Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q366634 Português
MÚSICA NO TÁXI
                                 Carlos Drummond de Andrade

01  Prazeres do cotidiano. Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar para o seu destino
02  (manda, não, pede por favor) e resigna-se a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
03  despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão por todo o
04  percurso. É a fatalidade da vida, quando se tem pressa.
05  Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os acordes
06  melódicos dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
07  Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala Cecília
08  Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor. Cumpre agradecer
09  a fineza:
10  – Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar ____ passageiros, oferecendo-lhes música e
11  não barulho e crimes.
12  – Não tem de quê. O senhor também aprecia? 13 – O quê? 14 – Strauss. É um dos meus prediletos.
15  – Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
16  – Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor também gostava
17  ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
18  – E já lhe aconteceu desligar?
19  – Ih, tantas vezes. Fico observando ____ fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados, disfarçam, não
20  dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já pensou: chamar
21  Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de executivo. Disse que precisava
22  se concentrar, por causa de um negócio importante, e Tchaikovski perturbava a concentração.
23  – Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
24  – Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cúmulo da falta de respeito.
25  – Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
26  Olhou-me admirado:
27  – Como é que o senhor viu?
28  – Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é?
29  Virou-se com tristeza na voz?
30  – Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é só a
31  gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas melhorarem este
32  ano...
33  – Melhoram. As coisas __________ melhorar – achei do meu dever confortá-lo.
34  – Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
35  vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra encantar a
36  alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
37  – Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete – quem sabe?, talvez até seja o
38  mesmo que lhe pertenceu – será uma festa.
39  – Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar razoavelmente.
40  Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra estudar nem meia hora por
41  dia.
42  – O importante é gostar de música, tem amor e devoção por música, e está-se vendo que o senhor tem de 43sobra.
44   – Lá isso ta certo.
45  – Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma orquestra
46  comum. Ninguém precisa ser grande em nada, desde que cultive alguma coisa bonita na vida. 47 Seu rosto iluminou-se.
48  – Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos tais que
49  arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter vaidade? Mas
50  um sonho __________. Sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando... Bobagem, o senhor
51  desculpe. Agora a sua palavra _______ tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é _________ que gostem de
52  mim, que ela goste de mim. Obrigado ao senhor
53  Olhei o taxímetro, tirei a carteira.
54 – Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!

(Boca de Luar, 6ª ed., págs. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
O segmento grifado está substituído pelo pronome correspondente de modo incorreto somente na alternativa:
Alternativas
Q356972 Português

       O Twitter e o cargo público

       O último levantamento do “Politweets” aponta que 391 políticos eleitos no Brasil já aderiram ao Twitter. O número não representa a parcela de políticos presentes na rede de microblogging, visto que muitos estão sem mandato e concorrem ao pleito neste ano. Além disso, há centenas de vereadores nas mais de seis mil cidades brasileiras que ingressam na rede sem se identificar como tal.
       Não há como negar, no entanto, que a cada dia, o Twitter ganha novos adeptos na política – seja para quem a faz diretamente ou simplesmente se interessa por ela – e que a ferramenta vem se consolidando como instrumento necessário para o exercício de qualquer cargo público. É uma maneira fácil e rápida de disseminar uma mensagem, socializar uma agenda, divulgar um espaço (blog, site, endereço em redes sociais) e estreitar o relacionamento com a população, permitindo que ela possa acompanhar o dia a dia de seus eleitos.
       O Twitter é, portanto, um facilitador para o encontro entre eleitor e eleito (ou postulante ao cargo). Não se trata de uma ferramenta que faça ganhar eleição, mas pode ajudar um candidato a perdê-la para um concorrente que esteja mais próximo do seu público, usando a rede de microblogging.
       O desafio é ser ouvido: escândalos afastam o cidadão da política.
       A principal função do Twitter na política é aproximar quem quer falar de quem quer ouvir e o grande desafio é ser ouvido. Com um sistema político complexo e de difícil compreensão para quem não tem intimidade com o tema, uma sucessão de escândalos envolvendo toda a sorte de partidos, o desinteresse pela política brasileira é um fato que assusta e cria um perverso círculo vicioso no qual a maioria das pessoas simplesmente detesta política e políticos. Todos são iguais, é comum ouvir, levando ao raciocínio de que a escolha, no fundo, não faz diferença – uma constatação que em última instância ameaça a própria democracia.
       A esperança é que o Twitter – ainda não se sabe o real potencial transformador da ferramenta – possa fazer com que os eleitores estejam mais abertos a ouvir quem tem o que dizer sobre política. O sucesso da dinâmica desse contato exige tempo e dedicação. Portanto, uma estratégia de atuação política neste espaço vai muito além dos cinco minutos necessários para criar uma conta na rede de microblogging. É preciso ter um bom conteúdo para conquistar e manter os eleitores –usuários.
       Para que possa ser útil para a política e para a democracia, o Twitter exige relacionamento transparente e engajamento de ambas as partes: sociedade e políticos.
       (...)
       Relacionamento em redes sociais não é como campanha, que tem começo e fim. É um trabalho que não possui prazo para terminar, o que é muito positivo – assim espera-se, visto que ainda não sabemos como será o comportamento dos hoje candidatos, amanhã eleitos.
       Com o passar do tempo, a tendência é que os laços entre eleitor e eleito fiquem mais fortes, reduzindo o déficit democrático de nosso atual sistema político e promovendo a necessária participação da população nas decisões do seu representante durante todo o mandato.
       O olhar para uma rede planejada e sólida poderá oferecer ao político um grande panorama das necessidades e anseios do pensamento público. Isso permitirá realizar consultas rápidas antes de uma resolução, a participação popular em projetos ainda em discussão ou ainda corrigir os rumos de algo já decidido. A pressão popular via Twitter tende a crescer e ganhar rumos ainda desconhecidos.
       Tudo isso, do ponto de vista da comunicação e da estratégia política, exige um plano de implantação e, mais do que tudo, de manutenção em longo prazo.
      (...)

