticas públicas dos países e do próprio direito internacional.
(Texto adaptado de :
https://envolverde.cartacapital.com.br/refugiados-climaticos-uma-realidade-brasileira/)


(Fonte: www.laifi.com)
A fala do personagem da esquerda diz respeito ao sinal de _____ que foi abolido com o novo acordo ortográfico, assim como também o _____ das palavras destacadas na fala do personagem da direita.



Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal
Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos.
A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.
Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.
Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima.
“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Considerando-se a flexão de gênero e número das palavras, analisar a sentença abaixo:
O plural de “pronto-socorro” é “prontos socorros” (1ª parte). O plural da frase “Olho azul-piscina.” é “Olhos azuis-piscina.” (2ª parte). A palavra “plebeia” é o correspondente feminino de “plebeu” (3ª parte).
A sentença está:
Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal
Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos.
A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.
Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.
Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima.
“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
Considerando-se a flexão de gênero e número das palavras, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(__) O feminino de “czar” é “czara”.
(__) O adjetivo composto “vermelho-sangue” permanece com a mesma escrita também no plural.
(__) O plural de “cirurgião-dentista” pode ser “cirurgiões dentista”.
Como um tsunami de 1964 pode ter ajudado a espalhar um fungo mortal
Há 20 anos, um tipo raro de infecção fazia suas primeiras vítimas na costa oeste dos Estados Unidos. A origem do parasita causador da doença, que fazia surgir nos pacientes sintomas semelhantes aos da pneumonia, era um mistério. Não se sabia ao certo como o Cryptococcus gattii passou a contaminar humanos.
A história da chegada do fungo ____ região passou décadas sem um porquê. No entanto, isso mudou recentemente, graças a um estudo assinado por dois pesquisadores americanos. De acordo com a pesquisa da dupla, o tal fungo pode ter se espalhado pelo noroeste dos EUA graças a uma combinação improvável – que envolve a abertura do canal do Panamá e a ação de um tsunami que atingiu o país 35 anos antes do primeiro caso da doença.
Com a abertura do canal do Panamá, que em 1914 permitiu a passagem de navios e conectou as Américas, acredita-se que o fungo tenha começado a viajar por águas da região, provavelmente no casco de navios. A tese de que o fungo teria desembarcado dessa forma no norte do continente bate com a análise genética de amostras locais.
Por causa da ação das águas de um tsunami que varreu a costa americana em 1964, o fungo acabou colonizando florestas da região oeste. No novo habitat, o C. gattii evoluiu e se tornou letal. De acordo com os pesquisadores, variedades do fungo _______ desenvolvido suas defesas como resposta à convivência com amebas que vivem no solo. E graças a essas novas defesas, a espécie aumentou sua capacidade de infectar pessoas e animais. Décadas depois, agora como uma variedade nociva a humanos, o fungo faria sua primeira vítima.
“Defendemos que o C. gattii pode ter perdido grande parte de sua capacidade de infectar seres humanos quando vivia na água do mar, mas quando chegou a terra, amebas e outros organismos do solo mataram os fungos menos adaptados por três décadas ou mais, até que surgiram novas variantes de C. gattii, que eram mais patogênicas para animais e pessoas”, disse o coautor do estudo.
https://super.abril.com.br/ciencia/... - adaptado.
A Terra é frágil. Melhor, ficou frágil. Antigamente, quando caçava mamutes, o homem tinha medo da natureza: raios, trovões, inundações, rios e mares enormes, frio e calor. O homem não conhecia a natureza. À medida que a foi conhecendo, também a foi aniquilando, a tal ponto que a situação se inverteu: hoje ele tem medo da própria delicadeza da Terra, enfraquecida diante de sua hostilidade, com seus mecanismos naturais de autorregeneração destruídos pela capacidade desmedida. Declaramos guerra à natureza e somos os perdedores ao vencê-la. Se a tratássemos com amor, ela poderia ser infinita, desde que não fosse saqueada ao extremo de sua resistência e capacidade regenerativa. CHIAVENATO, Júlio José. O massacre da natureza. Disponível em: . Acesso em: 28 mar. 2010.
A partir da última reforma ortográfica, ocorrida no nosso idioma, modificaram-se algumas das regras de uso do hífen. O termo “autorregeneraçao” em destaque no texto passou a ser utilizado sem o hífen devido a seguinte alteração na regra anterior:
Leia os textos seguintes.
Texto I
“Estabeleceu-se que só se ligam por hífen os elementos das palavras compostas em que se mantém a noção da composição, isto é, os elementos das palavras compostas que guardam a sua independência fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém formando o conjunto perfeita unidade de sentido” (CUNHA & CINTRA, 2008, p.80).
Texto II
Disponível em: <http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=6614&idC=83547#> Acesso em: 18 mar. 2019)
Tendo por base o conceito veiculado no Texto I e a
exemplificação apresentada no Texto II, é correto
afirmar que as palavras que receberam o hífen mantêm a noção de composição em
Diálogo ultra-rápido
- Eu queria propor-lhe uma troca de idéias... - Deus me livre!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. 9. ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 47.)
A propósito das mudanças ocorridas na grafia das palavras, avalie as seguintes afirmações.
I. Há o emprego do hífen em locuções de qualquer tipo, com exceção dos nomes de plantas ou de animais; portanto, a forma correta de grafar a expressão “Deus-me-livre” é usando o hífen. II. Sabe-se que, na formação em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, estes últimos devem ser duplicados, ou seja, a forma correta passou a ser “ultrarrápido”. III. Não há mais acento gráfico nas vogais “e” e “o” semiabertas dos ditongos “ei” e “oi” quando em sílaba tônica de palavras paroxítonas; assim, a palavra “ideia” deixa de receber o acento. IV. Emprega-se o acento circunflexo sobre a vogal tônica semifechada do verbo “pôr”, para distingui -lo da preposição “por”, assim como nos verbos formados a partir dele, como propôr” .
Está correto apenas o que se afirma em
