Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.
A História dos Cassinos
Por Adil Content
as
01 __ No século 19, Monte Carlo tornou-se um centro de entretenimento. Eram tantos visitantes,
02 de diversos lugares, utilizando moedas diferentes, que foi preciso criar o sistema de fichas.
03 Inicialmente feitas de marfim, elas surgiram na China no início do século 18 e passaram a ser
04 importadas.
05 __Mas os jogadores podiam comprar os mesmos modelos na rua e levá-los escondidos para
06 dentro dos cassinos, o que obrigou os proprietários das casas a criar métodos cada vez mais
07 sofisticados para identificar as peças.
08 __Nos Estados Unidos, os nativos haviam inventado seus próprios jogos. Entre os
09 colonizadores, a primeira cidade a assumir o papel de capital dos cassinos foi Nova Orleans.
10 Apenas na década de 40 do século 20 é que Las Vegas se consolidou.
11 __Ali, com o Hotel Flamingo, inaugurado em 1946, estabeleceu-se a estética conhecida ainda
12 hoje, com os salões amplos e a falta de janelas – há quem diga que é para o jogador perder a
13 noção de tempo, mas os proprietários dos locais costumam alegar que a luminosidade do sol
14 prejudica visualizar as cartas e as telas das máquinas caça-níqueis.
15 __No Brasil, tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos. Os brasileiros
16 puderam jogar desde a declaração da Independência, em 1822, até 1917, quando a prática foi
17 proibida durante o governo do presidente Venceslau Brás. Novamente autorizada pelo presidente
18 Getúlio Vargas em 1934, voltaria a ser proibida pelo decreto-lei 9.215, de 30 de abril de 1946.
19 No mesmo dia, foi jogada no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a última partida de
20 roleta autorizada. Na época, o setor abrigava 40 000 pessoas no país.
21 __Desde então, para jogar em cassinos, os brasileiros precisam procurar países vizinhos,
22 como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai, ou navios de cruzeiro, que levam os passageiros para
23 águas internacionais. Sites hospedados em servidores estrangeiros também são autorizados a
24 atuar, assim como a prática de pôquer é permitida.
25 __Existem diferentes projetos de lei solicitando a legalização dos jogos no Brasil. E, em 2018,
26 o então presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.756, que autoriza as apostas esportivas.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/voce-conhece-os-jogos-que-acompanham-a-
humanidade-ha-milhares-de-anos/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as seguintes assertivas em relação à concordância de orações do texto:
I. Na linha 08, em “os nativos haviam inventado seus próprios jogos”, o verbo “haver” encontra-se flexionado por estar operando como verbo auxiliar de um tempo composto.
II. Na linha 12, em “há quem diga”, o verbo “haver” é impessoal.
III. Na linha 15, em “tanto os cassinos quanto a prática de jogos são proibidos”, a forma verbal “são” concorda com o núcleo do sujeito “jogos”.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa correta quanto à concordância, à regência e ao uso (presença ou ausência) do “acento” indicativo de crase.
Marque a alternativa, em cujo provérbio contém um desvio da norma padrão, em relação à concordância verbal.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.
Como manter a calma?
1------ Na incerteza e no perigo, estar ansioso ou “morrendo de medo” é perfeitamente normal e assumir essa
condição traz calma, ponto básico para um melhor enfrentamento. Administrar os sentimentos é muito mais produtivo
do que negá-los. Eu senti um pouco de pânico nas 24 horas de espera do resultado do teste do Covid? Claro que
senti. E estava cheia de razão. Nos últimos três dias antes da viagem, tive dor de cabeça. E vinha a dúvida: estresse
5 dos preparativos ou eu havia contraído o vírus? Estava preocupada, mas encarei a preocupação como normal. E
aqui alerto: esse bordão repetido à exaustão de que “tudo vai ficar bem” pode ser muito mais penoso do que falar
sobre o que nos apavora.
------- Se na vida normal o excesso de positivismo pode ser frustrante, nos cenários “anormais”, é um desastre.
Fernando Pessoa já denunciava esse desconforto com o “Poema em Linha Reta”: “nunca conheci quem tivesse
10 levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”. Assumir o que sentimos nos alivia e liberta.
E esse bem é estendido ao outro que ao ouvir a nossa confissão se sente acompanhado. Saber que o outro
compreende/compartilha o nosso sofrimento traz conexão, afinidade, empatia.