(Larissa Squeff é estrategista de política em mídias digitais e redes sociais da Maquina Public Relations. André de Abreu é gestor da Máquina Web, unidade de mídias digitais e redes sociais da Máquina Public Relations, e membro do COM +, grupo de pesquisa em Comunicação, Jornalismo e Mídias Digitais da ECA – USP)

O pronome “ela” destacado nas frases têm como referência, respectivamente: “... simplesmente se interessa por ela...” “... permitindo que ela possa...”
Alternativas
Q356580 Português
Na linha 21, o pronome o refere-se
Alternativas
Q356579 Português
Na linha 13, visando manter a coerência no período, a lacuna deveria ser preenchida por:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNDATEC Órgão: CEEERS Prova: FUNDATEC - 2010 - CEEERS - Administrador |
Q356222 Português
Assinale a alternativa que não pode substituir haja vista (linha 28) sob pena de provocar dano estrutural ao texto.
Alternativas
Q342596 Português
TEXTO 1: Os muros nas favelas e a segregação social

Sob o argumento da proteção ambiental, 13 comunidades, 11 delas localizadas na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, serão cercadas por muros de 3,4 metros de altura, em média. É mais que óbvio para todos a importância que proteger a Mata Atlântica tem nos dias atuais. É claro que o poder público deve se apropriar dessa pauta, a fim de resolver problemáticas como as do desmatamento. Entretanto, ao analisarmos a eficácia e a legitimidade desse projeto, podem-se concluir alguns equívocos, que contribuem para a formação de limites sociais, e não ecológicos.
Tomando como referência a formação desses limites sociais, pode-se aferir a exasperação dos conflitos entre os moradores dessas comunidades e os moradores de classe média, já que a sensação de "segurança" é relacionada diretamente à construção do muro, que, por sua vez, pode aprofundar diversos estigmas que são projetados à população das favelas.
Quando um muro é construído para separar pessoas, nenhuma outra questão está colocada, a não ser a produção de segregação social e espacial. Não podemos esquecer as políticas de sanitarização do século 19, que contribuíram para a visão da pobreza como doença, sujeira e outras coisas mais. Essas políticas, além de moverem os moradores de baixa renda para locais distantes, no caso os subúrbios, estão diretamente relacionadas ao empreendedorismo imobiliário cujo público alvo era as elites emergentes.
A inquietação com o crescimento das favelas deve ter como centro o combate à pobreza, o acesso a direitos e uma política habitacional adequada. Não deve, de forma alguma, ser tratada de forma imediatista, expressando assim o caráter eleitoreiro de nossas políticas públicas. Além do mais, todas as pesquisas relacionadas ao tema nunca contam com a participação de associações de moradores e plebiscitos que são realizados nas comunidades.
(http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/05/26/os-...
A alternativa cuja forma destacada se comporta, do ponto de vista da função textual, como um sintagma nominal de base anafórica, ao retomar “o já dito” atrelado ao que “se está escrevendo” no processo de construção do texto, é:

Alternativas
Q341616 Português
Assinale a opção em que a substituição do(s) elemento(s) coesivo(s) do texto acarretaria erro gramatical e/ou prejuízo aos sentidos do texto.

