Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Indique a alternativa que completa corretamente a lacuna do seguinte período: “Ontem eu encontrei uma foto da minha primeira professora .......... nome não me lembro mais”.
Leia o texto que se segue e responda às questões de 01 a 10.
Na China, população troca garrafas PET por passe livre no metrô
01 Já pensou trocar as garrafas PET que iriam direto para o lixo – reciclável, por favor – por uma viagem
02 de metrô “na faixa”? Essa é a mais nova realidade dos moradores de Pequim, na China.
03 Máquinas instaladas em duas estações da capital, Jinsong e Shaoyaoju, coletam o material reciclável e,
04 em troca, dão créditos aos usuários do metrô, que podem usá-los para comprar passagens. Cada PET
05 depositada no equipamento vale entre US$ 0,15 e US$ 0,50, de acordo com o tamanho e tipo da garrafa.
06 A ideia é estimular o uso do transporte público na capital chinesa – e, assim, diminuir os índices de
07 congestionamento e poluição – e, ainda, incentivar a prática da reciclagem entre a população. Todo o
08 material coletado nas estações do metrô é enviado para uma central de processamento, que utiliza o plástico para
09 outros fins.
10 As máquinas que trocam PETs por bilhetes de metrô ainda estão em fase de teste, mas, se a iniciativa
11 der certo, a ideia é expandi-la para toda a rede metroviária de Pequim e, também, para a rede de ônibus.
(SPITZCOVSKY, Débora. Revista Super Interessante. http://super.abril.com.br/ - Acesso em 13.08.13)
O uso da expressão “capital chinesa” (linha 06) faz referência
O Homem Nu
(Fernando Sabino)
Ao acordar, disse para a mulher:
— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.
— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.
— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:
— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão!
Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:
— Maria, por favor! Sou eu!
Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
— Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!
— Isso é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.
— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu...
A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:
— Valha-me Deus! O padeiro está nu!
E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
— Tem um homem pelado aqui na porta!
Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
— É um tarado!
— Olha, que horror!
— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.
— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não era: era o cobrador da televisão.
“... Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta...”
O período destacado apresenta duas orações unidas por um sinal de pontuação: a vírgula. Caso substituíssemos a vírgula, de forma a manter o sentido original, por um conectivo, este teria o valor semântico de:
No texto 2, a ligação existente entre os parágrafos que o constituem e o título se dá por meio de um mecanismo textual denominado relação:

Francisco Rüdiger. As teorias da comunicação. Porto
Alegre: Penso, 2011, p. 122-3 (com adaptações).
Julgue o item subsecutivo, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
Na linha 5, o vocábulo “porquanto”, que liga orações
coordenadas, pode ser substituído por conquanto, sem
prejuízo para a correção gramatical ou para a ocorrência
textual.

Cristiane Vianna Rauen et al. Relatório de acompanhamento setorial. In:
Tecnologias de informação e comunicação, v. III. UNICAMP e Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ago./2009, p. 10-1 (com adaptações).
No que diz respeito aos argumentos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
Pelas relações de sequenciação e concatenação estabelecidas
entre os elementos textuais, depreende-se que a expressão
“esse ramo” (l.7-8), retoma diretamente o termo “tecnologias”
(l.1).

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.
In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O vocábulo “essa” (l.5) alude ao “novo milênio” (l.1), “era do
conhecimento, da informação” (l.1-2).

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.
In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O trecho “avaliar os elementos que determinam essas
mudanças” (l.11) poderia ser reescrito, com correção
gramatical, da seguinte forma: avaliar os elementos que são
determinantes de tais mudanças.

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.
In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
Não resultaria em erro sintático ou semântico a substituição do
verbo “compreender” (l.8) por entender.

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.
In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O texto permaneceria gramaticalmente correto caso o vocábulo
“portanto” (l.7) fosse deslocado para o início da oração, da
seguinte forma: Portanto, há...

Helena Maria Martins Lastres et al. Desafios e oportunidades da era do conhecimento.
In: São Paulo em Perspectiva, 16(3), 2002, p. 60-1 (com adaptações).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso fosse
acrescentada a expressão que é imediatamente antes do trecho
“caracterizada (...) conhecimento” (l.5-6) e fossem suprimidas
as vírgulas que o isolam.
Julgue o item subsecutivo, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
Na linha 5, o vocábulo “porquanto”, que liga orações
coordenadas, pode ser substituído por conquanto, sem
prejuízo para a correção gramatical ou para a ocorrência
textual.
Julgue o item subsecutivo, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima.
Se a frase “tornando-a solitária, técnica, fria e impessoal”
(l.13-14) fosse substituída por tornando-o solitário, técnico,
frio e impessoal, a correção gramatical do texto seria mantida,
e a alteração facultaria ao leitor atribuir ao “mundo” (l.13) ou
ao “homem” (l.12) as qualidades relacionadas a solidão,
tecnicidade, frieza e impessoalidade.
No que diz respeito aos argumentos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
Pelas relações de sequenciação e concatenação estabelecidas
entre os elementos textuais, depreende-se que a expressão
“esse ramo” (l.7-8), retoma diretamente o termo “tecnologias”
(l.1).
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O vocábulo “essa” (R.5) alude ao “novo milênio” (l.1), “era do
conhecimento, da informação” (l.1-2).
No que diz respeito aos argumentos e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos se
o segmento “Por contribuir para a elevação do valor agregado”
(l.5-6), fosse assim reescrito: Por contribuir, juntamente com
a elevação do valor agregado.
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O texto permaneceria gramaticalmente correto caso o vocábulo
“portanto” (l.7) fosse deslocado para o início da oração, da
seguinte forma: Portanto, há...
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
No que se refere às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.
O vocábulo “essa” (l.5) alude ao “novo milênio” (l.1), “era do
conhecimento, da informação” (l.1-2).

Editorial, O Estado de S.Paulo, 17/3/2013 (com adaptações).
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o próximo item.
A expressão “Esse estilo de crescimento” (l.4) tem a função
coesiva de retomar informação anterior, contida no trecho
“baseado em uma rápida urbanização e em pesados
investimentos em infraestrutura” (l.2-3).




