Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3370127 Português
Assinale a alternativa correta quanto à ocorrência de crase, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3369074 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto. Assinale a alternativa que segue a norma-padrão.
Alternativas
Q3366546 Português
O texto a seguir deve ser utilizado para responder a questão.

A ÁGUIA E A CORUJA

    Coruja e Águia, depois de muita briga, resolveram fazer as pazes.
    — Basta de guerra, disse a coruja. O mundo é tão grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
    — Perfeitamente — respondeu a Águia. — Também eu não quero outra coisa.
   — Nesse caso combinemos isto: de ora em diante não comerás nunca os meus filhotes. — Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
    — Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial que não existe em nenhum outro filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
    — Está feito! concluiu a Águia. Dias depois, andando a caça, a Águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
    — Horríveis bichos! — disse ela. Vê-se logo que não são os filhos da coruja. E comeu-os.
    Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi justar contas com a rainha das aves.
    — Quê? — disse esta, admirada. Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois olha, não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste... Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Lá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece.


(Monteiro Lobato. Fabulas. São Paulo: Brasiliense, 1972, p. 10-11.)
No trecho: “andando a caça”, nota-se a ausência de crase. Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase. 
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Q3366336 Português
Dificuldades de Aprendizagem

        Na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 30% dos alunos de Matemática, Leitura e Ciência apresentam dificuldades de aprendizagem em pelo menos uma dessas áreas. Esses números permanecem inalterados há cerca de 20 anos, embora escolas desses países tenham recebido um computador para cada dois alunos.

        Isso prova que temos de aperfeiçoar o emprego dessas tecnologias, para evitar o desperdício. Aconselha-se utilizar uma aprendizagem personalizada e digital. É o caminho do sucesso, para evitar que se ampliem as desigualdades na educação. O chamamento visa especialmente à consciência dos professores.

         O Fórum Nacional de Aprendizagem Profissional reconhece que houve significativas alterações desde o advento da Lei nº 10.097/2.000, que modificou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Num país que está com 12,3 milhões de desempregados, é importante cuidar da demanda de adolescentes por profissionalização, exigindo ações integradas entre o Estado e a sociedade civil, a partir de um novo conceito de aprendizagem.

        Reconhece o Fórum que a qualificação antes atrelada à formação de mão-de-obra passou a ser mais abrangente. Pede-se um programa com foco na formação integral do aprendiz.

         Dentre as principais inovações da lei nº 10.097/2.000, podemos citar a extensão da obrigatoriedade do cumprimento da cota de aprendizes, de 5% a 15% dos trabalhadores em funções que demandam formação profissional, e também a inclusão das escolas técnicas e entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e a educação profissional. Esse item chama para o setor da educação os cuidados com o ensino técnico, o que exigirá uma série de providências fundamentais para que tudo dê certo.

       Já a caminho dessas alterações, nos últimos 12 anos, quase 3 milhões de jovens foram beneficiados, caracterizando o processo por dois aspectos essenciais: a interiorização e a democratização do acesso, com a implantação de inúmeros polos no interior dos estados.

       Isso tudo envolve a inclusão da aprendizagem na área do desporto e a criação do sistema de cotas sociais, por meio de novo instrumento legal, que é o Decreto nº 8.740/2016. Sem dúvida, podemos concordar com o fato de que a Lei da Terceirização e a prometida Reforma do Ensino Médio podem ensejar modificações em todos esses propósitos, mas eles não trarão efeitos negativos se forem analisados sob o prisma da aprendizagem correta, como se deve fazer.

     O que é indiscutível é que há uma crescente demanda de mão-de-obra qualificada. O que torna a profissionalização prioritária, valorizando a escolaridade e a aprendizagem. Queremos ampliar as oportunidades de emprego digno, com o indispensável crescimento econômico de que carece a nação. Na verdade, queremos alcançar o pleno emprego para homens e mulheres, inclusive para jovens com deficiência, até o ano de 2030, com remuneração igual para trabalhos de igual valor. Todos devemos nos empenhar no alcance dessa instrumentação de justiça social.

