Questões de Concurso
Sobre denotação e conotação em português
Foram encontradas 2.164 questões
Uma das melhores e mais antigas formas de se ensinar e aprender é por meio de histórias e experiências vividas. Histórias, mitos ou contos, essas preciosas bagagens da experiência humana com a vida, são coisas que podem e devem nos ajudar. Por sobre esses nossos tempos líquidos, como os chama Bauman, as literaturas podem atravessar, ilustrando os anseios das eras, revelando o que de constante ressoa na alma humana. Ainda mais se falarmos dos clássicos, diria Ítalo Calvino, esses livros que relemos e que nos releem.
PEREIRA, André Rodrigues. A porta sem trancas nem fechaduras.
Brasília: Editora IFB, 2016, p 29.
De acordo com os aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue (C ou E) o item a seguir.
Nuvens no jardim
Ellen Olérea
Nuvens a vagar
Sobre o meu jardim
Quando o sol brilhar
Há de reflorir
A fim de acertar
Eu sei que errei
Sofro por te amar
O sonho se desfez
Disponível em:
Atente-se para o cartaz a seguir.

Leia a tira para responder a questão.

(Galvão Bertazzi. Vida besta. Folha de S.Paulo. 20.09.2023)
Enquanto um mundo novo repleto de oportunidades se abre ao adolescente que vislumbra a fase adulta, é possível que aos seus responsáveis reste uma sensação oposta, de um mundo com menos brilho do que havia antes de os filhos crescerem. E não precisa nem que o tal ninho vazio se concretize — muitas vezes, a dor já começa antes.
A educadora e pesquisadora do comportamento adolescente Carolina Delboni diz que, para muitos pais, a sensação nessa fase da vida é de que perderam os filhos. “E, como os pais não sabem se relacionar com essa ‘perda’, muitas vezes eles acabam se relacionando pela raiva”, afirma. Com isso, a distância em casa só aumenta: adultos num canto, magoados, e os jovens no outro, se sentindo incompreendidos e buscando compreensão lá fora.
Também é papel dos pais, segundo Delboni, quebrar os estereótipos da adolescência — evitar cair na tentação, por exemplo, de acusar os filhos de serem lacônicos, de não saírem do quarto e do celular, ou de dizer que conversar com eles é impossível. “A gente tem o costume de rebater tudo o que vem do universo adolescente, de dizer que é coisa fútil, de chamar a música que eles gostam de ruim, de falar que o lugar que eles escolheram para ir passear não é o melhor etc. Sempre temos algo a dizer que mostra que eles deveriam estar fazendo diferente”, afirma a pesquisadora.
Para ela, este hábito “corta todos os vínculos” com o jovem. “O que isso vai acrescentar às relações? Nada. Não vai melhorar o vínculo, pelo contrário, e ainda não vai tirar ele dali do celular. Por outro lado, você já experimentou perguntar o que ele está vendo? Pode ser que ele não mostre, mas você fez uma pergunta, demonstrou interesse. Nesse cotidiano, estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar em vez de nos deslocarmos para o canto dele, sem reclamar”.
(Marcella Franco. Estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar, diz educadora. Folha de S. Paulo, 12.10.2023. Adaptado)
“… acusar os filhos de serem lacônicos…” (3o parágrafo).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que corresponde a um sinônimo do termo destacado e que confere ao trecho um sentido figurado.
Leia o texto para responder à questão.
Enquanto um mundo novo repleto de oportunidades se abre ao adolescente que vislumbra a fase adulta, é possível que aos seus responsáveis reste uma sensação oposta, de um mundo com menos brilho do que havia antes de os filhos crescerem. E não precisa nem que o tal ninho vazio se concretize — muitas vezes, a dor já começa antes.
