Questões de Concurso
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
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TEXTO 01
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A PROCURA DAS CHAVES
Experimente morar em casa grande. Muitas portas, janelas, cômodos. Se além da morada tem a sorte de ter outros imóveis, um na praia, outro na montanha, a casa da mãe, do irmão, está perdido! Todas essas casas, com suas portas, de entrada, de saída, do portão da rua, da garagem exigem chaves e mais chaves. Ou seja, exigem atenção, cuidado permanente para escolher o chaveiro certo e não o perder de vista jamais!
A esses molhos de chaves se somam ainda outras, do escritório, do consultório, da caixa de joias: uma profusão de chaves de tamanhos, formatos, modelos diversos. Chaves em lindos chaveiros, em chaveiros baratos. Chaves juntadas aleatoriamente por antigos barbantes. Pequenas, grandes, simples, trifásicas.
Antigas, modernas. A do malão de madeira maciça do meu avô tem duzentos anos e chegou no Brasil com a mudança de meus bisavós, vinda da Itália. É uma peça de museu, pesada, colonial, e ainda funciona. Essa é inconfundível, fácil de achar. O oposto daquelas pequenininhas, indistinguíveis, de cadeado.
Nunca acertamos a chave certa na hora de abrir o cadeado. Tem um no portão lateral, outro na porta de vidro da sala. Um terceiro na porta de entrada da praia. E nenhum deles parece funcionar. Permanecem imóveis diante das inúmeras tentativas frustradas.
Muito chata essa história de ter que fechar as coisas. Quero viver num lugar em que tudo possa ficar aberto, inclusive o coração.
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I- Concordância com pronome relativo que: O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome: sou eu que quero, somos nós que queremos, são eles que querem.
II- Concordância com pronome relativo quem: O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome ou fica na 3.ª pessoa do singular: sou eu quem quero, sou eu quem quer.
III- Concordância com: a maioria, a maior parte, a metade: Preferencialmente, o verbo estabelece concordância com a 3.ª pessoa do singular. Contudo, o uso da 3.ª pessoa do plural é igualmente aceitável: a maioria das pessoas quer, a maioria das pessoas querem.
Está correto o que se afirma em:
Texto 1 para a questão.
O cérebro da criança
O propósito fundamental dos pais é educar seu filho para que tenha relações saudáveis, seja responsável, bem sucedido na escola, no trabalho, na família que constituir, na comunidade que dedicar tempo e refletir: Que qualidades espero que meu filho desenvolva? O que tenho feito para ajudá-lo nesse processo? Ele está cultivando valores de respeito, bondade, gratidão, honestidade, responsabilidade, empatia?
O desenvolvimento do cérebro de uma criança se espelha no cérebro dos pais. Assim sendo, o equilíbrio emocional, o cultivo saudável do cérebro, a boa disciplina, as decisões bem ponderadas, os valores praticados, tudo isso é um grande presente que os pais podem dar ao filho.
Como pais, nós queremos que nosso filho não sofra nenhum constrangimento ou perda, mas isso não é possível. Na realidade, essas experiências difíceis colaboram com o seu crescimento e aprendizado sobre o mundo, e o papel dos pais é ajudá-lo a superar os casos dificeis. Daniel Siegel e Tina Bryson, autores do livro "The Whole - Brain Child", concluem que é essencial que os pais compreendam que erros são oportunidades para crescimento e aprendizado.
Por outro lado, é essencial que os pais proporcionem oportunidades para a criança desenvolver um cérebro saudável. Isso ocorre na prática do autoconhecimento, processo decisório, empatia, bondade, respeito, honestidade, generosidade. Enfim, fundamentos para uma vida responsável e feliz.
Eduardo Carvalho, Diretor da ABA Global Education/Harvard fellow. Jornal do Commercio. 31/01/2020. Opiniões. p. 9. Adaptado.
Sobre o segmento abaixo:
Que qualidades espero que meu filho desenvolva?
Se o verbo destacado fosse conjugado na primeira pessoa do plural, mantendo-se o tempo verbal e, ainda, o autor se referisse a mais de um filho, estaria CORRETO o que está indicado na alternativa
“percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência era completamente outra.”
Se o termo destacado fosse permutado por “locais", preservando-se o sujeito e os tempos verbais, estaria CORRETO o que se indica na alternativa
Texto para responder a questão.
Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.
Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.
Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.
Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.
(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)
Leia o texto e responda as questões 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7
Inteligência Artificial muda a vida de todos, para melhor e para pior
Desafio para área das máquinas que pensam é criar tecnologias que não destruam a humanidade
A IA (inteligência artificial) é uma das tecnologias mais poderosas já criadas pela humanidade. O termo virou pop e passou a ser o que especialistas chamam de "buzzword", ou "palavra da moda". Por ajudar no marketing de produtos, está em todo lugar, às vezes com um significado distorcido.
O conceito gira em torno de um sistema computacional que tenta imitar o poder de aprendizagem do ser humano e até tomar decisões.
Qualquer pessoa que faz uma busca na internet se depara com a inteligência artificial. É essa tecnologia que sugere os termos a completar uma pesquisa, entende o que se quis dizer e lista os resultados de acordo com aquilo que julga ser mais relevante para o perfil do usuário.
[...]
Na prática, permite que uma busca por "onde comer" entenda que o interessado quer, na verdade, endereços próximos mesmo sem ele ter escrito o termo "restaurante". Para fazer tal trabalho, uma quantidade imensurável de dados de todas as pesquisas feitas no mundo são armazenados e analisados para que a IA possa aprender com os padrões existentes ali.
As aplicações são diversas e incluem conversar com pessoas para realizar atendimentos de banco, configurar aplicativos de GPS, ajudar na detecção de doenças, analisar contratos, combater vírus de computador, alertar para desastres naturais, escolher os assuntos vistos nas redes sociais e controlar aviões.
Para alguns especialistas, a IA pode ser a última tecnologia que a humanidade precisará criar. Ela própria se encarregará de criar novas ferramentas. O outro lado da moeda é que esse poder todo, sem cuidado, pode significar o fim do ser humano. Daí surgem desafios para progredir com o máximo de segurança.
Entidades como a ONU, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a União Europeia trabalham em documentos para servir de base para um uso ético, com limites, da inteligência artificial. Gigantes como Amazon, Facebook, Google, IBM e Microsoft criam regras próprias para evitar um uso indiscriminado enquanto uma legislação sobre o assunto não aparece. A China trava uma guerra velada com os EUA pelo domínio da tecnologia. O país asiático é o exemplo mais emblemático no uso de IA para vigilância. Nas universidades pelo mundo, grupos de estudo tentam ajudar a estabelecer os limites para IA, enquanto seus laboratórios investem na expansão das fronteiras de sua capacidade.
"Todos os atores pertinentes devem assumir sua responsabilidade e trabalhar em colaboração para identificar e lidar com necessidades e riscos mais urgentes", diz o grego Konstantinos Karachalios, diretor-geral do IEEE-SA (braço para a criação de padrões técnicos do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, principal órgão do mundo para debater tecnologia e sociedade). Karachalios ressalta ser importante que a sociedade seja inserida nesse debate. Para fazer isso, porém, é necessário entender o que é inteligência artificial.
_
HERNANDEZ, Raphael. Inteligência Artificial muda a vida de todos, para melhor e para pior. 20.fev.2020 às 2h00. Disponível em:<https://temas.folha.uol.com.br/inteligencia-artificial/introducao/inteligencia-artificial-muda-a-vida-de-todos-para-melhor-e-para-pior.shtml> . Acesso em: 15 ago. 2020.
Concordância Verbal é a relação estabelecida harmoniosamente entre sujeito e verbo. No trecho, “uma quantidade imensurável de dados de todas as pesquisas feitas no mundo são armazenados (...)”, é possível identificar um importante princípio dessa concordância que é:
Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal e/ou concordância verbal.
Roda Viva
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá.
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir.
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá.
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou.
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá.
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou.
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.
Chico Buarque.
Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.
Assinale a alternativa em que há erro de concordância nominal.
Marque a alternativa em que a concordância verbal está empregada de forma CORRETA.
Assinale a alternativa em que as duas frases apresentam correta concordância nominal ou verbal.
Considere a frase:
“A multidão de turistas que assolou nossa cidade foi assustadora. Escutou-se boatos de todos os cantos. Os moradores, em silêncio olhavam o vai-e-vem nas ruas e dirigiam-se as suas casas para poderem se prevenir quanto a pandemia.”
Analise as afirmativas abaixo sobre a frase.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Considere o seguinte anúncio de jornal.
“Encontra-se, na Avenida das Torres, cachorros de rua que incomodam os moradores. Foram colocados à venda ou para adoção. Além do mais, as autoridades proibiram que os moradores usassem seu canil para abriga-los. Informamos a população criciumense que isso é questão de saúde pública e de tratamento adequado aos animais.”
Fulano de Tal, 15 de setembro de 2021.
Analise as afirmativas feitas abaixo, com respeito à correção do anúncio de acordo com a norma culta.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Para responder às questões 26 e 27, leia o fragmento do poema “Certa lenda numa tarde”, de Ernani Salomão Rosas.
"Perdi-me... toda uma ânsia me revela
sombra de Luz em corpo de olor vago,
a saudade é um passado que cinzela
em presente, a legenda desse orago"
"Errasse em densa noite de beleza,
pisasse incerto, um falso solo de umbra...
sonho-me Orfeu... o Luar que me deslumbra...
é marulho de Luz na profundeza!..."
Tendo em vista as regras de concordância, assinale a alternativa INCORRETA.
Sobre concordância verbal, assinale a alternativa incorreta.
Texto 1 para responder às questões de 1 a 3.
Arroz e feijão são uma combinação completa de proteínas vegetais
1 ____ Quando você pensa em comida típica brasileira,
lembra logo de quê? Provavelmente, do tradicional feijão
com arroz. Só no ano passado, a população do País
4 consumiu 3,5 milhões de toneladas de feijão e 8,7 milhões
de toneladas de arroz.
A receita remonta ao tempo dos índios, depois dos
7 escravos, e permanece em alta até hoje. Do ponto de vista
nutricional, a combinação é completa e traz mais benefícios
à saúde junta do que separada. Isso porque, quando a pessoa
10 consome uma leguminosa como o feijão com um cereal, no
caso o arroz, o organismo consegue fazer a digestão de
todas as vitaminas e proteínas vegetais.
13 ____ O arroz é rico em uma proteína chamada lisina,
enquanto o feijão contém muita metionina. Segundo a
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),
16 um prato de arroz com feijão garante a absorção de mais de
80% dessas proteínas. Além disso, o arroz oferece
carboidratos, vitaminas e minerais, de acordo com o
19 endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Sônia
Tucunduva.
O Ministério da Saúde sugere o seguinte consumo:
22 uma parte de feijão para duas de arroz. Já a feijoada, com a
inclusão de embutidos como linguiça, joelho e outras partes
24 do porco, torna o prato pouco saudável.
Disponível em: <http://g1.globo.com/bemestar/noticia>.
Acesso em: 21 jul. 2021, com adaptações.
Com base na norma-padrão e nas questões gramaticas referentes ao período “Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um prato de arroz com feijão garante a absorção de mais de 80% dessas proteínas.” (linhas de 14 a 17), assinale a alternativa correta.
Observe a placa abaixo e assinale a alternativa correta: