Questões de Concurso
Sobre crase em português
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I. Os finalistas concorrerão à bolsas de estudo no exterior.
II. A escola do meu filho fica a direita do mercado.
III. Todos da vizinhança saíram à procura da criança desaparecida.
IV. Elas ficaram frente a frente no tribunal.
Leia o texto a seguir e responda o que se pede:

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização morfossintática do trecho.
I - O sinal indicativo de crase foi usado facultativamente, devido à presença do pronome possessivo feminino “sua”.
II - O uso do pronome proclítico em “se dedica” é obrigatório devido à presença da palavra atrativa “que”.
III - O “o” usado em “somente o que compete” é um artigo definido, uma vez que determina o termo substantivado “que”.
IV - Em “está relacionado com a prática” a preposição “com” poderia ser substituída por “a” com igual correção, resultando em “está relacionado à prática”.
V - Nos dois usos, a palavra “que” foi empregada como pronome relativo, um elemento de coesão com função anafórica, já que retoma um termo anterior.
Estão CORRETAS as afirmativas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo:
TENTAÇÃO
(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.
(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.
(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.
(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.
(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.
(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".
(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -
(armazemdetexto.blogspot.com)
Analise as frases seguidas de informação à direita:
I. No período interrogativo: "Que foi que se disseram?" − temos uma proclise atraída pela conjunção subordinativa integrante "que".
II. O "se" da oração: "Ambos se olhavam" - enuncia reciprocidade.
III. Em: "A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina" − temos, respectivamente: preposição essencial imposta pela regência nominal; contração prepositiva imposta pela regência verbal; contração prepositiva imposta pela regência nominal.
IV. A crase: "à" usada na frase: "Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento" − é imposta pela concordância verbal.
Marque a alternativa com a série correta.
Leia atentamente o período abaixo:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Leia atentamente o período abaixo:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Leia atentamente o período abaixo:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Referente ______(I) suas queixas, recuso-me ______(II) protocolá-las nos autos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 01
Você tem fome de quê?
Afinal, você tem fome de quê? A pergunta que a banda Titãs fez na música Comida continua sendo a pergunta que não quer calar. E tomara que não cale mesmo, assim temos a chance de repensar o que consumimos e expandir os horizontes para mais possibilidades do que aquelas que pairam na zona de conforto ou nas expectativas alheias.
Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso. Intuitivamente, fui fazendo as associações e pensando que os filmes realmente nos trazem essa oportunidade. É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco, que nos sentimos parte daquela história de alguma forma — mesmo que elas pertençam a uma cultura distante e que falem um idioma com o qual não nos identificamos.
A protagonista dessa história é a jovem Aoy, que trabalha no restaurante tradicional da família na Tailândia e tem uma vida bem comum, sem luxo nem glamour, mas com uma família amorosa e amigos presentes. Até que é descoberta por um olheiro, que vê nela um talento desperdiçado. Ela poderia fazer sucesso na equipe de um chef famoso, subir na carreira e ganhar muito dinheiro. Fome de Sucesso é sobre essa vontade (que beira à obsessão) de ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas a ponto de prejudicar, e muito, a saúde mental.
Com o panorama da culinária tailandesa e o mundo da fama, do dinheiro e da futilidade como pano de fundo, mergulhamos no universo gastronômico indigesto dessa história para pensar sobre a nossa vida. O consumo do alimento é metáfora para refletirmos sobre tudo que consumimos: informação, relacionamentos, bens.
Nossas escolhas constroem quem somos — e trazem consequências, para o bem e para o mal. Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre, de forma saudável e duradoura, seu corpo e sua alma.
Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. Adaptado.
I. Em “É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco [...]”, o acento gráfico no verbo “têm” indica que ele foi empregado no plural para concordar com o termo “outras pessoas”.
II. Em “Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso.”, o verbo “assistir”, foi empregado no sentido de “ver”, por isso se encontra regido pela preposição “a” combinada com o artigo definido “o”, resultando “ao”.
III. Em “Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre [...]”, o verbo “chegar” foi usado coloquialmente, uma vez que, de acordo com a norma, deve ser regido pela preposição “em”.
IV. Em “Afinal, você tem fome de quê?”, o termo “que” foi acentuado porque se encontra no final da frase, o que não ocorreria se a redação do trecho fosse: “Afinal, de que você tem fome?
V. Em “[...] ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas [...]”, o uso do acento grave indicativo de crase é facultativo em “submetendo-se a situações”, uma vez que o termo “situações” se encontra no plural.
Estão CORRETAS as afirmativas