Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Texto adaptado. Disponível em: http://desacontecimentos.com/?p=435.
A cidade para os cidadãos
A capital paulista acaba de lançar o Programa Rua da Gente, com o objetivo de ocupar espaços públicos em finais de semana e feriados com atividades recreativas.
Como tantas outras cidades, São Paulo sofre uma carência crônica de espaços públicos para o lazer, mensurável pela superlotação de seus parques, assim como pelo recurso improvisado de logradouros pouco atraentes, como o viaduto do Minhocão.
Na falta de espaços públicos qualificados, boa parte da vida recreativa dos paulistanos é canalizada para os shopping centers, espaços comerciais com pouca aderência a atividades culturais e muito menos esportivas. Cria-se, assim, um círculo vicioso: os cidadãos abandonam cada vez mais as ruas e praças que se tornam menos cuidadas e hospitaleiras, reduzindo-se a servirem como espaços de trânsito; cada vez menos ocupadas, as ruas se tornam menos seguras, e assim afastam ainda mais a população, que intensifica sua busca por espaços privados de lazer.
O Programa Rua da Gente é iniciativa que busca reverter esse processo. Como disse o secretário municipal de Cultura, Alê Youssef, “uma cidade mais ocupada acaba sendo uma cidade mais segura”.
O novo programa promete oferecer esportes, exercícios físicos, brincadeiras, oficinas, além de práticas integrativas, como sessões terapêuticas, dança e meditação.
Se for capaz de cultivar essa cultura, a cidade de São Paulo, além de todos os benefícios que há de auferir* para si, dará um belo exemplo a todos os cidadãos do País.
(O Estado de S. Paulo, 15.09.2019. Adaptado)
*auferir: ganhar, obter
Combate à desigualdade pela raiz
Cotidianamente, todos nós nos deparamos com o passivo que nosso sistema educacional gera ano a ano. Por mais confortável e estruturada que esteja nossa vida e por melhor que tenha sido a nossa formação e a de nossos filhos, a lacuna que o sistema gera para um contingente tão grande de brasileiros impacta a qualidade de vida, o dia a dia de todos nós. [...]
Quanto à educação formal, pode-se dizer que tal investimento não começa apenas nos ensinos fundamental e médio: se dá a partir da educação infantil. Sabe-se que os investimentos, ainda na primeira infância, não só reduzem a desigualdade, mas também produzem ganhos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. A questão de fundo, porém, continua sendo: por que algumas crianças vão tão longe e outras ficam condenadas aos limites de sua inserção social?
A falta de condições necessárias para desenvolver seu potencial acaba impedindo a mobilidade de um enorme contingente de crianças e jovens. Isso pode ser causado por inúmeros fatores sociais, econômicos, culturais, familiares. No entanto, entre eles, é possível destacar a quantidade e qualidade dos estímulos e informações aos quais os indivíduos são submetidos desde pequenos.
Tal constatação pode parecer simples, e a resposta imediata a esse problema seria, então, ampliar o nível de exposição de todos à informação e a práticas culturais qualificadas. Sem dúvida, isso é parte da solução, mas, infelizmente, não é suficiente. Para além do contato com a informação, são necessárias interações que promovam o desenvolvimento de capacidades que levem os sujeitos a ultrapassar o mero consumo de conhecimentos. Trata-se, portanto, de colocar a ênfase no processamento e na produção de ideias, reflexões e respostas. E isso se dá por meio da interação com os adultos e com os objetos de conhecimento. A diferença vai se estabelecendo na qualidade da interação cotidiana e na forma de estimular e acreditar na capacidade daquele pequeno ser. [...]
Atualmente, muitas crianças brasileiras já têm acesso a livros, bibliotecas, laptops, celulares etc. Entretanto, as práticas dos atores que mediam o acesso a essas “tecnologias” são muito diversificadas. E é nesse espaço invisível que se configuram a marginalização e as diferenças na qualidade do relacionamento que as crianças têm com a cultura letrada. Um educador que utiliza estruturas mais sofisticadas da língua para se comunicar com seus alunos, ainda que bem pequenos, e propõe atividades que os incentivem a aprender sobre e a partir da linguagem, oferecerá um contexto favorável ao desenvolvimento de habilidades e conhecimentos que amplificam seu potencial cognitivo. Em contrapartida, alunos expostos a práticas mais mecânicas, transmissivas, podem continuar limitados ao consumo do conhecimento.
