Questões de Concurso Sobre conjunções: relação de causa e consequência em português

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Q1949732 Português

Texto II


O capítulo da adolescência


        A vida é um livro, e a adolescência é seu capítulo mais confuso. É como uma aberração caótica, indefinida e aleatória. Cada palavra possui fontes diferentes, textos se erguem como arranha-céus, de gêneros que variam do drama ao romance, e de suspense ao terror. Um criptograma dotado de uma urgência a ser desvendado. Páginas são folheadas, repletas de incertezas, o futuro é composto de folhas em branco. Mas com o passar do tempo, com o amadurecer da história, conseguimos encontrar um pouco de ordem no caos. Finalmente entendemos que o criptograma não é tão urgente, descobrir-se necessita de tempo, um tempo interior e próprio. E, por fim, a conclusão, se as páginas estão em branco, somente nós seremos capazes de contar essa história, descrever quem verdadeiramente somos, cheios de angústias e infelicidades, mas também repletos de serenidades e felicidades, as contradições que nunca nos abandonarão.

Arthur de Paula Souza (Produção de aluno do 1o ano do EM)

Leia os trechos a seguir para responder a questão.


I. Mas com o passar do tempo, com o amadurecer da história, conseguimos encontrar um pouco de ordem no caos.


II. (.. ) mas também repletos de serenidades e felicidades, 


Os modalizadores destacados exprimem respectivamente: 

Alternativas
Q1949388 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Arqueólogos descobrem estaleiro viking que desafia teorias anteriores sobre atividades navais


Arqueólogos descobriram que a cidade de Birka, na Suécia, abrigou um porto viking. A descoberta, comandada por cientistas da Universidade de Estocolmo, mudou a visão que os historiadores tinham sobre a capacidade naval e o desenvolvimento das atividades marítimas dos antigos povos germânicos que habitavam a Escandinávia. 

A descoberta revela grande capacidade comercial dos vikings e o local fica a 30 quilômetros da capital sueca, Estocolmo.

O leito das águas abrigava uma série de equipamentos e ferramentas avançadas de navegação e construção, o que indica que o local era um verdadeiro estaleiro. Além disso, através da análise dos leitos, os pesquisadores conseguiram mapear rotas e estabelecer uma dimensão para o porto, cuja idade é estimada entre 1300 e 1000 anos.

"Um sítio como este nunca foi encontrado antes, é o primeiro de seu tipo, mas as descobertas mostram, de forma convincente, que era um estaleiro", diz Sven Isaksson, professor de ciências arqueológicas da Universidade de Estocolmo e líder do projeto.

"Os achados de artefatos da área mostram com grande clareza que é aqui que as pessoas construíam seus navios", acrescentou.

Como se sabe, os vikings viajaram para diversas regiões do planeta, e existem registros de sua chegada às Américas muito antes dos portugueses, com um intercâmbio cultural com os povos originários.

A partir da investigação de Birka, os cientistas poderão explorar, com mais profundidade, o trabalho destes homens e mulheres, longe da mitologia e perto da realidade material dos fatos.

Birka era uma fortificação já conhecida pelos pesquisadores, mas o porto em suas águas indica que ela também poderia abrigar outros povos que vinham de fora das aldeias vikings.

"Alguém poderia atracar em qualquer lugar, ou importava se estava dentro ou fora da muralha da cidade? Há muito o que refletir aqui. Mas para nós, a investigação não termina com o trabalho de campo, continuamos no laboratório. Ao usar técnicas analíticas laboratoriais, obtemos mais informações do material de origem fragmentado do que seria possível", diz Isaksson.


(Disponível em: Arqueólogos descobrem estaleiro viking que desafia teorias anteriores sobre atividades navais (msn.com). Adaptado.)

Um sítio como este nunca foi encontrado antes, é o primeiro de seu tipo, mas as descobertas mostram, de forma convincente, que era um estaleiro.
Assinale a opção que contenha, respectivamente: pronome, conjunção, preposição.
Alternativas
Q1948429 Português

Letra de médico


Na farmácia, presencio uma cena curiosa, mas não rara: balconista e cliente tentam, inutilmente, decifrar o nome de um medicamento na receita médica. Depois de várias hipóteses acabam desistindo. O resignado senhor que porta a receita diz que vai telefonar ao seu médico e voltará mais tarde. "Letra de doutor", suspira o balconista, com compreensível resignação. Letra de médico já se tornou sinônimo de hieróglifo, de coisa indecifrável.


Um fato tanto mais intrigante quando se considera que os médicos, afinal, passaram pelas mesmas escolas que outros profissionais liberais. Exercício da caligrafia é uma coisa que saiu de moda, mas todo aluno sabe que precisa escrever legivelmente, quando mais não seja, para conquistar a boa vontade dos professores. A letra dos médicos, portanto, é produto de uma evolução, de uma transformação. Mas que fatores estariam em jogo atrás dessa transformação?


Que eu saiba, o assunto ainda não foi objeto de uma tese de doutorado, mas podemos tentar algumas explicações. A primeira, mais óbvia (e mais ressentida), atribui os garranchos médicos a um mecanismo de poder. Doutor não precisa se fazer entender: são os outros, os seres humanos comuns, que precisam se familiarizar com a caligrafia médica. Quando os doutores se tornarem mais humildes, sua letra ficará mais legível.


Pode ser isso, mas acho que não é só isso. Há outros componentes: a urgência, por exemplo. Um doutor que atende dezenas de pacientes num movimentado ambulatório de hospital não pode mesmo caprichar na letra. Receita é uma coisa que ele precisa fornecer - nenhum paciente se considerará atendido se não levar uma receita. A receita satisfaz a voracidade de nossa cultura pelo remédio, e está envolta numa aura mística: é como se o doutor, através dela, acompanhasse o paciente. Mágica ou não, a receita é, muitas vezes, fornecida às pressas; daí a ilegibilidade.


Há um terceiro aspecto, mais obscuro e delicado. É a relação ambivalente do médico com aquilo que ele receita - a sua dúvida quanto à eficácia (para o paciente, indiscutível) dos medicamentos. Uma dúvida que cresce com o tempo, mas que é sinal de sabedoria. Os velhos doutores sabem que a luta contra a doença não se apoia em certezas, mas sim em tentativas: "dans la médicine comme dans l'amour, ni jamais, ni toujours", diziam os respeitados clínicos franceses: na medicina e no amor, "sempre" e "nunca" são palavras proibidas. Daí a dúvida, daí a ansiedade da dúvida, da qual o doutor se livra pela escrita rápida. E pouco legível.


[...]


SCLIAR, Moacyr. A face oculta ? inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. [adaptado]

"[...] balconista e cliente tentam, inutilmente, decifrar o nome de um medicamento na receita médica."


As palavras destacadas no trecho anterior são classificadas, no seu contexto de uso, respectivamente como:

Alternativas
Q1947713 Português
Leia o texto para responder a questão.

Quanto custa carregar um carro elétrico?

Por Paulo Amaral

   Como cada empresa fornecedora de energia cobra uma tarifa diferente no Brasil, vamos adotar como padrão o valor do kilowatt/hora praticado em São Paulo em fevereiro de 2022 pela Enel: R$ 1,304, com impostos inclusos. Também para efeitos de padronização, o carro será o elétrico mais vendido do Brasil em 2021, o Nissan Leaf.   
     Capacidade da bateria
    Antes de mais nada, para saber quanto custa carregar um carro elétrico em casa é necessário se informar sobre qual a capacidade da bateria do modelo que você tem na garagem — algo que, convenhamos, normalmente você sabe desde que comprou o veículo. Para quem não tem um carro elétrico, mas está pensando em comprar um, a informação é preciosa. O Nissan Leaf, por exemplo, tem uma bateria de 40 kWh.
     Autonomia do carro
    Outro ponto fundamental para entender o quanto custa carregar um carro elétrico é saber qual a autonomia dele. Ou seja: quantos quilômetros ele vai rodar por carga completa. Quanto mais ele rodar, menos vezes você terá que carregar e, consequentemente, menos irá gastar. O Nissan Leaf tem autonomia de 270 quilômetros em seu ciclo WLTP, padronizado pela União Europeia e adotado na maior parte dos países do mundo como referência, inclusive no Brasil. Então nossas contas serão baseadas nele.
     Potência do carregador
  Existem diversos tipos de carregadores, mas, mais uma vez para efeitos de padronização, faremos o cálculo de quanto custa carregar um carro elétrico em casa com base na potência de um dos mais comuns, que é vendido tanto pela Nissan como por outras marcas. O carregador em questão fornece capacidade de carga de 7 kWh. Portanto, para carregar completamente a bateria de um Nissan Leaf, que é de 40 kWh, seriam necessárias 6 horas (arredondando, pois é um pouco menos, na verdade) com o carro plugado à fonte de energia.
    Matemática pura
    Agora chegou a hora de pegar a calculadora e seguir com as contas. Sabendo que a bateria é de 40 kWh, o carregador de 7 kWh e o tempo de carga completa de aproximadamente 6 horas, qual custo isso gerará ao dono do carro a cada ciclo? Vamos usar a boa e velha matemática para saber o consumo equivalente entre carros elétricos e a combustão. O primeiro passo é saber qual o gasto do Nissan Leaf a cada 100 quilômetros e, a partir daí, encontrar o valor exato de kWh que ele gasta a cada carga. A regra de três é simples: 40 kWh (capacidade da bateria)/x = 270 km (autonomia total) /100. Isso significa que “x” é igual a 4.000 / 270, que resulta em um gasto de 14,81 kWh a cada 100 quilômetros rodados. Agora ficou fácil, né? Se 14,81 kWh é o gasto a cada 100 quilômetros, em 270km, que é a autonomia total, o gasto em kWh é de 39,98 kWh. Como cada kWh em São Paulo custa R$ 1,304, o custo por carregar um Nissan Leaf e rodar 270km é de R$ 52,13. Vale lembrar que o litro da gasolina, em média, está na casa dos R$ 6 na capital paulista. Como um carro similar ao Nissan Leaf tem tanque com capacidade de 50 litros, o custo de abastecimento seria de R$ 300 por tanque, quase seis vezes maior do que o dono de um carro elétrico gasta.
     Carregadores públicos e ultrarrápidos
    Para finalizar, faltou abordar as opções para quem tem carro elétrico, mas não quer (ou não gosta) de carregar o veículo na rede da própria residência. Para você que se encaixa neste perfil, há opções disponíveis e um cenário animador pela frente. Alguns dos principais shoppings e supermercados da cidade de São Paulo (e de outras cidades do Brasil) contam com uma rede de carregadores públicos, mais potentes do que os instalados nas residências, mas que ainda exigem um bom tempo para fazer a carga completa do carro. Nesses casos, o único gasto do cliente será com o estacionamento, que normalmente é cobrado após um certo período de permanência no local. A gratuidade dos centros comerciais em relação ao uso dos carregadores elétricos, na verdade, não é “bondade”. Ela é praticada porque a legislação brasileira, ao menos por enquanto, não permite que empresas, exceto as fornecedoras de energia (como a Enel) cobrem qualquer tipo de taxa. Há projetos, no entanto, para que a regulamentação seja alterada em breve. Há também, ainda de forma embrionária, estações de carregamento ultrarrápido disponíveis. A Movida, locadora de veículos, por exemplo, fechou uma parceria com a Nissan e a Zletric e inaugurou, na Marginal Tietê, uma estação que conta com 11 carregadores rápidos e ultrarrápidos. Apesar de a recarga também ser gratuita, por lá ela é exclusiva para clientes da locadora ou para proprietários do Nissan Leaf. Estes poderão carregar o carro em apenas 40 minutos, e sem gastar um único centavo.

