Questões de Concurso
Sobre crase em português
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A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração
Estudos apontam a conexão entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares
Anna Marina | 30/11/2024
Sabia que guardar rancor afeta o coração? Estudo recente liderado por Adam O'Riordan e Aisling M. Costello [______] que a maneira como expressamos raiva pode impactar diretamente nossa saúde cardiovascular.
Já ouviu falar que “fulano engole sapo e faz a digestão”? Na verdade, quem engole sapo não faz digestão alguma. Guarda todas as raivas que passa na vida, um dia explode[,] ou melhor[,] implode – e o estudo vem comprovar isso.
Há algumas semanas, uma amiga passou mal e foi levada ao hospital pelo filho. Fiquei preocupada e liguei dois dias depois para saber a causa das fortes dores. O diagnóstico da médica foi síndrome de burnout, que nada mais é que estresse elevado devido a1 pressão exagerada de trabalho.
Eu já tinha cantado a pedra para ela. Essa amiga é workaholic [viciada em trabalho], extremamente exigente consigo mesma, além de perfeccionista. Não consegue se impor limites, e o resultado foi o problema de saúde.
Estudos anteriores encontraram ligações entre a raiva e doenças cardíacas, derrame e outros problemas cardiovasculares. Uma dessas pesquisas foi realizada com 669 participantes do conjunto de dados Midlife Development in the United States, que passaram por teste de estresse controlado. A pressão arterial e a frequência cardíaca do grupo [______].
As2 pessoas foram divididas em três categorias, com base em suas reações: “raiva reprimida”, “direcionando a raiva” e “regulando o temperamento e a raiva”. Pessoas que frequentemente sentiam raiva apresentaram menor aumento dos níveis de frequência cardíaca e pressão arterial, enquanto aquelas que reprimiam esse sentimento demonstraram aumento ainda menor nos níveis de pressão arterial e frequência cardíaca. Pessoas rápidas em responder a3 gatilhos apresentaram ligeiro aumento da pressão e frequência cardíaca. Já os participantes com alto controle da raiva apresentaram aumentos maiores da pressão arterial e da frequência cardíaca durante o teste.
Esse estudo veio reafirmar como a4 expressão da raiva pode ter impacto significativo no coração. De acordo com o que declarou o autor Adam O'Riordan, [______]-se claramente o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca em pessoas que costumam reprimir a raiva.
Fica o alerta.
MARINA, Anna. Guardar rancor pode fazer muito mal ao coração. Estado de Minas, 30 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/annamarina/2024/11/7000537-guardar-rancorpode-fazer-muito-mal-ao-coracao.html. Acesso em: 01 dez. 2024. Adaptado para esta avaliação.
I. Após o estudo detalhado, concluiu-se que os dados levaram à uma conclusão inevitável. II. O número de denúncias chegou àquele ponto em que ações concretas se tornam inevitáveis. III. É necessário prestar socorro à vítimas de violência doméstica. IV. O combate à violência de gênero deve ser uma prioridade em todas às esferas sociais. V. A mobilização ocorreu de terça à sexta-feira, com debates e oficinas temáticas.
Assinale a alternativa correta:
LÍNGUA PORTUGUESA
TEXTO
Monteiro Lobato
(José de Nicola)



Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que:
A questão se refere ao texto seguinte:
Trecho adaptado de "Pedagogia do Oprimido" de Paulo Freire:
"O ser humano é um ser de relações. Só em comunhão com os outros pode descobrir-se. Só a partir dessa comunhão vive a experiência verdadeira da liberdade. O diálogo, portanto, é fundamental para a educação libertadora. A educação tem como objetivo a conscientização, que é o reconhecimento da própria realidade e a capacidade de transformá-la."
A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
(1º§) A dignidade é intrínseca: vem do próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém.
(2º§) “Quanto vale o homem / Menos, mais que o peso? / Hoje mais que ontem? / Vale menos velho? / Vale menos morto?”, perguntou Carlos Drummond de Andrade em um de seus poemas”.
(3º§) A melhor resposta que podemos dar ao poeta é a de que o homem sempre vale muito. Cada ser humano, independentemente de qualquer atributo ou característica (sexo, idade, raça, religião etc.) ou de qualquer comportamento que tenha adotado ou venha a adotar, tem um valor único, um significado que transcende a sua existência individual e que tem relevância para todos os demais homens. É isso que queremos expressar quando falamos em “dignidade da pessoa humana”.
(4º§) Dignidade é a especial preeminência de que alguém goza; é seu alto valor, sua nobreza. Quando falamos de dignidade do homem, referimo-nos a algo que é intrínseco: vem do próprio fato de ser humano, vem de dentro. Não é concedida – e nem retirada – por ninguém: nem pelos que nos rodeiam, nem pelo Estado, nem pela cultura, nem pelo consenso social. E não é coletiva, mas individual: não falamos da dignidade “da humanidade” em geral, mas de cada pessoa.
