Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
Foram encontradas 14.232 questões
Levantamento da Fundação Dom Cabral mostrou que em 2/3 das 76 maiores companhias do País há falta de pessoal qualifi cado que elas não conseguem encontrar no mercado. Há vagas abertas para engenheiros, eletricistas, carpinteiros, técnicos em operação e manutenção, secretárias, profi ssionais de Tecnologia da Informação, fi nanças, vendas e até motoristas, em todo o País. Mas, dadas as defi ciências educacionais, muitas vagas não podem ser preenchidas.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 29/5/2010)

Considerando a continuidade do parágrafo, julgue as possibilidades de outra redação para os itens que constituem a enumeração das "três premissas" (L.6), em destaque no texto acima.
I. primeiramente, a distribuição entre todos, de parte substancial dos bens econômicos produzidos pela sociedade, deveria ser tão igual e equitativa quanto humanamente factível; em segundo lugar, a outra parte deveria permanecer com as pessoas como retribuição ao seu talento, esforço e mérito e à quantidade e qualidade da sua contribuição pessoal para a geração dos bens e/ou da riqueza nacional; competiria, por fi m, ao Estado defi nir a quantidade, a ocasião e a forma com que cada pessoa contribuirá para tornar acessível a todos uma parte do que ganha, produz ou possui.
II. a distribuição entre todos, de parte substancial dos bens econômicos produzidos pela sociedade, deveria ser tão igual e equitativa quanto humanamente factível, seria a primeira, a outra parte deveria permanecer com as pessoas como retribuição ao seu talento, esforço e mérito e à quantidade e qualidade da sua contribuição pessoal para a geração dos bens e/ou da riqueza nacional. E competiria ao Estado defi nir a quantidade, a ocasião e a forma que cada pessoa contribuirá para tornar acessível a todos uma parte do que ganha, produz ou possui, seria a terceira.
III. as duas primeiras seriam: a distribuição entre todos, de parte substancial dos bens econômicos produzidos pela sociedade, deveria ser tão igual e equitativa quanto humanamente factível; e a outra parte deveria permanecer com as pessoas como retribuição ao seu talento, esforço e mérito e à quantidade e qualidade da sua contribuição pessoal para a geração dos bens e/ou da riqueza nacional. Como terceira competiria ao Estado defi nir a quantidade, a ocasião e a forma com que cada pessoa contribuirá para tornar acessível a todos uma parte do que ganha, produz ou possui.
Estão respeitadas a coerência entre os argumentos e a correção gramatical apenas em

Julgue o item subsequente, referente às estruturas linguísticas e à organização das ideias do texto acima.

Com relação às estruturas linguísticas e à organização das ideias do
texto acima, julgue os itens seguintes.

Com relação às estruturas linguísticas e à organização das ideias do
texto acima, julgue os itens seguintes.

Com relação às estruturas linguísticas e à organização das ideias do
texto acima, julgue os itens seguintes.

Com relação às estruturas linguísticas e à organização das ideias do texto acima, julgue o item seguinte.
(Texto elaborado a partir do artigo de Gilles Lapouge, publicado no jornal O Estado de S.Paulo, Economia, B14, 11 de julho de 2010)
O comentário acima está redigido com lógica, clareza e correção, sem repetições desnecessárias, em:
O crescimento das cidades
médias, aquelas com mais de 100.000 e menos de 500.000 habitantes, é o grande
fenômeno nacional. Na próxima década, a catarinense Joinville, a gaúcha Caxias
do Sul, Niterói e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e Santos e São José
do Rio Preto, em São Paulo, devem ombrear com Londrina, no Paraná. No sertão
nordestino, a pernambucana Petrolina e a paraibana Campina Grande já se
comportam como metrópoles. Há vários casos de cidades médias que crescem a um
ritmo chinês, como a paulista Hortolândia, a paraense Marabá e Angra dos Reis e
Cabo Frio, estas no Rio de Janeiro. Um estudo da socióloga Diana Motta e
do economista Daniel da Mata, ambos do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, nos últimos dez
anos, elas se converteram no verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro.
Para se ter uma ideia, entre 2002 e 2007 o produto interno bruto cresceu a uma
taxa de 4% ao ano. O das cidades médias contribuiu, em média, 5,4% ao ano -
quase o dobro do crescimento verificado nos municípios grandes. Donas de um parque
industrial e um setor de serviços mais pujantes, elas respondem, agora, por 28%
da economia nacional.
Hoje, um em cada quatro brasileiros vive em
cidades médias. O dinamismo constatado pelos dois pesquisadores é um sinal
inequívoco de progresso. "A
evolução das cidades médias indica que o Brasil está superando uma deficiência
histórica: a concentração da riqueza nos grandes centros situados ao longo do
litoral", diz o economista Danilo Igliori, da Universidade de São Paulo.
No século XVII, frei Vicente do Salvador, considerado o primeiro historiador do
país, condenava o modelo de ocupação do território. "Contentam-se de andar
arranhando (as terras) ao longo do mar como caranguejos", escreveu em sua História do Brazil, publicada em 1630. Somente durante
o milagre econômico dos anos 70 o governo federal percebeu que algumas cidades
médias tinham se tornado polos econômicos regionais, atraíam contingentes de imigrantes
e precisavam adotar políticas específicas para não enfrentar processos de favelização
semelhantes aos vividos por São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto rendeu
frutos. Embora abriguem bolsões de pobreza, esses municípios obtiveram melhores
resultados na preservação de seu tecido urbano.
Em meados dos anos 90, os investidores
depararam com capitais estranguladas e resolveram interiorizar suas operações industriais
e comerciais. Hoje, de cada real produzido nas fábricas brasileiras, 44
centavos são provenientes de unidades instaladas em cidades médias. Um dos
resultados da expansão econômica foi o aumento vertiginoso do setor de
serviços. Tais mudanças conferiram tanta independência às cidades médias que
60% delas não precisam ter maiores vínculos com a região metropolitana da
capital de seu Estado.
(ESPECIAL CIDADES MÉDIAS. Veja, 1 de setembro de 2010, pp. 78-80, com adaptações.)
Com outras palavras, a mesma ideia está expressa com correção e clareza em:
nas novelas. Para ter público, a novela precisa dispor de personagens
de todas as classes sociais, explicava ela, o que exige
uma trama complexa. Acrescento: a mobilidade social é decisiva
nas novelas e se dá sobretudo pelo amor entre ricos e
pobres. Provavelmente as novelas exibam casos de ascensão
social pelo amor - genuíno ou fingido - em proporção maior que
a vida real .... Mas a novela não é um retrato do Brasil, ou melhor,
é sim, mas como aqueles retratos antigos do avô e da avó,
fotografados em preto e branco, mas, depois, cuidadosamente
retocados e coloridos. O fundo é real. A tela: ideais, sonhos,
fantasias.
Novelas vivem de conflitos. Eles são movidos, quase
todos, pela oposição do bem e do mal. Esse confronto dramático
nos empolga. Talvez por isso a democracia não nos
empolgue tanto, no seu dia a dia: porque, nela, os conflitos são
a norma e não a exceção. Ela é o único regime em que divergir,
sem ter de se explicar e justificar, é legítimo. Quando uma
democracia funciona bem, não escolhemos em razão da honestidade
e competência - que deveriam existir nos dois ou mais
lados em concorrência - mas com base nos valores que preferimos,
por exemplo, liberalismo ou socialismo. Mas nossa
tendência, mesmo nas democracias, é converter as eleições em
lutas do bem contra o mal. É demonizar o adversário, transformá-
lo em inimigo. Creio que isso explica por que a democracia,
uma vez instalada, empolga menos que a novela. De
noite, dá mais prazer reeditar o *ágon milenar do bem e do mal,
do que aceitar que os conflitos fazem parte essencial da vida e,
portanto, as duas partes podem ter alguma razão. Aliás, há
muitos séculos que é encenada essa situação de confronto
irremediável entre dois lados que têm razão: desde os gregos
antigos, tem o nome de tragédia. A democracia é uma tragédia
sem final infeliz - ou, talvez, sem final.
As novelas recompensam, em geral, os bons. Mas eles
são bons só na vida privada. É difícil alguém se empenhar em
melhorar a cidade, a sociedade. As personagens boas são
afetuosas, solidárias, mas não têm vida pública. As personagens
más são menos numerosas, mas são indispensáveis.
Condimentam a trama. Seu destino é mais variado, e assim
deve ser, se quisermos uma boa novela. Não podem ser todas
punidas, nem sair todas impunes.
* ágon - elemento de origem grega: assembleia; local onde se realizam
jogos sacros e lutas; luta.
(Trecho do artigo de Renato Janine Ribeiro. O Estado de S.
Paulo, C2+música, D17, 11 de setembro de 2010, com
adaptações.)
As frases acima, do final do texto, se organizam de modo lógico, claro e correto em um único período, sem alteração do sentido original, em:
Em seus 20 anos de existência, completados neste ano,
o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) contribuiu para
importantes avanços sociais do país. Ao reunir com clareza o
conjunto de direitos dos jovens, o código forneceu instrumentos
ao Ministério Público e à Justiça para tornar mais eficiente o
combate ao trabalho infantil e garantir oferta de vagas em
escolas públicas. Entre outros aspectos relevantes, o ECA
também se mostrou útil para formar consensos e nortear
políticas governamentais.
O estatuto ainda não foi integralmente implementado e
tem encontrado entraves à aplicação de seus princípios em
algumas áreas, sobretudo no tratamento dos adolescentes
infratores.
Em que pese a impressão de que a legislação é leniente
nesses casos e dificulta a aplicação de punições, uma pesquisa
da Universidade Federal da Bahia em diversos Tribunais de
Justiça no país concluiu que o tratamento dispensado ao
adolescente infrator é mais severo do que aquele aplicado aos
criminosos adultos. Juízes se inclinaram pela pena mais pesada,
de internação, em 86% dos casos analisados.
Também são constatadas falhas na garantia dos direitos
dos jovens nos processos, como audiências apressadas e sem
testemunhas de defesa - ou insuficiência de provas para a
condenação. Cogitam-se mudanças no texto com o intuito de
melhor detalhar as responsabilidades do poder público na
execução das medidas socioeducativas. Nenhuma alteração,
contudo, será suficiente se não forem criadas condições para
aplicar as sanções alternativas, como a liberdade assistida, com
acompanhamento de especialistas. São raros os municípios que
contam com equipes preparadas e meios para implementar
esses procedimentos. Essa deveria ser uma das prioridades do
Estado ao lidar com crianças e adolescentes. Se juízes
parecem atuar com excessivo rigor, inclinando-se pela internação,
o fazem para responder a pressões da sociedade, que
se sente vítima da insegurança, e por falta de condições para
aplicar medidas mais adequadas.
(Folha de S. Paulo, editorial, 14/07/2010)
o polêmico artigo "Estará o Google nos tornando estúpidos?" O
texto ganhou a capa da revista e, desde sua publicação,
encontra-se entre os mais lidos de seu website. O autor nos
brinda agora com The Shallows: What the internet is doing
with our brains, um livro instrutivo e provocativo, que dosa
linguagem fluida com a melhor tradição dos livros de
disseminação científica.
Novas tecnologias costumam provocar incerteza e medo.
As reações mais estridentes nem sempre têm fundamentos
científicos. Curiosamente, no caso da internet, os verdadeiros
fundamentos científicos deveriam, sim, provocar reações muito
estridentes. Carr mergulha em dezenas de estudos científicos
sobre o funcionamento do cérebro humano. Conclui que a
internet está provocando danos em partes do cérebro que
constituem a base do que entendemos como inteligência, além
de nos tornar menos sensíveis a sentimentos como compaixão
e piedade.
O frenesi hipertextual da internet, com seus múltiplos e
incessantes estímulos, adestra nossa habilidade de tomar
pequenas decisões. Saltamos textos e imagens, traçando um
caminho errático pelas páginas eletrônicas. No entanto, esse
ganho se dá à custa da perda da capacidade de alimentar
nossa memória de longa duração e estabelecer raciocínios mais
sofisticados. Carr menciona a dificuldade que muitos de nós,
depois de anos de exposição à internet, agora experimentam
diante de textos mais longos e elaborados: as sensações de
impaciência e de sonolência, com base em estudos científicos
sobre o impacto da internet no cérebro humano. Segundo o
autor, quando navegamos na rede, "entramos em um ambiente
que promove uma leitura apressada, rasa e distraída, e um
aprendizado superficial."
A internet converteu-se em uma ferramenta poderosa
para a transformação do nosso cérebro e, quanto mais a
utilizamos, estimulados pela carga gigantesca de informações,
imersos no mundo virtual, mais nossas mentes são afetadas. E
não se trata apenas de pequenas alterações, mas de mudanças
substanciais físicas e funcionais. Essa dispersão da atenção
vem à custa da capacidade de concentração e de reflexão.
(Thomaz Wood Jr. Carta capital, 27 de outubro de 2010, p. 72,
com adaptações)
anos. Nossa espécie, o Homo sapiens, apareceu em torno de
200 mil anos atrás, na África. Se concentrássemos 4,5 bilhões
de anos em uma hora, nosso aparecimento teria ocorrido há
menos de dois décimos de segundo. Somos a presença mais
recente neste planeta.
Evidências fósseis e genéticas indicam que grandes
migrações da África em direção à Eurásia e à Oceania ocorriam
já há 70 mil anos. A fala parece ter surgido há pelo menos
50 mil. Há apenas 10 mil nós nos organizamos em sociedades
agrárias, capazes de se sustentarem com o plantio e colheita
regular de espécies de vegetais domesticados. Certamente,
quando essas sociedades começaram a se organizar, alguns
animais também foram domesticados.
Antes dessas sociedades agrárias, bandos de homens e
mulheres corriam pelas savanas e planícies eurasiáticas à
procura de alimentos e de abrigo. Os perigos eram muitos, de
animais predadores e grupos inimigos a fenômenos naturais
violentos como misteriosos vulcões e terremotos. Para
sobreviver, nunca se podia baixar a guarda.
Desde cedo, ficou claro aos nossos antepassados que a
natureza tinha seus próprios ritmos, alguns regulares e outros
irregulares. A linguagem nasceu tanto para facilitar a sobrevivência
dos grupos quanto para imitar os sons ouvidos pelo
mundo, de cachoeiras e trovões aos pássaros e aos temidos
tigres. Se a natureza cantava, os homens queriam cantar
também.
Recentemente foram descobertos os instrumentos musicais
mais antigos, flautas feitas de ossos de abutres e mamutes,
datando de 35 e 40 mil anos atrás. Os objetos foram encontrados
em uma região da Alemanha, provando que não só humanos
já haviam saído da África, como também haviam desenvolvido
habilidades musicais e artesanais. Se o vento assobiava
ao passar por frestas e galhos, se gotas caíam ritmicamente
das folhas, os homens procuravam imitar esses sons, criando
os instrumentos capazes de fazê-lo.
Pinturas nas cavernas da Europa e da África, algumas
datando de mais de 20 mil anos, mostram uma enorme variedade
de animais e também de cenas de caçadas e de rituais.
Provavelmente grupos se reuniam nas cavernas para comer,
dormir e celebrar uma boa caça. As pinturas poderiam ser tanto
ornamentos quanto desenhos ritualísticos que faziam parte de
cerimônias religiosas. Certamente o som das flautas e dos tambores
acompanhava os rituais, talvez até na tentativa de imitar
os grunhidos dos animais e os sons do ambiente natural onde
viviam.
A música e a pintura não eram as únicas expressões
artísticas dessas sociedades. A escultura também. O impulso
criativo parece ser tão antigo quanto nossa espécie. Do pouco
que conhecemos a respeito dos nossos ancestrais, identificamos
neles bastante do que somos hoje. A diferença é que eles
viviam em comunhão com o mundo ? e não em guerra com ele.
(Marcelo Gleiser. Folha de S. Paulo, Mais!, 23 de
agosto de 2009, com adaptações)
A frase cuja lacuna estará corretamente preenchida pela palavra grifada acima é:
"Uma coisa faz muito sentido nesse tema: não deixe entrar aquilo de que você tem dúvida;" (L. 24-25) Qual das palavras a seguir confere sentido mais específico à palavra "coisa"?

Com relação às ideias e aspectos linguísticos do texto, julgue os
itens de 23 a 29.


