Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado na questão.

A maioria dos jovens de hoje se entregam ao esporte, mas muitos ainda permanecem refratários a ele, e quase todos param cedo demais. Acumular conhecimentos e deixar enferrujar o mecanismo que devem utilizar, parece-me rematada loucura”.
Assinale a opção que indica a modificação inadequada da forma verbal.
“Sou tudo o que fui, o que sou, o que serei.”
Assinale a opção em que todas as formas verbais que correspondem, respectivamente, às sublinhadas no fragmento acima, estão corretas.
Texto para o item.

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
A forma verbal “chegarem” (linha 9) está flexionada na terceira pessoal do plural porque concorda com o referente do sujeito
da oração – “todos os GEE” (linha 7).
Texto para o item.


A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
A flexão da forma verbal “são” (linha 3), na terceira
pessoa do plural, justifica‐se pela concordância com o
sujeito da oração, cujo referente é “os erros de
medicação” (linhas 1 e 2).
IV Fórum Ser Homem reafirma compromisso para a Saúde do Homem
Evento trouxe propostas
para tentar diminuir a
morbimortalidade, melhorar
a qualidade de vida e a
intenção de assinatura de
uma Carta Compromisso
entre várias instituições
Pensando em ir além das discussões do Novembro Azul e a prevenção do Câncer de Próstata, o Ministério da Saúde e Instituto Lado a Lado promoveram nesta quarta-feira, 14 de novembro, o IV Fórum Ser Homem: Discutindo Políticas Públicas para a Saúde do Homem. O objetivo foi ampliar a promoção, a prevenção e a assistência à saúde masculina.
Hoje a preocupação não é apenas com os tumores masculinos, mas com a saúde integral do homem. Isso porque, devido a uma série de fatores, o homem vive em média sete anos a menos que as mulheres em diversas regiões do país. A cada três mortes de adultos, duas são de homens. Por isso, ensinar que o homem precisa se preocupar em se cuidar é um dos grandes desafios da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.
Para Francisco Norberto, Coordenador Nacional de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, são muitas as barreiras socioculturais e econômicas a serem superadas. “De fato, esse homem que vemos hoje só aparece nos serviços de saúde durante sua infância, sempre acompanhado pela mãe ou pelo pai, mas depois ele some, reaparecendo no hospital somente quando precisa”, destacou Norberto.
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem foi criada com foco nos homens dos 20 aos 59 anos, com objetivo de ampliar o acesso com qualidade aos serviços do Sistema único de Saúde (SUS).
(Disponível em:<http://portalms.saude.gov.br/noticias/sas/44697-iv-forum-ser-homem-reafirma-compromisso-para-a-saude-do-homem>
Ansiedade pode ser agravada com a chegada do fim do ano
Camila Tuchlinski
Quando a folha do calendário virou para novembro, bateu o desespero. Não é raro ficarmos mais ansiosos nessa época do ano. Alguns estabelecimentos comerciais já começam a colocar os enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone e a família já começa a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano.
Alguns sentimentos como angústia, desânimo e frustração podem surgir nesse período. Mas por que isso ocorre?
A psicóloga Marcia Tabone responde: “A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado por fatores associados a cobranças externas e internas. No trabalho, o medo ou insegurança em conseguir cumprir metas exigidas, o trabalho que deve ser concluído antes das festas e das férias. No plano emocional/afetivo, frustração ou carência não preenchidas durante o ano. Na dimensão existencial, objetivos de vida não alcançados que não puderam se cumprir”, explica.
O neuropsicólogo Fábio Roesler lembra que o aumento da ansiedade pode ser sazonal. “Assim como em alguns países temos, durante o inverno longo, o que chamamos de depressão sazonal, em outros, como aqui no Brasil, temos um aumento da ansiedade na época final do ano. O cansaço, o sentimento de não ter completado todos os planos pensados no começo do ano, aspectos financeiros e outros fatores individuais são os motivos mais comuns”, afirma.
