Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3937147 Português
Biblioteca Pio Vargas fecha 2025 com 20 mil atendimentos

        A Biblioteca Estadual Pio Vargas encerrou 2025 com crescimento expressivo em serviços e ações culturais, registrando 20 mil locações e cerca de 1.500 participantes em trabalhos educacionais e visitas guiadas, totalizando 19.819 atendimentos gerais até novembro.

         Ao longo do ano, a unidade ampliou e diversificou sua programação, reforçando iniciativas de estímulo à leitura por meio de mediações literárias, oficinas, visitas escolares, serviços como empréstimo domiciliar, consulta local, estante literária e campanhas de doação de livros.

        A programação voltada ao público escolar foi um dos principais destaques, recebendo instituições municipais, estaduais, particulares e grupos de turistas que participaram de atividades formativas sobre leitura e práticas bibliotecárias.

      O atendimento mensal também demonstrou aumento, com agosto registrando o maior fluxo do ano, somando 2.243 demandas, seguido por maio (2.079) e novembro (1.849).

        De janeiro a dezembro, a biblioteca contabilizou 5.779 visitações gerais, 3.672 empréstimos domiciliares, 4.460 consultas locais, 1.966 atendimentos via Estante Literária, 3.667 registros de doações e 3.001 de usuários de computadores.

        O acervo da unidade segue em constante expansão e hoje reúne 84.555 volumes, entre livros, periódicos, obras de referência e materiais de estudo, atualizados continuamente por meio de novas aquisições e doações recebidas ao longo do ano.

        Com esses resultados, a unidade reafirma sua importância como espaço de cultura, formação e democratização do acesso ao conhecimento em Goiás.

        Situada na Praça Cívica, no prédio do Centro Cultural Marietta Telles Machado, a biblioteca oferece acesso gratuito ao acervo, consulta local e atividades educativas. O funcionamento é de segunda a sexta‑feira, das 8 às 17 horas, com espaço para leitura, estudo e empréstimo de periódicos.

Internet:<agenciacoradenoticias.go.gov.br>  (com adaptações).

Acerca da interpretação e da correção gramatical das informações apresentadas no texto, julgue o item seguinte.


No trecho “O funcionamento é de segunda a sexta‑feira, das 8 às 17 horas”, o emprego do acento grave em “às” é obrigatório, pois ocorre a fusão da preposição “a”, exigida pela regência da expressão temporal, com o artigo feminino plural que antecede o numeral.

Alternativas
Q3936878 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cientistas registram pela primeira vez vaca usando vassoura para se coçar


Cientistas estão revendo o que acreditavam sobre as capacidades dos bovinos após a observação de um comportamento inédito protagonizado por uma vaca austríaca chamada Veronika, flagrada utilizando ferramentas com notável destreza.

O achado, relatado por pesquisadores em Viena, indica que as vacas possuem habilidades cognitivas significativamente mais complexas do que se supunha até agora.

Veronika, que vive em uma pequena vila nas montanhas do interior da Áustria, passou anos aperfeiçoando a prática de se coçar com o auxílio de galhos e cabos de vassoura, demonstrando um domínio progressivo desse comportamento.

A repercussão da história chegou a especialistas em inteligência animal na capital austríaca, que constataram que a vaca utilizava as duas extremidades de um mesmo objeto de forma funcionalmente distinta.

Para alcançar as costas ou áreas que exigiam um atrito mais intenso, Veronika recorria à parte da vassoura com cerdas. Já quando precisava de um contato mais delicado, especialmente na região sensível da barriga, optava pela extremidade lisa do cabo.

Esse tipo de uso intencional e diferenciado de ferramentas é extremamente raro no reino animal e jamais havia sido documentado em bovinos.

De acordo com Antonio Osuna-Mascaro, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, não se esperava que vacas fossem capazes de usar ferramentas e, menos ainda, que manipulassem um objeto como instrumento multifuncional.

Ele ressalta que, até então, comportamentos desse tipo haviam sido descritos de maneira consistente apenas em chimpanzés.

