Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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I - O piloto ainda ficou rodando com o motor dentro d’água para chegar às pedras da cabeceira da pista.
II - Eles escutaram um estrondo e depois perceberam a queda.
III - Segundo pescadores, que ficam perto do antigo restaurante Albamar, a aeronave vinha de Botafogo em direção à Ponte Rio-Niterói.
IV - O jatinho chegou a decolar do Aeroporto Santos Dummont, mas, devido a uma pane, precisou retornar à pista e acabou caindo na água e causando enorme ruído.
Disponível em: www.oglobo.com. Acesso em: 12 ago. 2010.
A sequência correta, de cima para baixo, é
De acordo com o registro culto e formal da língua, as formas verbais que preenchem as lacunas do trecho acima são, respectivamente,
A estrutura linguística que NÃO faz referência à expressão “versos escritos” é
Só em teoria podemos falar no sentido “verdadeiro” das palavras. Na prática, um vocábulo terá o significado que os falantes de uma determinada época atribuírem a ele- é simples e trágico assim. Vejam o que vem acontecendo com jovial, que significava precisamente “alegre, folgazão, divertido, espirituoso”. Derivado de Júpiter (ou Jovis), (o mesmo Zeus dos gregos), este adjetivo entrou na língua por meio das duas irmãs, a Astrologia e a Astronomia, que eram muito mais próximas na Antiguidade Clássica do que hoje. Os astrônomos romanos só conheciam, além da Terra, os cinco planetas observáveis a olho nu, todos batizados com nomes do panteão divino: Júpiter, Mercúrio, Marte, Vênus e Saturno. Ao que parece, o batismo desses planetas seguiu mais ou menos um critério de comparação de sua aparência e de seu comportamento com as características de cada divindade. Mercúrio ganhou o nome do veloz mensageiro dos deuses por causa da rapidez com que se move; Júpiter recebeu o nome do deus supremo do Olimpo por seu brilho intenso e por sua trajetória peculiar, mais lenta e majestosa que a dos planetas mais próximos. E assim por diante.
Para os romanos, as pessoas nascidas sob a influência de um planeta deveriam apresentar as características do deus correspondente. Júpiter era visto como uma divindade feliz, exuberante, alegre- daí o adjetivo jovialis, do Latim Tardio, pai de nosso jovial e avô de jovialidade e jovializar. Apreciem, prezados leitores, a clareza do bom Morais, cujo dicionário é de 1813: “Jovial- amigo de rir, e fazer rir”! E o Machado, então? O exemplo que trago, do conto Uma Noite, fala mais que qualquer dicionário: “Isidoro não se podia dizer triste, mas estava longe de ser jovial”.
Este vocábulo e seus descendentes nada têm a ver com jovem e juventude, que vêm de família completamente diferente; no entanto, a grande semelhança entre os dois radicais (e o desconhecimento da origem mitológica de jovial) está fazendo muita gente usar um pelo outro. Todo santo dia, deparo com artigos que falam de pele jovial, roupa jovial, corte de cabelo mais jovial, onde há uma clara referência a jovem. Evolução? Não acho; a perda de uma diferença na língua sempre será um momento de luto, porque nos empobrece.
(MORENO, Claúdio. O Prazer das Palavras. p. 74)

Julgue os itens a seguir acerca do texto I.
I. Em “pois os afazeres privados difere dos públicos somente em magnitude" (linhas 7 e 8) há um problema de concordância, pois o verbo deveria concordar com seu sujeito que está posposto ao verbo.
II. Em “gerem negócios privados; e os que sabem empregá- los" (linhas 13 e 14) o ponto e vírgula foi empregado porque a conjunção “e" foi utilizada inadequadamente em uma enumeração.
III. O vocábulo “Nicomaquides" (linha 5) exerce função de aposto.
IV. O vocábulo “ambos" (linha 17) é um elemento anafórico que retoma os tipos de negócios mencionados em “conduzem tanto os negócios públicos quanto os privados, judiciosamente," (linhas 14 e 15).
A quantidade de itens certos é igual a
Vários estudos têm alertado que tanto a população da
Terra quanto os níveis de consumo crescem mais rapidamente
do que a capacidade de regeneração dos sistemas naturais. Um
dos mais recentes, o relatório Planeta Vivo elaborado pela ONG
internacional WWF, estima que atualmente três quartos da
população mundial vivem em países que consomem mais
recursos do que conseguem repor.
Só Estados Unidos e China consomem, cada um, 21%
dos recursos naturais do planeta. Até 1960, a maior parte dos
países vivia dentro de seus limites ecológicos. Em poucas
décadas do atual modelo de produção e consumo, a humanida-
de exauriu 60% da água disponível e dizimou um terço das
espécies vivas do planeta.