A educadora e pesquisadora do comportamento adolescente Carolina Delboni diz que, para muitos pais, a sensação nessa fase da vida é de que perderam os filhos. “E, como os pais não sabem se relacionar com essa ‘perda’, muitas vezes eles acabam se relacionando pela raiva”, afirma. Com isso, a distância em casa só aumenta: adultos num canto, magoados, e os jovens no outro, se sentindo incompreendidos e buscando compreensão lá fora.
Também é papel dos pais, segundo Delboni, quebrar os estereótipos da adolescência — evitar cair na tentação, por exemplo, de acusar os filhos de serem lacônicos, de não saírem do quarto e do celular, ou de dizer que conversar com eles é impossível. “A gente tem o costume de rebater tudo o que vem do universo adolescente, de dizer que é coisa fútil, de chamar a música que eles gostam de ruim, de falar que o lugar que eles escolheram para ir passear não é o melhor etc. Sempre temos algo a dizer que mostra que eles deveriam estar fazendo diferente”, afirma a pesquisadora.
Para ela, este hábito “corta todos os vínculos” com o jovem. “O que isso vai acrescentar às relações? Nada. Não vai melhorar o vínculo, pelo contrário, e ainda não vai tirar ele dali do celular. Por outro lado, você já experimentou perguntar o que ele está vendo? Pode ser que ele não mostre, mas você fez uma pergunta, demonstrou interesse. Nesse cotidiano, estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar em vez de nos deslocarmos para o canto dele, sem reclamar”.
(Marcella Franco. Estamos sempre querendo tirar o adolescente à força do seu lugar, diz educadora. Folha de S. Paulo, 12.10.2023. Adaptado)
Considere o trecho.
“… acusar os filhos de serem lacônicos…” (3º parágrafo).
Assinale a alternativa que apresenta a palavra que corresponde a um sinônimo do termo destacado e que confere ao trecho um sentido figurado.
Leia a crônica para responder à questão.
Fiscais de barriga
Confesso: nos últimos tempos engordei. Não, não virei uma bola de boliche, mas esses últimos quilos se concentraram na barriga. Todos eles. Tornei-me o alvo ideal para um tipo que virou uma praga na vida urbana. É o fiscal de barriga. Trata-se de uma criatura empenhada em contabilizar o peso alheio. Você se encontra com o tipo, ele abre um sorriso até as orelhas e tasca:
– Engordou, hein?!
Todo fofo sabe quando e quanto subiu de peso. Quem nunca observou uma pessoa volumosa aferindo os gramas numa balança de farmácia? Primeiro sobe, com expressão de esperança. Ao observar o marcador implacável, o rosto se contorce entre dúvida e desespero. Algumas tiram o casaco, como se um reles objeto pudesse pesar os 5 ou 10 quilos extras apontados. Suspira fundo e olha o marcador novamente.
Agora a expressão é de desconfiança, quando não de fúria:
– Balança de farmácia não presta!!
E sai à procura de outra.
O fiscal de barriga só serve para acrescentar fel1 à vida dos outros. Conheço um, diretor de teatro, com a silhueta elegante como um balde. Deveria ficar quieto, mas mede o peso de cada um com olhos argutos2:
– Quando fomos almoçar juntos, você estava bem mais magro.
– Que é isso? Eu já estava gordinho – defendo-me.
– Não, não... agora você está pior – contesta satisfeito.
Na fofura e na magreza, sempre haverá um fiscal para comentar que, depois de se comportar como um inquisidor, dá a estocada final:
– Só falo porque sou seu amigo.
Que ninguém acredite na expressão de solidariedade. Torturar o próximo, eis seu maior prazer.
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 06.11.1996. Adaptado)
1 fel: amargura, azedume.
2 argutos: muito atentos.
No Microscópio

Por Cláudia Laitano
(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2023/08/no-microscopiocll08szt9000e015tl6v5su0m.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia o texto para responder à questão.
