Questões de Concurso Sobre concordância verbal, concordância nominal em português

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Q2040971 Português
 Das vantagens de ser bobo


O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntando por que não faz alguma coisa, responde: ¨Estou fazendo. Estou pensando.¨
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidades de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos as espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoiévski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara pra a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa fé, não desconfiar, e portanto estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O bobo não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: Até tu, Brutus? ¨

Bobo não reclama. Compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Linspector
Marque a alternativa incorreta, referente a erro de concordância: 
Alternativas
Q2040346 Português
Quanto à concordância verbal, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(  ) A maioria das pessoas sabe no que quer trabalhar. (  ) É três horas? (  ) Haviam várias formas de resolver a questão.
Alternativas
Q2040345 Português
Quanto à concordância nominal, analisar os itens abaixo:
I. Alunos e alunas educados são bem vistos. II. Eles estavam só. III. Envio anexo ao e-mail o contrato.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2040164 Português
Com relação à concordância, analisar os itens abaixo:
I. Gosto da culinária e cultura alemãs. II. Tenho um tio e tias queridos. III. Havia vasos e mesas velhos no quintal.
Está(ão) CORRETO(S):
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Q2040155 Português
Burguer King dos EUA investe em hambúrguer 100% sem carne

   Em março, a rede de fast-food Burger King anunciou que irá testar, em algumas lanchonetes, o “Impossible Burguer” (“hambúrguer impossível”, em inglês) dentro do Whopper, o sanduíche mais conhecido da marca.
    Os testes vão acontecer em quase 60 unidades do Burger King na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, nos EUA. A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne e, aparentemente, não ________ a diferença.
   Você deve estar pensando: “Grande coisa. Eu já provei o sanduíche vegetariano do BK.” E é verdade. O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata, grão de bico ou cogumelos, mas há uma grande diferença entre eles: o hambúrguer impossível usa a ciência para recriar o sabor da carne.
     Por trás do hambúrguer, _______ a Impossible Foods, uma startup fundada em 2011 que desenvolve produtos com proteína vegetal e que cheguem o mais próximo possível do sabor da proteína animal. O hambúrguer que será vendido no Burger King é resultado de nove anos de pesquisa, muita engenharia genética e um investimento de US$ 250 milhões.
   Quem investiu na carne fake? Pessoas como Bill Gates e empresas como o Google. A Impossible aposta em uma alternativa para o consumo de carne e, para isso, _________ reproduzir também o sangue presente nesse tipo de alimento.
    Para isso, eles utilizam uma espécie de fungo para produzir uma molécula chamada heme, presente na soja e que, nos mamíferos, é um componente essencial da hemoglobina contida no sangue. E é justamente ele que dá o sabor característico da carne.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
A palavra “grão” (terceiro parágrafo) é pluralizada com a terminação “-ãos”, formando “grãos”. Qual das palavras abaixo seria pluralizada com a mesma terminação?
Alternativas
Q2040153 Português
Burguer King dos EUA investe em hambúrguer 100% sem carne

   Em março, a rede de fast-food Burger King anunciou que irá testar, em algumas lanchonetes, o “Impossible Burguer” (“hambúrguer impossível”, em inglês) dentro do Whopper, o sanduíche mais conhecido da marca.
    Os testes vão acontecer em quase 60 unidades do Burger King na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri, nos EUA. A notícia veio com um vídeo promocional (em inglês), no qual clientes da lanchonete provam, sem saber, o hambúrguer sem carne e, aparentemente, não ________ a diferença.
   Você deve estar pensando: “Grande coisa. Eu já provei o sanduíche vegetariano do BK.” E é verdade. O Impossible Burger é tão vegetariano quanto um hambúrguer de batata, grão de bico ou cogumelos, mas há uma grande diferença entre eles: o hambúrguer impossível usa a ciência para recriar o sabor da carne.
     Por trás do hambúrguer, _______ a Impossible Foods, uma startup fundada em 2011 que desenvolve produtos com proteína vegetal e que cheguem o mais próximo possível do sabor da proteína animal. O hambúrguer que será vendido no Burger King é resultado de nove anos de pesquisa, muita engenharia genética e um investimento de US$ 250 milhões.
   Quem investiu na carne fake? Pessoas como Bill Gates e empresas como o Google. A Impossible aposta em uma alternativa para o consumo de carne e, para isso, _________ reproduzir também o sangue presente nesse tipo de alimento.
    Para isso, eles utilizam uma espécie de fungo para produzir uma molécula chamada heme, presente na soja e que, nos mamíferos, é um componente essencial da hemoglobina contida no sangue. E é justamente ele que dá o sabor característico da carne.

https://super.abril.com.br... - adaptado.
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2039640 Português
“No dia 17 de novembro de 1889, um domingo, às três da madrugada, a família real partiu acompanhada por alguns poucos autoexilados. Dizem que os novos dirigentes acharam por bem evitar a luz do dia e impedir qualquer reação da população. Já o ex-imperador, procurando manter uma postura altiva, deixava saber que só levaria consigo a primeira edição de Camões: ‘Essa lhe bastava’. A ideia era fazer valer o dito popular: ‘Os reis não são expulsos, mas partem’. Mas a história não seria bem essa: na chegada a Portugal formalizou-se o banimento. Além da expulsão, o decreto de 23 de dezembro de 1889 destinava uma ajuda de 5 mil contos para o estabelecimento do ex-monarca no estrangeiro. D. Pedro rejeitaria, porém, a quantia, numa atitude que irritou o Governo Provisório, o qual em resposta redigida pelo ministro Rui Barbosa, mudou os termos do acordo, extinguiu as dotações e deu o assunto por encerrado. Era chegada a hora de fechar essa página e iniciar um novo tempo. O tempo da República”.

(SCHWARCZ, L. M. e STARLING, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 318.)
Assinale a alternativa correta quanto à análise dos aspectos linguísticos do texto: 
Alternativas
Q2039230 Português
Assinale a alternativa que NÃO está correta quanto ao emprego de certas palavras ou expressões, as quais estão destacadas:
Alternativas
Q2038885 Português

Leia o texto 1 para responder à questão.


TEXTO 1

Ginástica laboral ajuda a evitar dores no corpo e outras doenças


Por Etiene Resende




Disponível em: <http://arevistadamulher.com.br/fitness/content/2258698-ginastica-laboral-ajuda-a-evitar-dores-no-corpo-eoutras-doencas>. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado

Leia o trecho abaixo para responder à questão.
Não por acaso, aumentam também os problemas de saúde causados por essa situação, que podem, inclusive, levar ao afastamento do trabalho. (linhas 3-4)  

A alternativa que justifica corretamente a concordância verbal do verbo “aumentam” é  
Alternativas
Q2034645 Português
Texto III
O ACESSO AO ENSINO PÚBLICO E A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO POLÍTICA

     A educação se constitui como direito fundamental e essencial ao ser humano e diversos são os documentos que corroboram com tal afirmação. A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, afirma que “é direito de todo ser humano o acesso à educação básica”, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos que estabelece que “toda pessoa tem direito à educação”.
     Apesar de estarmos em pleno século XXI, deparando-nos com inúmeras inovações tecnológicas, em que diversos ramos são modernizados, seja economicamente ou culturalmente, ainda convivemos com um grande problema que impede o pleno desenvolvimento do nosso país: a falta de investimento na área educacional, gerando a má qualidade desse serviço tão essencial para a plena cidadania.
   De acordo com pesquisas realizadas pela Unesco, constatou-se que milhões de pessoas ainda não têm acesso à educação, dentre as quais “ (..) mais de 100 milhões de crianças, entre elas 60 milhões são meninas, não têm acesso ao ensino primário e (..) o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados ou em desenvolvimento”. (UNESCO, 1998). É importante sabermos que uma nação que investe na educação contribui ativamente para o crescimento econômico e o desenvolvimento social e cultural da sociedade e do país.
     Ainda tomando por base pesquisas da Unesco, verifica-se que a educação é um fator diferencial, uma vez que através dela os indivíduos têm maiores chances de conseguir trabalhos qualificados, além de participação ativa na vida democrática podendo, desta forma, ter pleno conhecimento dos seus direitos e deveres e usufruir dos mesmos.
   Infelizmente vivemos numa profunda crise no âmbito educacional, em que ainda grande parte da população não tem acesso ao ensino público de qualidade e os que o têm não adquirem conhecimentos considerados essenciais, por este apresentar insuficiências com relação a investimentos, má remuneração aos docentes que nele atuam e inexistência de comprometimento dos governantes com relação a esta causa.

Por Flávia Sales
Colunista Brasil Escola
Disponível em https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/oacesso-ao-ensino-publico-importancia-educacao.htm. Acesso em 18/05/2019
“...em que ainda grande parte da população não tem acesso ao ensino público de qualidade e os que o têm não adquirem conhecimentos considerados essenciais”. O verbo “adquirem” está concordando com
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Q2034638 Português
Texto II

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O EMPREGO

   Um dos debates mais intrigantes do momento é sobre o futuro do emprego. O uso intensivo da tecnologia da informação, da inteligência artificial e das máquinas que aprendem vai implicar o fim do emprego formal? São sombrias as perspectivas? A maior parte das pessoas vai precisar de transferências governamentais para sobreviver?
     É uma questão em aberto e que vai necessitar um considerável esforço da sociedade e dos governos para que o desfecho seja positivo. Deixar ao sabor das forças de mercado, sem nenhuma intervenção governamental, não parece definitivamente o melhor caminho. É que as empresas buscam maximizar o lucro e para tanto vão dar preferência a modelos que reduzam os custos, sem maiores preocupações com a perda dos postos de trabalho. Relevante, portanto, o papel do setor público: embora não deva obviamente impedir o progresso tecnológico, há de assegurar que esse progresso seja inclusivo, implicando a geração de empregos de alta qualidade, com bons salários.
    Em um excelente artigo (Where do good jobs come from? Project Syndicate, 26/04/19), Daron Acemoglu defende que o governo invista em educação e em tecnologias de base, a exemplo do ocorreu com a internet, cuja criação e desenvolvimento deveram-se majoritariamente a esforços governamentais. Além disso, deve criar um sistema de proteção para os trabalhadores e um sistema tributário que, entre outras funções, observe o seu papel redistributivo. O autor exemplifica com as ações governamentais do pós-guerra, em que diversos países implementaram medidas nessa direção com muito sucesso.
      Pensar de forma ideológica costuma atrapalhar a adoção de boas políticas públicas. Muitos liberais vão argumentar com a resposta pronta de que o governo deve interferir o mínimo possível no atual cenário econômico. Em vez de ideologia, observar o que funciona e o que não funciona costuma ser muito mais útil. Gerar empregos de qualidade no mundo da inteligência artificial e da robótica é um grande desafio, exigindo respostas pragmáticas e efetivas.

EDILBERTO CARLOS PONTES LIMA
Disponível em https://www.opovo.com.br/jornal/opiniao/2019/05/02/inteligenciaartificial-e-o-emprego.html. Acesso em 03/05/2019.
“O uso intensivo da tecnologia da informação, da inteligência artificial e das máquinas que aprendem vai implicar o fim do emprego formal?”. No período em evidência, é correto afirmar sobre a concordância do verbo “vai” que
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Q2034468 Português
Preenchem corretamente as lacunas das frases acima, na ordem dada:
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Q2033318 Português
Considerando a norma-padrão da língua, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir.
Fabrício e a esposa _______ pedir café e pão na chapa _______ mesmo rapaz que geralmente _______  recebia na padaria.
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Q2033317 Português
A concordância das palavras está de acordo com a norma-padrão da língua em: 
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Q2031151 Português
A frase redigida corretamente, no que se refere à concordância da norma-padrão da língua, é 
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Q2029489 Português
A FATIA ESTRANGEIRA DO IDIOMA