(Arnaldo Niskier, Crônicas.)
No trecho: “O chamamento visa especialmente à consciência dos professores”, ocorre o uso correto da crase. Com base nas regras de uso da crase, assinale a alternativa que justifica corretamente sua ocorrência.
Alternativas
Q3365921 Português
Analise os termos destacados e assinale a alternativa que indica o correto uso de crase.
Alternativas
Q3365052 Português
Na expressão “em homenagem à capital paulista”, o uso do sinal indicativo de crase está
Alternativas
Q3364881 Português
A norma-padrão de concordância nominal e verbal, assim como a de emprego do acento indicativo de crase, está respeitada em:
Alternativas
Q3364775 Português

Leia o texto I para responder à questão.


Texto I - INFÂNCIA


    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

    Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

    Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas. À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

    Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso.

    E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo. Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


Fonte: RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 2003.

Sabendo que o uso do verbo dirigir normalmente exige o uso de preposição, observe o trecho: “Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim.”. Qual explicação que pode ser dada para a falta de crase neste contexto?
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Q3364661 Português
Analise os termos destacados e assinale a alternativa que indica o correto uso da crase.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Ibest Órgão: CRMV-ES Prova: Ibest - 2025 - CRMV-ES - Advogado |
Q3364101 Português

Texto para a questão.





                                                                                  Virginia Woolf. Três guinéus, 1938 (com adaptações). 

No trecho “perguntado a uma mulher” (linha 2-3), o uso do acento indicativo de crase seria 
Alternativas
Q3363525 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O reservatório de água líquida encontrado nas profundezas de rochas de Marte


Cientistas descobriram pela primeira vez um reservatório de água líquida em Marte, nas profundezas da crosta rochosa mais externa do planeta.

As descobertas vêm de uma nova análise de dados da sonda da Nasa que pousou no planeta vermelho em 2018. A sonda carregava um sismômetro e registrou quatro anos de tremores nas profundezas de Marte.

Embora haja água congelada nos polos marcianos e evidências de vapor na atmosfera, esta é a primeira vez que água líquida foi encontrada no planeta.

Em 2018, uma equipe italiana anunciou que havia descoberto um lago no planeta. A missão terminou em dezembro de 2022, depois que a sonda ficou em silêncio capturando "o pulso de Marte" por quatro anos.

Ao medir a velocidade com que os tremores viajaram, os cientistas descobriram por qual material eles têm mais probabilidade de terem acontecido.

"Na verdade, essas são as mesmas técnicas que usamos para prospectar água na Terra ou para procurar petróleo e gás", explica o professor Michael Manga, da Universidade da Califórnia.

A análise revelou reservatórios de água em profundidades de dez a vinte quilômetros na crosta marciana.

Michael Manga acrescenta que a água é "a molécula mais importante nas condições de evolução de um planeta".

Essa descoberta, diz ele, responde à grande questão de "para onde foi toda a água marciana".

Estudos da superfície de Marte, com seus canais e ondulações, mostram que, antigamente, havia rios e lagos no planeta. Mas há três bilhões de anos, o planeta é um deserto.

Parte dessa água foi perdida para o espaço quando Marte perdeu sua atmosfera.

Entretanto, Manga adverte: "Boa parte da nossa água está no subsolo e não há razão para que isso não aconteça em Marte também".

A sonda só conseguiu registrar a área sob seus pés, mas cientistas esperam que haja reservatórios semelhantes em todo o planeta.

A descoberta também contribui para a contínua busca por evidências de vida em Marte. "Sem água líquida, não tem vida", aponta Manga. "Então, se houver ambientes habitáveis em Marte, eles estão agora no subsolo profundo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0np8ydg5lo.adaptado.
Essa descoberta, diz ele, responde "à grande questão" de para onde foi toda a água marciana.
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3363475 Português

Observe o post abaixo e assinale a alternativa que contém a justificativa CORRETA para o emprego da crase no enunciado: “Cidades do Brasil têm pior ar do mundo: os prejuízos ao corpo e à mente e como se proteger”.



Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.instagram.com/p/C_vQT3ItS-B/. Acesso em: 10 mar. 2025. 

Alternativas
Q3362819 Português
A alternativa ao açaí que pode ajudar a preservar a Mata Atlântica

Muitos caiçaras — povo tradicional de áreas litorâneas de partes das regiões Sul e Sudeste do Brasil — se tornaram palmiteiros, aqueles que viviam da extração do palmito.

Com a ameaça de extinção da palmeira e a evolução da legislação ambiental, a partir dos anos 1980, os palmiteiros deixaram de ser incentivados, pois extração do palmito significa a morte da planta.

