Questões de Concurso Sobre crase em português

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Q3668699 Português
Brasileiros propõem veículos movidos a energia solar

Pesquisadores do Laboratório Fotovoltaica da Universidade Federal de Santa Catarina estão propondo uma solução inovadora para lidar com os altos custos dos combustíveis: veículos movidos a energia solar.

O eBus, o primeiro protótipo apresentado, é um ônibus que funciona exclusivamente com eletricidade gerada pelo sol. Desenvolvido e montado inteiramente no Brasil, com o apoio das empresas WEG, Marco Polo e Eletra, é o primeiro veículo elétrico a bateria que é totalmente carregado com energia solar fotovoltaica.

A recarga do eBus é feita na própria sede do Laboratório Fotovoltaica e ocorre após cada rota. Além de proporcionar mobilidade sustentável, o ônibus  serve como um laboratório móvel, contribuindo para a coleta de dados e análise da viabilidade da tecnologia implementada.

O objetivo dos pesquisadores é aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do ônibus solar para, em um futuro próximo, poder implementar essa tecnologia no transporte público em todo o Brasil.

O eBus também possui um Sistema de Frenagem Regenerativa, que aproveita o movimento das rodas e o freio do veículo para gerar energia cinética, convertendo-a em eletricidade que é devolvida às baterias do ônibus.

Essa iniciativa demonstra o potencial das energias renováveis e a busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte público. Ao adotar veículos movidos a energia solar, podemos reduzir os custos de combustível e as emissões de poluentes, contribuindo para um futuro mais limpo e sustentável.


Retirado e adaptado de: VIERA, Marta. Brasileiros propõe veículos movidos a energia solar. Notícias em Português. Disponível em: o--mm ovvdoss-aaenerga-sola/ .co.uk/2023/07/09/brasileiros-propoe-veiculos-movidos-a-energia-solar/ Acesso em: 13 jul., 2023.
A respeito do emprego do acento grave (crase), analise as sentenças a seguir:
I.A energia solar é uma alternativa à convencional, proveniente de combustíveis fósseis.
II.Os carros à diesel são altamente poluentes.
III.É importante estar aberto às formas de energia renovável.
IV.A tecnologia permite a descoberta de novas possibilidades à humanidade.

Está correto o emprego do acento grave em: 
Alternativas
Q3668373 Português
Observando as regras de crase, indique a oração em que o seu uso ou não está correto:
Alternativas
Q3667932 Português
 A escritora mais importante da era colonial − e uma pioneira do feminismo − viveu em um convento

Juana Inês de Asbaje Ramírez de Santillana, mais conhecida como Sor Juana Inês de la Cruz, nasceu em 12 de novembro de 1648 e é considerada uma das escritoras mais emblemáticas do século 17, além de ser uma das pioneiras na luta pela igualdade de gênero.

Ele cresceu principalmente na fazenda de Nepantla, na Nova Espanha (atual México), na fazenda de seu avô materno, de acordo com um artigo publicado pelo governo mexicano.

Aos 3 anos de idade, Juana já sabia ler e escrever. Ela também aprendeu latim com facilidade e tinha conhecimento de nahuatl (um idioma indígena). Quando criança, ela foi viver na casa dos tios para continuar seus estudos.

Já na adolescência, aos 16 anos, Juana se juntou a corte do vice-rei Antonio Sebastián de Toledo, marquês de Mancera, e da vice-rainha Leonor de Carreto, que se tornaram seus patronos, diz o Ministério da Cultura da Argentina. Essas figuras foram importantes em sua vida porque, no século 17, os acadêmicos dependiam de um patrono para se sustentar. Em outras palavras, eles não escreviam de forma independente, mas por encomenda, conta a organização.

Em 1667, ela entrou para a ordem das Carmelitas Descalças, na Igreja do Convento de Santa Teresa la Antigua, onde passou por seu primeiro estágio de educação formal. No entanto, mais tarde ela se transferiu para a ordem de São Jerônimo, de acordo com a Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH). Na época, a universidade era reservada somente aos homens.

De acordo com o CNDH, os vínculos de Sor Juana com importantes figuras da corte e do clero permitiram que ela desenvolvesse seu trabalho literário. Ela mantinha um grande número de livros em seu quarto, algo que era difícil de se conseguir naquela época.

Além de escrever, a freira Juana Inês se destacou como administradora, atuando por nove anos como contadora do convento. Ela também realizou experimentos científicos, de acordo com o Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura do México (Inbal).

Em 1680, Sor Juana escreveu o livro "Neptuno Alegórico", dedicado aos marqueses de La Laguna, vice-reis recém-chegados ao México. Desse momento em diante, a fama da freira se expandiu, bem como sua maturidade literária, e ela recebeu apoio financeiro para seus projetos pessoais e conventuais.

De acordo com a comissão mexicana, a obra de Sor Juana Inês de la Cruz é considerada uma das obras mais importantes do período colonial, e é frequentemente colocada no mesmo nível de poetas e dramaturgos espanhóis da época, como Lope de Vega e Miguel de Cervantes.

Sua obra literária inclui poemas filosóficos, amorosos e líricos; além de sonetos e autos sacramentais, como o "El divino Narciso" (1689); e peças de teatro, como "Los Empeños de una Casa" (1683). Alguns textos epistolares dela também sobreviveram.

Um dos momentos mais importantes de sua carreira como escritora foi a publicação em Madrid, na Espanha, em 1689, de "Inundación Castálida", um compêndio de sua obra.

"Seu trabalho é marcado pela crítica aos valores da sociedade da Nova Espanha, que considerava que as mulheres não deveriam ter o poder sobre seu próprio futuro e suas próprias ações", diz o CNDH.

Atualmente, a escritora é considerada uma precursora do movimento feminista, de acordo com a Coordenação de Igualdade de Gênero da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). De acordo com a CNDH, ela até se esforçou para entrar na universidade e continuar sua formação acadêmica, algo impensável na época.

Como o CNDH destaca, desde 1980, todo dia 12 de novembro no México, marca o Dia Nacional do Livro, comemorado em homenagem a Sor Juana e ao legado de sua luta por seus direitos.

A freira Juana Inês de la Cruz morreu em 17 de abril de 1695 de tifo, possivelmente após ter sido infectada depois de cuidar de outras freiras com a mesma doença no convento onde vivia.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/a-escritoramais-importante-da-era-colonial-e-uma-pioneira-do-feminismo-viveu-e m-um-convento
Assinale a alternativa com trecho do texto que deveria conter, em algum dos seus termos, o uso da crase:
Alternativas
Q3667352 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Uso excessivo de telas na infância pode causar atraso de fala


Atualmente, muitas crianças passam grande parte do tempo livre se expondo a telas como forma de diversão. No entanto, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar diversos prejuízos para o desenvolvimento delas.


No caso das crianças com idade abaixo de 2 anos, o ideal é não utilizar telas. Segundo a professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Lígia Pertence, essa recomendação é da Sociedade Brasileira de Pediatria e se deve ao fato de os eletrônicos nessa idade provocarem diversos prejuízos na aquisição de habilidades motoras e cognitivas.


 "Nós vemos, nitidamente, um atraso de fala, por exemplo, nas crianças que usam telas em uma faixa etária jovem. Isso é importante, porque as pessoas acham que a criança adquire a fala escutando músicas ou outras coisas. E não é assim. A fala é uma interação [...] A gente adquire a fala interagindo", explica a especialista, que foi a convidada do Saúde com Ciência desta semana.


Além do prejuízo cognitivo, as habilidades motoras, como correr, pular e até mesmo empilhar ou montar objetos, também ficam afetadas com o uso excessivo de telas. Segundo Lígia Pertence, esse desenvolvimento acontece com a repetição.


Já nas faixas etárias maiores, a criança precisa se movimentar. Ficar muito tempo em frente aos eletrônicos causa mais sedentarismo para esse grupo. "A atividade física é muito importante para o desenvolvimento e para a prevenção de distúrbios metabólicos, como obesidade, hipertensão e diabetes. Hoje em dia, a gente já tem visto uma frequência bem alta desses distúrbios nas crianças. Além disso, a atividade estimula fatores de crescimento", afirma a professora.


Como aproveitar o tempo livre aos finais de semana sem as telas?


As famílias podem propor atividades e passeios para divertir as crianças longe das telas. Tanto para aquelas que forem viajar, quanto as que forem ficar na própria cidade, o recomendado é interagir com a criança e, se puder, explorar e conhecer novos lugares. Entre eles, museus, praças, clubes e até campos de futebol ou quadras próximas podem ser ótimas opções. O importante é estar junto com elas, como afirma a professora Lígia Pertence.


 "Tem muita gente que acha que as coisas têm que ser muito arquitetadas, ter uma super brincadeira ou algo especial. E as crianças não são assim. Podem brincar de brincadeiras culturais, como pega-pega, brincadeiras de quando a gente era criança e que não vão precisar de grandes estruturas. Vão deixar as crianças tão felizes quanto outras brincadeiras. O importante para elas é o contato, a interação", completa.


Até mesmo em casa, jogos de tabuleiro ou de cartas também são ótimas dicas para entreter as crianças e divertir em família.


Tempo de tela recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria:


- Menores de 2 anos de idade: evitar exposição a telas;


- De 2 a 5 anos de idade: até uma hora por dia;


- De 6 a 10 anos de idade: de uma a duas horas por dia;


- De 11 a 18 anos de idade: de duas a três horas por dia.




Retirado e adaptado de: FACULDADE DE MEDICINA DA UFMG. Uso excessivo de telas na infância pode causar atraso de fala. Saúde com Ciência. Disponível em: caausaar-aaso-de-aaa/ ufmg.br/uso-excessivo-de-telas-na-infancia-pode-causar-atraso-de-fala/ Acesso em: 13 ago., 2023.

 Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3666186 Português

O Sol é a estrela que mantém o Sistema Solar unido graças à sua gravidade. Sem sua presença, a vida na Terra como conhecemos não seria possível. A conexão e as interações entre a estrela e este planeta determinam as estações do ano, as correntes oceânicas, o tempo e o clima, entre outras coisas, de acordo com a NASA – agência espacial norte-americana.


O Sol tem um impacto importante sobre o clima da Terra: ele é considerado um garantidor da vida, pois ajuda a manter o planeta quente o suficiente para que ela exista. No entanto, a estrela mais próxima da Terra não é responsável pela tendência de aquecimento global registrada nas últimas décadas. De acordo com NASA, o aquecimento global em evidência nas últimas décadas é um evento muito precoce para ser vinculado às mudanças na órbita da Terra e grande demais para ser causado pela atividade solar, diz a agência espacial. A NASA vem estudando a estrela do Sistema Solar há bastante tempo e, segundo a agência, há duas evidências que refutam a crença de que o Sol é a causa do aquecimento global.


Por um lado, observa a agência, a quantidade de energia solar que atinge a atmosfera superior tem sido monitorada desde 1978, e os cientistas conseguiram determinar que não houve tendência de aumento na quantidade de energia solar que atinge o planeta. "Uma segunda evidência irrefutável é que, se o Sol fosse responsável pelo aquecimento global, esperaríamos ver um aumento nas temperaturas em todas as camadas da atmosfera. Na realidade, o que se observa é um aquecimento na superfície e um resfriamento na estratosfera. Isso é consistente com o fato de esse fenômeno ser devido a um acúmulo de gases que retêm o calor perto da superfície da Terra", informa a NASA.


Como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU aponta, há um amplo consenso científico de que as variações de longo e curto prazo na atividade solar desempenham apenas um papel muito pequeno no clima da Terra. De fato, o aquecimento causado pelo aumento dos gases de efeito estufa induzido pelo ser humano é muito maior do que os efeitos decorrentes das variações recentes da atividade solar. Desde 1750, o aquecimento causado pelos gases de efeito estufa, provenientes da combustão de combustíveis fósseis, é mais de 270 vezes maior do que o leve aumento nas temperaturas do próprio sol no mesmo intervalo de tempo.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

Em relação à crase, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3664754 Português
Tanta mansidão