Disponível em https://canaltech.com.br/carros/quanto-custa-carregar-um-carroeletrico-209077/
Analise: “Estes poderão carregar o carro em apenas 40 minutos, e sem gastar um único centavo.” E assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1947066 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bilionários

Fernando Schüler

No auge da brabeza global pela compra do Twitter, por Erlon Musk, li um curioso argumento, dito por um ativista de redes sociais. Segundo ele, toda vez que Musk fica mais rico, a humanidade ficaria mais pobre. Na sua cabeça, a riqueza global deve ser como uma espécie de bolo gigante, de modo que, se algum guloso pega um naco muito grande para si, sobra menos para os demais. Uma deputada resolveu ser mais direta: bilionários “nem deveriam existir”, disse ela. Me caiu os butiá dos bolso*, como se diz lá no Sul. O que o sujeito faria, exatamente, se abrisse uma empresa e ela começasse a crescer? Se, vendendo sua participação, outros ficassem bilionários? Por que ele continuaria investindo e fazendo negócios? Por esporte? Desconfio que não ia funcionar.

Há uma enorme confusão aí sobre como se gera valor e como alguém se torna um bilionário, em uma economia de mercado. O bilionário que eu mais ajudo a ser um bilionário é Jeff Bezos. Não compro ações, mas livros, em sua loja virtual. Eu poderia comprar ali na livraria do bairro, que segura as pontas como pode, mas acabo não me dando ao trabalho. Às vezes penso que estou sendo egoísta fazendo isso. Em todo caso, ao menos no que me diz respeito, a teoria daquele ativista não funciona. A cada vez que eu compro um livro lá, Bezos fica mais rico e eu de bem com a vida.

Há quem ache que exista uma “aristocracia global”, transmitindo sua fortuna de geração em geração. De fato, há muita gente que herda sua fortuna. Não vejo problema nisso. Há os que investem ainda mais, geram ainda mais riqueza, e outros torram tudo. Me lembro das histórias de pessoa gastando até o último centavo e batendo as botas sem um vintém, num hotel de luxo. Há os que ganham pelo casamento, como a ex-mulher do Bezos, Mackenzie Scott, que se tornou uma das mais ativas filantropas do planeta. Semanas atrás, doou 27 milhões de reais à ONG brasileira Gerando Falcões, focada em criar oportunidades para jovens de menor renda.

A primeira coisa interessante a discutir sobre os bilionários é sobre como foi obtido o dinheiro. Se o sujeito cria uma empresa inovadora, oferecendo algo que melhore a vida das pessoas, temos mais é que contar a sua história em nossas escolas e inspirar mais jovens nessa direção. Foi o que fez Pedro Franceschi, guri carioca de 25 anos que criou uma fintech** inovadora, de cartões de crédito. E este ano consta lá da lista dos mais ricos, da Forbes, com 1,5 bilhão. Vai fazer o que com Pedro? Pedir a ele que devolva meio bilhão? Pedir para ele se aposentar? De minha parte, acho o oposto. É bom que ele exista, e que o seu sucesso sirva de exemplo. Ideias inovadoras fazem o mundo andar para a frente. 

O que realmente deveríamos combater é a riqueza obtida da fraude, dos privilégios criados para alguns.

O que realmente deveríamos fazer é mudar o disco. Em vez do ranço contra quem inova e gera valor, perder o sono com o que se passa na base da pirâmide. Perguntar como é possível, em pleno 2022, que um quarto da população viva em situação de pobreza ou extrema pobreza e que ensinemos menos de 5% do que nossos alunos deveriam saber de matemática, nas redes públicas, no fim do ensino médio, depois imaginando que eles terão boas chances no mercado de trabalho.

É preciso olhar para a frente, em vez de tomar, todo santo dia, o veneno das velhas ideias.