Como a juçara é uma importante fonte de alimento para os animais que vivem na floresta, áreas sem a árvore perdem também a diversidade de sua fauna. Por isso, a sua preservação se tornou uma prioridade entre os defensores da Mata Atlântica.

Morador do Vale do Ribeira, Gilberto Ota é um dos ativistas em defesa da juçara. Gilberto conta que seu pai era caiçara da foz do Rio Ribeira de Iguape. A decisão de se considerar palmiteiro é mais política.

"Ao reivindicar a profissão de palmiteiro, dizemos que as gerações anteriores às famílias que hoje vivem da juçara não eram criminosos", diz ele. "Eram pessoas que trabalhavam com o cultivo da palmeira de uma forma diferente da que fazemos hoje."

A conversa vai de temas de agroecologia, vida comunitária em torno da associação que dirige e as possibilidades econômicas da juçara — mais especificamente, de seu fruto. 

O anfitrião só mostra alguma irritação quando é citado o "açaí de juçara". "Plantamos aqui a juçara, açaí é outra palmeira, lá da Amazônia", explica.

A confusão tem sua razão de ser. No Sul e Sudeste do Brasil, o açaí é consumido na forma de um creme doce e gelado, muito diferente da forma tradicional de consumo na Amazônia, em que ele faz parte de pratos salgados.

O creme se tornou tão popular no eixo Rio-São Paulo que açaí se tornou sinônimo da maneira como ele é preparado.

A juçara pode substituir o açaí nesta forma de alimento com a vantagem de ser colhido mais perto do mercado consumidor. São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais são os maiores produtores do fruto da Mata Atlântica.

Ao entrar neste mercado, a juçara não compete com o açaí, segundo a pesquisadora Virgínia da Matta, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "Os dois se apoiam porque há mercado para a expansão da produção de ambos", afirma.

Para ela, além do crescimento do mercado nacional, existe uma crescente procura no exterior, onde há um conhecimento cada vez maior do fruto e de seus benefícios.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw4ekplyd9ro.adaptado.
Ao reivindicar a profissão de palmiteiro, dizemos que as gerações anteriores "às" famílias que hoje vivem da juçara não eram criminosos.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3362780 Português
Por que Portugal está soltando bovinos e cavalos na natureza

Há milhares de anos, os ancestrais selvagens do gado bovino e do cavalo vagavam livremente pela região do Côa, migrando em grandes rebanhos e desempenhando um papel fundamental na manutenção dos ecossistemas de pastagens.

Os animais eram tão importantes que nossos ancestrais decidiram pintar e gravar suas imagens em cavernas e pedras.

Ao longo do Vale do Côa, representações de auroques, cavalos selvagens e outras criaturas que datam de vinte e quatro mil anos foram esculpidas nos afloramentos de xisto.

A área abriga uma das maiores concentrações de arte rupestre paleolítica a céu aberto e é reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco.

Com seus chifres longos e corpo maciço, o auroque aparece com destaque nas gravuras. Outrora o maior mamífero terrestre da Europa, o auroque foi extinto no século XVII devido à caça excessiva e à perda de habitat.

O último exemplar da espécie morreu na Polônia em 1627; um dos primeiros casos de extinção registrados.

Mas esforços recentes tentam trazer de volta esses poderosos herbívoros. A Rewilding Portugal firmou uma parceria com a Fundação Taurus, uma organização holandesa dedicada à criação de bovinos que possam prosperar nas paisagens selvagens da Europa. "Queríamos desenvolver um substituto para o que os auroques costumavam ser", diz o ecologista Ronald Goderie, diretor da Fundação Taurus, que iniciou um programa de reprodução em 2008. Embora os auroques estejam extintos, seus genes sobrevivem no gado doméstico.

A fundação tem usado um método conhecido como retrocruzamento para combinar raças de gado no sul da Europa que ainda mantêm algumas das características de seus ancestrais auroques: grande estatura, pernas longas, constituição esbelta e grandes chifres curvados para a frente. "Combinamos raças primitivas para chegar o mais próximo possível geneticamente do que o auroque já foi", diz Goderie. O objetivo é criar um bovino selvagem que possa novamente vagar livremente e que esteja preparado para lidar com predadores.

Por milênios, o pastoreio de auroques criou espaços abertos para outras espécies prosperarem. Como o mais próximo do auroque extinto retratado nas gravuras pré-históricas, Goderie afirma que os tauros desempenham uma função ecológica semelhante, vital para a biodiversidade. "O pastoreio natural levará a mais processos apropriados que estão ausentes nos ecossistemas locais, mais habitats e mais biodiversidade", diz ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78jn2wd2gxo.adaptado.

Com seus chifres longos e corpo maciço, o auroque aparece com destaque nas gravuras. Outrora o maior mamífero terrestre da Europa, o auroque foi extinto no século XVII devido à caça excessiva e à perda de habitat.
Assinale a alternativa cuja utilização da crase está de acordo com a norma culta da língua portuguesa, considerando-se a estrutura sintática e a regência verbal e nominal.
Alternativas
Q3361954 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Passarinho


Cheguei em casa esperando o silêncio habitual, mas fui surpreendido por um canto de passarinho. O som era belíssimo e intenso, como se estivesse dentro do apartamento. Intrigado, segui o trinado até o banheiro e lá estava ele, um pequeno pássaro preto e branco, saltitando no parapeito da janela. Seu canto era dobrado, como um dueto solitário.


Fiquei imóvel, encantado com a sua performance. Ele dançava e cantava para si mesmo, alheio à minha presença. Sem aviso, alçou voo, partindo com a leveza de quem sabe exatamente para onde ir. Fiquei na esperança de que retornasse.


Cinco dias depois, ele voltou! Chamou-me com seu gorjeio inconfundível. Minha mulher e eu corremos para vê-lo, maravilhados. Mais uma vez, partiu sem despedidas, deixando apenas a lembrança de sua serenata.


E então, enquanto escrevia esta crônica, ouvi seu canto outra vez. Corri até a janela e lá estava ele, reafirmando sua presença e inspirando-me a concluir o texto.


Por que os pássaros cantam? Para mim, é uma delicadeza de Deus.


Lembrei-me da trova de Mario Quintana:


Todos esses que aí estão


Atravancando o meu caminho


Eles passarão...


Eu passarinho!


Antonio Carlos Sarmento - Texto Adaptado


https://cronicaseagudas.com/2021/05/30/passarinho/
Com base nas regras de uso da crase, analise a ocorrência do acento grave no trecho "Ele dançava e cantava para si mesmo, alheio à minha presença" e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3361717 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O lagarto de digestão lenta que foi essencial na criação do Ozempic

É uma pequena criatura, de pele brilhante e escamosa, que vagueia pelos desertos da América do Norte com passos lentos e que, indiretamente, serviu para promover uma revolução farmacológica. Seu nome científico é Heloderma suspectum, mas a maioria das pessoas conhece este réptil como monstro-de-gila.

E embora sua mordida venenosa cause sérias complicações para um ser humano, este pequeno animal um tanto desajeitado está por trás de uma das descobertas médicas que mais prometem salvar vidas no futuro.

Em seu veneno, pesquisadores descobriram uma enzima que inspirou os cientistas a desenvolver medicamentos que aumentam a atividade do receptor GLP-1, hoje vendidos nas farmácias com os nomes Ozempic, Wegovy e Mounjaro e prometem ser uma revolução no combate ao diabetes tipo 2 e à obesidade.

Assim como o monstro-de-gila foi a espécie-chave para o desenvolvimento destes medicamentos, o estudo do veneno de outros animais também já rendeu avanços importantes, como o desenvolvimento de medicamentos para controle da pressão arterial e anticoagulantes.

"As toxinas evoluem para desempenhar funções muito específicas, como se defender contra predadores ou incapacitar suas presas", explica à BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC, o professor Kini, que dedicou sua vida a explorar diferentes tipos de toxinas para encontrar usos alternativos para elas.

No caso do monstro-de-gila — uma das duas espécies de lagartos venenosos nativos da América do Norte — seu veneno evoluiu para imobilizar pequenas presas, devido à sua falta de agilidade.

O que os cientistas descobriram é que, além de ter um efeito sobre a presa, um hormônio presente no veneno do monstro-de-gila ajuda o metabolismo deste lagarto a desacelerar a tal ponto que ele sobrevive por até um ano com apenas seis refeições.

