Questões de Concurso
Sobre crase em português
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A importância do umbigo e suas implicações biológicas
Para alguns, o umbigo é motivo de pesadelos — a onfalofobia, ou medo de umbigos, é uma condição real. Para outros, é uma espécie de "acessório" de moda, que pode ser exibido com um top cropped ou realçado com um piercing.
Qualquer que seja a sua opinião em relação ao umbigo, uma coisa é certa: uma vez ele uniu você à sua mãe. O cordão umbilical é cortado no nascimento, deixando apenas um pequeno coto que murcha progressivamente, caindo uma ou duas semanas após.
O que resta, na maioria dos casos, é uma pequena depressão enrugada. Isso se você tiver um umbigo para dentro, como a maior parte das pessoas tem. A partir deste momento, o umbigo se torna redundante, servindo apenas para acumular poeira e penugem.
Mas não é só isso. A realidade é que seu umbigo tem mais profundidade do que apenas alguns milímetros. Ele é um ponto de acesso para os vasos sanguíneos que transportam sangue para o feto. Esses vasos saem da placenta e passam pelo cordão umbilical, revestidos da geleia de Wharton — um tecido conjuntivo gelatinoso contido no cordão que os isola e protege.
Há três vasos sanguíneos dentro do cordão. Aquele que transporta oxigênio e nutrientes para o feto é a veia umbilical. Ela passa pelo umbigo e alimenta a circulação fetal em desenvolvimento. Há também duas artérias umbilicais, embora estas transportem sangue desoxigenado e resíduos, fluindo na outra direção de volta à placenta.
Esta circulação não é necessária após o nascimento do bebê e, uma vez desconectados da placenta, os vasos umbilicais se fecham naturalmente.
Mas o pequeno coto que resta no corpo do bebê ainda pode ser útil por um curto período de tempo, especialmente em recém-nascidos que não estão bem. É possível inserir acessos ali e usá-los para infusões de medicamentos ou coletar amostras de sangue para exames.
O umbigo é um portal na parede do abdômen. Um fato pouco conhecido é que, durante o desenvolvimento embrionário, os intestinos saem da cavidade abdominal devido ao espaço limitado, mas voltam ao seu lugar algumas semanas depois. Eles fazem isso por meio do umbigo, passando pelo cordão umbilical.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx030zzyplvo.adaptado.
Qualquer que seja a sua opinião em relação ao umbigo, uma coisa é certa: uma vez ele uniu você "à sua mãe".
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que:
(“Por que o Dia dos Mortos é comemorado? Conheça tradição que toma ruas do México”. https://oglobo.globo.com. Adaptado)
As lacunas do texto são completadas, respectivamente, segundo a norma-padrão de regência (verbal e nominal) e de emprego do acento indicativo de crase, por:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Servidores públicos no Brasil sem carteira assinada: crescimento expressivo
Outro dado relevante no levantamento é o crescimento de servidores públicos sem carteira assinada, especialmente em estados e municípios. Esse tipo de contratação aumentou 41,3% nos estados e impressionantes 74,4% nos municípios. Por outro lado, no governo federal, essa modalidade de vínculo diminuiu, refletindo uma abordagem mais conservadora nesse âmbito.
Para Renata Vilhena, especialista em gestão pública da Fundação Dom Cabral, as contratações sem vínculo permanente são uma alternativa para aliviar o orçamento público, principalmente devido às restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. No entanto, essa prática apresenta fragilidades, como a falta de regulamentação clara e planejamento estratégico.
Desafios e implicações desse modelo de contratação
Embora o modelo de contratação temporária tenha vantagens, como flexibilidade e menor impacto no orçamento de longo prazo, ele também apresenta problemas. A ausência de um sistema regulamentado e estruturado pode comprometer a qualidade dos serviços prestados.
Renata Vilhena destaca que é essencial discutir estratégias mais robustas para esse tipo de vínculo. "Há serviços que realmente demandam vínculos temporários, mas isso precisa ser trabalhado de forma planejada e regulamentada", afirma. Além disso, a instabilidade desse tipo de contrato pode desmotivar os profissionais, impactando negativamente a eficiência do serviço público.
https://mercadohoje.uai.com.br/2024/11/27/servidores-publicos-no-brasi l-batem-recorde-veja-a-quantidade/
"... principalmente devido às restrições impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal."
O emprego do sinal indicativo de crase no enunciado é obrigatório devido à regência do vocábulo 'devido'. Nos enunciados a seguir o uso da crase está correto e também é obrigatório, EXCETO:
No fragmento a seguir,
“...presta também um grande serviço à medicina.”
o uso do acento grave indicativo da crase está correto.