(Revista Veja, 11 de maio de 2022. Adaptado)

* Me caiu os butiá dos bolso = expressão regionalista típica do Rio Grande do Sul. Usa-se para dizer que a pessoa está impressionada, assustada.
** fintech = termo que surgiu da união das palavras “financial” e “technology” = tecnologia e inovação aplicadas na solução de serviços financeiros.

Considere as seguintes passagens do texto:
Segundo ele, toda vez que Musk fica mais rico ... (1º parágrafo)
...se algum guloso pega um naco muito grande para si ... (1º parágrafo)
Há os que ganham pelo casamento, como a ex-mulher de Bezos ... (3º parágrafo)
As conjunções destacadas expressam, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q1947028 Português

Leia o texto, para responder à questão.

O animal satisfeito dorme

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.

A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.

Um bom filme não é exatamente aquele que termina e ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar?

Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.

Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…

(Mario Sergio Cortella. Disponível em: https://www.contioutra.com. Acesso em 12.01.2020)

Na passagem “(I) Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, (II) portanto, do passado...”, as relações de sentido estabelecidas pelas conjunções nos trechos (I) e (II) são, correta e respectivamente, de
Alternativas
Q1946121 Português


Texto para o item.



Homero Santiago. Cuidado com as notícias! In: Humanitas, ano 16, ed. 149, 2022, p. 82 (com adaptações). 

Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item.


Tanto na linha 18 quanto na linha 42, a palavra segundo está empregada como conjunção conformativa, isto é, expressa conformidade. 

Alternativas
Q1945896 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan entra na reta final de estudos clínicos


A conjunção “portanto” (l. 26) poderia ser substituída, sem alterar o sentido da frase em que está inserida, por:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: PC-SP Prova: VUNESP - 2022 - PC-SP - Escrivão de Polícia |
Q1945436 Português
Leia o texto, para responder à questão.

   Ainda alcancei a geração que cedia o lugar às senhoras grávidas. Se uma delas tomava o bonde, três, quatro ou cinco jovens se arremessavam. E a boa e ofegante senhora tinha seu canto, tinha seu espaço. E, quando ia pagar a passagem, dizia o luso condutor por trás dos bigodões: “Já está paga, já está paga!”.
   E assim, num simples gesto, temos o perfil, o retrato, a alma do antigo jovem. Hoje, não. Outro dia, fui testemunha auditiva e ocular de um episódio patético. Vinha eu, em pé, num ônibus apinhado. Passageiros amassados uns contra os outros. Essa promiscuidade abjeta desumanizava todo mundo. O sujeito perdia a noção da própria identidade e tinha uma sensação de bicho engradado. Pois bem. E, de repente, o ônibus para, e entra, exatamente, uma senhora grávida. Oitavo ou nono mês.
  O ônibus estava vibrante, rumoroso de jovens estudantes. Imaginei que esses latagões(*) iam dar uns dez lugares à mater recém-chegada. Pois bem. Ninguém se mexeu e, repito, ninguém piou. E foi aí que percebi subitamente tudo. Ali estava uma nova geração, sem nenhuma semelhança com as anteriores. Durante meia hora a pobre mulher ficou em pé, no meio da passagem. Faço uma ideia das cambalhotas que não virou o filho. Eis o que importa destacar: – ela viajou e desceu, e não teve a caridade de ninguém.

(Nelson Rodrigues, Jovens imbecilizados pelos velhos. O óbvio ululante: primeiras confissões. Adaptado)


(*)latagões: homens jovens, robustos e de grande estatura.
Considere a passagem do primeiro parágrafo: Se uma delas tomava o bonde, três, quatro ou cinco jovens se arremessavam. E a boa e ofegante senhora tinha seu canto, tinha seu espaço.
Do ponto de vista semântico, a oração iniciada pela conjunção “E” introduz informação cuja noção é, em relação à oração precedente, de
Alternativas
Q1945250 Português
Leia a tira.

