Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q4258994 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.


        Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.


        Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.


        Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.


        A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.


(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

A passagem em que, na reescrita, o emprego dos sinais de pontuação se mostra de acordo com a norma-padrão e com o sentido do texto é:
Alternativas
Q4258989 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.


        Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.


        Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.


        Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.


        A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.


(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

Observe os termos em destaque nas seguintes passagens:
E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. (1° parágrafo) E o planeta vai esquentando aos poucos. (4° parágrafo) ... ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. (5° parágrafo)
Os termos destacados expressam no contexto, correta e respectivamente, as noções de
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Q4258873 Português
Por que os óculos inteligentes são um risco à privacidade


Lucas Zacari


     Filadélfia proibiu o uso do acessório em tribunais, seguindo decisões de outras cidades e estados americanos. Parceria entre Meta e Essilor Luxottica vendeu mais de sete milhões de pares em 2025

      Os tribunais da Filadélfia, na Pensilvânia, proibiram o uso de óculos inteligentes ou com inteligência artificial.

      A partir desta segunda-feira (30/3/2026), a entrada de acessórios capazes de gravar áudios, fotos ou vídeos nas sessões da cidade americana é considerada desacato e pode acarretar em prisão. A pena é semelhante à utilização de câmeras ou celulares durante as audiências judiciais. A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes, como os do Havaí e de distritos de Wisconsin.

      A Meta, dona do Facebook, é a principal representante do setor: somente em 2025, a parceria da empresa com a Essilor Luxottica, dona das marcas Ray-Ban e Oakley, resultou na venda de sete milhões de pares, mais do que o dobro do somatório dos dois anos anteriores. O uso do acessório levanta questionamentos sobre a proteção à privacidade da sociedade.


https://www.nexojornal.com.br/expresso/2026/03/30/oculos-inteligente-com-ia-funciona-smartglas
ses-risco-a-privacidade

No trecho: “A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos inteligentes”, a expressão “A decisão” estabelece relação de coesão ao retomar
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Q4258721 Português
Leia o texto para responder à questão.

Técnicos e lâminas

        Os técnicos de futebol entendem os fabricantes de aparelhos de barbear. O problema deles é igual. O futebol também é, basicamente, o mesmo desde que foi inventado. Não há muito que fazer para mudá-lo, fora detalhes. O modo de jogar futebol pode ser completamente diferente hoje do que era há anos, como a aparência dos aparelhos de barbear de hoje não tem nada a ver com a da época em que o Mr. Gillette inventou sua prática lâmina, mas a ideia fundamental permanece inalterada, e inalterável. E, no entanto, todos os anos os fabricantes de aparelho de barbear precisam apresentar um produto novo. Todos os anos os departamentos de marketing pedem aos departamentos de pesquisa que reinventem o aparelho de barbear, para ter o que anunciar. Duas lâminas, três lâminas, lâminas flutuantes, lâminas convergentes, lâminas divergentes, lâminas musicais – qualquer coisa para que o aparelho do ano passado fique obsoleto e a novidade fique irresistível. Da mesma forma, todo técnico, quando assume um novo time, deve trazer a sugestão implícita de que vai reinventar o futebol.
    
        As razões dadas para trocar de técnico são muitas. O técnico que sai perdeu o ambiente, perdeu a confiança, perdeu a razão – e é sempre mais fácil trocar um técnico do que um time inteiro. Mas a razão verdadeira é o desejo secreto de que o novo técnico reúna os jogadores no meio do campo, abra sua sacola e tire de lá de dentro – tará! – um outro jogo. Um futebol inédito. Um futebol que ninguém mais tem e, portanto, invencível. O milagre ainda não aconteceu, mas todo técnico de futebol é uma promessa do futebol reinventado. Por isso eles levam vidas de homens santos, perambulando pelo país entre guaridas temporárias, sabendo que é pouco o tempo entre a adulação e o apedrejamento, a adoração e o desmascaramento. Ou ele é um salvador ou é um charlatão. Não tem recurso do meio-termo.

(Luis Fernando Verissimo. Ironias do tempo. 2018. Adaptado)
O narrador deixa claro que os técnicos de futebol
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Q4258432 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Burnout já existia na Idade Média: o que a sabedoria medieval tem a nos ensinar


O estresse e o esgotamento mental não são problemas exclusivos da vida moderna. Na Idade Média, também eram comuns, e parte da sabedoria medieval sobre como enfrentar o burnout, considerado um fenômeno ocupacional pela Organização Mundial da Saúde, continua surpreendentemente atual.

