Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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O minério de ferro tem liderado a pauta de exportações, tanto por sua qualidade __1__ pela competitividade de algumas mineradoras. No passado, a mineração já foi uma atividade com muitos pontos negativos, especialmente __2__ impacto ambiental. No entanto, por pressão da sociedade e do próprio mercado é crescente o número de empresas que buscam desenvolver tecnologias capazes de reduzir significativamente __3__ impacto. Isso significa que o Brasil tem condições de tirar bom proveito de seus recursos minerais no presente, __4__ beneficiar também as gerações futuras. É preciso que haja marcos regulatórios adequados __5__ equacionar expansão do setor, preocupação com meio ambiente e criação de riquezas, principalmente __6__ às áreas mais atingidas pela atividade.
( ) Diante de um incentivo pecuniário, é de supor que profissionais procurarão os cursos por conta própria, com efeitos melhores do que se o aperfeiçoamento fosse imposto a todos.
( ) Se já não há muita dúvida de que investimentos em educação são vitais para o Brasil avançar social e economicamente, ainda estão longe de ser um consenso quais as melhores medidas para fazer a qualidade do ensino progredir.
( ) A iniciativa é oportuna porque um dos vícios pedagógicos nacionais é dar muita ênfase a pomposas teorias educacionais e deixar de lado o bom e velho ensinar a ensinar, que tem muito mais impacto na vida do aluno e em seus resultados escolares.
( ) Essa medida segue fórmula aplicada desde 2012 para professores alfabetizadores, que recebem R$ 200 mensais para participar de programas com dois anos de duração.
( ) O Ministério da Educação caminha na direção correta para essa qualidade ao propor um sistema de bonificação para professores que se submetam a curso de aperfeiçoamento. O objetivo é sanar deficiências do docente, com foco em métodos a serem utilizados em sala de aula.
_________________________________________________________________________________ Em 2000, só havia 10 cursos desse tipo. Em 2008, estavam credenciados no Ministério da Educação (MEC) 349 cursos de graduação e 255 cursos de pós-graduação lato sensu. Em 2005, 11 mil pessoas concluíram a licenciatura a distância. Atualmente, os alunos de cursos de graduação a distância representam 30% do total de estudantes matriculados em licenciaturas. Há seis anos, eles eram 5%. Atualmente, há 1 milhão de estudantes cursando a graduação e pós-graduação a distância. Para atender à demanda, o MEC acaba de autorizar 40 instituições de ensino a criarem 148,4 mil vagas nessa modalidade de ensino.
(O Estado de S. Paulo, 17/6/2013, com adaptações).
Com a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), que depende da aprovação de um projeto de lei já enviado ao Congresso, o governo pretende aproximar ainda mais os centros de pesquisas dos produtores rurais, dos quais apenas 25% têm acesso aos conhecimentos tecnológicos. ___________________ _____________________________________________ _____________________________ Com isso, o que se espera é a modernização mais rápida da agropecuária brasileira, com o aumento da produtividade e maiores ganhos para os produtores.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 19/6/2013).
O mais recente censo (1) agropecuário, de 2006, mostrou o impacto da assistência técnica e da extensão rural na renda alferida (2) pelos produtores. "Enquanto os grandes e médios produtores que não recebem assistência técnica obtêm (3) um valor básico de produção de R$ 232 por hectare, os que contam com esse serviço conseguem R$ 996 na mesma área", conforme a mensagem enviada pelo (4) governo ao Congresso para justificar a criação da Anater.
Como mostram esses números, a assistência técnica e a extensão rural podem (5) mais do que quadruplicar a renda nas médias e grandes propriedades. Nas propriedades familiares, o impacto é semelhante: o valor da produção passa de R$ 639 para R$ 2.309 por hectare.
(O Estado de S. Paulo, Editorial, 19/6/2013, com adaptações).
A frase acima, reescrita com coerência e correção, encontra-se em:

Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
A expressão “esse problema” (l.9) retoma a ideia antecedente, expressa em “nem sempre têm condições de manter as rodovias em perfeitas condições” (l.7-8)
O termo “dele” (l.11) refere-se ao antecedente “o Brasil” (l.8).
Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir o ponto final após “econômico” (l.14) por dois-pontos, grafando-se o verbo “Ampliar” com inicial minúscula.
No Brasil, o cinematógrafo sempre foi usado na indústria do entretenimento, não tendo finalidade científica.
Os pronomes “ele” (l.24), “sua” (l.24 e 28) e “o” (l.26) referem-se ao termo “espectador” (l.24), com o qual estabelecem uma cadeia coesiva.
( ) “terão sido pagos 18%” (linha 8): a locução verbal está flexionada no plural para concordar com o sujeito “18%”.
( ) “Na última,” (linha 9): o termo refere-se a “alíquota” (linha 7).
( ) “Estabeleceu-se a harmonização de regras e alíquotas,” (linha 29): na oração, a colocação pronominal enclítica, isto é, em posposição ao verbo, obedece aos preceitos da norma culta da língua portuguesa.
( ) “os estados fixarem normas e alíquotas” (linhas 34-35): emprega-se a forma flexionada do infinitivo por causa da concordância com o sujeito composto “normas e alíquotas”.
A ordem CORRETA é:
“Nem nem” pouco escolarizado preocupa
Érica Fraga
De cada 10 jovens entre 17 e 22 anos que não comple- taram o ensino fundamental, 3 continuam longe da escola e sem emprego. Essa situação piorou nos últimos anos e preocupa especialistas e o governo.
O maior temor é que essa fatia da população se torne mais vulnerável a riscos como os de inserção precária no mercado de trabalho e envolvimento com crime.
“Eles estão cada vez mais distantes da escola e, para entrar no mercado de trabalho, enfrentam a concorrência dos jovens que estão se tornando mais escolarizados”, diz Naercio Menezes, do Insper.
Os jovens que não trabalham nem estudam, conhecidos como “nem nem” (do espanhol “ni ni”), despertaram a atenção de pesquisadores brasileiros nos últimos anos. Menezes constatou, por exemplo, em 2010, que a proporção de jovens brasileiros com esse perfil estava crescendo de forma geral.
Em estudo, ele concluiu que essa expansão ocorreu em todas as faixas de escolaridade, mas foi maior entre os jovens com menos anos de estudo.
Para Menezes e outros pesquisadores que estudam os “nem nem”, como a economista Joana Monteiro, da FGV/Rio, a expansão da fatia desse grupo como um todo em relação ao total de jovens não é motivo para alarme. Menezes ressalta que essa situação, entre os jovens, é normalmente transitória.
Monteiro enfatiza em estudo sobre o tema que, entre os “nem nem” com mais de 19 anos, há uma fatia grande de mulheres que trabalham em casa e têm filhos. Mas os dois demonstram preocupação com a parcela significativa de jovens com poucos anos de estudo que têm ficado à margem da expansão da escolaridade e do mercado de trabalho.
“Esse grupo merece atenção especial porque sua situação pode virar um problema social, à medida que sua volta para a escola ou inserção no mercado de trabalho vão ficando mais difíceis”, afirma Monteiro.
O estudo do Insper mostra que, além do maior ritmo de entrada, os jovens com baixa escolaridade ficam mais tempo fora da escola e do mercado de trabalho. Mas há muitos casos de jovens que deixam de ser “nem nem” e, depois, voltam a essa condição.
Para a pesquisadora Ana Lúcia Kassouf, da USP, é preciso tornar a escola mais atraente para evitar a evasão dos jovens. Ela diz que o abandono dos estudos aumenta riscos como o de envolvimento com o crime. “Os jovens que estão fora da escola e sem trabalhar vêm em maior escala de famílias com renda baixa e se tornam mais vulneráveis a riscos como o da criminalidade”, diz. “É preciso mostrar a eles que a escola traz um retorno no futuro”.
(Adaptado de: Caderno “Mercado”, do jornal Folha de S.Paulo. Domingo, 25 de agosto de 2013, p. B10)