Pois a hora escura, talvez a mais escura, em pleno dia, precedeu essa coisa que não quero sequer tentar definir. Em pleno dia era noite, e essa coisa que não quero ainda definir é uma luz tranquila dentro de mim, e a ela chamariam de alegria, alegria mansa. Estou um pouco desnorteada como se um coração me tivesse sido tirado, e em lugar dele estivesse agora a súbita ausência, uma ausência quase palpável do que era antes um órgão banhado da escuridão da dor. Não estou sentindo nada. Mas é o contrário de um torpor. É um modo mais leve e mais silencioso de existir. Mas estou também inquieta. Eu estava organizada para me consolar da angústia e da dor. Mas como é que me arrumo com essa simples e tranquila alegria. É que não estou habituada a não precisar de meu próprio consolo. A palavra consolo aconteceu sem eu sentir, e eu não notei, e quando fui procurá-la, ela já se havia transformado em carne e espírito, já não existia mais como pensamento. Vou então à janela, está chovendo muito. Por hábito estou procurando na chuva o que em outro momento me serviria de consolo. Mas não tenho dor a consolar. Ah, eu sei. Estou agora procurando na chuva uma alegria tão grande que se torne aguda, e que me ponha em contato com uma agudez que se pareça a agudez da dor. Mas é inútil a procura. Estou à janela e só acontece isto: vejo com olhos benéficos a chuva, e a chuva me vê de acordo comigo. Estamos ocupadas ambas em fluir. Quanto durará esse meu estado? Percebo que, com esta pergunta, estou apalpando meu pulso para sentir onde estará o latejar dolorido de antes. E vejo que não há o latejar da dor. Apenas isso: chove e estou vendo a chuva. Que simplicidade. Nunca pensei que o mundo e eu chegássemos a esse ponto de trigo. A chuva cai não porque está precisando de mim, e eu olho a chuva não porque preciso dela. Mas nós estamos tão juntas como a água da chuva está ligada à chuva. E eu não estou agradecendo nada. Não tivesse eu, logo depois de nascer, tomado involuntária e forçadamente o caminho que tomei – e teria sido sempre o que realmente estou sendo: uma camponesa que está num campo onde chove. Nem sequer agradecendo ao Deus ou à natureza. A chuva também não agradece nada. Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra. Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso ao que se poderia chamar de estar vivo. Não mais que isto, mas isto: vivo. E apenas vivo de uma alegria mansa.


Clarice Lispector. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. 

Considere as seguintes sentenças:


I. Fui à assembleia da universidade ontem. II. Ela entregou a carta à Pedro. III. Não sei por que ela disse àquilo ao pai. O emprego da crase está correto apenas na(s) sentença(s):

Alternativas
Q3664704 Português
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar


Cerimônia acontece na manhã deste domingo, pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre os anfitriões Catar diante do Equador


Por Redação do ge — Doha 20/11/2022



O Catar queria transformar a abertura da Copa em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo, a cerimônia de 30 minutos contou com projeções, show pirotécnico, e as participações de Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah.


Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão.


As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly - zagueiro da França - apareceu em campo carregando a taça do Mundial.


Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman.


- Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo - disse na narração.


Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores.


Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal - uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores.


[…] inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país.

[…]


Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa.

[…]


Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram - entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”.


No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado.

[…]


No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura.

[…]


“Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.”


- Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bem-vindos a Doha - finalizou.


[…]



Fonte: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2022/11/20/festa-marca-a-abertura-da-copa-do-mundo-do-catar.ghtml Acesso 20 nov 2022 (Adaptado)
Nas frases abaixo, encontra-se o uso correto da crase em:
Alternativas
Q3663644 Português

Os resultados do Pisa confirmam que o acesso 'a capital cultural', como livros, é um forte preditor do desempenho dos estudantes.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3663302 Português

Silêncio


É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembrança de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro – tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecêlo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos  por ser chamados a responder – cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga – como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembrança de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro – tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecêlo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre – nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio. Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror – o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio. Se não há coragem, que não se entre. [...]


Clarice Lispector. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Assinale a alternativa que apresenta a sentença ortograficamente correta. 
Alternativas
Q3663012 Português
A crase é uma característica marcante da língua portuguesa e seu uso pode ser desafiador para muitos falantes. Considere a seguinte frase:

"Maria foi à escola."