Ao isolá-lo, os pesquisadores descobriram que este hormônio, chamado de exendina-4, era muito semelhante ao GLP-1, uma substância que o ser humano produz naturalmente para regular os níveis de açúcar no sangue após as refeições.

No entanto, a exendina-4 é diferente do GLP-1 em uma característica fundamental: enquanto o GLP-1 humano deixa o corpo rapidamente por meio de mecanismos de excreção natural, a exendina-4 permanece por mais tempo no organismo, o que faz com que seu efeito na regulação da glicose seja mais duradouro.

Isso fornece a base para o desenvolvimento de medicamentos que atuam como agonistas do receptor de GLP-1. A primeira grande aplicação prática da exendina-4 foi no desenvolvimento de um medicamento chamado Byetta (exenatida), especificamente para tratar diabetes tipo 2.

Este tratamento reduz os níveis de glicose e, com pequenas modificações, lançou as bases para outros compostos mais resistentes e duradouros, como a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy.

"É impressionante como uma mudança em um ou dois aminoácidos faz com que a molécula dure mais tempo na corrente sanguínea, mantendo ou até mesmo aumentando sua eficácia terapêutica", diz Kini à BBC News Mundo.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj3nl8d1z8no.adaptado.
Uma das duas espécies de lagartos venenosos nativos da América do Norte evoluiu para imobilizar pequenas presas, devido "à sua falta de agilidade".

Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3361659 Português
Marque a alternativa que preenche as lacunas a seguir conforme a regência verbal da língua portuguesa e o correto uso da crase:

O feirante oferecia os legumes ________ senhoras que passavam. Ele gritava ________ quatro ventos. Quem estava perto quase ensurdecia. Quem estava ________ distância ouvia em alto e bom som. ________ outros feirantes restava calar.
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Q3360872 Português
Uma das últimas condenadas por crimes na Alemanha nazi morre aos 99 anos


      A antiga secretária do campo de concentração de Stutthof, uma das últimas pessoas a ser condenada por crimes na Alemanha nazi, morreu aos 99 anos, anunciou hoje o tribunal onde foi julgada. Acusada de cumplicidade no assassínio de mais de 10.000 pessoas no campo de Stutthof, na atual Polónia perto de Gdansk (Danzig na altura), Irmgard Furchner foi condenada no final de dezembro de 2022 pelo tribunal de Itzehoe (norte da Alemanha) a uma pena de dois anos de prisão suspensa, sentença confirmada em recurso em agosto de 2024.

    Uma porta-voz do tribunal de Itzehoe confirmou à AFP que Furchner tinha morrido, conforme noticiado inicialmente pelo Schleswig-Holsteinische Zeitungsverlag (SHZ), um grupo de jornais locais do norte da Alemanha.

    Com 18 anos de idade no início dos acontecimentos (1943) e 19 anos no final (1945), Furchner era dactilógrafa e secretária de Paul Werner Hoppe, comandante do campo de Stutthof, onde pereceram cerca de 65.000 pessoas, na sua maioria judeus, guerrilheiros polacos e prisioneiros de guerra soviéticos.

     Devido à sua idade na altura dos acontecimentos, foi julgada por um tribunal especial de menores. A pena suspensa de dois anos teve em conta “a posição subordinada da arguida e a sua eventual reduzida capacidade de resistência devido à doutrinação” da época. A sua defesa tinha apresentado um recurso, que foi rejeitado pelo Supremo Tribunal, com o fundamento de que não era claro nem estava provado que tivesse conhecimento do que se passava no campo, ou que o seu trabalho colaborasse num processo de assassínio sistemático.

    Irmgard Furchner não falou durante o julgamento nem admitiu qualquer culpa, mas nas últimas audiências disse estar “arrependida de tudo o que aconteceu” e “lamentou ter estado em Stutthof nessa altura”. No primeiro dia do seu julgamento, não compareceu em tribunal, fugindo sozinha do lar de idosos onde residia, sendo encontrada algumas horas mais tarde.

    O caso Furchner reavivou a questão de saber por que razão a justiça alemã demorou tanto tempo a levar ao tribunal os cúmplices dos crimes cometidos pelo nacional-socialismo. Um acórdão do Supremo Tribunal de 1969 - já antes tinham sido proferidas algumas condenações relacionadas com o Holocausto - dificultou a acusação dos autores dos crimes, exigindo que estes provassem a sua cumplicidade em casos específicos e demonstrassem a relação de causalidade entre as suas ações e os crimes.