     Está o português ameaçado? Está nosso idioma em decadência? Está corrompendo-se, desagregando-se? Essas inquietações não são novas, elas ocorreram em muitas épocas da nossa história. Quais são as ameaças à língua, segundo esse discurso? São duas: de um lado, os falares populares e, de outro, os empréstimos de palavras estrangeiras, os chamados estrangeirismos.
   Segundo os que temem a decadência do idioma, os falares populares ameaçam, porque neles, dentre outros aspectos, não se observam as normas-padrão gramaticais que regem o chamado falar culto. Por exemplo, diz-se “eu amo ela” em lugar de “eu a amo”; “haviam muitas senhoras na sala” em lugar de “havia muitas senhoras na sala”: “a menina que os olhos dela são azuis esteve aqui” em lugar de “a menina cujos olhos são azuis esteve aqui"; “eu lhe adoro” em lugar de “eu a adoro”; “entre eu e ela não há mais nada” em lugar de “entre mim e ela não há mais nada”; “por favor, pegue esse livro pra mim ler” em lugar de “por favor, pegue esse livro para eu ler”.
   Já os empréstimos estrangeiros ameaçariam a língua porque poderiam descaracterizá-la, imaginam os que temem a desagregação do idioma. Segundo eles, os estrangeirismos, principalmente provenientes da língua inglesa atualmente, são desnecessários porque existem correspondentes perfeitos em português. Não é verdade. Quando um estrangeirismo vem para a língua, ele entra no sistema lexical (o conjunto de palavras de um idioma) e inscreve-se numa rede de correlações de sentido que dá a ele um valor específico. Assim, delivery não é igual a “entrega em domicílio”, pois aquela palavra é a entrega em domicílio daqueles produtos que, tradicionalmente, não eram entregues em casa, como, por exemplo, comida pronta. Brother não é “irmão”, mas “amigo”; book não traduz “livro”, mas um álbum de fotografias que modelos divulgam nas agências. Destaque-se, também, que certos estrangeirismos podem acabar conferindo status a quem os utiliza.
      Apesar do que dizem os que têm medo da decadência do idioma, é preciso dizer que o português vai muito bem, não está decaindo, não está ameaçado de desagregação nem está corrompendo-se. Por quê? Uma língua viva não é estática. Ao contrário, ela varia de região para região, de uma faixa etária para outra, de um grupo social para outro, de uma situação de comunicação para outra. Dificilmente, um texto do século XIII será compreendido por um falante comum.
    A língua do século XI será diferente da do século XXI, e isso ocorre porque a comunidade linguística vai tendo novas necessidades de comunicação. E, como se vê com a questão dos estrangeirismos, uma língua pode sofrer influência de outras línguas. A língua é edificada por seus usuários, que procuram expressar sua maneira particular de ver O mundo, e é construída entre forças de manutenção e transgressão. A primeira tenta assegurar a compreensão mútua; a segunda busca exprimir novas realidades e criar novas identidades. Isso é o que torna a língua viva. Isso não quer dizer que tudo valha em termos de linguagem. A questão do erro é um pouco mais complicada do que querem fazer crer os catastrofistas que acham que o português está em vias de descaracterizar-se ou mesmo de desaparecer.

JOSÉ LUÍS FIORIN
Adaptado de Revista da Língua Portuguesa, nº 27, 2007.
Um enunciado que não atende ao registro considerado culto para as concordâncias envolvendo o verbo “haver” é: 
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Q2029212 Português

TEXTO

Bom exemplo na saúde

O Estado de S.Paulo

9 de setembro de 2018



Em relação ao trecho “Os bons resultados do programa, observados em todas as regiões, levou o Ministério da Saúde a fixar a meta _____² de redução de 50% da infecção hospitalar na rede do SUS até 2020.” É correto afirmar que:  
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Q2028909 Português
Amor e sexo na era digital


