Por que os óculos inteligentes são um risco à privacidade
Lucas Zacari
Filadélfia proibiu o uso do acessório em tribunais, seguindo decisões de outras cidades
e estados americanos. Parceria entre Meta e Essilor Luxottica vendeu mais de sete milhões
de pares em 2025
Os tribunais da Filadélfia, na Pensilvânia, proibiram o uso de óculos inteligentes ou com
inteligência artificial.
A partir desta segunda-feira (30/3/2026), a entrada de acessórios capazes de gravar áudios,
fotos ou vídeos nas sessões da cidade americana é considerada desacato e pode acarretar
em prisão. A pena é semelhante à utilização de câmeras ou celulares durante as audiências
judiciais. A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de óculos
inteligentes, como os do Havaí e de distritos de Wisconsin.
A Meta, dona do Facebook, é a principal representante do setor: somente em 2025, a parceria da empresa com a Essilor Luxottica, dona das marcas Ray-Ban e Oakley, resultou na
venda de sete milhões de pares, mais do que o dobro do somatório dos dois anos anteriores.
O uso do acessório levanta questionamentos sobre a proteção à privacidade da sociedade.
No trecho: “A decisão se junta a outros tribunais americanos que proibiram a entrada de
óculos inteligentes”, a expressão “A decisão” estabelece relação de coesão ao retomar
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