Questões de Concurso
Sobre emprego do hífen em português
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Leia os textos seguintes.
Texto I
“Estabeleceu-se que só se ligam por hífen os elementos das palavras compostas em que se mantém a noção da composição, isto é, os elementos das palavras compostas que guardam a sua independência fonética, conservando cada um a sua própria acentuação, porém formando o conjunto perfeita unidade de sentido” (CUNHA & CINTRA, 2008, p.80).
Texto II
Disponível em: <http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=6614&idC=83547#> Acesso em: 18 mar. 2019)
Tendo por base o conceito veiculado no Texto I e a
exemplificação apresentada no Texto II, é correto
afirmar que as palavras que receberam o hífen mantêm a noção de composição em
Diálogo ultra-rápido
- Eu queria propor-lhe uma troca de idéias... - Deus me livre!
(QUINTANA, Mário. Caderno H. 9. ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 47.)
A propósito das mudanças ocorridas na grafia das palavras, avalie as seguintes afirmações.
I. Há o emprego do hífen em locuções de qualquer tipo, com exceção dos nomes de plantas ou de animais; portanto, a forma correta de grafar a expressão “Deus-me-livre” é usando o hífen. II. Sabe-se que, na formação em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por “r” ou “s”, estes últimos devem ser duplicados, ou seja, a forma correta passou a ser “ultrarrápido”. III. Não há mais acento gráfico nas vogais “e” e “o” semiabertas dos ditongos “ei” e “oi” quando em sílaba tônica de palavras paroxítonas; assim, a palavra “ideia” deixa de receber o acento. IV. Emprega-se o acento circunflexo sobre a vogal tônica semifechada do verbo “pôr”, para distingui -lo da preposição “por”, assim como nos verbos formados a partir dele, como propôr” .
Está correto apenas o que se afirma em
I- Com o prefixo sub, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por r (exemplos: sub-região, sub-raça etc.) Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen (exemplos: subumano, subumanidade). II- Apalavra subocupados no segundo texto está correta sem o uso do hífen. III- Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen (exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.). IV- Não se emprega hífen quando o 1º elemento termina acentuado graficamente (exemplos: pósgraduação, préescolar). V- Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento (exemplos: aeroespacial, anteontem etc.).
Está CORRETO o que se afirma somente em:
Julgue os itens abaixo sobre o uso dos sinais e formatação:
I. O travessão pode substituir vírgulas e parênteses.
II. Usa-se hífen no lugar de travessão.
III. Não se usa hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns):
Leia o texto a seguir e responda as questões 1 a 10:
Saúde, educação e qualidade de vida
Texto especialmente adaptado para esta prova. Disponível em: https://www.redalyc.org/html/929/92970211/. Acesso: 21 Dez. 2018.
Uma das palavras situadas no texto e que recebem hífen é “bem-estar”. A respeito do emprego do hífen, analise as afirmativas a seguir:
I- É usado para ligar elementos de palavras compostas ou derivadas por prefixação.
II- É usado para isolar, em um contexto, palavras ou frases, desempenhando função análoga à dos parênteses.
III- Serve para fazer a translineação no final da linha e separar a palavra quando não se consegue escrevê-la inteiramente na mesma linha. Estão CORRETAS as afirmativas:
Leia os textos abaixo:

Assinale a alternativa cujos termos estão de
acordo com a norma-padrão:

Disponível em: https://ndonline.com.br/joinville/noticias/erros-de-portugues-sao-comuns-em-placas-e-inscricoes-nas-areas-publicas-de-joinville, Acesso em 10/01/2019.

Disponível em http://www.orlandeli.com.br/novo/wordpress/index.php/category/grump/ Acesso em 10/01/2019.
Assinale a alternativa que apresenta uma lista de palavras que não fazem parte das alterações ocorridas.
I- fim de semana II- dia a dia III- cor de rosa
Perderam os hifens:
População em situação de rua
Um dos reflexos do intenso processo de exclusão social é a população em situação de rua que, em decorrência da ocupação do solo urbano estar baseada na lógica capitalista de apropriação privada do espaço mediante o pagamento do valor da terra, não dispõe de renda suficiente para conseguir espaços adequados para a habitação e, sem alternativas, utiliza as ruas da cidade como moradia. Conforme definição da Secretaria Nacional de Assistência Social, a população em situação de rua se caracteriza por ser um grupo populacional heterogêneo, composto por pessoas com diferentes realidades, mas que têm em comum a condição de pobreza absoluta, vínculos interrompidos ou fragilizados e falta de habitação convencional regular, sendo compelidas a utilizar a rua como espaço de moradia e sustento, por caráter temporário ou de forma permanente.
Entre os principais fatores que podem levar as pessoas a irem morar nas ruas estão: ausência de vínculos familiares, perda de algum ente querido, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental.
Embora grande parte dos estudos sobre esse tipo de população tenha sido realizada no século XX, há registros de sua existência desde o século XIV. Portanto, a população em situação de rua não teve a devida atenção nos séculos anteriores, e sua abordagem pode ter sido impulsionada pelo aumento de seu contingente, visto que a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia. No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome realizou entre os anos de 2007 e 2008 uma pesquisa em 71 cidades brasileiras com população superior a 300 mil habitantes (exceto São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre). Os resultados dessa pesquisa foram divulgados em 2008, demonstrando que 31.922 pessoas utilizam as ruas como forma de moradia no país. Entretanto, esses números são bem maiores, pois cidades importantes não fizeram parte desse levantamento. Apesar da realização de alguns programas sociais, poucas políticas públicas são desenvolvidas para solucionar esse problema. As Organizações Não Governamentais (ONGs) e as Instituições Religiosas se destacam nos serviços de amparo a essas pessoas, atuando na distribuição de alimentos, roupas e cobertores. Outro trabalho de assistência são os abrigos temporários e os albergues que, de um modo geral, são considerados insuficientes para suprir a demanda dessa população.
O desinteresse do Estado influencia diretamente no comportamento da sociedade, haja vista que os moradores de rua são tratados, ora com compaixão, ora com repressão, preconceito, indiferença e violência. Nesse sentido, devem ser desenvolvidas políticas que atuem na causa do problema, não somente em serviços de distribuição de alimentos e outros objetos, proporcionando dignidade para todos os habitantes.
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/populacao-situacao-rua.htm