        É na escola, no trabalho ou entre amigos que a maioria dos franceses acha sua alma gêmea. A essa lista agora se somam os sites de encontro. Acusados de enganar o amor com a frieza do cálculo econômico, esses casamenteiros da web permitem especialmente a procura por parceiros ao abrigo do olhar de quem é próximo – uma discrição que altera o modo de viver a sexualidade. O último que surgiu se chama Dating. Lançado pelo Facebook no outono de 2018, veio se juntar a uma longa lista de aplicativos especializados em colocar em contato parceiros amorosos e sexuais.
        Lançadas nos Estados Unidos em meados da década de 1990, essas plataformas foram rapidamente difundidas em outros países, entre eles a França. Os primeiros sites destinados ao público francês foram o Netclub.fr (1997) e o Amoureux.com (1998). Rapidamente depois deles surgiram outros: um recenseamento realizado em 2008 enumera pelo menos 1.045 serviços franceses de encontros. Essa multiplicação de oferta é prova do seu sucesso. Uma pesquisa realizada em 2013 avaliou que 18% de quem tem de 18 a 65 anos de idade já haviam utilizado um desses sites, o que representava cerca de um terço das pessoas solteiras, divorciadas e viúvas. Desde então, esses números sem dúvida aumentaram com a popularidade crescente dos aplicativos para celulares, tablets e notebooks. A mesma pesquisa mostra que, entre as pessoas de 26 a 65 anos de idade que encontraram um(a) parceiro(a) entre 2005 e 2013, pouco menos de 9% o(a) tinham conhecido por meio de um site especializado. Isso coloca esses serviços na quinta posição nas classificações dos espaços de encontro, depois dos locais de estudo e trabalho (24%), das noitadas entre amigos (15%), em lugares públicos (13%) e em casa (9%). Sem ter se tornado o modo dominante para formar um casal, o recurso a essas plataformas é, desde então, uma maneira usual de estabelecer relações.
         A emergência dessas ferramentas suscitou vivas reações. Elas foram acusadas de estimular o “zapping relacional” e até mesmo de alimentar uma “fobia do engajamento”. Expostos a uma grande oferta de parceiros possíveis, os usuários seriam levados a adotar uma atitude consumista e constantemente tentados a procurar “melhores”, em vez de construir uma relação. Os encontros on-line teriam, assim, dado origem a um verdadeiro mercado sexual e afetivo.
Essas críticas não surpreendem os historiadores. No final do século XIX, o surgimento das agências e dos anúncios matrimoniais suscitou inquietações idênticas. Os comentaristas daquela época os acusavam de fazer do casamento um comércio lucrativo e se perguntavam sobre “a legalidade e a moralidade  do “proxenetismo em vista do casamento”. O periódico mensal Le Chasseur français, destinado ao mundo rural, publicou seu primeiro anúncio matrimonial em 1892. Em seguida, ele se tornou um dos principais jornais a abrir suas páginas para solteiros (as) em busca da alma gêmea. No entanto, o descrédito com relação a esse novo modo de encontro o condenou à marginalidade. Ainda em meados da década de 1980, menos de 1% dos(as) franceses(as) tinham conhecido seu par via esse canal, e a grande maioria das pessoas se negava totalmente a usá-lo como recurso para isso. (...)
         Embora recente, esse modo de encontro se inscreve em uma longa evolução. Desde a segunda metade do século XX, constata-se uma migração das práticas de sociabilidade dos lugares públicos para espaços privados e círculos mais estreitos. Os bailes de outrora, por exemplo, deram lugar a noitadas em estabelecimentos particulares. Uma mesma tendência nas classes populares foi bem detalhada e é observada também entre os jovens de todas as classes, com a passagem tendencial de uma “cultura da rua” a uma “cultura de quarto”. Longe de representar novas “festas eletrônicas”, os encontros on-line acentuam esse movimento.

Fonte: Marie Bergström. Jornal Le Monde Diplomatique Brasil. Abril, 2019, páginas 34 e 35.
Assinale a alternativa correta quanto a reescrita do período “Lançadas nos Estados Unidos em meados da década de 1990, essas plataformas foram rapidamente difundidas em outros países, entre eles a França.”, passando-se o vocábulo “plataformas” para o singular e considerando as regras de concordância verbal e nominal:
Alternativas
Q2026787 Português

Leia o texto para responder à questão.


   Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) anunciaram a descoberta do vírus mayaro, no Estado do Rio.

     O vírus é uma espécie de ‘primo’ da chikungunya e provoca as mesmas reações nos pacientes: febres e intensas dores musculares e articulares que podem se prolongar por muitos meses. De forma semelhante ao que transmite a febre amarela, o mayaro é um vírus que, pelo menos até agora, existia apenas em áreas silvestres amazônicas.

      No entanto, sua presença no estado do Rio não surpreendeu os cientistas da UFRJ – há quase quatro anos, eles já alertavam sobre a possibilidade da existência do vírus em território fluminense, por meio de uma adaptação ao ambiente urbano.