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/como-manter-a-calma/. Acesso em: 18 set. 2020. Adaptado.
Sobre a organização sintática do texto, assinale a alternativa CORRETA.
Apelidos: dupla identidade.
Os apelidos são uma maneira poderosa de botar as pessoas nos seus devidos lugares. Essa frase é da escritora Doris Lessing e chamou minha atenção porque diz justamente o contrário do que eu sempre pensei de apelidos. Sempre achei que fossem um carinho, um atalho para a intimidade ou ao menos um meio mais rápido de chamar alguém: em vez de João Carlos, Joca; em vez de Maria Aparecida, Cida; em vez de Adalberto, Beto. Nenhuma má intenção.
O que Doris Lessing quis lembrar é que apelidos nem sempre são afetuosos. A maioria dos apelidos nascem na infância e são dados por outras crianças que, como todos sabem, de anjo só têm a cara. Crianças adoram pegar no pé das outras, e aí que começa o batismo de fogo.
Uma banana-split todo dia na hora do recreio, Gordo. Vai ser Gordo o resto da vida, mesmo que venha a ser jóquei, faquir, homem elástico: vai morrer Gordo.
Se for loiro, é Xuxa. Se a voz for engraçada, é Fanho. Se não for filho único, é Mano, Mana, Maninha. Irmãos de quem, eu conheço?
Fui colega de um cara bárbaro que se chamava Antônio, mas se alguém o chamasse assim, ele nem levantava os olhos. É o Verde. Uma mãe e um pai colocam um nome lindo no filho e não pega.
FHC, PC, ACM, agora é a mania transformar pessoas em siglas. Sorvetão era o apelido de uma paquita chamada Andrea: Sorvetão! E Caetano Veloso inova mais uma vez, registrando seus filhos como Zeca e Tom, que jamais serão apelidados.
Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade. Qual é o nome de Bussunda, do Tiririca, do Chitãozinho e Xororó? Anônimos Cláudios, Ricardos e Fernandos. Nomes que só existem em cartório.
Apelido gruda, cola, vira marca registrada. Tem negro que é Alemão, tem grandão que é Fininho, tem careca que é Cabeleira, tem ateu que é Cristo, tem moreno que é Ruivo, tem albino que é Tição. Apelido não tem lógica. Tem história.
Doris Lessing, quando criança, tinha um apelido para sua segunda personalidade: chamava a si mesmo de Tigger. Doris era o nome para consumo externo, para denominar a menina boazinha que aparentava ser. Tigger era o que ela era em segredo: sarcástica, atrevida, extrovertida. Com esse depoimento, Doris Lessing mostrou a verdadeira utilidade dos apelidos em vez daquela coisa antipática de “colocar as pessoas em seus devidos lugares”. O bom do apelido é que ele nos dá permissão para sermos vários: Afonso Henrique combina com gravata, mas que tem mais a ver com bermuda. Está aí uma maneira sutil de legalizar o nosso outro eu, o que ficou sem registro.
Fonte: MEDEIROS, Martha. Trem Bala, fev, 1998, p. 49,50.
Excerto para as questões 4, 5 e 6:
“Muita gente, secretamente, detesta a própria alcunha, mas são obrigados a resignar-se, sob o risco de perder a identidade.”
No período ocorre uma falha na norma padrão de:
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
VÍNCULOS DO TEMPO
O ritmo frenético não justifica deixar de fazer o que é relevante.
É preciso ir devagar se quisermos ir longe, diz o ditado, com a sabedoria das constatações simples, aquelas que nascem da observação da natureza. Os Índios, por exemplo, são mestres no ofício de tirar lições de vida a partir das circunstâncias que lhes cercam e determinam sua existência. O céu, o tio, a floresta, as estações, tudo para os Índios tem um valor que nós, habitantes da cidade, com frequência subestimamos - o valor sublime daquilo que nos é dado pelo universo. Como o tempo.
Apesar de tentarmos controlá-lo com ponteiros ou telas digitais, o tempo não é mensurável por um único padrão. Ele acelera e desacelera de acordo com nosso estado de espirito. Há o tempo medido pela urgência, quando um prazo se impõe. Há o tempo do lazer, da conversa agradável, que se dissipa num piscar de olhos. Há o tempo preguiçoso, que escore por entre os dedos desperdiçado coma água preciosa. Há o tempo de festa e o tempo de luto, cada um dura quanto deve durar, mais curto e intenso para uns, mais longo e diluído para outros. É subjetiva, portanto, a percepção do tempo, esse “tambor de todos os ritmos”, na definição precisa de Caetano Veloso.