No nosso cérebro, uma série de atividades começa a ocorrer também com a proximidade do Natal e do réveillon, como explica o especialista: “As áreas do cérebro responsáveis pelo aumento da ansiedade são, a princípio, a amídala, que seleciona e designa o tipo inicial de temor e sua amplitude, o hipotálamo e a hipófise funcionam de forma a controlar os hormônios que atuam no corpo acionando os sintomas somáticos tais como tremores, aumento da frequência cardíaca, dilatação da pupila e respiração suspirosa”. No começo do ano, nossos pensamentos estão repletos de expectativas pelos meses que virão. Listas de metas são comuns: conquistar uma vida mais saudável, praticar exercícios físicos, mudar de emprego ou começar novos cursos.
No entanto, as cobranças do cotidiano podem fazer com que o indivíduo não perceba uma eventual mudança de objetivos no meio do caminho e tenha a sensação de que o tempo passou tão rápido que não foi capaz de realizar tudo o que queria.
Por que nos sentimos frustrados no fim do ano?
Será que nos cobramos demais e colocamos metas pouco factíveis todo o início de um ano novo? O neuropsicólogo Fábio Roesler tem outra percepção. “O mais comum, na verdade, é a impressão pessoal do paciente que lhe diz o quão pouco ele fez, durante o ano, por si e por suas metas. Ou seja: ‘Até onde me impliquei naquilo que eu desejava?’.
Algumas dicas podem ser úteis para quem se sente assim com a proximidade do fim de um ano. “Refletir sobre o que é realmente essencial para a tranquilidade e a paz consigo mesmo e com o próximo. Desapegar dos valores consumistas, ver que um ano termina e outro se inicia, viver o fluir da vida”, na opinião da psicóloga Márcia Tabone.
“Uma reflexão possível para aplacar um pouco da ansiedade é pensar que, ainda que simbolicamente, o final do ano representa um final de ciclo, talvez com um toque de incompletude e irrealização. O começo de outro ano abre uma chave nova, na qual pode ser possível relacionar-se consigo mesmo e com o mundo, de modo mais pessoal, autorizando-se a não ser no mundo só a expectativa que os outros têm sobre você”, conclui o neuropsicólogo Fábio Roesler.
Adaptado de https://emais.estadao.com.br/noticias/comportament o,ansiedade-pode-ser-agravada-com-a-chegada-do-fim-do-ano,70003081631
Texto para o item.

Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Na linha 14, a forma verbal “desempenha” está flexionada na terceira pessoa do singular porque concorda com o referente
do sujeito da oração – a expressão “um organismo saudável”.
O mundo daqui a uma década
Em dez anos, olharemos para trás e morreremos de vergonha do festival de selfies, das fotos dos pratos de comida, da postura perfeita na ioga, do exibicionismo sem fim, da ostentação sem limite que desfilamos nas redes sociais.
Reclamamos que o Facebook entrega de bandeja nossos dados, mas todos os dias servimos sem parcimônia, depois de uma mãozinha de verniz, claro, uma versão melhorada do que somos.
A superexposição transformou pessoas sem talentos em celebridades. Vivemos numa época em que somos o que postamos, não o que fazemos. Nossa individualidade virou produto para consumo externo.
Mas essa onda já começa a dar sinais de decadência. Por que passamos tanto tempo vivendo experiências que não são nossas ou escancarando nossas vidas à espera de likes?
A empresa de tendências Box1824 detectou um novo comportamento entre jovens de 18 e 24 anos, o de deixar as redes sociais ou decretar uma grande mudança em como elas funcionam.
Contas fechadas, poucos amigos, posts efêmeros e o fim da busca pelo feed perfeito. É a geração Exit (saída), que vai abrir mão de ser seguida para viver a liberdade de ser anônima. Privacidade será o novo cool*. Tomara que essa moda pegue.
(Mariliz Pereira Jorge. https://bit.ly/2ZajulS. Adaptado)
* atitude que será considerada a melhor, a mais avançada, a ideal.
O ambiente vai ficar pesado
Finalmente, o mundo ganhou consciência da necessidade de agir rapidamente para evitar a degradação do ambiente e, por isso, tomou a medida mais drástica que se pode tomar – lançou, contra todos os que recusam reconhecer o problema das alterações climáticas, a força mais exasperante e destruidora da natureza, uma adolescente.
Sou pai de duas adolescentes e sei que não pode haver adversário político mais irritante, impertinente e respondão. Tenho sofrido muito nas mãos destas políticas engenhosas e implacáveis. Donald Trump não sabe onde se meteu.
A Greta não precisa convencê-lo de que o mundo caminha para a extinção. Cinco minutos de conversa com ela e não só ele passa a acreditar que o mundo vai mesmo acabar como vai desejar que acabe o mais depressa possível. A única vantagem de Donald Trump é que pode usar a estratégia infantil de tapar os ouvidos e gritar até a Greta ir embora. Mas é muito improvável que ela se canse primeiro do que ele.
Trump há de querer ir brincar e a Greta não deixa. Nem sequer o velho estratagema de a mandar para a escola para descansar um pouco resulta, porque agora a adolescente pode argumentar que gostaria muito de ir para a escola, mas não pode porque o mundo precisa dela. É xeque-mate.
Talvez este modelo de ativismo extraordinariamente eficaz possa ser usado para atacar todos os outros problemas do mundo. Sempre que for preciso comparecer a mesas de negociação, os sindicatos enviam um adolescente para discutir com o patronato. Os salários passam a se chamar mesada, e ele consegue um aumento de 50% só para se calar e pôr a música mais baixo.
Nas câmaras dos deputados, os líderes dos blocos parlamentares dos partidos da oposição passam a ser deputados de 14 anos cheios de vigor, irreverência e acne.
Conseguem fazer passar vários projetos de lei importantes a troco da promessa de irem almoçar na casa dos avós no domingo sem fazer cara feia e de limparem o quarto.
Creio que, completamente por acaso, talvez tenhamos descoberto a maneira de tornar o mundo melhor.
(Ricardo Araújo Pereira, Folha de S.Paulo, 29.10.2019. Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
Todos falaremos de Mário esta semana como se ele ainda estivesse ali em São Paulo e pela volta do correio nos mandasse um novo livro. Todos vamos repetir e confirmar a verdade daqueles seus versos:
“Eco, responda bem certo,
Meus amigos me amarão?
E o eco me responde: sim.”
Se há uma coisa indiscutível em sua obra é a verdade desses três simples versos. Os amigos de Mário continuam a cultivar sua amizade, mesmo sem saberem por onde anda, em sua viagem transcendental, essa criatura que, acima de todos os valores, deixou-nos a saudade de sua riqueza humana.
Foi essa riqueza humana (essa capacidade de compreender e sentir) que fez de Mário um poeta, um músico, um folclorista. Esse desejo de participação, esse entusiasmo de viver não uma, não a sua, mas inúmeras vidas, levaram-no até esse desdobramento do Macunaíma, tão misturada ao Bem e ao Mal, tão entregue à experiência terrena e sem fim: “Eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta...”
(Cecília Meireles. Semana de Mário. Escolha o seu sonho)
O impacto da Mônica
Depois de Bidu e Franjinha, o leque de personagens de Mauricio de Sousa cresceu, com Horácio, Piteco, Titi e Jeremias. Em 1960, nascia o Cebolinha, inspirado em um galotinho da infância de Mauricio, em Mogi das Cruzes, que também trocava as letras.
O primeiro problema? Seus personagens eram todos homens – à exceção de Maria Cebolinha, que era apenas um bebê. Pegou mal. Um de seus colegas na Folha chegou a dizer: “Você parece misógino...”. Mauricio foi procurar no dicionário o que a palavra significava. Não gostou do que leu.
E encontrou solução dentro de casa: Mônica, uma de suas filhas. Nos quadrinhos, a menina se tornaria a nêmesis baixinha, gorducha e dentuça do Cebolinha. E ela chegou se impondo: “A Mônica é uma menina que, já naquela época, nasceu empoderada. Nos anos 1960, as mulheres queriam alguém que as representasse, que comandasse e reagisse. A Mônica virou a dona da rua a pedido dos próprios leitores.” É o que diz a própria... Mônica. A de carne e osso. Mônica Spada e Sousa é, hoje, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções.
Com a Mônica, as tirinhas viraram gibi para valer. A primeira revista da baixinha surgiu em 1970. Com uma tiragem de 200 mil exemplares, era o maior número de impressões para um personagem nacional.
(Ingrid Luísa, “O plano realmente infalível de Mauricio de Sousa”. Superinteressante, junho de 2019)
As lacunas das frases devem ser preenchidas, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, por
Os três pássaros do Rei Herodes
Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.
Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:
- Para onde vais, Maria?
- Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.
Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.
Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.
Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.
Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?
- Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.
E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.
Deus castigou o pombo e a codorniz.
O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.
A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.
E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.