    Isto levou a que vários processos fossem arquivados, incluindo contra guardas que tinham participado na seleção na rampa de Auschwitz (local à chegada do campo de concentração onde as pessoas eram selecionadas). Uma nova reviravolta na doutrina jurídica surgiu em 2011, quando John Demjanjuk, um antigo guarda de Sobibor, foi condenado por cumplicidade em 28.000 casos de homicídio sem prova de um nexo de causalidade entre as suas ações e as mortes.

    Mais tarde, numa revisão de outra condenação contra um guarda de Auschwitz Oskar Groning, o Supremo decidiu que era suficiente que o arguido tivesse feito parte da máquina da morte e que tivesse ajudado, com o seu trabalho, a perpetrar um grande número de assassínios num curto espaço de tempo. Desde então, houve mais de uma dúzia de julgamentos de pessoas idosas em que as antigas vítimas testemunharam sobre os crimes.

   Em junho de 2024, o tribunal de Hanau, perto de Frankfurt, recusou a comparência de um antigo guarda do campo de Sachsenhausen, de 99 anos, que foi considerado incapaz de comparecer no julgamento por razões de saúde.


Fonte: Uma das últimas condenadas por crimes na Alemanha nazi morre aos 99 anos - CNN Portugal
Assinale a alternativa que apresente a justificativa correta para o uso da crase no período: Uma porta-voz do tribunal de Itzehoe confirmou à AFP que Furchner tinha morrido, conforme noticiado inicialmente pelo Schleswig-Holsteinische Zeitungsverlag (SHZ), um grupo de jornais locais do norte da Alemanha.
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Q3355474 Português
Apostas online: liberdade em jogo ou controle estatal desmedido?


   O debate sobre o mercado de apostas online no Brasil está ganhando força. Recentemente, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, marcou uma audiência pública para o dia 11 de novembro com o objetivo de discutir os impactos desse setor. As discussões ocorrem em meio à preocupação com o uso do Bolsa Família para apostas eletrônicas, levando o governo a considerar medidas de regulação mais severas para as chamadas “bets”, que são empresas de apostas tanto nacionais quanto internacionais. Porém, a intenção de aumentar o controle sobre esse mercado levanta uma questão fundamental: o governo está tentando regular mais do que deveria?

   Não é de hoje que o Estado brasileiro apresenta um apetite voraz por controle. Desde a economia até o comportamento individual, parece haver um desejo incontrolável por intervenções. No caso das apostas online, o governo, ao invés de tratar a questão com moderação, caminha para uma abordagem exagerada, justificando suas ações com a necessidade de proteger a saúde mental da população e os cofres públicos. Entretanto, será que a solução está em mais regulação?

   A verdadeira questão é: estamos dispostos a sacrificar nossa liberdade em nome de uma proteção estatal que, na maioria das vezes, acaba por cercear nossos direitos?

   A realidade é que o excesso de regulação costuma sufocar mercados que poderiam ser benéficos para a economia. As apostas online, ou qualquer outra atividade econômica, movimentam a economia e geram empregos e renda. Além disso, há uma dimensão que precisa ser considerada: a responsabilidade individual. O Estado, ao tentar proteger a sociedade de todos os riscos, acaba por subestimar a capacidade do indivíduo de tomar suas próprias decisões. A aposta, assim como outras atividades recreativas, não justifica uma intervenção severa. O caminho mais saudável é a educação e o incentivo à conscientização, em vez de um controle estatal exagerado.

   As apostas online representam uma oportunidade econômica robusta, capaz de gerar bilhões de reais sem a necessidade de um controle estatal excessivo. Estudos realizados por institutos de pesquisa e consultorias financeiras, como a PwC e a KPMG, frequentemente exploram o potencial econômico desse setor, estimam que o setor poderia movimentar cerca de R$ 10 bilhões anualmente. Essa receita poderia ser utilizada diretamente pelos cidadãos, promovendo uma economia mais dinâmica, em vez de ser drenada por uma burocracia estatal. Ao invés de tentar controlar o que os indivíduos fazem com seu dinheiro, o governo deveria reconhecer que a liberdade de escolha é fundamental para a prosperidade econômica. Quando as pessoas têm autonomia para decidir, elas naturalmente buscam opções que atendam às suas necessidades e interesses.