Alternativas
Q341613 Português
Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.

I – Na linha 9, a vírgula empregada imediatamente após a conjunção “mas” pode ser retirada do texto sem causar prejuízo gramatical.

II – Na linha 32, a oração “que faz sessões mensais e gratuitas para” refere-se a “Cine Debate” (linha 31).

III – Na linha 34, o termo “quando” inicia uma oração com função adjetiva.

A sequência correta é:

Alternativas
Q341609 Português
Em relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção correta.

I – Nas linhas 19 e 20, as expressões “Por isso é que” e “Porque” poderiam ser substituídas, respectivamente, por Razão pela qual e Então, sem alterar os sentidos do texto.

II – Na linha 16, o termo se, em suas duas ocorrências, estabelece uma relação refexiva.

III – Nas linhas 24 e 25, os termos “bem” e “crise” estão empregados com a mesma função sintática.

A sequência correta é:

Alternativas
Q341608 Português
A respeito dos aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q341607 Português
Assinale a opção em que o texto apresentado NÃO contém erro gramatical.

Alternativas
Q341541 Português
Acerca das estruturas linguísticas do texto, assinale a opção INCORRETA.

Alternativas
Q341535 Português
Considere que os fragmentos de texto a seguir formam um texto completo, porém desordenado. Disponha- os conforme a sequência numérica de 1 a 5, a fm de obter um texto coeso; em seguida, assinale a opção correta.

( ) Por analogia, o termo foi empregado para designar outros tipos de cuidados, como o cuidado com a criança, ou puericultura, o cuidado com os deuses, ou culto etc.

( ) Para a manutenção desse cuidado, eram necessárias a preservação da memória e a transmissão de como deveria se processar esse cuidado, daí o vínculo com a educação e o cultivo do espírito.

( ) Cultura era então o cuidado com tudo que dissesse respeito aos interesses do homem, quer fosse material ou simbólico.

( ) O termo cultura vem do verbo latino colere, que originalmente era utilizado para designar o cultivo ou cuidado com a planta.

( ) O homem culto teria, portanto, uma interioridade cultivada para a verdade e a beleza, inseparáveis da natureza e do sagrado.


( Itens adaptados de Marilena Chauí. Conformismo e resistência:
aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1994.)

A sequência correta é:

Alternativas
Q341529 Português
Na construção dos sentidos de um texto estão envolvidos diversos recursos de linguagem, entre eles o emprego de elementos gramaticais para promover a articulação entre as partes que o compõem. A respeito dos elementos gramaticais utilizados pela autora na organização das ideias do texto, assinale a opção correta.

Alternativas
Q339092 Português
Com relação aos sentidos e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens subsequentes.

A expressão “das quais” (l.3) pode ser suprimida do período sem prejuízo da correção gramatical ou da coerência do texto.
Alternativas
Q334815 Português
Preservam- se a correção gramatical e as relações de coerência entre os argumentos do texto ao se inserir a forma verbal É no período sintático iniciado por “Dobrável”
( l.8), escrevendo- se É dobrável .
Alternativas
Q334800 Português


Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir.

A ideia de que existem vários “problemas graves em muitas cidades brasileiras” ( l.12-13) poderia ser expressa, sem prejuízo para o sentido, a coerência e a correção do texto, por meio da inserção da forma verbal antes de “congestionamentos” ( l.10).
Alternativas
Q323105 Português
Observe o período:Não vejo em qualquer pessoa o menor mal-estar ou conflito em estar só.O plural do período acima, realizado de acordo com o regis- tro culto e formal da língua e sem alteração do sentido, é:


Alternativas
Q322852 Português
Com base no texto acima, em conhecimentos gramaticais e estilísticos e naqueles relacionados ao processo de ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q322848 Português
Com relação ao texto XI, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
12341: C
12342: E
12343: A
12344: A
12345: C
12346: B
12347: C
12348: A
12349: A
12350: E
12351: A
12352: E
12353: B
12354: D
12355: C
12356: C
12357: E
12358: E
12359: E
12360: B