Qual é o propósito do emprego da crase na frase acima? 
Alternativas
Q3662971 Português
Assinale a alternativa que apresenta a sentença correta em relação ao emprego da crase. 
Alternativas
Q3661443 Português

Consumo excessivo de sal pode agravar níveis de estresse, diz estudo



    A extensa lista de males que o consumo exagerado de sal pode provocar em nossa saúde ganhou um novo e inesperado item: de acordo com uma nova pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, além de causar diversos problemas já conhecidos, como elevação na pressão arterial e aumento nas chances de problemas cardíacos, o excesso de sódio pode agravar nosso nível de estresse. O experimento foi realizado com ratos de laboratório, utilizando dietas ricas em sal em quantidades proporcionais _______ consumidas em média pelos seres humanos.

  O experimento trabalhou com um grupo de animais consumindo a dieta “salgada”, e outro grupo de controle, se alimentando com refeições que apresentavam baixo nível de sal, com alguns roedores submetidos ao excesso de sódio por duas semanas, e outros por oito semanas.

    Através de amostras de sangue, os pesquisadores puderam notar que, mediante estímulo, os níveis de cortisol, hormônio ligado diretamente ao estresse, eram sempre mais elevados entre os roedores que foram mantidos com _______ dieta rica em sal.

    O excesso de sódio não provocou o estado de estresse entre os ratos, mas aumentou seu efeito, iniciado retirando os animais do estado de repouso e os colocando em pequenos tubos de vidro. Amostras de tecido revelaram que mesmo os animais que consumiram sal em excesso por somente duas semanas apresentaram um aumento na atividade dos genes responsáveis por produzir as proteínas cerebrais que respondem ao estresse. _______ média de consumo brasileiro é de 9,34 gramas de sal por dia, que supera em quase o dobro a recomendação de 5 gramas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Por se tratar de um tema de difícil medição, e pelo dilema ético, já que o consumo em excesso provoca males _______ saúde, o experimento decidiu por utilizar ratos para medir tal impacto. Há, porém, diferenças na forma como os seres humanos e os roedores absorvem e metabolizam o sal, e por isso tais comparações devem ser interpretadas com cautela.



(Fonte: Hypeness - adaptado.)

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q3653512 Português

O CORTIÇO(Fragmento adaptado)

Aluísio de Azevedo


“Estalagem de São Romão. Aluga-se casinhas e tinas para lavadeiras.”

As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão a parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. (...)

E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco.

E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.



O Cortiço. São Paulo, Ática, 1997.

Leia o trecho e assinale a alternativa correta em relação aos termos em destaque:“O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão a parte.
Alternativas
Q3651770 Português
Leia o texto e responda à questão.
A origem do nome
...Sabe de onde vem a palavra Amazônia? De Amazonas, nome dado pelo explorador espanhol Francisco de Orellana ao rio que ele percorreu em 1541. À época, Orellana viajou pelo rio e afirmou ter combatido um grupo formado só por índias. Não se sabe se isso ocorreu realmente, mas o fato é que o espanhol, ao contar essa história, comparou as indígenas às amazonas, mulheres guerreiras que, diz a lenda, viviam as margens do Mar Negro, localizado entre Europa e Ásia. Depois do rio, o nome Amazonas batizou a região e, a seguir, o estado que se formou. Ao receber a terminação “ia”, formou a palavra que dá nome à floresta: Amazônia.
- Revista “Ciência Hoje das Crianças”. Edição 179. Disponível em: .
“[…] viviam as margens do Mar Negro […]”, com relação à expressão em destaque indique a alternativa correta:
Alternativas
Q3651154 Português
Deputada acusa robô que faz desenhos ao estilo
Pixar de racismo após tecnologia gerar imagem
de mulher negra armada



Imagens criadas, gratuitamente, por uma
inteligência artificial hospedada pela Microsoft,
viraram trend. Para criá-las, é preciso colocar uma
descrição. “Não pode uma mulher negra, cria da
favela, estar num espaço que não da violência?",
questionou Renata. Ao g1, a Microsoft disse que
irá investigar o caso.






Deputada do RJ diz que robô gerou a imagem de uma mulher
negra armada — Foto: Reprodução



        A deputada estadual Renata Souza, do Rio de Janeiro, afirmou que, ao pedir para o "robô desenhista" criar um personagem de mulher negra na favela, ao estilo Pixar, obteve, como resultado a imagem de uma pessoa segurando uma arma na mão.

      A criação de personagens com os traços conhecidos do estúdio de animação se tornou uma trend nos últimos dias porque está disponível, gratuitamente, num site da Microsoft. As ilustrações são geradas por Inteligência Artificial, a partir de um detalhamento.