Imagem associada para resolução da questão
(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://cultura.estadao.com.br, 08.05.2022)

Na fala do Professor Bufunfa, a conjunção “mas” estabelece entre as orações uma relação de sentido de
Alternativas
Q1945218 Português
Confusões cronológicas

   Rigorosamente, quando o amável leitor e a encantadora leitora lerem no jornal de hoje que algum fato se dará amanhã, estarão lendo uma mentira, não importa a veracidade da notícia. A mentira se encontra na feitura da matéria, porque o redator a escreve, por exemplo, na quinta, para que ela seja publicada na sexta. Portanto, para ele é quinta, mas, como o jornal sai na sexta, escreve “amanhã”, referindo-se ao sábado. Quando eu escrevo “hoje” aqui, claro que não é o hoje do dia em que escrevi, mas o hoje de hoje, domingo. Parece, e é simples, mas, pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação e a profissão se aprendia no tapa, sob a orientação nem sempre carinhosa de veteranos, muitos focas – ou seja, calouros – caíam nessa. Eu mesmo, vergonha mate-me, caí e acho que o trauma da gozação subsequente nunca foi inteiramente superado. Minha matéria tinha um “realizou-se hoje”, ou equivalente, mas, para os leitores, seria “realizou-se ontem”.
   Outro dia, esteve um técnico aqui em casa, para resolver uns probleminhas de televisão. Muito simpático, fez questão de cumprimentar-me com efusão. Pessoalmente, não era dado à leitura, mas na família dele havia vários fãs meus, tinha realmente grande prazer em me conhecer, era uma honra. E aí, com boa vontade e competência, ajeitou todos os pepinos encontrados. Muito grato, resolvi pegar dois livros meus que estavam por aqui à toa, para dar de presente a ele. Ele ficou comovido, pediu dedicatórias para o pessoal da família. Enquanto eu fazia as dedicatórias, me perguntou, com admiração:
    – O senhor leva mais de um dia para fazer um livro destes, não é, não?
    – Levo, levo – disse eu.
   Portanto, concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, me dirijo a este computador, encaro o teclado como um pianista virtuose iniciando um concerto e, em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. Ai de mim, já se disse mais de uma vez que escritor escreve com dificuldade, quem escreve com facilidade é orador. Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça. Um dia, em 2012, eu me distraí e escrevi “asterisco” em vez de “apóstrofo” e até hoje padeço por isso. Mas, mesmo que não fosse assim e eu fosse o Flash, a triste situação em que me meteram os fados cruéis não seria resolvida.
   O primeiro clichê do jornal de domingo, como sabem os mais impacientes, começa a chegar às bancas no fim da tarde do sábado. Ou seja, praticamente tudo já estará pronto, quando acabar o jogo de ontem. Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, tudo de ontem já acabou. [...]


(RIBEIRO, João Ubaldo. Confusões cronológicas. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 135, nº 44.084, 29/jun. 2014. Caderno 2, p. C4.)
Considerando o que se afirma sobre a estrutura morfossintática e semântica dos trechos a seguir, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em “[...] concluo que haverá quem pense que, minutos antes do fechamento da edição, [...]”, (5º§) a palavra “que”, nos dois casos, desempenha a mesma função sintática e é classificada, morfologicamente, como conjunção integrante.
( ) Em “[...] pelo menos no tempo em que não havia escolas de comunicação [...].”, (1º§) o verbo “haver” deveria estar flexionado no plural, para concordar com o sintagma “escolas de comunicação”, o qual desempenha a função sintática de sujeito.
( ) Em “Além disso, o fato de eu ser acadêmico me rende uma fiscalização zelosa e irritadiça.”, (5º§) o conectivo “além disso” explicita uma relação semântica de adição em relação à informação que o antecede, portanto, poderia ser substituído por “isto é”, sem provocar prejuízo semântico.
( ) Em “Vejam que frase esquisita acabo de escrever: quando acabar o jogo de ontem, estranhíssima contradição em termos, pois é óbvio que o jogo de ontem só pode ter acabado, [...].”, (6º§) a contradição a que o cronista se refere é de natureza semântica, provocada pelo uso de verbo do futuro do subjuntivo, associado a um advérbio que indica tempo passado.

