Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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A bola e o livro
(Maria Marta Nascimento Cardoso – Rio In Carta dos Leitores, O Globo 11/07/2010)

Assinale a opção correta acerca dos recursos linguísticos do texto acima.
a ocorrência de 21 milhões de mortes na primeira década do século
XXI por doenças crônicas.
No mundo inteiro, a hipertensão, o diabetes, o acidente
vascular cerebral (AVC), as doenças cardíacas e os cânceres já são
responsáveis por dois terços de todas as mortes que ocorrem, com
algum impacto sobre os sistemas de saúde e sobre as sociedades.
Alguns mitos sobre as doenças crônicas distorcem a
percepção social da sua gravidade e retardam o fortalecimento de
programas abrangentes, integrados por medidas preventivas e de
ampliação do acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento
oportuno.
O primeiro mito é o de que as doenças crônicas matam
pessoas que já são muito idosas. É falsa a ideia de que as mortes por
doenças crônicas são sempre o desfecho natural de uma longa vida,
especialmente nos países em desenvolvimento.
Outro mito sobre essas doenças é o de que não temos como
preveni-las, já que não existem vacinas. Ao contrário, ações de
promoção da saúde, de redução dos fatores de risco e de aumento
da cobertura do diagnóstico precoce são capazes de prevenir a
ocorrência e a mortalidade por várias doenças crônicas.
O terceiro mito é o de que as doenças crônicas são doenças
de ricos, e, por isso, os países em desenvolvimento e os pobres
ainda não precisam se preocupar com elas. Os fatos apontam para
outra direção.
Os países de média e baixa renda respondem por 80% de
todas as mortes registradas no mundo por doenças crônicas e
apresentam tendência crescente. A explicação não é difícil.
Os principais fatores de risco para doenças crônicas, como
o tabagismo, a obesidade, o consumo deficiente de frutas e verduras
e o sedentarismo, mostram tendência de crescimento nos mais
pobres e menos educados.
O diagnóstico precoce também é menos frequente entre os
mais pobres, que têm mais dificuldade de acesso aos serviços de
saúde.
Jarbas Barbosa da Silva Jr. Mitos e verdades sobre as doenças crônicas.
In: Folha de S.Paulo, 25/4/2010, p. A3 (com adaptações).
I – O pronome “Ela”, em suas duas ocorrências (linhas 4 e 19), refere-se a “metrologia” (linhas 1 e 19), respectivamente.
II – Caso uma vírgula fosse colocada imediatamente após “indispensável” (linha 13), a pontuação se manteria correta.
III – O termo “despercebidas” (linha 20) pode ser substituído por desapercebidas sem causar prejuízo de sentido ao texto, já que são palavras homônimas.
IV – A forma verbal “provê” (linha 7) não pode ser substituída por prever, pois acarretaria ao texto prejuízo tanto sintático como de sentido.
A sequência correta é:
I – A inserção de uma vírgula imediatamente após “ciência” (linha 1) acarretaria erro de pontuação ao texto.
II – A forma verbal “Está” (linha 17) tem como referente “A medição” (linha 15).
III – O termo “antiga” (linha 15) tem função adjetiva e pode ser considerado um objeto direto.
IV – As palavras exercício e ciência obedecem à mesma regra de acentuação.
V – No texto, o adjetivo “impensável” (linha 18) exerce a função sintática de objeto indireto.
A sequência correta é:
I – A expressão “convicção” (linha 10) pode ser substituída por certeza sem causar prejuízo de sentido ao texto.
II – Em suas três ocorrências, o termo “que” (linhas 1 e 15) é um pronome relativo com função restritiva.
III – As duas vírgulas inseridas imediatamente após “Anaxágoras” (linha 13) e “depois” (linha 13) são obrigatórias.
IV – A substituição do termo “sobretudo” (linha 20) por contanto que não acarretaria prejuízo de sentido ao texto, já que os dois termos possuem valor adversativo.
V – A oração “Heráclito deitou-se” (linha 7) denota uma ação reflexiva cujo agente da ação é também paciente.
Estão certos apenas os itens
“Nada me daria mais felicidade do que um celular que não fizesse nada,” (L. 16-17) “...não existe solidão maior do que estar ao lado de alguém...” (L. 31-32)
Que trecho, dentre os apresentados abaixo, poderia ser expresso também pela forma negativa apresentada à sua direita, mantendo o mesmo sentido?

A Holanda vai cobrar tarifa por quilômetro rodado de todos os carros do país.
A intenção é diminuir os enormes congestionamentos de trânsito.
Holanda, um dos países com maior densidade populacional da Europa, é também um dos que mais sofrem com
congestionamentos de trânsito. Nos horários de pico, em Amsterdã e arredores, as lentidões chegam a se estender por
1000 quilômetros. Na tentativa de diminuir essa tortura diária infligida aos cidadãos, o ministério dos transportes
holandês anunciou que, a partir de 2012, passará a cobrar uma taxa por quilômetro rodado de todos os carros que
circulam no país. A tarifa básica será de 3 centavos de euro por quilômetro, com previsão de reajuste gradual até chegar a
6,7 centavos em 2017. Os valores serão maiores nas vias mais movimentadas e nos horários com volume de trânsito
maior. Carros híbridos e muito econômicos terão descontos. Como compensação pela nova taxa, os impostos sobre
veículos serão reduzidos. Até a cobrança entrar em vigor, todos os motoristas holandeses terão de equipar seus carros
com aparelhos de GPS, que enviarão as informações sobre sua movimentação a uma central responsável pela cobrança. A
falta do GPS acarretará multa.
Com a medida, o governo holandês espera reduzir pela metade os congestionamentos de trânsito até 2020. Outra
consequência será a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. Esse benefício é especialmente bem-visto num
país com boa parte de seu território abaixo do nível do mar. Caso se concretize a previsão de elevação dos oceanos
devido ao derretimento das geleiras do Ártico, a Holanda seria uma das primeiras vítimas da inundação das zonas
costeiras.
(Nathalia Butti/Veja - Edição 2146 / 6 de janeiro de 2010 / com adaptações)