(5º§) Cada ser humano, único e irrepetível, é digno de respeito. É disso que trata a Declaração Universal dos Direitos do Homem quando afirma, em seu artigo 1º, que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos” e, em seu preâmbulo, que “o reconhecimento da dignidade inerente e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana é o fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo”.
(6º§) Não falamos da dignidade “da humanidade” em geral, mas de cada pessoa. É importante ressaltar que todo ser humano é único, e singular e digno de respeito.
(7º§) O homem é um ser que sempre está em busca de algo mais, de algo que o transcenda, o que o diferencia de todos os outros animais. (...)
(8º§) O homem é um ser que esquece. Talvez não se esqueça tão facilmente daquelas questões mais triviais do dia a dia, mas acaba se esquecendo das grandes verdades a respeito de si mesmo. E uma dessas verdades é sua inviolável dignidade.
(9º§) Um olhar atento às questões diversas torna-se imprescindível.
(10º§) Esteja atento aos pequenos detalhes. Organize a trivialidade de sua vida. Busque a dignidade dignamente e se inclua entre os seres dignos!
(...)
(In: Gazeta do Povo) – (Adaptado) (https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/nossas-conviccoes/a-dignidade-da-pessoa-humana 0kzt1kd1yzf7c8zsi0b4xkbh0/) – (Acesso 21.01.2024)
I – A expressão: “Um olhar” – contém um substantivo formado por derivação imprópria, seguido do adjetivo biforme (porque existe o feminino “atenta”).
II – A contração prepositiva “às” é imposta pela regência nominal.
III – A expressão: “questões diversas” também pode ser escrita assim: “diversas questões” sem alterar o sentido semântico contextual.
IV – Na expressão: “torna-se imprescindível” – temos exemplo de mesóclise.
V – O termo “imprescindível” equivale a desnecessário.
Marque a série de análises corretas.
Artifícios
Artifícios
“(...) não se entregando à água tácita e incrédula, nem rendendo-se à tórrida estagnação”. Nesse trecho há duas ocorrências do emprego da crase. Sabe-se que na crase há situações em que o emprego é obrigatório, outras, facultativo, e outras, indevido. Assinale a alternativa em há uma situação INDEVIDA no emprego da crase.
Leia o texto para responder à questão.
Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS
Dados recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos, uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da população.
A despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12% ou mais.
Por aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para 5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais passaram de 3,6% para 4% do produto.
Os números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática, desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de atendi mento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de poder abrir mão dos recursos privados.
Será necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.
No atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)
Considere as frases:
• Parcelas crescentes de renda dos brasileiros têm sido destinadas _________ despesas com serviços de saúde e medicamentos.
• Será necessário fortalecer o SUS para que se possa dar a devida assistência _________ população idosa.
• Hoje, homens e mulheres que chegam _________ 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Leia o texto para responder à questão.
Com mais idosos, será preciso fortalecer o SUS
Dados recém-divulgados pelo IBGE mostram que os brasileiros têm destinado parcelas crescentes de sua renda a serviços de saúde e medicamentos nos últimos anos, uma tendência previsível com a transformação demográfica e o envelhecimento da população.
A despesa pública e privada do país com tal finalidade somou 9,7% do Produto Interno Bruto em 2021, ante 8% em 2010. A expansão deve continuar nos próximos anos, visto que em países mais desenvolvidos e com maior proporção de idosos entre os habitantes, como Alemanha, França e Reino Unido, o índice chega a 12% ou mais.
Por aqui, o aumento dos gastos no período se concentrou nas famílias – de 4,4% para 5,7% do PIB. Já os desembolsos dos governos federal, estaduais e municipais passaram de 3,6% para 4% do produto.
Os números refletem o sistema híbrido de financiamento da saúde que, na prática, desenvolveu-se no Brasil. Embora disponhamos de um sistema público universal de atendi mento, o que sem dúvida é uma conquista civilizatória, estamos longe de poder abrir mão dos recursos privados.
Será necessário fortalecer o SUS para fazer frente à alta esperada da participação de idosos na população. Hoje, homens e mulheres com idade acima dos 65 anos representam perto de 11% dos brasileiros; projeta-se que o patamar de 20% será ultrapassado em 2050, e o de 30% estará próximo em 2070.
No atual cenário de penúria orçamentária, não há como pensar em um aumento rápido e vigoroso dos recursos do SUS. A longo prazo, será preciso rever prioridades e conter outras despesas para viabilizar maior atenção ao setor.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.04.2024. Adaptado)
Leia a charge para responder à questão.

(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 02.04.2024. Adaptado)