A sequência correta está em 
Alternativas
Q1944918 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 a seguir, para responder à questão que a ele se refere.

Texto 02


Fonte: JÁNER, Andrea. Os eremitas contemporâneos. Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/da-para-ser-autossuficiente-e-viver-forado-sistema/. Acesso em: 12 maio 2022. Adaptado. 
Considere o trecho: “À medida que o progresso nos engole e atropela com novas obrigações e compromissos, uma parte de nós começa a idealizar uma vida diferente de tudo que nos cerca.” (Linhas 1-3)
A locução conjuntiva “À medida que” insere no trecho uma ideia de
Alternativas
Q1944914 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir, para responder à questão que a ele se refere.

Texto 01


Fonte: AVEZEDO, Clô. Nossa casa, nosso coração. Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/nossa-casa-nosso-coracao/. Acesso em: 12 maio 2022. Adaptado. 
Considere o trecho: “De certa maneira, antigas habitações eram pensadas assim também. Porém, com um detalhe importante: sua construção acontecia de forma que não interagisse somente com o habitante, mas também com a natureza.” (Linhas 5-6)
Os termos “porém” e “mas também” inserem, no trecho, respectivamente, as ideias de
Alternativas
Q1944593 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Na linha 22, temos o emprego da conjunção “mas”, que poderia ser substituída por _____________, que também expressa a ideia de _____________.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q1943628 Português


Texto para a questão


No texto, o vocábulo “então” (linha 3) 
Alternativas
Q1943480 Português
“Jonathan conta que, em 2021, os professores da instituição lançaram o podcast Tagarelando do Assis, no intuito de se aproximarem dos estudantes, instruírem sobre o período de ensino remoto e discutirem temáticas interdisciplinares. A ideia, agora, é voltar com o programa e manter esse canal de diálogo para estimular pais e filhos a incluírem a “hora do estudo” em suas rotinas”.
Fonte: (https://novaescola.org.br/conteudo/21187 – Fragmento retirado do texto “Escuta dos alunos e atividades interdisciplinares são opções para recompor a aprendizagem”).
Avalie as afirmações que seguem, considerando o fragmento acima:
I. Na primeira linha do fragmento, identifica a ocorrência de uma conjunção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
II. lançaram e aproximarem e instruírem são transitivos diretos, tendo, pois, todos eles, complementos verbais preposicionados.
III. Em A ideia, agora, é voltar com o programa e manter esse canal de diálogo, há a ocorrência de duas orações subordinadas substantivas reduzidas de infinitivo.
IV. Na última linha do fragmento, a forma verbal estimular tem apenas um complemento.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Ibest Órgão: CORE-MA Prova: Ibest - 2022 - CORE-MA - Fiscal |
Q1942988 Português

Texto para a questão.


O politicamente correto como ferramenta de controle


Internet: <https://www.mises.org.br> (com adaptações).

Assinale a alternativa em que está correta a identificação do emprego gramatical, no texto, da palavra destacada. 
Alternativas
Q1942489 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Por Fábio Marton


(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/a-mulher-medieval/
– texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o sentido com o qual a locução conjuntiva “não obstante” (l. 09) foi empregada.
Alternativas
Q1941910 Português

Texto I


Texto para a questão.



...esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados. (linhas 15 e 16)
As duas ocorrências do QUE no segmento acima se classificam, respectivamente, como
Alternativas
Q1940479 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto esta citado na questão. 




No período a seguir, retirado do texto, a locução conjuntiva “para que” marca a relação de ___________ entre as duas orações e poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por “________” desde que ___________________ alterações no período. “Não demorou para que emissoras de fora se interessassem. ”
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Respostas
1301: B
1302: C
1303: E
1304: C
1305: D
1306: B
1307: E
1308: B
1309: B
1310: C
1311: A
1312: E
1313: E
1314: C
1315: D
1316: A
1317: B
1318: A
1319: A
1320: D