"O argumento de que o crescimento econômico é a
solução já não basta. Não há recursos naturais para suportar o
crescimento constante. A Terra é finita e a economia clássica
sempre ignorou essa verdade elementar", afirma o ecoecono-
mista Hugo Penteado. Ele não está sozinho. A urgência dos
problemas ambientais e suas implicações para a economia das
nações têm sido terreno fértil para o desenvolvimento da
ecoeconomia, ou economia ecológica, que não é exatamente
nova. Seus principais expoentes começaram a surgir na década
de 1960. Hoje, estão paulatinamente ganhando projeção graças
à visibilidade que o tema sustentabilidade conquistou.
Para essa escola, as novas métricas para medir o cres-
cimento não bastam, embora sejam bem-vindas em um proces-
so de transição. Para a ecoeconomia, é preciso parar de cres-
cer em níveis exponenciais e reproduzir – ou "biomimetizar" – os
ciclos da natureza: para ser sustentável, a economia deve cami-
nhar para ser cada vez mais parecida com os processos
naturais.
"A economia baseada no mecanicismo não oferece mais
respostas. É preciso encontrar um novo modelo, que dê res-
postas a questões como geração de empregos, desenvolvi-
mento com qualidade e até mesmo uma desmaterialização do
sistema. Vender serviços, não apenas produtos, e também pro-
duzir em ciclos fechados, sem desperdício", afirma o professor
Paulo Durval Branco, da Escola Superior de Conservação
Ambiental. De acordo com ele, embora as empresas venham
repetindo a palavra sustentabilidade como um mantra, são pou-
quíssimas as que fizeram mudanças efetivas em seus modelos
de negócio. O desperdício de matérias-primas, o estímulo ao
consumismo e a obsolescência programada (bens fabricados
com data certa para serem substituídos) ainda ditam as re-
gras.
(Texto adaptado do artigo de Andrea Vialli. O Estado de S.
Paulo, H4 Especial, Vida &Sustentabilidade, 15 de maio de 2009)


Considerando o texto acima, julgue os itens de 1 a 10.
I – A oração “que cursaram de 5ª a 8ª série” tem valor restritivo (linhas 9 e 10) e está no plural para concordar com “pessoas” (linha 9).
II – A substituição do termo “encobre” (linha 2) por exibe prejudica o sentido original do texto.
III – As palavras “considerando” (linha 9), “alfabetizado” (linha 10) e “independentemente” (linha 17) são advérbios e, ao mesmo tempo, paroxítonas.
IV – O pronome “os” (linha 19) refere-se a “os alunos” (linha 18).
V – Na linha 4, a conjunção “como” denota valor concessivo e pode ser substituída por isto é, sem acarretar prejuízo semântico ao texto.
Estão certos apenas os itens
1. No período que começa com “A cara mais...” e termina com “Estados Unidos”, verifica-se a presença do pronome relativo que (sublinhado no texto) duas vezes: na primeira vez, ele inicia uma oração intercalada, que poderia ser excluída sem grande prejuízo de sentido ao período; já na segunda, ele inicia uma oração adjetiva restritiva que, como tal, não pode ser excluída sem afetar o sentido do período.
2. Os vocábulos “exercício”, “história” e “usuário” são acentuados devido à mesma regra de acentuação gráfica.
3. A crase em “Antes que nos lancemos às especulações sobre o futuro...” poderia ser retirada sem ferir a gramática normativa.
4. Em “É, portanto, uma invenção tecnologicamente perfeita.”, o conectivo “portanto” poderia ser substituído por “pois”, sem prejuízo gramatical ou de sentido.
5. O plural da oração “O livro passará a ser comprado por um milhão de crianças” é: “Os livros passarão a serem comprados por duas milhões de crianças”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. A expressão “Pena que…” é um conector que dá início ao segundo parágrafo e tem função afetiva, isto é, revela um sentimento do autor do texto.
2. O conectivo “Ainda assim…” , que introduz o terceiro parágrafo, pode ser substituído por “No entanto…” sem que o sentido do texto se altere.
3. Na frase “Diante de tantos acidentes patrióticos mundo afora, o nosso impávido colosso que ergue da justiça a clava forte merece ser louvado.” a palavra sublinhada é uma conjunção consecutiva, isto é, indica uma consequência do fato expresso na oração anterior.
4. Na frase “Antes de cair em desuso, ser varrido para a pilha dos hábitos ideologicamente caretas ou não encontrar eco no vale-tudo em que se transformou o ambiente escolar nacional…”, a preposição em, que antecede o pronome relativo, foi exigida pela regência do verbo “transformar-se”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.