   Além disso, exemplos de países que adotaram uma abordagem mais libertária mostram que o setor de apostas pode prosperar sem intervenção governamental. O Reino Unido, por exemplo, viu a criação de mais de 100 mil empregos e uma arrecadação de mais de 3 bilhões de euros em impostos, tudo isso enquanto a liberdade de escolha foi mantida. Assim como em outras áreas da vida, as pessoas devem ter a liberdade de decidir como e onde gastam seu dinheiro, sem a interferência do governo. A verdadeira questão é que, ao permitir que os indivíduos tomem suas próprias decisões, promovemos um ambiente onde a responsabilidade pessoal é a norma, e não uma exceção. A liberdade de apostar não deve ser vista como uma ameaça, mas como um direito que deve ser respeitado e defendido.

   Por fim, é necessário considerar que a economia de mercado é movida pela liberdade de escolha. Ao tentar controlar e regular tudo, o governo restringe as opções do cidadão, que acaba vivendo em um ambiente cada vez mais dependente das decisões do Estado. Isso, no longo prazo, mina a liberdade individual e nos aproxima de um cenário em que o governo decide até que ponto podemos ou não nos entreter.

   Portanto, a regulação das apostas online não é necessária e pode ser prejudicial. O foco deve estar na reflexão sobre até que ponto o Estado deve intervir em nossas escolhas pessoais, especialmente quando se trata de atividades legítimas e privadas. A verdadeira questão é: estamos dispostos a sacrificar nossa liberdade em nome de uma proteção estatal que, na maioria das vezes, acaba por cercear nossos direitos? A solução não está no controle excessivo, mas na defesa da liberdade individual e no incentivo à autonomia e à responsabilidade das pessoas.


Por Gabriela Moraes, diretora da Private Construtora e associada do Instituto Líderes do Amanhã. https://jcorreiodasemana.com.br/2024/10/23/opinia o-apostas-online-liberdade-em-jogo-ou-controle-est atal-desmedido/?utm_source=chatgpt.com
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está correto: 
Alternativas
Q3351268 Português
Texto CB1A1

   Embora as instituições nacionais ligadas à soberania venham atuando nas últimas décadas em suporte às políticas ambientais brasileiras, a relação entre as duas esferas nem sempre se deu em bases cooperativas. Partindo-se de uma compreensão estreita da segurança, a preservação do meio ambiente foi vista, durante certo tempo, não como uma precondição para se garantir a segurança nacional e humana, mas como uma ameaça à integridade territorial e aos interesses nacionais brasileiros. Temia-se, nesse sentido, que as inestimáveis riquezas naturais do Brasil despertassem a cobiça internacional, de forma a representar riscos às fronteiras nacionais e ao direito soberano do país de gerenciar seus recursos naturais de maneira autônoma, em busca do desenvolvimento.
   Vigorava, portanto, a compreensão de que assumir compromissos de cooperação na arena ambiental implicaria o decréscimo da soberania nacional. O posicionamento defendido pela delegação brasileira durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano (CNUMAH), realizada em Estocolmo em 1972, seria sintomático desse entendimento: “Na área do aproveitamento de recursos naturais, os interesses nacionais, em termos econômicos e de segurança, são de tal monta, que qualquer fórmula que, sob o pretexto ecológico, impusesse uma sistemática de consulta para projetos de desenvolvimento seria simplesmente inaceitável para o Brasil.”
   Nas décadas posteriores, as interpretações relativas às preocupações ambientais foram gradualmente transformadas, tanto no âmbito da sociedade quanto em meio às instituições de defesa. O processo de redemocratização, o fortalecimento de organizações da sociedade civil, o avanço dos estudos científicos e a consolidação de uma estrutura federal de governança ambiental favoreceram essas novas percepções e, sobretudo, a aproximação desses dois setores. 

Internet: <soberaniaeclima.org.br> (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativos a aspectos linguísticos do texto CB1A1.


É facultativo o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “às” em “às fronteiras” (terceiro período do primeiro parágrafo).

Alternativas
Respostas
1821: B
1822: A
1823: B
1824: C
1825: A
1826: A
1827: E
1828: B
1829: A
1830: E
1831: B
1832: B
1833: B
1834: C
1835: A
1836: C
1837: C
1838: B
1839: B
1840: E