       Na publicação, a deputada acusou a plataforma de "racismo algorítmico" e disse que a descrição feita para pedir a imagem foi de "uma mulher negra, de cabelos afro, com roupas de estampa africana num cenário de favela”.

    “Não pode uma mulher negra, cria da favela, estar num espaço que não da violência? O que leva essa 'desinteligência artificial' a associar o meu corpo, a minha identidade, com uma arma?”, lamentou a deputada.

      Na mesma postagem, Renata incluiu uma foto na qual segura um diploma. Doutora em Comunicação e Cultura pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ), a deputada foi criada no Complexo da Maré. Zona Norte do Rio.

      "O racismo algoritmo está aí. Essa lógica de criminalização das pessoas negras, nesses territórios de favelas e periferias, também está nos algoritmos", completou a deputada, que também publicou um vídeo relatando a situação.

      A Microsoft, que hospeda o robô inteligente dentro do site bing.com/create, informou ao g1 que investiga o caso e que tomará medidas adequadas para ajustar o serviço.

       "Acreditamos que a criação de tecnologias de IA confiáveis e inclusivas é um tema crítico e algo que levamos muito a sério", diz a nota.

       O "robô desenhista" foi criado pela mesma desenvolvedora do ChatGPT, a Open AI, parceira da Microsoft.


Entenda a trend


      A mais nova trend das redes sociais cria personagens no estilo "Disney Pixar". Embora seja bem parecido com as animações originais, as imagens são produzidas pela Microsoft, que usa um "robô desenhista".

      Com o crescimento da trend, nas redes sociais, famosos postaram versões ao estilo Pixar e outros perfis têm pedido desenhos sobre cidades brasileiras, capas de álbuns, personagens famosos do cinema, entre outros temas. 


Disponível em: Deputada acusa robô que faz desenhos ao
estilo Pixar de racismo após tecnologia gerar imagem de
mulher negra armada | Tecnologia | G1 (globo.com) – Acesso
em 28/10/2023

Assinale a alternativa correta quanto ao trecho a seguir: “
O que leva essa 'desinteligência artificial' a associar o meu corpo, a minha identidade, com uma arma?”, lamentou a deputada.” 
Alternativas
Q3650994 Português
Qualidade na TV: 10 anos da campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania


        A campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania foi uma experiência que conseguiu romper, ainda que em grau diminuto, as tentativas de impedir a sociedade civil de influenciar na grade televisiva das grandes redes de televisão, que atingem 90% dos lares brasileiros. Através da constituição da rede de entidades de direitos humanos e outros movimentos sociais, organizamos reações contra as constantes omissões e infringências ao previsto nos artigos 220 a 224 da Carta Magna.

        As audiências públicas, os seminários realizados na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas, universidades e organizações não governamentais criaram uma conscientização e consequente mobilização de milhares de cidadãs e cidadãos em favor de mudanças na programação televisiva. A utilização das redes sociais, da blogosfera e da internet como um todo resultou em mudanças significativas da programação.

      Empresas públicas como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras, entre outras, adotaram orientação no sentido de não patrocinar programas que ofendem direitos de telespectadores. Este exemplo também foi seguido por empresas privadas como as Casas Bahia.

        A metodologia utilizada pela campanha, divulgando periodicamente o ranking dos piores programas com base nas reclamações dos telespectadores, jamais foi reconhecida pelas emissoras. Contudo, as reclamações recebidas através do sítio na internet e do telefone 0800 da Câmara dos Deputados motivaram e deram base legal e constitucional para a propositura de várias ações civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público.

      Estas ações judiciais resultaram na obtenção do direito à resposta, em multas, e até na retirada do ar de programas. Paralelamente, houve a contribuição das TVs públicas para dar opções e possibilidades de participação ao telespectador, que exerceu papel fundamental para questionar a desenfreada baixaria, manipulação e busca de audiência a qualquer preço.


Qualidade na TV : 10 anos da campanha Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania / organizador: Cláudio Ferreira [recurso eletrônico]. – Brasília : Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013. 
Observe os trechos a seguir e responda ao que se pede.