Os sintomas, observou João Cassiano, um dos primeiros pensadores cristãos do século quinto a exercer o papel de sacerdote-terapeuta, eram sempre os mesmos: cansaço, desesperança, vontade de estar em qualquer lugar, menos no trabalho, e uma espécie de névoa mental, descrita como uma confusão da mente sem explicação, que fazia seus colegas se sentirem improdutivos, inúteis e buscarem consolo no sono.

Quem já enfrentou burnout, esgotamento ou depressão reconhecerá parte dessas sensações. É comum supor que esses problemas sejam consequência das pressões do século vinte e um. Cassiano, porém, escreveu sobre isso no século quinto depois de Cristo, para cristãos dos primeiros séculos exaustos pelas exigências da vida espiritual.

Será que relatos como esse podem ajudar a compreender o mal-estar contemporâneo e apontar caminhos para enfrentá-lo?

Essa é a tese do livro do historiador Peter Jones, Autoajuda na Idade Média: uma viagem pela mente medieval, que apresenta as formas como os chamados padres-terapeutas orientavam os fiéis a superar a angústia espiritual.

A pesquisa de Jones revela como o esgotamento foi recorrente ao longo da história, constatação que pode confortar quem atravessa um período de profunda angústia. Segundo o historiador, há muita sabedoria na Idade Média. Depois de tantos livros dedicados às lições dos antigos estoicos, talvez seja o momento de recorrer também aos manuscritos medievais.

Jones conta que a ideia do livro surgiu após enfrentar a própria crise, descrita por ele como "o inverno mais frio da minha vida".

Em 2015, por razões que ainda diz ter dificuldade para explicar, aceitou o cargo de professor titular de História na Universidade de Tyumen, na Sibéria. As temperaturas eram tão baixas que, depois de apenas vinte minutos ao ar livre, ele perdia completamente a sensibilidade nas pernas.

Também enfrentava dificuldades com o idioma e sentia muita falta da família, que havia ficado em Dublin, na Irlanda. Ele conta que deveria pesquisar, preparar aulas e seguir com a vida, mas simplesmente não conseguia fazer nada.

Enquanto preparava um curso sobre os Sete Pecados Capitais, Jones começou a reconhecer nos relatos medievais ecos da própria infelicidade. Segundo ele, os autores medievais passaram por experiências semelhantes às atuais, porque os sentimentos e as crises humanas sempre foram parecidos.

Jones explica que os sete pecados capitais não aparecem na Bíblia. Foram formulados por pensadores cristãos dos primeiros séculos, como João Cassiano, e sistematizados mais tarde pelo papa São Gregório Magno, que os considerava uma ferramenta para compreender os problemas da mente.

Esse esquema de organização dos pensamentos incluía soberba, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria.

Entre os sete pecados, a preguiça foi a que mais refletiu o estado de espírito de Jones na Sibéria. Hoje, costuma ser associada à indolência ou à falta de vontade de agir. Os autores medievais, porém, identificavam por trás dela um vazio emocional mais profundo.

Conhecida na época como acídia, a condição abrangia uma ausência de amor, uma paralisia do cuidado e um vazio espiritual, escreve Jones. Era o estado em que tudo o que antes iluminava os dias passava a despertar apenas indiferença. 

Jones conta que se identificou especialmente com um texto do século treze, conhecido como MS 306 e preservado em Dublin. Nele, a acídia é descrita como estar parado no meio de um rio caudaloso, diante de uma correnteza que bate contra as pernas, mas sem forças para seguir em frente. A imagem reproduzia a sensação de paralisia que ele experimentou durante o inverno na Sibéria.

Jones não é o único historiador a identificar paralelos entre os males medievais e os da vida contemporânea.

No livro Exaustos, a historiadora cultural Anna Katharina Schaffner estabelece uma relação direta entre a acídia descrita pelos cristãos medievais e o burnout atual. Entre os sintomas estão a busca de conforto na comida e o recurso a distrações sem propósito, em vez da dedicação a atividades significativas.

Segundo Schaffner, trata-se de um círculo vicioso: quem sofre de acídia se torna cada vez menos capaz de meditar e refletir sobre questões espirituais, enquanto as estratégias inadequadas usadas para recuperar as energias agravam o problema. Nesse sentido, os indivíduos medievais eram semelhantes às pessoas do século vinte e um, exaustas e inclinadas a evitar o que realmente importa por meio de atividades improdutivas.

