Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Na expressão “voz espúria” (L.10), o adjetivo empregado tem, no contexto, sentido de não castiça.
A formalidade da linguagem, na carta endereçada às icamiabas, é adequada ao texto e coerente com as características do remetente, “Macunaíma Imperator”, e das destinatárias, as icamiabas.
O advérbio “assim” (L.12 e 14) reporta-se, em ambas as ocorrências no fragmento, a “apelativo de Amazonas” (L.11), termo que pode substituir esse advérbio nas duas linhas, sem prejuízo para as estruturas sintáticas ou os sentidos do texto.



No texto, a “superfluidade” (L.31), que caracteriza o traje do cangaceiro, contrapõe-se
Esses versos tornaram-se um clichê usado para exprimir o que se considera um irreversível compromisso entre o passado e o presente. Eis aí duas culturas, a grega e a romana, que na Antiguidade se reuniram para criar uma civilização comum, a qual continua existindo como um fato histórico no interior de nossa própria cultura contemporânea. O clássico ainda vive e se move, e mantém seu ser como um legado que provê o fundamento de nossas sensibilidades. Poe certamente acreditava nisso; e é possível que isso em que ele acreditava ainda seja por nós obscuramente sentido como verdadeiro, embora não de modo consciente.
Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de casa, em cujos familiares cômodos ele gostava de morar, se Roma e Grécia têm ainda alguma realidade atual para nós, esse estado de coisas funda-se num pequeno fato tecnológico. A civilização dos gregos e romanos foi a primeira na face da terra fundada na atividade do leitor comum; a primeira capaz de dar à palavra escrita uma circulação geral; a primeira, em suma, a tornar-se letrada no pleno sentido deste termo, e a transmitir-nos o seu conhecimento letrado.
(Fragmento adaptado de Eric A. Havelock. A revolução da
escrita na Grécia e suas consequências culturais. Trad. de
Ordep José Serra. São Paulo: Editora da UNESP;
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p.45-6)
Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, a oração “se alguém é executado” (l.12), que expressa uma hipótese, poderia ser escrita como caso se execute alguém, mas não, como se caso alguém se execute.
Suprimindo-se o emprego de termos característicos da linguagem informal, como o da palavra “coisa” (l.9) e o do trecho “(como você e eu)” (l.10), o primeiro período do segundo parágrafo poderia ser reescrito, com correção gramatical, da seguinte forma: Essa prática social apresenta-se mais complexa na modernidade, onde a autoridade jurídica e moral submete-se à opinião pública.
A expressão “dessas duas palavras” (l.11), como comprovam as ideias desenvolvidas no parágrafo em que ela ocorre, remete não aos dois vocábulos que imediatamente a precedem — “mais-valia” (l.8) e “inconsciente” (l.9) —, mas, sim, a “fetichismo” (l.7) e “alienação” (l.8).
Com correção gramatical, o período “A rigor (...) histórico” (l.10-11) poderia, sem se contrariar a ideia original do texto, ser assim reescrito: Caso se proceda com rigor, a análise desses conceitos, verifica-se que não existe diferenças entre eles.
O pronome “o” (L.24) retoma, por coesão, a expressão “o poder do rei” (L.23).
Sem que haja prejuízo para o sentido original do texto, “Isso” (L.24) pode ser corretamente substituído por o que, desde que se substitua o ponto que antecede esse pronome por ponto e vírgula.
No primeiro parágrafo, a ideia de “velhice do Estado nacional” (L.1-2) é refutada pelas expressões “morte efetiva” (L.12-13) e “aposentadoria oportuna” (L.14).
O trecho “Ao longo desse mesmo período recente” (L.28-29) retoma, por coesão, a expressão “nos últimos 25 anos” (L.25-26), cuja referência temporal exata depende de informações extratextuais, tais como a data de publicação do texto
O conector “pois” (L.18) introduz ideia de consequência no trecho em que ocorre
O conector “embora” (L.16) introduz um conteúdo que, mesmo sendo contrário à proposição contida no trecho “seu progresso para além do Estado nacional tem uma pertinência mais genérica” (L.16-17), não a invalida.
Na linha 12, “Ali” tem como referente “sociedade moderna” (L.9-10).
Na linha 12, a locução verbal “vem fragmentando-se” expressa um processo que se desenvolve gradualmente no tempo.
Na linha 6, “isso” refere-se ao fato de alguns dizerem que a soberania dos Estados nacionais, desde 1945, foi suplantada por redes transnacionais de poder.
Não haveria prejuízo para o sentido do texto se a forma verbal “dizem” (L.2) fosse substituída por dizemos