I - “organizamos reações contra as constantes omissões e infringências ao previsto nos artigos 220 a 224 da Carta Magna.”
II - “Paralelamente, houve a contribuição das TVs públicas para dar opções e possibilidades de participação ao telespectador”

Se os termos destacados fossem substituídos por uma palavra feminina e singular, ocorreria o fenômeno crase:
Alternativas
Q3650683 Português
As redes sociais estão estimulando o autodiagnóstico de transtornos mentais?
Testes e avaliações de transtornos como TDAH estão se espalhando pela internet, mas diagnóstico requer avaliação profissional
    Outro dia, recebi em meu consultório uma pessoa dizendo ter TDAH. Ela chegou com o diagnóstico fechado e pedindo a minha ajuda para, digamos, melhorar o seu dia [___] dia por meio de alguma estratégia médica. Eu perguntei [___] esse paciente quando ele havia sido diagnosticado e quem era o colega médico que havia feito o diagnóstico. A resposta, muito calma, foi: “Eu mesmo”. E emendou que já havia admitido a si mesmo que tinha déficit de atenção e hiperatividade, que seus conhecidos já haviam aceitado a sua condição e que, por favor, eu não dissesse que ele não tinha o transtorno.
    Se você digitar “teste online de autismo” ou “teste de TDAH online” no Google, encontrará, só na primeira página de resultados, uma dezena de opções. Testes para esses e outros transtornos também se espalham pela internet e pelas redes sociais. Há avaliações até que medem níveis de ansiedade, depressão e estresse.
    O problema quando se fala em saúde mental é que o objeto não é tão claro quanto é, por exemplo, o da cardiologia, que é o coração, ou da ortopedia, que são os ossos. Nessas áreas da Medicina, os testes são muito objetivos: ou alguém trincou ou não trincou o osso; ou se tem uma veia entupida ou próxima de ficar obstruída ou não se tem.
    Saúde mental é uma área que implica uma certa subjetividade; daí [___] necessidade do olho no olho entre médico e paciente. Só por meio uma boa avaliação, inclusive dos impactos que as queixas de um paciente trazem para a vida dele, é que podemos fazer um diagnóstico acertado. É bom lembrar que um mesmo conjunto de sintomas pode ser causado por várias coisas diferentes. Daí a importância de buscar um profissional de saúde mental quando se está sofrendo por alguma razão.
    Autodiagnosticar-se pode ser perigoso. Além de alguém correr o risco de seguir estratégias que podem causar mais mal do que bem, o autodiagnóstico costuma levar ao aumento de ansiedade não só em você, mas em pessoas próximas [___] você.
Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

Glossário:
Subjetividade – Relativa ao lado pessoal e individual do sujeito.
TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

GUERRA, Arthur. As redes sociais estão estimulando o autodiagnóstico de transtornos mentais? Forbes Brasil, 26 de setembro de 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbessaude/2023/09/arthur-guerra-as-redes-sociaisautodiagnostico-de-transtornos-mentais/. Acesso em: 27 set. 2023. Adaptado.
No texto apresentado, foram inseridas lacunas, que devem ser completadas com a ou com à. Ao se preencherem tais espaços, obtém-se a seguinte sequência:
Alternativas
Q3650399 Português

Medo de ensinar

Publicado em 26/09/2023 Paulo Pestana - Crônica

  

      Dona Didi estava parada em frente ao portão. Todo dia era assim: ela recebia os alunos no pequeno alpendre do externato; mas alguma coisa estava errada. Eu mesmo vi quando começou o trabalho de demolição da ampla casa amarela que abrigava a escola; vi quando o muro baixo foi substituído por um tapume. Também vi um prédio pronto no mesmo lugar, ao lado da Catedral, naquela rua íngreme que nos fazia chegar arfando [ ] aula.

    Mas ela estava lá. Não chegava a ser gorda, mas era corpulenta, tinha o cenho sempre decidido e fechado, com sorrisos reservados apenas aos pais. E trazia permanentemente uma ameaçadora régua numa das mãos, batendo-a na palma da outra mão; corria entre os alunos[ ] lenda que ela guardava uma palmatória, na esperança de que seu uso fosse novamente autorizado para punir os maus alunos.

    Mas eu sabia que Dona Didi havia morrido. Foi este o motivo de a escola ter fechado. Ainda assim ela estava ali. Ao lado dela, como sempre, a mais bela professora do mundo, a minha professora – como era mesmo o nome dela? Não conseguia lembrar.