Projeto musical faz shows secretos em SP
“É muito raro isso aqui”, diz a cantora Marina Melo em frente a um público de cerca de cem pessoas em São Paulo. “Um monte de gente sentada no chão, sem saber exatamente o que vai escutar, disposta a ficar em silêncio e a ouvir”.
O espaço do palco é delimitado apenas por um tapete e um pedestal de microfone com luzinhas enroladas. A localização é um estúdio na zona oeste da capital, mas poderia ser qualquer outro canto — isso ajuda a resumir o Tranquilo, projeto musical mineiro que desembarcou em São Paulo e acontece nas noites de segunda-feira, mas nunca no mesmo lugar.
Funciona assim: aos domingos, o perfil no Instagram do Tranquilo publica uma enquete. Quem responde recebe por mensagem a localização e os detalhes dos shows marcados para o dia seguinte. A escalação de artistas – sempre representantes da música independente e autoral – só é liberada na segunda-feira e o lineup1 não se repete.
O projeto começou no quintal da casa do músico Thales Silva, que se sentia sem horizontes após lançar um álbum e não conseguir fazer o trabalho circular. “O artista independente não consegue furar algumas bolhas porque existem panelas que não se abrem. É como se você tivesse que expandir seu público sem ter oportunidades”, ele afirma. “Então eu criei o evento pensando nesses artistas que têm qualidade, mas que, se não acharem um palco, vão ficar eternamente parados.”
Durante as apresentações, em formato de pocket show2 e que elegem a diversidade como prioridade, o público recebe a letra de algumas composições. A localização escondida também gera curiosidade. Neste ano, o público chegou a 1200 pessoas em Belo Horizonte.
Além de estimular a cena musical independente, o projeto se tornou uma espécie de celeiro de novos artistas com o momento “Olho no Olho”, que encerra as noites de shows com pessoas da plateia mostrando canções próprias.
(Laura Lewer. https://guia.folha.uol.com.br/shows/2023/03/ conheca-o-tranquilo-projeto-musical-que-faz-shows-quase-secretosem-sp.shtml. Publicado em 17.03.2023. Adaptado.)
1 lineup: lista, sequência.
2 pocket show: apresentação de curta duração.
(Disponível em: https://acesse.dev/texto-literarionao-literario. Adaptado.)
Qual das seguintes afirmações descreve a conotação ou a denotação em um texto literário?
REFLEXÃO SOBRE O "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE"
(1º§)O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8069/90) foi fruto da necessidade da criação de uma Justiça especializada e cujo objetivo é de julgar as infrações cometidas pelos adolescentes entre doze e dezoito anos (artigo 2º) do ECA.
(2º§)O dicionário de Aurélio Buarque de Holanda conceitua o vocábulo adolescente como: aquele que está no começo, no início, que ainda não atingiu todo o vigor. Adolescentes são pessoas ainda em formação, cuja estrutura física e psíquica não atingiu sua plenitude, bem como a sua personalidade. Sendo assim, são pessoas especiais que merecem a criação de uma Justiça especializada, diferenciada daquela utilizada para adultos, haja vista, suas diferenças.
(3º§)Como seres especiais, cuja personalidade, intelecto, caráter estão ainda em formação a tarefa de redirecioná-los e reeducá-los é mais branda e menos trabalhosa, pois as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis em assimilar as ditas orientações. Pense nisso, redobre sua atenção para com os seres humanos em formação! Eles merecem o nosso carinho!
(4º§)O ECA, portanto, prevê um tratamento diferenciado para os adolescentes infratores, classificando-os como pessoas especiais de direitos, procurando garantir que sua formação seja sólida e harmoniosa perante a sociedade, garantindo assim a retomada de uma vida social plena sem problemas ou incidentes, lastreados em valores éticos, sociais e familiares, afastando-os de uma vida pregressa gregária que não deve prevalecer, em nenhuma hipótese durante ao seu desenvolvimento, sob pena de se tornar um doente incurável.
(Reflexões sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente - Jus.com.br | Jus Navigandi) - (Adaptado)