Assinale a frase em que a utilização do acento grave indicativo da crase também está correta.
O texto a seguir deve ser lido com atenção para responder à questão.
Sobre a Paz
A paz propõe, por um lado, o conflito e, por outro, a harmonia, como quem sobe uma escada
01/01/2025|LÚCIA HELENA GALVÃO — Professora, escritora, palestrante, compositora e professora de filosofia na Nova Acrópole
Vivemos em um tempo em que frases, como respeito [à] diversidade, harmonia e paz, aparecem naquelas nuvens de palavras que mais circulam nos diálogos1 virtuais, algumas expressas em conceitos que se distanciam bem da origem dessas palavras. Sob a luz da filosofia prática, vale refletirmos sobre esses temas.
Na natureza, a diversidade, por exemplo, não é uma diferenciação para opor as partes, para colocá-las em conflito, mas é o reconhecimento do valor de cada parte para que possamos compor um todo harmonioso2 . Quanto mais cada um de nós reconhece sua própria identidade, mais pode se harmonizar com os demais, assim como temos diferentes cores harmonizadas em uma pintura ou diferentes notas musicais em uma bela melodia.
O conceito3 de paz é um daqueles que parece ter passado pelo efeito do "telefone sem fio", e foi sendo esvaziado4 ao longo da história, gerando posições bem confusas, que mais têm a ver com passividade do que com paz propriamente dita.
Na etimologia da palavra paz, encontramos, no latim, pax e, no proto-indo-europeu, pak, que significa "travar", "fixar", "juntar". Ou seja, em geral, a paz estava relacionada [à] ideia de pacto, de acordo firmado, uma espécie de acordo de não agressão. A paz, então, tem a ver com acordo? Parece que sim. Os chamados filósofos contratualistas (Hobbes, Locke e Rousseau), por exemplo, propunham uma espécie de pacto, conhecido como contrato social, em que, por meio da imposição de uma série de regras, o homem passaria de um estado natural para o início da vida social e política. Mas será que é desse pacto que a paz trata? De uma imposição de regras que se cumpre por COERSÃO / COERÇÃO e medo, ou de um pacto do homem com sua própria consciência, que se cumpre voluntariamente para termos o PREVILÉGIO / PRIVILÉGIO de sermos verdadeiramente humanos?
Outro elemento importante para compreendermos é que a paz não é sinônimo de passividade. A paz propõe, por um lado, o conflito e, por outro, a harmonia, como quem sobe uma escada: há um momento de conflito/desequilíbrio, que se resolve em um instante de harmonia e estabilidade, e assim por diante. Sem ambos os fatores, não mudamos de patamar, não passamos ao próximo degrau. Mas é um conflito momentâneo regido pela necessidade de crescimento de todos os envolvidos, e não o destrutivo conflito entre PRETENSOS / PRETENÇOS "donos da verdade". Logo, a paz significa um estado de bem-estar quando estamos alinhados com a natureza, e uma das necessidades da natureza é harmonizar, e outra é de crescer. Para isso, harmonia e conflito inteligentemente superado são necessários. Mas essa dualidade exterior nada tem a ver com o que acontece dentro do ser humano, que, coerente com seus valores e princípios em ambos os momentos, conserva um estado de serenidade e equilíbrio constante.
TÃOPOUCO / TAMPOUCO a paz tem [à] ver com passividade. Ser passivo, diante do mal e da injustiça, é ser agressivo por cumplicidade. Nosso corpo é um excelente exemplo de paz: harmonioso por dentro, mas atento a qualquer agressor que tente penetrar nele. Será a nossa imunidade belicista? Ou ela está a favor da vida? Temos que ser fiéis seguidores dos valores que caracterizam a natureza humana: fraternidade, justiça, veracidade etc., mas apenas certificando-nos de que, por dentro, não haja um espírito de parcialidade, ódio, rancor ou vingança, pois isso nubla nossa noção de justiça e veracidade.
A filosofia aponta-nos caminhos para que a gente pare de confundir paz com passividade e encontre na paz uma ação coerente e constante de busca de elevarmos nossa consciência para um patamar mais humanista, de tal maneira que interesse prioritariamente para nós o bem do todo, do outro, da comunidade humana, buscando [à] unidade para além das diferenças.
Procuremos celebrar, na nossa vida, aquelas coisas que dão ao ser humano um aprimoramento no sentido de se tornar cada vez mais verdadeiramente humano. E é claro que a filosofia trabalha exatamente para essas questões: ela nos abre caminho para que possamos ter uma visão mais reflexiva sobre a vida, o seu sentido e o sentido da nossa presença no mundo.
(Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2025/01/7023626-sobre-a-paz.html. Acesso em: 01 jan. 2025. Adaptado.)