No trecho: “O chamamento visa especialmente à consciência do...
Gabarito comentado
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Tema: crase (regência verbal + uso do acento grave)
Estratégia para resolver: identifique o verbo regente e verifique se ele exige preposição. Depois, veja se o termo seguinte é um substantivo feminino com artigo “a”. Se houver “a” da preposição + “a” do artigo, ocorre crase. Um teste útil: troque o substantivo feminino por um masculino; se aparecer “ao”, é sinal de que no feminino haverá crase.
Norma aplicada (Gramática Normativa): De acordo com a regência verbal descrita em Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e em Cunha & Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), o verbo visar, no sentido de ter em vista, objetivar, destinar-se, é transitivo indireto e rege a preposição “a” (ex.: “visa a melhorias”). A crase ocorre quando essa preposição “a” encontra o artigo definido feminino “a” que antecede um substantivo feminino (ex.: “visa à qualidade”). O VOLP confirma “consciência” como substantivo feminino, que admite artigo “a”.
Aplicação ao trecho: em “visa especialmente à consciência dos professores”, temos:
- Preposição “a” exigida pelo verbo visar (no sentido de objetivar).
- Artigo “a” antes de “consciência” (substantivo feminino determinado por “dos professores”).
Logo, há fusão de preposição “a” + artigo “a” = à (crase).
Teste do masculino (confirmação): “visa especialmente ao espírito dos professores” → aparece “ao” (a + o), confirmando a existência da preposição e do artigo; no feminino, ocorrerá crase: “à consciência”.
Gabarito: C – Fusão da preposiç��o “a” exigida pelo verbo com o artigo definido “a”.
Por que as demais estão incorretas?
- A) “de” + “a”: o verbo visar não rege “de” nesse sentido. O “de” aparece apenas em “dos professores” (de + os), mas a crase ocorre antes de “consciência”.
- B) “para” + “a”: não cabe “para” aqui; na norma culta, “visar” (no sentido de objetivar) rege “a”, não “para”.
- D) “em” + “a”: “em” + “a” daria “na”, e o verbo “visar” não rege “em” nesse uso. Portanto, não há base para essa fusão.
Pegadinha clássica (fique atento): o verbo visar muda de regência conforme o sentido:
– mirar, apontar → transitivo direto: “visou o alvo” (sem preposição, logo sem crase).
– objetivar, ter em vista → transitivo indireto com “a”: “visa a melhorias” / “visa à qualidade”.
Exemplos para fixar:
- “O projeto visa à segurança da população.” (a + a)
- “O projeto visa ao bem comum.” (a + o → confirma a regência)
- “O atirador visou o alvo.” (sentido de mirar → sem preposição, sem crase)
Dica prática de prova: identifique o verbo, descubra a preposição exigida e verifique se o núcleo seguinte admite artigo feminino. Se sim, há grande chance de crase. Use o teste do masculino (“ao”) para confirmar.
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Comentários
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A crase pode ser usada nas seguintes situações:
- antes de palavras femininas;
- quando acompanham verbos que indicam destino (ir, voltar, vir);
- nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas;
- antes dos pronomes demonstrativos aquilo, aquela, aquele;
- antes da locução "à moda de" quando ela estiver subentendida;
- na indicação de horas exatas.
A crase não deve ser usada nas seguintes situações:
- antes de palavras masculinas;
- antes de verbos;
- antes de pronomes pessoais do caso reto (eu, tu, ele, nós, vós, eles) e do caso oblíquo (me, mim, comigo, te, ti, contigo, se, si, o, lhe);
- antes dos pronomes demonstrativos isso, esse, este, esta, essa.
GABARITO DO QC ERRADO. ALTERNATIVA CORRETA C.
visar no sentindo de almejar exige a preposição "a"
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