Nas últimas décadas, nos acostumamos a um ritmo frenético, inimaginável para nossos pais e avós. Os avanços da tecnologia multiplicaram nossas obrigações. ironicamente, cada facilidade a que temos acesso corresponde a uma dificuldade extra, uma tarefa adicional. O celular, por exemplo, nos franqueia o contato imediato cor o mundo, mas demanda atenção a inúmeros grupos, nem todos realmente importantes. Com tantas facilidades ao nosso dispor, ficou mais complicado conciliar todas as esferas da vida - trabalho, estudo, família, amigos, lazer. Assim, engolidos pela rotina, vamos passando os dias sem dedicar um minuto a nós mesmos ou negligenciando os que nos são mais próximos.
Até que ponto, no entanto, as múltiplas distrações da vida moderna são desculpa para não fazermos o que mais importa?
Algumas pessoas têm um admirável talento para fazer o tempo render, a convicção de que quinze minutos da agenda é tempo precioso. Fazem tudo com consciência, aproveitam cada reunião, cada conversa, para extrair o máximo do momento. Além de excelentes administradores do tempo, são notáveis gestores da informação que recebem - o que também os faz economizar tempo para apreciá-lo da maneira que se deve.
Conheço executivos que só comissionam trabalhos a quem “não tem tempo”. Sabem que os profissionais mais demandados produzirão o tempo extra que for necessário. Sim, porque é possível fazer o próprio tempo.
O distanciamento social mudou um pouco nossa relação com o tempo. Reduzimos a marcha, o que nos deu a oportunidade de rever a maneira como o desfrutamos. É esse o momento de encarar aquele projeto pessoal tantas vezes adiado. Pode ser o que for: testar uma receita nova, planejar uma viagem dos sonhos para quando tudo isso passar, se dedicar a montar a árvore genealógica da família, ler aquele clássico com calma que ele merece. E, sobretudo, conviver mais com quem amamos. Aliás, é sempre bom lembrar que o tempo compartilhado com alguém é a mais poderosa força criadora de vínculos.
FONTE: DINIZ, Lucília. Vaja, 14/04/21,
No quinto parágrafo, a elipse do sujeito, no segundo período, provoca uma falha no terceiro de:
Leia a canção a seguir:
O Bem do Mar
O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar
O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar
O bem de terra é aquela que fica
Na beira da praia quando a gente sai
O bem de terra é aquela que chora
Mas faz que não chora quando a gente sai
O bem do mar é o mar, é o mar
Que carrega com a gente, pra gente pescar
O bem do mar é o mar, é o mar
Que carrega com a gente, pra gente pescar
(Letra de canção extraída de https://www.youtube.com/watch?v=4FxU8IqwfKs)
As duas próximas questões (12 e 13) tem por base a canção de dorival caymmy, acima:
A canção acima, para reproduzir a fala coloquial faz uso de uma incorreção, pela norma culta.
Trata-se de um erro de:
I.Muito obrigado, disse ela ao rapaz.
II.Anexas estão as declarações solicitadas.
III.Essa situação já aconteceu bastante vezes.
IV.Maçã é boa para a saúde.
A concordância nominal está CORRETA em:
Crescer em Rede
Por Luciana Allan

(Disponível em: https://exame.com/blog/crescer-em-rede/– texto adaptado especialmente para esta
prova.)
I. Na linha 05, em “não havia um plano de contingência”, caso passássemos o trecho para o plural, a forma correta seria “não haviam planos de contingência”.
II. Na linha 30, em “implementadas plataformas”, a forma singular seria “implementada plataforma”.
III. Em “a todos os alunos” (l. 43), a forma singular que mantém o significado do trecho é: “a todo o aluno”.
Quais estão corretas?
“A incapacidade de absorver tamanha quantidade de migrantes aumenta o número de pessoas desempregadas.”
Sobre essa frase, assinale a alternativa correta.
“Muitos desses desempregados são permanentes e, para poder sobreviver, acabam se refugiando no subemprego, que é toda forma de trabalho remunerado ou prestação de serviços que funcionam à margem da economia formal, compondo a economia informal.”
Sobre essa frase, é correto o que afirma em: