Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q101406 Português
A respeito das estruturas lingüísticas do texto II, assinale a opção correta.
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Q101401 Português
A respeito das estruturas lingüísticas do texto I, assinale a opção correta.
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Q101397 Português
O texto torna-se incoerente ou incorreto caso se substitua
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Q101391 Português
Assinale a opção em que a supressão da palavra ou expressão sublinhada provoca erro na estrutura sintática ou incoerência textual.
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Q101385 Português
Assinale a opção correta referente ao emprego, no texto, de elementos anafóricos e de outros recursos de coesão e coerência textual.
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Q101384 Português
Assinale a opção em que a reescritura do período final está de acordo com a norma culta da língua portuguesa e mantém-se coerente com o restante do texto.
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Q99029 Português
Preserva-se tanto a correção gramatical quanto a coerência textual ao se empregar o infinitivo desencadear, com função de substantivo, em lugar do substantivo “desencadeamento” (L.2).
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Q98877 Português
"...existe a percepção de que algo tem que ser feito a mais para de fato levar a saúde a toda a população." (L.30-31)

A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. Em levar a saúde a toda a população, há uma preposição e dois artigos.

II. Em levar a saúde a toda a população, a última ocorrência da palavra a poderia ser suprimida sem provocar grave alteração de sentido.

III. Em levar a saúde a toda a população, a primeira ocorrência da palavra a poderia ser suprimida sem provocar grave alteração de sentido.

Assinale:
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Q97919 Português
Texto II

Tristeza de Cronista

A moça viera da cidade para os lados de Botafogo. No ônibus repleto, dois rapazes de pé conversavam, e sua conversa era ouvida por todos os passageiros. (Inconveniente dos hábitos atuais). Eram dois rapazes modernos, bem vestidos, bem nutridos. (Ah! Este excesso de vitaminas e de esportes!). Um não conhecia quase nada da cidade e outro servia-lhe de cicerone. Mostrava-lhe, pois, a avenida e os seus principais edifícios, a Cinelândia, o Obelisco, o Monumento dos Pracinhas, o Museu de Arte Moderna, o Aterro, o mar...
      O outro interessava-se logo pelas minúcias: qual o melhor cinema? Quantos pracinhas estão ali? que se pode ver no museu? Mas os ônibus andam tão depressa e caprichosamente que as perguntas e respostas se desencontravam. (Que fôlego humano pode competir com o de um ônibus?).
     Quanto ao Pão de Açúcar, o moço não manifestou grande surpresa: já o conhecia de cartões-postais;
apenas exprimiu o seu receio de vir o carrinho a enguiçar. Mas o outro combateu com energia tal receio, como se ele mesmo fosse o engenheiro da empresa ou, pelo menos, agente turístico.
     Assim chegaram a Botafogo, e a atenção de ambos voltou-se para o Corcovado, porque um dizia: “Quando você vir o Cristo mudar de posição, e ficar de lado e não de frente, como agora, deve tocar a campainha, porque é o lugar de saltar”. O companheiro prestou atenção.
     Mas, enquanto não saltava, o cicerone explicou ao companheiro: “Nesta rua há uma casa muito importante. É a casa de Rui Barbosa. Você já ouviu falar nele?” O outro respondeu que sim, porém sem grande convicção.
     Mais adiante, o outro insistiu: “É uma casa formidável. Imagine que tudo lá dentro está conforme ele
deixou!” O segundo aprovou, balançando a cabeça com muita seriedade e respeito. Mas o primeiro estava empolgado pelo assunto e tornou a perguntar: “Você sabe quem foi Rui Barbosa, não sabe?” O segundo atendeu ao interesse do amigo: “Foi um sambista, não foi?” O primeiro ficou um pouco sem jeito, principalmente porque uns dois passageiros levantaram a cabeça para aquela conversa. Diminuiu um pouco a voz: ”Sambista, não”. E tentou explicar. Mas as palavras não lhe ocorriam e ficou por aqui: “Foi... foi uma pessoa muito falada”. O outro não respondeu.
     E foi assim que o Cristo do Corcovado mudou de posição sem eles perceberem, e saltaram fora do ponto.
     Ora, a moça disse-me; “Você com isso pode fazer uma crônica”. Respondi-lhe: “A crônica já está feita por si mesma. É o retrato deste mundo confuso, destas cabeças desajustadas. Poderão elas ser consertadas? Haverá maneira de se pôr ordem nessa confusão? Há crônicas e crônicas mostrando o caos a que fomos lançados. Adianta alguma coisa escrever para os que não querem resolver?”
      A moça ficou triste e suspirou. (Ai, nós todos andamos tristes e suspirando!).

Meireles, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Círculo do livro, s/d.


Ao proceder-se a reescritura do fragmento “... sua conversa era ouvida por todos os passageiros.” (§ 1º.), só ocorre inadequação em
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Q97911 Português
Os textos desta prova se referem a cenas e cenários cariocas.

Texto I

A Fábula da Cidade

      Uma casa é muito pouco para um homem; sua verdadeira casa é a cidade. E os homens não amam as cidades que os humilham e sufocam, mas aquelas que parecem amoldadas às suas necessidades e desejos, humanizadas e oferecidas – uma cidade deve ter a medida do homem.
     É possível que, pouco a pouco, os lugares cordiais da cidade estejam desaparecendo, desfigurados pelo progresso e pela técnica, tornados monstruosos pela conspiração dos elementos que obrigam as criaturas a viver como se estivessem lutando, jungidas a um certo número de rituais que as impedem de parar no meio de uma calçada para ver uma criança ou as levam a atravessar uma rua como se estivessem fugindo da morte.
      Em cidades assim, a criatura humana pouco ou nada vale, porque não existe entre ela e a paisagem a
harmonia necessária, que torna a vida uma coisa digna. E o habitante, escravizado pelo monstro, vai-se repetindo diariamente, correndo para as filas dos alimentos, dos transportes, do trabalho e das diversões, proibido de fazer
algo que lhe dê a certeza da própria existência.
       Não será excessivo dizer que o Rio está correndo o perigo de incluir-se no número das cidades desumanizadas, devoradas pela noção da pressa e do combate, sem rostos que se iluminem em sorrisos e lugares que convidem à permanência.
       Mal os seus habitantes podem tomar cafezinho e conversar sentados; já não se pode passear nem sorrir nem sonhar, e as pessoas andam como se isso fosse um castigo, uma escravidão que as leva a imaginar o refúgio das casas onde as tardes de sábado e os domingos as insulam, num temor de visitas que escamoteiam o descanso e a intimidade familiar. E há mesmo gente que transfere os sonhos para a velhice, quando a aposentadoria, triunfante da morte, facultar dias inteiros numa casa de subúrbio, criando canários, decifrando palavras cruzadas, sonhando para jogar no bicho, num mister que justifique a existência. E outras pessoas há que esperam o dia em que poderão fugir da cidade de arranha-céus inamistosos, de atmosferas sufocantes, de censuras e exigências, humilhações e ameaças, para regressar aos lugares de onde vieram, iludidas por esse mito mundial das grandes cidades. E ainda existem as que, durante anos e anos, compram terrenos a prestações ou juntam dinheiro à espera do dia em que se plantarão para sempre num lugar imaginário, sem base física, naquele sítio onde cada criatura é um Robinson atento às brisas e delícias de sua ilha, ou o síndico ciumento de um paraíso perdido.
        Para que se ame uma cidade, é preciso que ela se amolde à imagem e semelhança dos seus munícipes,
possua a dimensão das criaturas humanas. Isso não quer dizer que as cidades devam ser pequenas; significa
apenas que, nas mudanças e transfigurações, elas crescerão pensando naqueles que as habitam e completam, e
as tornam vivas. Pois o homem é para a cidade como o sangue para o corpo – fora disso, dessa harmoniosa
circulação, há apenas cadáveres e ruínas.
       O habitante deve sentir-se livre e solidário, e não um guerreiro sozinho, um terrorista em silêncio. Deve encontrar na paisagem os motivos que o entranham à vida e ao tempo. E ele não quer a paisagem dos turistas, onde se consegue a beleza infensa dos postais monumentalizados; reclama somente os lugares que lhe estimulem a fome de viver, sonegando-o aos cansaços e desencantos. Em termos de subúrbio, ele aspira ao bar debaixo de árvores, com cervejinha gelada e tira-gosto, à praça com “playground” para crianças, à retreta coroada de valsas.
        Suprimidas as relações entre o habitante e seu panorama, tornada incomunicável a paisagem, indiferente a cidade à fome de simpatia que faz alguém preferir uma rua à outra, um bonde a um ônibus, nada há mais que fazer senão alimentar-se a criatura de nostalgia e guardar no fundo do coração a imagem da cidade comunicante, o reino da comunhão humana onde se poderia dizer “bom dia” com a convicção de quem sabe o que isso significa.
         E esse risco está correndo o Rio, cidade viva e cordial. Um carioca dos velhos tempos ia andando pela avenida, esbarrou num cidadão que vinha em sentido contrário e pediu desculpas. O outro, que estava transbordante de pressa, indignou-se:
       O senhor não tem o que fazer? Esbarra na gente e ainda se vira para pedir desculpas?
       Era a fábula da cidade correndo para a desumanização.

Ledo Ivo. Crônicas – Antologias Escolares Edijovem – organizada por Herbert Sale. Rio de Janeiro: EditoraTecnoprint SA, s/d.

Analisando-se a estrutura textual, a identificação incoerente ocorre em
Alternativas
Q97684 Português
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Com base na organização do texto acima, julgue os itens
subseqüentes.



Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao se escrever, em lugar da oração desenvolvida “que todos sejam forçados” (L.2-3), a reduzida equivalente serem todos forçados.
Alternativas
Q97674 Português
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Acerca das idéias do texto acima e de suas estruturas lingüísticas,
julgue os itens de 1 a 9.

A retirada da expressão “ter começado a” (L.1) preservaria a correção gramatical e a coerência da argumentação do texto, mas a idéia de que o processo de mudança se estende do passado ao presente seria perdida.
Alternativas
Q97613 Português
“‘É inconstitucional!’ Durante o governo FHC, essa era a primeira coisa que a oposição dizia. Durante o governo Lula, a oposição começa sempre pelo bordão: ‘É um atentado às liberdades constitucionais!’” (L.1-4)

Analise os itens a seguir a respeito do trecho acima:

I. O essa tem valor dêitico (ou díctico).

II. O vocábulo Durante pode ser classificado como preposição acidental.

III. O termo às liberdades constitucionais se classifica como complemento nominal.
Alternativas
Q97242 Português
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Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima.


A substituição de “cujo” (L.2) por o qual mantém a correção gramatical do período.
Alternativas
Q97235 Português
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Julgue os seguintes itens, a respeito do texto acima.

O termo “no entanto” (L.12) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período e sem alteração das informações originais, ser substituído por qualquer um dos seguintes: porém, contudo, conquanto, contanto que.
Alternativas
Q97231 Português
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Julgue os próximos itens, a respeito da organização e das ideias
do texto acima.

A expressão “uma vez que” (L.11) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período e sem alteração das informações originais, ser substituída por qualquer uma das seguintes: visto que, já que, pois, porque, porquanto.
Alternativas
Q97227 Português
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Julgue os próximos itens, a respeito da organização e das ideias
do texto acima.

O termo “mesmo que” (L.1) pode, sem prejuízo para a correção gramatical do período e sem alteração das informações originais, ser substituído por qualquer um dos seguintes: ainda que, por muito que, por mais que, porquanto, uma vez que.
Alternativas
Q97215 Português
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Com referência ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

Na linha 10, o termo “o que” refere-se ao antecedente “atuarem em meio a uma tormenta”.
Alternativas
Q97212 Português
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Com referência ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

A substituição de “assim que” (L.4) por logo que mantém a correção gramatical do período.
Alternativas
Q97208 Português
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Em relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima,
julgue os itens de 1 a 10.

A substituição de “Ao ser” (L.15) por Quando foi prejudica a correção gramatical e a informação original do período.
Alternativas
Respostas
12521: C
12522: D
12523: C
12524: E
12525: D
12526: A
12527: C
12528: E
12529: E
12530: D
12531: C
12532: C
12533: D
12534: E
12535: E
12536: C
12537: E
12538: C
12539: C
12540: E