Os chimpanzés são o grupo que apresenta a maior diversidade de uso de ferramentas depois dos seres humanos, recorrendo, por exemplo, a gravetos para capturar formigas e cupins e a pedras para quebrar nozes.

Apesar de cerca de dez mil anos de convivência entre humanos e bovinos, esta é a primeira vez que cientistas registram formalmente uma vaca utilizando uma ferramenta.

Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça a ideia de que as vacas são mais inteligentes do que geralmente se acredita e sugere que outros indivíduos da espécie poderiam desenvolver habilidades semelhantes caso tivessem condições favoráveis.

O proprietário de Veronika, o agricultor orgânico Witgar Wiegele, afirma esperar que os talentos inesperados da vaca levem as pessoas a valorizar mais o mundo natural.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99kjyl1km1o.adaptado. 
Para alcançar as costas ou áreas que exigiam um atrito mais intenso, Veronika recorria "à parte da vassoura" com cerdas.

Em relação ao sinal indicativo de crase, é CORRETO afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3936413 Português
Leia o Texto II e responda à questão.


Texto II


Capítulo VII – Inverno


   A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.

   Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

  Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedras, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa, eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.

    [...]

Fonte: RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Jandira, São Paulo: Princípios, 2024, p. 48 (Clássicos da literatura brasileira). [fragmento]
Observe os fragmentos A, B e C, abaixo apresentados:

A. “Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro” (3º parágrafo)
B. “Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo” (3º parágrafo)
C. “iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito” (3º parágrafo)

Analise as assertivas que seguem.

I- O emprego da crase em Ae em B se justifica por diferentes regras.
II- Em A, o acento indicativo da crase se justifica em razão da fusão da preposição “a” com o artigo que antecede o termo “palavras”.
III- Em B, o acento indicativo da crase foi empregado em razão de ser um adjunto adverbial curto.
IV- Em C, o acento gráfico em “espírito” foi empregado em razão de ser uma palavra proparoxítona.
V- Em B, o acento gráfico em “ambíguo” foi empregado em razão de ser uma palavra oxítona.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3935273 Português
Analise o emprego do acento indicativo de crase nas frases a seguir:

1. Vamos à Blumenau.
2. O diretor fez referência àquela decisão tomada anteriormente.
3. Esse patrimônio pertence à Goiás.
4. O filé foi servido à milanesa, conforme o cardápio do restaurante.
5. A pesquisadora dedicou-se à análise crítica dos dados coletados.

Assinale a alternativa que indica apenas as frases em que o uso do acento indicativo de crase foi empregado corretamente.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FRONTE Órgão: Prefeitura de Otacílio Costa - SC Provas: FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1° ao 5° ano - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Inglês - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Matemática - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Geografia - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Arte - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Ensino Religioso - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Educação Especial - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Não Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Professor de Anos Iniciais - 1 ° ao 5° ano - Educação no Campo - Habilitado | FRONTE - 2026 - Prefeitura de Otacílio Costa - SC - Apoio Pedagógico de Língua Portuguesa - Habilitado |
Q3934965 Português
Assinale a alternativa em que o uso do acento indicativo de crase está empregado de forma INCORRETA:
Alternativas
Q3933841 Português

Texto CB3A1-I



Internet: <instagram.com>.

Assinale a opção correta a respeito de aspectos linguísticos do texto CB3A1-I.
Alternativas
Q3932484 Português
        Novos dados da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres revelam um progresso limitado no alcance da igualdade de gênero na liderança política. A edição de 2025 do mapa Mulheres na política mostra que os homens continuam a superar as mulheres em mais de três vezes nas posições executivas e legislativas em todo o mundo.

        Globalmente, a presença feminina nos parlamentos subiu apenas 0,3%, alcançando 27,2% em relação ao ano anterior. Já nos ministérios, houve queda de 0,4%. Segundo Sima Bahous, diretora executiva da ONU Mulheres, o progresso não só é lento como há retrocesso em várias partes do mundo. “Trinta anos após a Declaração de Pequim, a promessa de igualdade de gênero na liderança política permanece não cumprida. Não podemos aceitar um mundo onde metade da população seja sistematicamente excluída da tomada de decisões”, frisou.

        Bahous também lembrou que cotas, reformas eleitorais e vontade política são soluções para desmantelar barreiras sistêmicas. “O tempo das medidas paliativas acabou. É hora de os governos agirem para assegurar que as mulheres tenham um assento igual em todas as mesas onde o poder é exercido”, destacou.

        A presidente da UIP, Tulia Ackson, classificou o ritmo de avanço como “glacial” e ressaltou a urgência de medidas concretas para garantir representação igualitária. O secretário-geral da UIP, Martin Chungong, defendeu o engajamento ativo de homens como parte da solução.

        Ainda, o mapa de 2025 mostra que, enquanto as mulheres lideram importantes pastas ligadas a direitos humanos, igualdade de gênero e proteção social, os homens dominam áreas como relações exteriores, orçamento e defesa.

Internet: <onumulheres.org.br>  (com adaptações).

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte item. 


É facultativo o emprego do acento indicativo de crase no vocábulo “as” em “superar as mulheres” (segundo período do primeiro parágrafo).

Alternativas
Q3932479 Português
        A maior planície alagável do mundo está secando e ficando mais quente a um ritmo acelerado. Em quatro décadas, o pantanal, o menor bioma brasileiro, foi o que mais aqueceu e teve a maior redução na quantidade de chuvas. Essa dupla tendência, de mais calor e de menos pluviosidade, é visível em todos os ecossistemas nacionais — da amazônia, no Norte, que engloba quase metade da área do país, ao pampa, no Rio Grande do Sul, ainda que nesse bioma de forma bem menos perceptível.

        Entre 1985 e 2024, a temperatura média no bioma subiu 0,47 °C por década. Em quatro décadas, o aumento acumulado no pantanal chega a quase 1,9 °C. O ritmo de crescimento do aquecimento no pantanal é 60% superior ao calculado no mesmo período para o Brasil como um todo e para os biomas amazônia e cerrado, que abrangem quase três quartos da área nacional. A velocidade de subida dos termômetros no pantanal é ainda cerca do dobro da apresentada na caatinga e na mata atlântica e mais que o triplo da do pampa nos 40 anos analisados.

Marcos Pivetta. Um pantanal mais quente e seco.
In: Revista Pesquisa FAPESP, 2026, v. 360, p. 45 (com adaptações).

Julgue o próximo item, referente ao texto precedente.


O trecho “superior ao calculado no mesmo período” (terceiro período do segundo parágrafo) poderia ser corretamente reescrito como superior aquele calculado em idêntico período.

Alternativas
Q3932326 Português

    O conhecimento geral sobre medicamentos é importante para a saúde pública, a prática clínica e a promoção da segurança do paciente. Frequentemente referido na literatura da área como alfabetização medicamentosa (medication literacy), esse conhecimento transcende a simples identificação de nomes farmacêuticos: envolve a capacidade de entender, interpretar, avaliar e aplicar corretamente informações referentes a medicamentos em contextos reais de uso, incluindo habilidades funcionais (como ler rótulos e bulas), comunicativas e críticas (como avaliar fontes de informação) e competências numéricas (para calcular dosagens ou horários).        
     Evidências científicas mostram que baixos níveis de literacia em medicamentos estão associados a resultados de saúde piores e a desfechos clínicos negativos, já que grande parte de pacientes desconhece os nomes genéricos ou a finalidade de seus medicamentos. Indivíduos com pouco conhecimento sobre seus tratamentos tendem a apresentar adesão terapêutica reduzida, maior risco de eventos adversos e menor controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e outras comorbidades comuns em populações envelhecidas. Esses efeitos negativos se dão porque o entendimento inadequado do regime medicamentoso compromete a capacidade de seguir orientações terapêuticas corretamente e de reconhecer sinais de alerta de complicações.     
 
    Quando os pacientes compreendem por que um medicamento foi prescrito, qual sua função e quais são os possíveis efeitos colaterais, eles adquirem maior autonomia e podem participar, de forma mais ativa, nas decisões de cuidado, dialogar com profissionais de saúde e evitar práticas de risco, como automedicação ou descontinuação irregular de tratamento.        
     A formação de médicos, farmacêuticos, enfermeiros e demais profissionais inclui, cada vez mais, competências relacionadas à adesão medicamentosa e comunicação efetiva acerca de tratamentos, uma vez que esses conhecimentos impactam diretamente a prática clínica e a promoção do uso racional de medicamentos. Nesse sentido, a presença de farmacêuticos e programas educativos nas unidades de saúde é uma estratégia comprovada para elevar o conhecimento medicamentoso da população, proporcionando não apenas informações precisas sobre medicamentos genéricos e prescritos, mas também orientações relativas ao uso racional e à prevenção de problemas como resistência antimicrobiana e interações medicamentosas.
    Em suma, o conhecimento sobre medicamentos é um componente essencial da saúde contemporânea, sustentado por evidências científicas que demonstram sua relação com melhores desfechos clínicos, maior segurança terapêutica e maior participação dos pacientes na gestão de sua própria saúde.


Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).

No que diz respeito à estruturação linguística do texto, julgue os itens seguintes.
No trecho “Nesse sentido, a presença de farmacêuticos e programas educativos nas unidades de saúde é uma estratégia comprovada para elevar o conhecimento medicamentoso da população, proporcionando não apenas informações precisas sobre medicamentos genéricos e prescritos, mas também orientações relativas ao uso racional e à prevenção de problemas como resistência antimicrobiana e interações medicamentosas.”, o acento grave indicativo de crase foi empregado em decorrência da junção da preposição “a” que segue a forma “relativas” com o artigo feminino definido “a” que antecede a palavra “prevenção”.
Alternativas
Q3931026 Português

Texto para o item abaixo.


    Pessoas idosas são as que mais fazem uso simultâneo de muitos medicamentos, principalmente em razão de condições crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias. Essas enfermidades exigem tratamentos contínuos, prolongados e complexos, e estão entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária.


    A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde, incluindo o uso correto de medicamentos, a observância de dietas específicas e a execução de mudanças no estilo de vida – pode ser um desafio para idosos com condições crônicas. Fatores como o declínio cognitivo, a severidade do estado de saúde e o uso de múltiplos medicamentos aumentam a dificuldade que esses pacientes têm de seguir corretamente o tratamento prescrito.


    A baixa adesão compromete o sucesso terapêutico, e pode levar ao agravamento de doenças crônicas, ao aumento de internações hospitalares, à sobrecarga dos serviços de saúde e à elevação de custos, além de impactar negativamente a morbimortalidade nessa população. Pesquisas indicam que a adesão medicamentosa entre idosos varia entre 40% e 80%, valores considerados piores do que os da população em geral, estimada em aproximadamente 50%.


    Para alcançar boa adesão à medicação, é essencial que os idosos compreendam informações relacionadas à sua saúde e ao seu tratamento, como a leitura correta de rótulos de medicamentos, as prescrições e as orientações fornecidas por profissionais de saúde. Muitas vezes, limitações cognitivas, sensoriais ou educacionais dificultam essa compreensão, contribuindo para o uso inadequado ou o abandono do tratamento.


    Nesse contexto, o letramento funcional em saúde (LFS) – definido como o conjunto de conhecimentos, habilidades e motivação necessário para acessar, interpretar e aplicar informações de saúde, a fim de gerir cuidados próprios e manter ou melhorar a qualidade de vida – apresenta relação direta com a adesão medicamentosa. Conhecer essa relação, especialmente no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), é fundamental para que enfermeiros e demais profissionais planejem intervenções direcionadas ao tratamento medicamentoso, considerando‑se o LFS do paciente, e, assim, promovam melhores resultados terapêuticos e maior qualidade de vida.


Internet: (com adaptações)


Quanto à estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item a seguir.




No trecho “A adesão ao tratamento medicamentoso – entendida como a correspondência do indivíduo às recomendações de profissionais de saúde”, o acento grave indicativo de crase em “às” foi empregado em razão da regência do nome “correspondência” pela preposição “a” e da presença do artigo feminino plural “às”, que define o termo “recomendações”.
Alternativas
Q3930983 Português
Cadê a indignação com a emergência habitacional?

    Certos problemas urbanos deixam brasileiros indignados. Edifícios altos que mudam a paisagem do bairro. Fios elétricos aéreos e outdoors que geram poluição visual. A proliferação de Oxxos e farmácias. São posts que viralizam e temas focais de discussões urbanas em jornais e planos diretores. A indignação, no entanto, parece ignorar um problema mais grave.
    No Brasil, 16 milhões de pessoas, equivalente à população da Holanda, moram em favelas. Isso significa, via de regra, precariedade habitacional e ausência de titularidade de terra e, portanto, de infraestrutura básica e serviços públicos. Cerca de 500 mil desses domicílios não possuem sequer acesso à rede de distribuição de água. Perante o vácuo institucional, esses territórios também se tornam reféns do crime organizado. Há uma relação íntima entre (a falta de) urbanismo e segurança pública.
    Essas favelas estão na periferia de Teresina, onde centenas de casas de taipa (construídas com técnica rudimentar de madeira e barro) não surgiram no século passado, mas em 2020, durante a pandemia. Estão também no Morumbi, em São Paulo, onde apenas em Paraisópolis moram mais de 50 mil pessoas. Ou no centro do Rio de Janeiro, onde a favela do Morro da Providência, considerada a primeira do país, é solenemente ignorada há nada menos que 130 anos. A pobreza, aparentemente, não atrapalha a paisagem urbana, tampouco gera indignação cuja raiz nasce da necessidade.
    Nossa política habitacional tem focado, desde a criação do BNH (Banco Nacional da Habitação) em 1964, o financiamento de novos conjuntos habitacionais. "Moradia Digna", dizia o painel mostrando o recém-inaugurado empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) na periferia de Imperatriz, no interior do Maranhão. A imagem que acompanhava era de casas idênticas e repetidas, com acesso precário a empregos, serviços ou redes de transporte.
    O estudo "Morar Longe", do Instituto Escolhas em parceria com o Cepesp/FGV, avalia o resultado do PMCMV mostrando que a solução tem incentivado a ocupação de áreas mais distantes do centro das cidades. Com o financiamento, esses moradores também ficam "presos" ao seu endereço por uma década, dificultando uma troca de emprego que poderia levar à mobilidade social. Mesmo com milhões de unidades entregues, entre o Censo de 2010 e 2022 o Brasil apresentou um crescimento de 43,5% na sua população morando em favelas, evidenciando não apenas a insuficiência do PMCMV como a necessidade de atuar sobre territórios já consolidados.
    Ao tomar a decisão de não fazer nada, perpetuamos as desigualdades e deixamos as portas abertas para os territórios do crime. É urgente uma reflexão profunda sobre o alvo da nossa indignação urbana.

Texto de Anthony Ling (adaptado). Disponível em https:// www1.folha.uol.com.br/colunas/caos-planejado/2025/12/ acesso em 02 de dezembro de 2025.
Cerca de 500 mil desses domicílios não possuem sequer acesso à rede de distribuição de água.” O uso do acento indicador da crase se justifica pela seguinte regra: 
Alternativas
Q3929114 Português
O uso do acento indicativo de crase está correto em apenas uma das opções abaixo. Assinale-a: 
Alternativas
Q3929084 Português
O uso do acento indicativo de crase está correto em apenas uma das opções abaixo. Assinale-a: 
Alternativas
Q3929054 Português
A regência verbal e o uso do acento indicativo de crase são fundamentais na redação oficial escolar. Assinale a opção em que a crase assinalada está empregada corretamente:
Alternativas
Q3928984 Português
Quanto ao uso do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que apresenta a redação correta, de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q3928784 Português
Desafio

    Muito se fala sobre como as inteligências artificiais (IAs) estão dominando tarefas humanas. Elas escrevem textos, criam imagens, atuam em diagnósticos médicos, e por aí vai. Elas também escrevem crônicas que podem, quem sabe, enganar qualquer leitor. Será mesmo? Hoje, lanço um desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha, escrita a partir das inquietações e alegrias humanas, de uma criada por inteligência artificial? Apresento duas crônicas: uma é minha, outra da IA. Vamos ver até onde vai a diferença entre o humano e o sintético.

Crônica 1 – A última parada

    Acordou sem pressa. O dia prometia ser longo, como todos os outros, mas sem a mínima expectativa. Na janela, o Sol nascia sem entusiasmo, como quem cumpre uma tarefa sem sentido. A cidade parecia se arrastar, assim como ele, engolido pela rotina. Saiu de casa sem rumo. As ruas estavam cheias, mas ele mal via as pessoas ao seu redor. Ele não sabia o que procurava, mas também não acreditava que encontraria algo. Passou horas assim, até chegar à estação de trem. Não sabia para onde os trilhos o levariam. Só queria sentir o movimento, a ilusão de estar indo a algum lugar, mesmo que fosse para lugar nenhum. O trem partiu e ele se sentou na janela, observando o mundo passar. No fundo, sabia que não havia mais volta. E isso, de algum modo, parecia ser o único sentido.

Crônica 2 – O incêndio

    O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita. Estava no último episódio da segunda temporada quando sentiu o cheiro de fumaça. Hesitou alguns instantes: estava diante da grande descoberta. Afinal de contas, será que Brian Miller era realmente um espião industrial? O grand finale fez com que Alceu demorasse a sair. Quando começou a tossir loucamente, percebeu que a situação era séria. Deixou sua série favorita para trás e saiu correndo do apartamento. Alceu estava em pânico e chegou a pensar no pior. Mas mal sabia ele que o pior ainda estava por vir: Brian Miller não somente era um espião, como também havia roubado os planos para a construção de uma arma química capaz de devastar a inteira Nova York.

Juliano Martinz. Desafio: você consegue diferenciar uma crônica minha de uma gerada por IA?
Internet: <https://corrosiva.com.br> (com adaptações).
Em relação ao período “O incêndio começou enquanto ele assistia distraidamente a sua série favorita.” da Crônica 2 – O incêndio, que integra o texto Desafio, julgue os itens a seguir.

I A substituição da forma verbal “começou” por tinha começado não prejudicaria a correção gramatical nem alteraria os sentidos originais do texto.
II O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” é facultativo.
III O referente do pronome pessoal “ele” revela-se no quinto período de tal crônica.

Assinale a opção correta. 
Alternativas
Q3928604 Português
O emprego do acento indicativo de crase é um sinal de regência que deve seguir a norma-padrão. Assinale a opção em que o uso da crase está correto:
Alternativas
Q3927539 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I

Felicidade Clandestina

In Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro, Rocco, 1998



Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”. Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.


Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.


Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abrio, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 


Disponível em: https://www.professorjailton.com.br/novo/biblioteca/clarice_lispector _-_felicidade_clandestina_e_outros_contos.pdf

No trecho do texto Felicidade Clandestina

“Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo”


O uso do acento grave justifica-se por ocorrer: 

Alternativas
Q3927103 Português

Poltrona sete



    Desci para a plataforma de embarque. Vi o ônibus. Entrei.


    Tudo era fim de tarde naquele universo de sol morrendo aos poucos. Poltrona sete. Sentei. O sol queria permanecer um pouco mais. A vida inteira cabia naquele espaço tão fechado quanto o tempo em meu rosto insone.


    Aventurei um riso — me frustrei. Levantei as pernas em abraço de feto na barriga de uma mãe ausente — entristeci. O sol escureceu meus olhos — angustiei. Iria para sempre. Passei a mão no rosto. Iria para sempre. A boca amarga. Iria para sempre. Enquanto me perdia em solidão e caos, olhei pela janela.


    Na rodoviária, com o sol se pondo, vi o amor se materializar na figura de dois rapazes.


    De frente um para o outro, como se quisessem adiar a despedida, eles se abraçaram. Um era anêmico pela própria natureza — os cabelos escuros caíam nos olhos. O outro era sério — olhava perdido para o mundo e trazia nos ombros a letargia do domingo à tarde.


    O sol espalhava prenúncios de adeus.


    Com o transporte às vésperas de sair, o amor se fez carne e habitou entre nós. Eles se beijaram. Tanta ternura se deu no beijo, tanto amor concretizado se fez no gesto, mas o ódio, intolerante, resolveu puni-los.


    O velho ao lado dele saiu com nojo. O menino que olhava foi repreendido pela mãe. O atendente da lanchonete riu. A mulher que limpava o local, estarrecida, cessou a vassoura. A moça com Frida Kahlo na blusa fez esforço para agir naturalmente. O homem ao lado dela conferiu o relógio e virou-se. A freira de hábito irrepreensível fez o sinal da cruz.


    O desconforto passeou pela rodoviária, mas o amor, indiferente, dançou no espelho dos olhares perplexos. Quando o amor dança, o ódio não consegue prendê-lo com seus grilhões enferrujados.


    Depois um se arrastou para o ônibus e o outro paralisou na plataforma. Sob vigília, eles sentiram o sol se tornar áspero. Irmãos de muitas lutas, não saberiam lidar com a distância que lhes queria perfurar os corações exangues.


    O que se foi baixou os olhos. O que ficou conteve o choro. Nuvem não segura tempestade que teima em descer. Aos poucos, o que era lágrimas se fez soerguer do corpo.


    — Ai, ai, ai! — rosnou um homem a reprovar seu pranto.

    — O mundo foi dominado por esse bando de bicha! — ladrou outro.

    Uns riam, outros estranhavam. Uns diziam que era o fim do mundo, outros reprovavam em silêncio.


    O amor tem duas margens e um rio que lhe atravessa.


    Eu contemplava a cena em silêncio. Não se pode dizer muito quando o amor derrama ausências. A distância cria ciladas.


    Aonde iria um? Aonde iria o outro?


    A rodoviária era pequena para o amor de dois homens em estado de lágrimas. O sol vestiu ausência, a lua solidão.


    Eu flagrava a cena em silêncio, mas...


    Sofri pancada no rosto ou pressenti o transporte em prenúncios de partida?


    Saindo da rodoviária, constatei que um dos rapazes em despedida era eu. A escuridão engoliu meu corpo. Fiquei aos gritos. Ninguém me ouviu da sepultura. Elza Soares cantou Lírio Rosa. Apaguei os olhos para não ver pela janela.


    Desejei dizer que... Minha boca tentou, mas... Meu corpo queria, só que... Não pude fugir, apesar de... Na poltrona, fui afixado por milhões de pregos.


    E fui embora, doendo sempre nos solavancos do ter-que-ir-para-nunca-mais.



(Cardoso, Emerson. O baile das assimetrias. “Poltrona sete”. São Paulo: OIA, 2002.)

Com o transporte às vésperas de sair. Há uma regra clara que justifica a utilização do acento grave (crase). Dadas as alternativas, marque a que não se aplica à mesma regra:

Alternativas
Q3926709 Português

Acerca do uso da crase, julgue as frases abaixo.



I. Voltou à pé do trabalho.


II. Chegou à Salvador.


III. Vire à direita.



Está(ão) correta(s) a(s) seguinte(s) proposição(ões): 

Alternativas
Respostas
521: C
522: A
523: D
524: D
525: A
526: C
527: E
528: E
529: C
530: C
531: B
532: B
533: B
534: C
535: A
536: D
537: C
538: A
539: B
540: A