Mas quais eram as soluções?

O autor do manuscrito MS 306 responde com uma referência indireta à Bíblia, segundo a qual os jebuseus vivem dentro das fronteiras de cada pessoa. É possível subjugá-los, mas não exterminá-los.

Jones explica que os jebuseus eram um povo antigo que ocupou Jerusalém e não podia ser completamente expulso. A metáfora aconselha quem sofre de acídia a aprender a conviver com esses sentimentos, em vez de lutar constantemente contra eles.

Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. Ainda assim, observa que elas lembram abordagens contemporâneas para tratar o burnout e outros problemas emocionais.

Jones também cita os escritos de Bernardo de Claraval, do século doze, um dos fundadores da Ordem dos Cavaleiros Templários. Segundo o historiador, Bernardo comparou uma boa vida a correr em um terreno acidentado, no qual qualquer pessoa, depois de percorrer uma distância suficiente, acabará tropeçando ou caindo. Todos passam por momentos em que se sentem completamente sem rumo.

Para Jones, há grande conforto em reconhecer que ninguém sofre sozinho. Seja qual for a aflição, outras pessoas já experimentaram sentimentos semelhantes ao longo de milhares de anos. É reconfortante sentir a companhia daqueles que vieram antes de nós.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgr7jx1dj12o.adaptado. 
Jones reconhece que, fora do contexto original, essas ideias soam como clichês. "Ainda assim", observa que elas lembram abordagens contemporâneas.

Sobre a relação estabelecida no termo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4258404 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
O texto apresenta situações em que descobertas científicas surgiram de investigações sem aplicação prática imediata, evidenciando que os resultados alcançados nem sempre correspondem aos objetivos iniciais das pesquisas.

A partir das informações do texto, infere-se que a criação do Prêmio Ganso de Ouro buscou: 
Alternativas
Q4258399 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas, mas tiveram resultados brilhantes


Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo extremista transformou aviões comerciais em armas contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo buscou informações na internet, que na época ainda não suportava um volume tão grande de acessos e praticamente parou.

Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava hospedado em um servidor com capacidade limitada. Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia atender a todos, mesmo que outros servidores estivessem ociosos. A questão era como alocar servidores de maneira eficiente para acompanhar um tráfego em constante mudança.

Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey, especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas abelhas.

Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de milhões de flores que prosperam em épocas e horários diferentes, disputando recursos com outras espécies. Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.

Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois engenheiros para entender como as abelhas resolvem esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar para observar seu comportamento. O segredo para marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura corporal.

O estudo ajudou a compreender o comportamento das abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores, que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone de carregamento.

Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras que resultaram em grande impacto social. A premiação foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava gastos públicos com ciência.

Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra que descobertas científicas levam tempo e que pesquisas consideradas tolas podem ter impacto duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se a pesquisa orientada por missão, mas é preciso equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem diminuindo em vários países.

Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial, cujas bases vieram da neurociência, não da computação. Na década de 1970, cientistas modelaram redes neurais para compreender a cognição humana. Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas James McClelland e David Rumelhart começaram movidos pela simples curiosidade de entender os processos cognitivos do cérebro.

Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia surgiu porque dois cientistas queriam entender por que certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por pura curiosidade.

Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era essencial na medicina, na genética e na ciência forense. O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares, gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock e Freeze, o Ganso de Ouro.

O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe estudavam como campos elétricos afetavam bactérias quando algo inesperado aconteceu: as bactérias pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de platina liberavam compostos que impediam a multiplicação celular. Essa observação, quase descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de 10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não buscavam a cura do câncer. Queriam apenas compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
O texto organiza informações, exemplos e explicações de forma progressiva para sustentar a defesa da pesquisa básica, estabelecendo relações lógicas entre as ideias por meio de diferentes mecanismos de coesão e coerência.

A progressão temática do texto é construída, principalmente, por meio da:
Alternativas
Q4257881 Português
Salvem os jumentos


Bruno Pavan


   Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de peles até 2027.

  Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo - uma zoonose letal para humanos.

  Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”. Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.

    O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando a biodiversidade.


PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
Considere o seguinte trecho baseado no terceiro parágrafo do texto: “Diante do impasse jurídico e do apelo humanitário, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram buscar uma alternativa tecnológica para substituir o uso da pele do animal.” e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta uma paráfrase gramaticalmente correta e que preserva integralmente as relações semânticas do trecho original.
Alternativas
Q4257880 Português
Salvem os jumentos


Bruno Pavan


   Salvador foi tomada por jumentos infláveis de três metros nesta semana. Tratou-se de uma mobilização pública em defesa da preservação dos asininos e pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 2387/2022, com o fim de proibir o abate de jumentos em território nacional. A manifestação, encabeçada pela organização não governamental The Donkey Sanctuary, instalou um jumento inflável de 3 metros de altura no Pelourinho e na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). As movimentações coincidem com o lV Workshop Internacional sediado na capital baiana com foco no declínio drástico da espécie. Mas o que aconteceu com essa população de animais? Dados compilados por pesquisadores em 2025, com base em indicadores da Food and Agriculture Organization (FAO) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. A retração é atribuída à demanda do mercado chinês pelo “ejiao”, substância produzida a partir do colágeno da pele do animal e utilizada em produtos de saúde sem comprovação científica. Estima-se que a demanda global alcance 6,8 milhões de peles até 2027.

  Embora uma decisão da Justiça Federal tenha suspendido o abate em 13 de abril, entidades de proteção animal, como a The Donkey Sanctuary, defendem que a segurança jurídica só virá por meio de uma legislação federal. O PL 2387/2022 permanece sem votação na Comissão de Constituição e justiça e de Cidadania (CCIC). Além da questão ambiental, cientistas alertam para o perigo biológico. O descarte inadequado de carcaças no Nordeste pode disseminar a bactéria Burkholderia mallei, causadora do mormo - uma zoonose letal para humanos.

  Adroaldo Zanella, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP critica a opacidade do setor: “O Brasil não dispõe de dados públicos básicos sobre a atividade. É inaceitável para um país com alto padrão de rastreabilidade agropecuária”. Como alternativa econômica, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) trabalham no desenvolvimento de colágeno via fermentação de precisão, utilizando microrganismos.

    O método permitiria ao Brasil exportar a matéria-prima sem a necessidade de sacrifício animal, gerando receita e preservando a biodiversidade.


PAVAN, B. Salvem os jumentos. Revista Isto É Dinheiro. 31ed. Acesso em: 8 maio 2026.
No que diz respeito à arquitetura textual do texto, a estruturação das ideias e a progressão do sentido são asseguradas por diferentes mecanismos de coesão e coerência. Com base nos conceitos que regem a organização do texto, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q4257742 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
No período “Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na”, os travessões isolam:  
Alternativas
Q4257739 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
No trecho “A esse mecanismo soma-se...”, a expressão pronominal “esse mecanismo”, considerada em sua função referencial, estabelece relação de:
Alternativas
Q4257737 Português
Para responder à questão, utilizar o texto a seguir:


Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil


    Designa-se infodemia a superabundância de informações – acuradas ou não – que, em contextos de emergência sanitária, dificulta o acesso da população a fontes fidedignas e compromete a tomada de decisão em saúde. Pesquisa de abrangência nacional, vinculada ao estudo “Condições de Trabalho dos Profissionais da Saúde no Contexto da COVID-19 no Brasil”, ouviu 15.132 trabalhadores que atuaram na linha de frente em 2.200 municípios, e seus achados são eloquentes: ainda que 91% dos entrevistados reconheçam nas notícias falsas um obstáculo ao enfrentamento do Sars-CoV-2, foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força, porquanto 76,1% relataram ter atendido pacientes que, persuadidos por conteúdos comprovadamente falsos, resistiam às orientações técnicas.

    Não se trata de fenômeno trivial. À medida que jargões científicos são incorporados à arquitetura retórica do boato, confere-se-lhe verniz de legitimidade, de sorte que a falsidade se difunde tanto mais quanto mais se reveste das insígnias da ciência. A esse mecanismo soma-se a apropriação indevida do nome de instituições de renome, estratégia que, longe de ser ingênua, visa a usurpar a autoridade epistêmica que tais instituições representam.

     Nesse cenário, as hesitações e as contradições no discurso das autoridades sanitárias — em vez de dissipar a névoa informacional — agravaram-na. Consolidou-se o que os pesquisadores nomeiam era da pós-verdade: regime discursivo no qual a adesão emocional a uma narrativa se sobrepõe à verificação dos fatos, com repercussões diretas sobre a saúde coletiva e sobre o vínculo de confiança que sustenta a relação entre profissional e paciente.