    É por essas e outras que eu ainda acho que o medo é uma força maior que o amor – como é que eu lembro o nome da mulher que mais me meteu medo na vida e não lembro como se chamava a dona do sorriso mais doce, que guiava minha mão sobre a pauta de caligrafia?

    A sensação era estranha – eu ainda não tinha consciência de que era um sonho, até porque, no meu caso, eles são quase sempre misteriosos, fragmentados, desconexos. Jung ensinou que o sonho é uma força da natureza, não depende de nada para aparecer, mas pode ser uma reação [ ] uma situação de consciência. Parece que era o caso.

    Há alguns dias eu tivera uma conversa com uma amiga professora em escola pública de uma cidade satélite que renovou a minha inabalável crença no fracasso da raça humana. Narrou casos cada vez mais frequentes de agressões verbais, de intimidações e até de violência física contra colegas.

    Ela está para desistir. Nem a Lei que garante ao professor autoridade para retirar um aluno da sala de aula – o que, por si só, mostra o tamanho do absurdo vivido pelos mestres – serve de paliativo. “A gente entra na sala com os nervos[ ] flor da pele, sem saber o que esperar”, me disse, enquanto eu me lembrava do dia, décadas atrás, que Ambrósio fez xixi nas calças durante uma bronca, em que ficou o tempo todo de cabeça baixa.

    Não sei o que aconteceu com o conceito de autoridade, que vem sendo corroído em nome de uma liberdade que não respeita ninguém e que, portanto, não é liberdade. Nos últimos anos, tem assumido ares de epidemia, já que ninguém quer se submeter a nada, mas, quando um professor tem medo de ensinar, é sinal de que a picada está no fim.

    E ainda tem gente que acha que vamos começar resolvendo os problemas brasileiros obrigando motorista [ ] acender o farol durante o dia ou adoçando palavras para disfarçar o amargor do preconceito.

PESTANA, Paulo. Medo de ensinar. Correio Braziliense, 18 de setembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br//medo-deensinar/. Acesso em: 29 set. 2023. Adaptado.

No decorrer do texto, foram inseridas lacunas, que devem ser completadas com à ou com a. Assinale a alternativa que apresenta o correto preenchimento de tais espaços.
Alternativas
Q3647354 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:

O conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta — segundo costumava dizer — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da religião: a morte fora instantânea. No dia seguinte, fez-se o enterro, que foi um dos mais concorridos que ainda viram os moradores do Andaraí. Cerca de duzentas pessoas acompanharam o finado até a morada última, achando-se representadas entre elas as primeiras classes da sociedade. O conselheiro, posto não figurasse em nenhum grande cargo do Estado, ocupava elevado lugar na sociedade, pelas relações adquiridas, cabedais, educação e tradições de família. Seu pai fora magistrado no tempo colonial, e figura de certa influência na corte do último vice-rei. Pelo lado materno descendia de uma das mais distintas famílias paulistas. Ele próprio exercera dois empregos, havendo-se com habilidade e decoro, do que lhe adveio a carta de conselho e a estima dos homens públicos. Sem embargo do ardor político do tempo, não estava ligado a nenhum dos dois partidos, conservando em ambos preciosas amizades, que ali se acharam na ocasião de o dar à sepultura. Tinha, entretanto, tais ou quais ideias políticas, colhidas nas fronteiras conservadoras e liberais, justamente no ponto em que os dois domínios podem confundir-se. Se nenhuma saudade partidária lhe deitou a última pá de terra, matrona houve, e não só uma, que viu ir a enterrar com ele a melhor página da sua mocidade.

Autor: Machado de Assis. Trecho extraído da obra Helena. 
Analise o emprego do acento indicativo de crase na frase abaixo:
O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de empregar os recursos da ciência

Em qual das frases abaixo, a ocorrência da crase se dá em virtude da mesma regra? 
Alternativas
Respostas
3261: C
3262: D
3263: A
3264: B
3265: B
3266: B
3267: C
3268: E
3269: B
3270: C
3271: D
3272: B
3273: E
3274: A
3275: D
3276: D
3277: D
3278: D
3279: B
3280: C