A educação pode e deve promover o desenvolvimento pessoal e a inserção social, especialmente em um país com tantas desigualdades como o Brasil. É necessário entender que o acesso à informação não é suficiente para transformar a nossa realidade e que é na composição de inúmeros microaprendizados cotidianos que se cria a oportunidade de desenvolvimento cognitivo. O processo de aprendizagem é cultural e precisa de mediação qualificada desde muito cedo. Portanto, é necessário investir na produção de conhecimentos no campo da linguagem e nos saberes específicos que se dão na interface entre os domínios teórico e prático. Precisamos subsidiar os professores que atendem à primeira infância, a fim de que todas as crianças brasileiras, desde muito cedo, possam participar regularmente de situações produtivas de aprendizagem.
(Beatriz Cardoso. O Globo. Julho de 2014. Com
adaptações).
Marcha noturna
Então Deus puniu a minha loucura e soberba; e quando desci ruelas escuras e desabei do castelo sobre aldeia, meus sapatos faziam nas pedras irregulares um ruído alto. Sentia-me um cavalo cego. Perto era tudo escuro; mas adivinhei o começo da praça pelo perfil indeciso dos telhados negros no céu noturno.
De repente a ladeira como que encorcovou sob meus pés, não era mais eu o cavalo, eu montava de pé um cavalo de pedras, ele galopava rápido para baixo.
Por milagre não caí, rolei vertical até desembocar no largo vazio; mas então divisei uma pequena luz além. O homem da hospedaria me olhou com o mesmo olhar de espanto e censura com que os outros me receberiam – como se eu fosse um paraquedista civil lançado no bojo da noite para inquietar o sono daquela aldeia.
– Só tenho seis quartos e estão todos cheios; eu e outro homem vamos dormir na sala; aqui o senhor não pode ficar de maneira alguma.
Disse-me que, dobrando à esquerda, além do cemitério, havia uma casa cercada de árvores; não era pensão mas às vezes colhiam alguém. Fui lá, bati palmas tímidas, gritei, passei o portão, dei murros na porta, achei uma aldraba de ferro, bati-a com força, ninguém lá dentro tugiu nem mugiu. Apenas o vento entre árvores gordas fez um sussurro grosso, como se alguns velhos defuntos aldeões, atrás do muro do cemitério, estivessem resmungando contra mim.
Havia outra esperança, e marchei entre casas fechadas; mas, ao cabo da marcha, o que me recebeu foi a cara sonolenta de um homem que me desanimou com monossílabos secos. Lugar nenhum; e só a muito custo, e já inquieto porque eu não arredava da porta que ele queria fechar, me indicou outro pouso. Fui – e esse nem me abriu a porta, apenas uma voz do buraco escuro de uma alta janela me mandou embora.
“Não há nesta aldeia de cristãos um homem honesto que me dê pouso por uma noite? Não há sequer uma mulher desonesta?” Assim bradei, em vão. Então, como longe passasse um zumbido de aeroplano, me pus a considerar que o aviador assassino que no fundo das madrugadas arrasa com uma bomba uma aldeia adormecida – faz, às vezes, uma coisa simpática. Mas reina a paz em todas estas varsóvias escuras; amanhã pela manhã toda essa gente abrirá suas casas e sairá para a rua com um ar cínico e distraído, como se fossem pessoas de bem.
Não há um carro, um cavalo nem canoa que me leve a parte alguma. Ando pelo campo; mas a noite se coroou de estrelas. Então, como a noite é bela, e como de dentro de uma casinha longe vem um choro de criança, eu perdoo o povo de França. Marcho entre macieiras silvestres; depois sinto que se movem volumes brancos e escuros, são bois e vacas; ando com prazer nessa planura que parece se erguer lentamente, arfando suave, para o céu de estrelas. Passa na estrada um homem de bicicleta. Para um pouco longe de mim, meio assustado, e pergunta se preciso de alguma coisa. Digo-lhe que não achei onde dormir, estou marchando para outra aldeia. Não lhe peço nada, já não me importa dormir, posso andar por essa estrada até o sol me bater na cara.
Ele monta na bicicleta, mas depois de alguns metros volta. Atrás daquele bosque que me aponta passa a estrada de ferro, e ele trabalha na estaçãozinha humilde: dentro de duas horas tenho um trem.
Lá me recebe pouco depois, como um grã- -senhor: no fundo do barracão das bagagens já me arrumou uma cama de ferro; não tem café, mas traz um copo de vinho.
Já não quero mais dormir; na sala iluminada, onde o aparelho do telégrafo faz às vezes um ruído de inseto de metal, vejo trabalhar esse pequeno funcionário calvo e triste – e bebo em silêncio à saúde de um homem que não teme nem despreza outro homem.
(Rubem Braga. – 200 crônicas escolhidas. 31ª ed.
Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Analise a frase abaixo.
Competência é necessária. Atualmente, ninguém dá valor para isso.
A frase acima apresenta um ERRO de
Analise a frase abaixo.
Segue anexa à pasta o relatório da última semana.
De acordo com a norma-padrão da
Língua Portuguesa, a frase acima
apresenta um ERRO de:
Leia o texto 2 para responder a questão.
Texto 2
Apesar de problemas, SUS é referência em saúde pública, dizem especialistas
O SUS (Sistema Único de Saúde) deve ser reconhecido por ter aumentado o acesso à saúde
da população brasileira e se tornado referência em atenção primária, apesar de ainda enfrentar
dificuldades na assistência prestada por médicos especialistas.
Foi a essa conclusão que chegaram os especialistas convidados para debate sobre o
aniversário de 30 anos do SUS que fez parte da quinta edição do Fórum Saúde do Brasil, (...)
“O SUS é uma conquista da população que não pode ser desprezada. Ele aumentou o acesso dos
brasileiros à saúde de uma forma impensável há 30 anos”, disse Ana Maria Malik, coordenadora
do GVsaúde, programa de gestão em saúde da Fundação Getúlio Vargas.
Segundo a professora, um dos problemas enfrentados pelo sistema único hoje é o acesso
a tratamentos de média complexidade - aqueles que, em geral, envolvem a atuação de
especialistas. (...)
As longas listas de espera para consultas com especialistas poderiam ser melhor organizadas,
segundo Marco Akerman, professor titular do departamento de política, gestão e saúde da
faculdade de saúde pública da USP. Para ele, um dos fatores que contribui para o gargalo é a
falta de médicos com esse tipo de qualificação, já que os profissionais dão preferência para
atender em consultórios privados. (...)
Experiência no Reino Unido
No Reino Unido, há uma forte regulação que determina em quais cidades e regiões os
médicos devem ser alocados para evitar a falta de mão de obra e a longa espera, segundo
Thomas Hone, pesquisador no Imperial College of London. (...)
Um problema enfrentado pelo sistema de saúde britânico (NHS, na sigla em inglês),
segundo ele, é a dificuldade de compartilhamento de informações entre os médicos generalistas
que realizam o atendimento inicial e os especialistas.
O pesquisador exaltou a experiência bem-sucedida do Brasil no campo da saúde: “o Brasil
é referência para qualquer país que queira aprender sobre atenção primária”, disse.
“Em 1988, ano em que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado, não havia muitos hospitais públicos no país (...)” Assinale a alternativa cujo verbo em negrito substitui o verbo havia do excerto original, mantendo a concordância lógica gramatical do português padrão.

Essa atribuição de sentidos será moldada pelas experiências anteriores do leitor com eventos de leitura semelhantes ao que está vivenciando, práticas sociais mediadas por esses textos, tema em foco, informações pressupostas ou indiretamente acionadas pelo texto, outros textos, desejos, expectativas, receios ou preconceitos, repertórios de recursos linguístico-discursivos que conhece.
Avalie as assertivas a seguir sobre as possíveis alterações que deveriam ser feitas no fragmento acima, caso o vocábulo atribuição fosse passado para o plural:
I. O pronome demonstrativo Essa deveria ser pluralizado. II. Três formas verbais deveriam sofrer alteração. III. Apenas a locução verbal deveria ser alterada para adequar-se à alteração proposta. IV. Visto que o vocábulo ‘atribuição’ funciona como núcleo do sujeito, o pronome que o acompanha deveria sofrer alteração de número, assim como a locução verbal será moldada.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Fonte: https://super.abril.com.br/saude/suplementos-proteicos-podem-afetar-o-humor-e-o-peso/ – texto adaptado.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Pesquisadores estão criando um “Wall-E do espaço” para limpar a órbita da Terra

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Texto adaptado. Acesso ao original: https://super.abril.com.br/saude/tarefas-domesticas-ajudam-a-
manter-seu-cerebro-saudavel-diz-estudo/
I. Na linha 08, a lacuna pontilhada ficaria corretamente preenchida pelo verbo “acompanharem”, pois tem como sujeito “participantes” (l. 06). II. Já a lacuna pontilhada da linha 14 deveria ser preenchida por “apresentavam”, visto que o sujeito desse verbo é “participantes” (l. 13). III. A lacuna pontilhada da linha 16 deve ser obrigatoriamente preenchida pelo verbo “têm”, pois o sujeito da frase é “os próprios pesquisadores” (l. 16).
Quais estão corretas?
Leia o TEXTO 2 para responder a questão..
TEXTO 2
EDUCAÇÃO E COOPERAÇÃO: PRÁTICAS QUE SE RELACIONAM
A educação e a cooperação são duas práticas sociais em que, sob certos aspectos, uma contém a outra. Na educação, podem-se identificar práticas cooperativas; na cooperação, podem-se identificar práticas educativas. Entrelaçam-se e potencializam-se como processos sociais. A organização da cooperação exige de seus atores uma comunicação de interesses, de objetivos, a respeito dos quais precisam falar, argumentar e decidir. Nesse processo de interlocução de saberes, acontece a educação. Há, portanto, uma estreita relação entre esses dois fenômenos: na prática cooperativa, para além de seus propósitos e interesses específicos, produz-se conhecimento, aprendizagem, educação; na prática educativa, como um processo complexo de relações humanas, produz-se cooperação. Assim, as práticas cooperativas na escola podem constituir-se em privilegiados "espaços pedagógicos", através dos quais os seus sujeitos tomam consciência das diferentes dimensões da vida social.
FRANTZ, Walter. Educação e cooperação: práticas que se relacionam. Sociologias [online]. 2001, n.6, pp.242-
264. ISSN 1517-4522. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222001000200011. Disponível em:<http://dx.doi.org/10.1590/S1517-45222001000200011>
Temos bons exemplos de currículos que já incorporaram a tecnologia, já temos várias iniciativas importantes no país, mas é preciso ter em mente que os resultados, em Educação, não ........ em um curto prazo. Com a mudança dos currículos, a diferença será sentida daqui a algum tempo.
(Fonte: Adaptação da entrevista de Fernandes E. com Almeida, M.E. Disponível em https://gestaoescolar.org.br/conteudo/627/mariaelizabeth-de-almeida-fala-sobre-tecnologia-na-sala-de aula. Acesso em 29 de junho de 2019)
Assinale a forma correta do verbo que deverá preencher o espaço sublinhado corretamente, levando em conta as regras de concordância verbal e a semântica:
Assistir à Netflix tem alto preço ambiental, dizem especialistas
Para assistir a um filme em casa, você tinha que dirigir até a locadora de vídeo local para alugar e devolver a fita. Hoje, os provedores de conteúdo de vídeo sob demanda oferecem inúmeras opções dignas de maratona que podem ser acessadas com o toque de um dedo.
Mas essa facilidade ______ com um alto preço ambiental. Assistir a um episódio de série com meia hora de duração levaria a emissões de 1,6kg de equivalente de dióxido de carbono, isso equivale a dirigir 6,28 quilômetros. “Os vídeos digitais ______ em tamanhos muito grandes e estão ficando maiores a cada nova geração de vídeo em alta definição”, disse Gary Cook, do Greenpeace, que monitora a pegada de energia do setor de TI.
Grande parte da energia necessária para os serviços de streaming é consumida por data centers (centros de processamento de dados), contribuindo com cerca de 0,3% de todas as emissões de carbono. O tráfego de vídeo on-line deve ser multiplicado por quatro de 2017 a 2022, respondendo por 80% de todo o tráfego da internet até 2022.
Além disso, os equipamentos para visualizar vídeos estão ficando maiores. O tamanho médio da tela passará para 50 polegadas em 2021. Especialistas sugerem que os espectadores desativem a reprodução automática e assistam aos vídeos com Wi-Fi e em formatos de baixa definição.
O exercício da responsabilidade coletiva, com indivíduos exigindo que os gigantes da internet façam a transição rápida de seus data centers para energia renovável, tem sido o maior impulsionador até agora.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/... - adaptado.