Adaptado de FREIRE, N. P. et al. Impactos da infodemia sobre a COVID-19 para profissionais de saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 3045-3056, out. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Yc3tZVBddPswyW9J9qpKMQn/?lang=pt. Acesso em: 11 jun. 2026.
A articulação entre a concessão introduzida por “ainda que” e a focalização operada pela estrutura clivada “foi sobre o cotidiano assistencial que tais boatos incidiram com mais força” revela que o enunciador, no primeiro parágrafo, hierarquiza os efeitos da infodemia de modo a:
Alternativas
Q4257029 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência

de HPV entre jovens



    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.


    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde. Nos dois períodos, o foco eram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:


    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”


    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas 2,4% delas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”.


    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”


    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.


    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.


    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.


    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.


    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.


    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus tem potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-

07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-

entre-jovens (adaptado).

Avalie o seguinte trecho do texto: Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma, pois a pesquisa comprovou não haver diferença significativa na prevalência ao comparar uma, duas ou três doses. A partir dessa alteração do protocolo de imunização pelo SUS, depreende-se o seguinte pressuposto:
Alternativas
Q4257028 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência

de HPV entre jovens



    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.


    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde. Nos dois períodos, o foco eram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:


    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”


    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas 2,4% delas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”.


    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”


    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.


    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.


    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.


    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.


    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.


    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus tem potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-

07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-

entre-jovens (adaptado).

Considerando as relações hierárquicas de organização das ideias no texto, assinale a alternativa que apresenta, de forma CORRETA, uma ideia secundária que atua como suporte explicativo para a discussão principal.
Alternativas
Q4257024 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência

de HPV entre jovens



    A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina. Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%.


    A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde. Nos dois períodos, o foco eram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:


    “Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”


    Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas 2,4% delas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”.


    “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”


    Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa.


    Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público.


    “Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa.


    Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses.


    A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero.


    O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus tem potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-

07/pesquisa-mostra-que-vacinacao-diminuiu-prevalencia-de-hpv-

entre-jovens (adaptado).

O fenômeno do efeito rebanho (proteção indireta) observado nas meninas e mulheres jovens não vacinadas produz, como efeito de sentido argumentativo, a ideia de que:
Alternativas
Q4256937 Português
Analise o poema a seguir, de Fernando Pessoa:
"Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu."
Considerando os mecanismos de coesão presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4256824 Português
Leia o texto a seguir.

Normose, um distúrbio da vida moderna
A sociedade moderna, com o corre-corre, a falta de tempo para o cuidado espiritual e o imediatismo fez com que as pessoas desenvolvessem com mais facilidade algumas doenças psicossomáticas. O pânico e a depressão são duas delas, assim como a normose. A última é uma “prima” menos conhecida e, por isso mesmo, menos identificada, segundo especialistas. “Ela (normose) surge quando o sistema no qual nós existimos encontra-se dominantemente doente, desequilibrado, corrompido, e quando predomina a violência, a competição e o egocentrismo. Uma pessoa adaptada a esse sistema está doente”, explica.

Disponível em: https://www.academia.org.br/nossa-lingua/nova-palavra/normose

Com base nos mecanismos de coesão presentes no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4256769 Português
Leia o texto a seguir.

“Ele trabalha. Trabalha muito. Trabalha sempre. Mas nunca tem tempo.”

Considerando os recursos linguísticos utilizados no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4256768 Português
Leia o texto a seguir:

A tecnologia digital ampliou significativamente o acesso à informação. Esse fenômeno, no entanto, não garante, por si só, a formação de leitores críticos. Muitos indivíduos consomem conteúdos de maneira rápida e fragmentada, o que compromete a compreensão mais profunda dos temas. Tal comportamento, por sua vez, reforça a necessidade de práticas educativas voltadas à leitura reflexiva, as quais devem ser incentivadas desde os níveis iniciais de formação.

Com base nas estratégias de coesão textual presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4256765 Português
Leia o texto:

A sociedade contemporânea valoriza a rapidez e a eficiência na circulação de informações. Entretanto, esse mesmo processo tem contribuído para a superficialidade das interpretações, uma vez que os indivíduos passam a consumir conteúdos sem a devida reflexão. Assim, embora haja maior acesso ao conhecimento, nem sempre há compreensão efetiva do que é veiculado.

Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente as relações lógico-discursivas estabelecidas pelos conectivos destacados.
Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: C
104: B
105: D
106: C
107: A
108: D
109: D
110: A
111: D
112: D
113: C
114: A
115: D
116: B
117: C
118: B
119: C
120: B