      Segundo a pesquisa, com o passar do tempo, o mayaro pode se adaptar ainda mais e também ser transmitido tanto pelo Aedes aegypti quanto pelo pernilongo Culex – bastante comum no RJ, o que, segundo os pesquisadores, pode aumentar o risco de epidemia.

(https://g1.globo.com.ghtml. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q2014371 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.


A (in)segurança pública e os reflexos na sociedade
José Ricardo Bandeira

   A cada dia que passa os cidadãos das grandes cidades e capitais brasileiras são obrigados a conviver com a explosão de violência e criminalidade que assola o país. Balas perdidas, arrastões, roubos e homicídios já não são surpresas em uma nação que tem a incrível taxa de mais de 60 mil assassinatos por ano.
  E, nessa esteira de violência, muitos políticos são eleitos. Infelizmente, exploram a bandeira da repressão — a exemplo das últimas eleições — com um discurso muitas vezes demagógico e sem profundidade. Falam coisas que o cidadão cansado e acuado espera ouvir. Mas, assim como os anteriores, repetem as mesmas práticas de combate à criminalidade, que, por evidentes razões, não surtiram efeito.
   A saber, nas últimas décadas, tornou-se prática obrigatória no Brasil combater a criminalidade por meio do enfrentamento policial em detrimento de muitas outras medidas racionais e científicas que poderiam trazer resultados sólidos.
   Em uma caixa chamada segurança pública, onde existem diversas outras alternativas, a polícia é única e tão somente uma das ferramentas no combate à criminalidade.
   Apenas para ilustrar como os nossos governantes priorizam o enfrentamento policial, a primeira grande operação no Brasil ocorreu no dia 21 de março de 1963 na “comunidade da favela”, hoje conhecida como morro da Providência, no Rio. Com o apoio de um helicóptero, cerca de 500 policiais cercaram a comunidade e fizeram 200 presos. Daí por diante, essa foi a política de segurança implementada por praticamente todos os governadores do Brasil. Entretanto, ao priorizar o enfrentamento policial, os efeitos colaterais são inevitáveis. Há morte de inocentes, caos e transtornos nas grandes cidades e prejuízos ao comércio e turismo, além de graves sequelas psicológicas provocadas naqueles que vivenciam a violência diariamente.
   A segurança pública é uma ciência e, como tal, deve ser tratada e conduzida. Logo, a forma mais eficiente de lidar com a violência nas grandes cidades é por meio de investimento em inteligência, impedindo que drogas, armas e munições cheguem às comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e pelas organizações criminosas. Asfixia-se, assim, suas ações e corta-se seus recursos — sem drogas, armas e munições, o crime naturalmente sucumbe.
   Todavia, nesse critério, o governo federal sempre foi o grande vilão da segurança pública, pois nunca impediu que drogas, armas e munições atravessassem fronteiras, percorressem estradas, portos e aeroportos e chegassem às comunidades.
   Em paralelo à aplicação das medidas de inteligência, é necessário também um grande projeto de geração de emprego e renda em substituição ao dinheiro gerado pela narcoeconomia que circula nas comunidades. Infelizmente, enquanto tais medidas não forem implementadas, continuaremos a velha política de enfrentamento e com a triste classificação de termos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.

Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 16 abr. 2019
As questões 3, 4 e 5 referem-se ao parágrafo reproduzido a seguir.
E, nessa esteira de violência, muitos políticos são eleitos. Infelizmente, exploram a bandeira da repressão — a exemplo das últimas eleições — com um discurso muitas vezes demagógico e sem profundidade. Falam coisas que o cidadão cansado e acuado espera ouvir. Mas, assim como os anteriores, repetem as mesmas práticas de combate à criminalidade, que, por evidentes razões, não surtiram efeito.

Sobre os verbos em destaque, é correto afirmar: 
Alternativas
Respostas
4421: D
4422: C
4423: D
4424: E
4425: C
4426: B
4427: C
4428: D
4429: E
4430: D
4431: B
4432: B
4433: D
4434: C
4435: C
4436: A
4437: B
4438: B
4439: B
4440: D