Questões de Concurso
Sobre denotação e conotação em português
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Com base no texto, que aborda a descrição do fenômeno das Luas cheias, analise as relações entre a linguagem denotativa e conotativa presentes e assinale a alternativa correta.
O vocábulo que pode substituir o destacado no trecho com valor semelhante está na alternativa:
Considerando esses aspectos e como eles influenciam a interpretação de um poema ou de qualquer obra literária, assinale a alternativa correta:
I.A literatura internacional abrange obras literárias de diferentes países e culturas.
II.Muitos autores de literatura mundial, como Gabriel García Márquez e Haruki Murakami, exploram temas universais.
III.A literatura internacional é uma janela mágica para almas de outras culturas.
IV.Os livros clássicos nos levam por mares profundos da imaginação, onde cada palavra é uma onda.
V.A literatura russa do século XIX é conhecida por suas profundas reflexões psicológicas e sociais.
Em quais das afirmativas há o emprego somente de sentido denotativo:

I. Um paradoxo ocorre quando há a combinação de ideias aparentemente contraditórias que, ao serem analisadas, podem revelar uma verdade oculta ou inesperada.
II. A identificação de um paradoxo depende exclusivamente de interpretações subjetivas, sem relação com o conteúdo lógico da frase.
III. No paradoxo, o conflito de ideias visa causar estranhamento e provocar reflexão sobre a coerência do enunciado.
IV. Paradoxo e antítese são sinônimos, pois ambos expressam ideias opostas.
No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto II, julgue (C ou E) o item seguinte.
Evidencia-se no texto o emprego de paradoxo, que remete, em sentido conotativo, ao oposto daquilo que de fato o narrador afirma.
A questão diz respeito ao texto. Leia-o atentamente antes de responder.

"Ele tinha um coração de ouro, sempre disposto a ajudar quem precisasse."
Com base nesse trecho, assinale a alternativa que melhor explica o sentido conotativo da expressão "coração de ouro".
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação à tirinha.
( ) A palavra saia (no 1º e 3º quadros) são exemplos de homônimos perfeitos.
( ) Pleonasmo é uma das funções da linguagem usada persuadir o interlocutor.
( ) A palavra fora (no 1º e 3º quadros) são exemplos de parônimos.
( ) O referente do pronome ela (2º quadro) é identificado pela linguagem não verbal (1º quadro).
( ) A charge aponta dois sentidos possíveis para a sentença Saia pra fora.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
I- Não há denotação clara no texto;
II- O texto aborda como o corpo lida com o medo;
III- Com expressões imperativas, o texto é, predominantemente, injuntivo;
IV- Os tempos verbais mistos alteram a formalidade e a constituição linguística.
Dos itens acima:
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a expressão “dada de bandeja”, presente nessa passagem.
I- Encontra-se em sentido conotativo.
II- Encontra-se em sentido denotativo.
III- Assinala o uso da linguagem formal.
IV- Assume o valor semântico de “fácil”.
V- Assinala o uso da linguagem popular.
Estão CORRETAS as afirmativas
- Você lembra quando não existia internet?
- Rossandro Klinjey
Para aqueles que se lembram dos dias em que conversas espontâneas em lojas e sorrisos não solicitados eram a
norma, a era pré-smartphone, quando a internet ainda era apenas um sonho, foi mágica. Se o auge da sua infância envolvia
ouvir sua mãe gritando na rua: “tá na hora do jantar”, ou inventar aventuras apenas com sua imaginação, você
provavelmente nutre uma relação de amor e ódio com seu “telefone inteligente”, esse dispositivo maravilhoso com conexão
à internet que nos permite andar em cidades que não conhecemos, pedir comida ou comprar roupa com um clique. Enfim,
como sobrevivíamos sem Waze e o delivery?
E, sim, eles podem encontrar quase tudo para nós, de um novo amor a uma refeição saborosa. Mas, por mais que
tentem, ainda não conseguem substituir um abraço caloroso. Muito menos uma conversa olho no olho, ou entender as
sutilezas do coração humano. Um brinde à ironia de um mundo onde podemos estar a um clique de tudo, exceto da
genuína conexão entre gente de verdade.
Com a ascensão dos smartphones e das redes sociais, ultrapassamos as barreiras de tempo e espaço, inclusive na
internet, reconectando-nos com amigos de infância, colegas de escola e parentes em outros países em tempo real. É uma
viagem incrível quebrar as limitações do relógio e da geografia com apenas um toque. Quem poderia resistir a tal fascínio?
Em seguida, veio o feed infinito das redes sociais pronto para entregar elevadas doses de dopamina e satisfazer a cada
um de nós, fornecendo exatamente o que desejávamos naquele momento. [...]
E assim ficamos presos, quase acreditando que havíamos perdido a capacidade de retornar à nossa humanidade.
Agora, começamos a compreender esse dilema. Na busca por experiências externas, desvalorizamos a convivência
íntima, aquela que nos permite crescer e dar sentido à nossa vida.
Não por acaso, atualmente, observa-se uma busca por reconexão com o mundo real, uma tentativa de compensar o
empobrecimento dos nossos relacionamentos, que se tornaram superficiais.
Que venham esses novos/velhos tempos, e que venham logo, pois é estando presente que a gente vive o melhor de
nós.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/voce-lembra-quando-nao-existia-internet/. Acesso em: 30 set. 2024. Adaptado.
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de linguagem usados no texto.
I- Conotação.
II- Denotação.
III- Coloquialidade.
IV- Estrangeirismo.
V- Subjetividade.
Estão CORRETOS os itens
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas?
Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.
Leia o poema abaixo e responda a questão.
“Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é o meu leilão.)”
Leilão de Jardim, de Cecília Meireles

Em relação ao vocabulário empregado no texto, julgue o item seguinte.
A palavra “genealogia” (linha 22) foi empregada no texto com sentido denotativo.
