Questões de Concurso
Sobre crase em português
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“___ vezes, vou ___ feiras agropecuárias e, se compro algo, costumo pagar ___ vista.”
Assinale a alternativa que emprega adequadamente a crase em todas as lacunas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A distância
Li que implantaram um troço no cérebro de um macaco e ele conseguiu mexer outro troço com o pensamento. Um eletrodo acionado por neurônios, ou coisa parecida, permitiu ao macaco deslocar um objeto a alguns metros de distância só com a sua vontade. De certa maneira, isso é o fim de um ciclo que começou na primeira vez em que um hominídeo pensou na possibilidade de afetar algo distante dele sem sair do lugar. Pode-se resumir o desenvolvimento da humanidade e da sua ciência no cumprimento dessa vontade de não precisar ir lá. A penúltima fase do processo foi o controle remoto. A última, lógica, fase será a da telepatia. Hoje o macaco, amanhã nós todos.
Sempre defendi a tese de que foi a preguiça que trouxe a civilização. O que foi a invenção da roda senão o prenúncio da charrete e um triunfo do comodismo? Fomos a primeira espécie a criar um jeito de não ir, mas ser levada. A razão do hominídeo para deflagrar o processo que resultou no controle remoto foi prática, a de atingir uma presa sem se arriscar a ser mordido, ou almoçar sem ser almoçado. O primeiro lance do longo processo terminou com o implante no cérebro foi a pedra arremessada. Depois vieram a lança, o estilingue, o arco e a flecha, a catapulta, as armas de fogo, o foguete intercontinental, o drone - todos os engenhos para evitar chegar perto.
[*] distância sempre foi um inimigo natural do Homem, ou pelo menos do Homem Preguiçoso. Vencê-la foi o nosso grande desafio intelectual, e agora se abre a possibilidade de subjugá-la só com o intelecto, desprezando os instrumentos que, da pedra [*] internet, nos ajudaram até aqui. Estamos simbolicamente de volta [*] savana primeva, pensando em como empurrar aquele mamute para dentro do fosso sem precisar ir lá, mas agora o pensamento basta. A vontade se realizará sozinha, sem as mãos, sem mais nada. A preguiça cumpriu sua missão histórica.
Agora, só precisamos encontrar um jeito de pedir ao macaco que mexa alguma coisa por nós.

Internet: <gov.br> (com adaptações).
A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o próximo item.
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido do trecho “combate à dengue”, o termo “à” poderia ser substituído por da.
Leia o trecho da crônica a seguir para responder à questão.
Solidariedade africana
Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O número crescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros.
Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias e racistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos.
(Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)
Texto CG1A1
Duas ideias recentes que considerei fantásticas fizeram-me refletir sobre o conceito de sustentabilidade. A primeira foi de uma entrevista com Don Tapscott, um dos mais respeitados estudiosos do impacto das tecnologias nas empresas e na sociedade, autor e coautor de 14 livros. Na entrevista, ele afirma que a Internet não muda o que aprendemos, mas o modo como aprendemos — e o impacto dessa revolução terá a mesma intensidade que a invenção dos tipos móveis de Gutenberg: “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”.
A segunda ideia é da empresária americana Lisa Ganski, fundadora de várias empresas na Internet. Em sua ousada teoria, ela defende que o futuro dos negócios é o compartilhamento de produtos e serviços. Segundo sua tese, as pessoas não vão mais possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas. Para que comprar um carro, gastar com seguro e manutenção se você pode alugar o do vizinho? Para que investir em roupas caras para o seu bebê (que espicha rápido) se você pode trocar peças com mamães de filhos já grandinhos? Lisa aposta que, com a ajuda das mídias sociais e da tecnologia, pessoas, serviços e empresas vão encontrar-se com mais facilidade para trocar ou compartilhar.
A ideia do consumo compartilhado dirige-se aos bens de consumo de maior ociosidade. Por exemplo, nos Estados Unidos da América, a média de utilização de um automóvel é de 8%. Os 92% restantes são de ociosidade nos estacionamentos. Então, por que não alugar o carro em vez de comprar? Ganski sugere que sejam, cada vez mais, criados sistemas de locação para alguns bens de consumo de maior ociosidade.
Na produção compartilhada, além da redução dos custos de produção por menores encargos trabalhistas, maior eficiência da mão de obra e menor consumo de energia, há em tese uma redução dos impactos ambientais pela redução de resíduos e dispersão destes em áreas distantes umas das outras. Logicamente há também uma maior geração de empregos e melhor distribuição de renda.
Segundo esses pensadores, esta pode ser uma nova opção para o empresariado e para a sociedade segundo o moderno conceito de sustentabilidade. O meio ambiente agradece.
Raimundo Nonato Brabo Alves.
Compartilhar a produção e o consumo de bens em busca da sustentabilidade.
In: Crônicas ambientais ecos da floresta. Brasília, DF: Embrapa, 2015. p. 62-64 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente a aspectos linguísticos do texto CG1A1.
É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a”, no trecho “acesso a elas” (terceiro período do segundo parágrafo).
Leia o texto e responda a questão.
'O maior pesadelo é a desinformação', diz André Correa do Lago, presidente da COP 30 Embaixador afirmou que divulgar fake News sobre mudança do clima é crime. Côrrea do Lago participou de evento em São Paulo nesta sexta-feira (28).

André Correa do Lago, presidente da COP 30
Foto: Matheus Campos/Amcham
A menos de oito meses da COP 30, o presidente da conferência, André Côrrea do Lago, destacou que, entre os desafios dos próximos meses, "o maior pesadelo é a desinformação".
Ao lado do ministro em exercício de Mudança do Clima e Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, e do governador do Pará, Helder Barbalho, Côrrea do Lago participou do COP30 Business Fórum, evento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), realizado nesta sextafeira (28) em São Paulo.
O diplomata afirmou que, até novembro, quando a conferência será realizada em Belém, no Pará, o objetivo é levar informação clara para todos os públicos. Ele reconheceu a própria responsabilidade: "Nós temos um pouco de culpa, nós, que cuidamos desse assunto, às vezes queremos guardar o tema para nós, e acabamos explicando as coisas de maneira muito complicada".
"Uma das coisas que temos que fazer nos próximos meses é explicar de maneira muito clara, mostrando que as negociações sobre o clima mudaram completamente a economia mundial".
Além de transmitir dados precisos, o diplomata abordou o desafio de enfrentar as mentiras sobre a crise climática, destacando o papel de liderança do Brasil nesse esforço.
"A COP 30 será uma ocasião muito importante porque o ano passado foi tão triste, em tantos países do mundo, tudo que aconteceu, e no fundo é um crime divulgar desinformação e fake news sobre mudança do clima", disse André Côrrea ao g1.
Paula Paiva Paulo, g1 — São Paulo, 28/03/2025
No dia do aniversário dela, foram _______ praia e ficaram hospedados _______ beira-mar. À tarde, visitaram ______ melhor sorveteria da cidade e saíram _______ noite para jantar.
A ativista paquistanesa Malala Yousafzai é (1) mundialmente conhecida por lutar pelo direito das mulheres de estudarem, assim como por ter sobrevivido a um atentado promovido pelo Talibã, organização fundamentalista que dominava e liderava a região do Vale Swat, no Paquistão, que é bastante conservadora.
(2) Hoje, Malala vive na Inglaterra e é uma mulher (3) casada. Ela nasceu em 12 de julho de 1997, na cidade de Mingora, no Vale de Swat. O sustento de sua família, que tinha uma origem bem simples, vinha da escola fundada por seu pai, que foi quem incentivou que ela, ainda criança, entendesse a importância dos estudos.
Em 2008, o líder talibã exigiu que as escolas paquistanesas interrompessem as aulas para as meninas, o que fez com que Malala criasse o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, no qual publicava textos sobre seu amor pelos estudos e as dificuldades de ser uma menina e estudante no Paquistão. O blog, no entanto, era escrito sob um pseudônimo, mas em poucos meses sua identidade acabou sendo revelada, o que a tornou (4) famosa em todo o mundo. Malala concedia entrevistas para diversos jornais, o que atraiu a fúria dos talibãs, que a consideravam uma ameaça contra o Islã.
O ataque contra Malala aconteceu em outubro de 2012, quando ela estava em um ônibus que a levava para casa, junto a outras meninas, após um dia na escola. Na época, ela tinha 15 anos de idade, e acabou sendo baleada na cabeça, o que chocou o Paquistão e o mundo. Para se tratar, Malala foi retirada do país com sua família e levada ao Reino Unido. Após o período de recuperação, ela voltou a frequentar a escola, dessa vez na Inglaterra, e se formou. Exatos cinco anos após o atentado contra a sua vida, Malala ingressou na faculdade.
Fonte: Educa Mais Brasil. Adaptado.
Leia o texto a seguir:
O céu ameaça a terra
Meninos e meninas do povo ikolen-gavião, de Rondônia, sentamse à noite ao redor da fogueira e olham o céu estrelado. Estão maravilhados, mas têm medo: um velho pajé acaba de contar como, antigamente, o céu quase esmagou a Terra.
Era muito antes dos avós dos avós dos meninos, era no começo dos tempos. A humanidade esteve por um fio: podia ser o fim do mundo. Nessa época, o céu ficava muito longe da Terra, mal dava para ver seu azul.
Um dia, ouviu-se trovejar, com estrondo ensurdecedor. O céu começou a tremer e, bem devagarinho, foi caindo, caindo. Homens, mulheres e crianças mal conseguiam ficar em pé e fugiam apavorados para debaixo das árvores ou para dentro de tocas. Só coqueiros e mamoeiros seguravam o céu, servindo de esteios, impedindo-o de colar-se à Terra. Talvez as pessoas, apesar do medo, estivessem experimentando tocar o céu com as mãos...
Nisso, um menino de 5 anos pegou algumas penas de nambu, "mawir" na língua tupi-mondé dos índios ikolens, e fez flechas. Crianças dos ikolens não podem comer essa espécie de nambu, senão ficam aleijadas. Era um nambu redondinho, como a abóbada celeste.
O céu era duríssimo, mas o menino esperto atirou suas flechas adornadas com plumas de mawir. Espanto e alívio! A cada f lechada do garotinho, o céu subia um bom pedaço. Foram três, até o céu ficar como é hoje.
Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/3165/o-ceu-ameaca-a-terra. Acesso em 27/12/2024. Texto adaptado
Marque a alternativa que preenche as lacunas da frase a seguir conforme a norma culta da língua portuguesa:
Comparecerei ___________________ palestra, mas ________________ seguir terei um compromisso que me fará sair _________________ pressas e ________________ francesa.





