Questões de Concurso
Sobre coesão e coerência em português
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Acerca da partícula “que” destacada no período acima retirado do Texto, é correto afirmar que:
Atenção: considere o texto abaixo para responder a questão.

1. A recente descoberta do uso de informações pessoais capturadas via Facebook para fins eleitorais e divulgação de fake news reacendeu o debate sobre privacidade na rede. Há como preservar pelo menos parte dessa privacidade? 2. O senhor é a favor de eliminar as disciplinas tradicionais do currículo? 3. Ninguém sai batendo porta ou gritando em uma briga virtual. Não há uma perda, em termos de emoção? 4. O Google está tornando a memória dispensável?
( ) Acho que deveriam ser muito reduzidas. A quantidade de coisas que todo mundo precisa armazenar na cabeça é muito pequena. O problema é que escapar do modelo conhecido é um risco, e nem os professores nem os pais são muito abertos a novos experimentos.( ) Não acho. Crianças e adolescentes decoram muita informação à toa. É claro que é importante manter algumas habilidades e conhecimentos, mas, na verdade, são muito poucos os que de fato importam. ( ) A questão é saber com o que vale a pena se preocupar. É mais ou menos como quando a pessoa se muda para uma cidade grande. Ela está ciente de que existem perigos, mas quer muito morar lá, então assume os riscos e toma suas precauções. ( ) Quem diz isso está desprezando a força da literatura, que expressa emoções profundas sem o envolvimento de qualquer tipo de contato físico.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Uma pesquisa comandada pelo neurocientista da Universidade de Cambridge, Taylor W. Schmitz, apontou o GABA, um neurotransmissor inibidor presente nos mamíferos, como fundamental para suprimir pensamentos e memórias indesejáveis.
Numere os parênteses, identificando a ordem das ideias para que o texto apresente lógica textual.
( ) Depois reuniram 24 jovens saudáveis e, enquanto eram monitorados pelo MRS, os colocaram para jogar. Com um controle com dois botões na mão, foram orientados a apertar um ou outro botão de acordo com as cores que apareciam.
( ) Para chegar à conclusão, os pesquisadores utilizaram um equipamento raro e caro, chamado ressonância magnética espectroscópica (ou MRS na sigla em inglês).
( ) O joguinho foi repetido com insistência, até que os participantes já apertassem botões sem nem pensar direito. Foi então que os pesquisadores introduziram um novo desafio: se a luz fosse acompanhada por um som, nenhum botão deveria ser apertado.
( ) As pessoas com maior presença do GABA no hipocampo – a região do cérebro responsável pela memória – foram as que se saíram melhor no teste.
( ) Com ele, além das imagens da atividade do cérebro, é possível identificar também a química que rola dentro da cabeça.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Para que o projeto ___________ aprovado, __________ preciso __________ a anuência de 75% dos deputados, o que não __________ obter.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima
1. O que explica a eleição de Trump à Presidência americana? 2. Como observador íntimo do governo Trump, como imagina seus próximos lances? 3. Que vantagem um vendedor nato como Trump obteria ao virar presidente? 4. O senhor teve direito a um espaço reservado, só seu, na Casa Branca. Na prática, o que esse salvo-conduto lhe proporcionou?
( ) Tudo o que move Trump é a busca da fama e da atenção. Hoje, ele conseguiu o que queria: riqueza, poder e, de brinde, a Presidência americana. ( ) Sentado num sofá, fiz cerca de 200 entrevistas com pessoas que me contaram como é trabalhar e conviver com Donald Trump. Mas o principal era estar, despercebido, no centro das decisões. ( ) Veremos. O segundo ato vai começar provavelmente em novembro, com as eleições para o Congresso. E eu aposto que será um segundo ato muito sangrento. ( ) Eis um mistério fantástico que diz algo sobre o tempo em que estamos vivendo. Sinto que todos ainda querem entender como isso aconteceu e o que significa para o mundo. Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Considere o seguinte texto:
Usando modelos geométricos, os pesquisadores puderam calcular a distorção relativa de diversas partes do rosto com a câmera posicionada a diferentes distâncias, e chegaram à conclusão ________ o ideal é tirar a foto com a câmera a 1,5 metros do rosto. A 30 centímetros, a distorção da largura do nariz chega a ser de até 30%.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna acima.
O impacto dos humanos sobre a vida selvagem tem muitas arestas.
Numere os parênteses, identificando a ordem das ideias para que o texto apresente lógica textual.
( ) Além disso, esses espaços naturais são cada vez mais reduzidos e esquartejados, e sua qualidade se reduz a cada nova infraestrutura que os cerca. ( ) Mas há outra forma de se esconder das pessoas: só sair quando elas vão dormir. ( ) A mais evidente é a redução do espaço disponível para os animais à medida que a espécie humana foi se expandindo pelo globo. ( ) Uma das consequências de tudo isto é que os animais se movem cada vez menos nas zonas com presença humana e se refugiam em áreas cada vez mais diminutas.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
I. A expressão “Em outras palavras” ratifica o que foi dito anteriormente. Por isso, poderia ser substituída, sem prejuízos para o sentido do texto, por “ou seja”, “isto é”, entre outras, de mesmo valor semântico. II. No trecho “... que, ao desempenhar seu trabalho, o historiador faz um trabalho minucioso de pesquisa...”, a palavra “que” é uma conjunção integrante. III. No fragmento “como as da Antropologia”, houve a supressão do vocábulo “históricas”, que o leitor consegue recuperar pelo contexto.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No período “Em segundo lugar, está o "acerto de contas", que representa 21,6% das motivações dos homicídios nesse período.”, a palavra “que” é pronome relativo e a expressão “nesse período” se refere ao tempo mencionado anteriormente: “Entre os meses de maio e novembro de 2017”. II. No excerto “Ao todo, 5.030 pessoas foram assassinadas no estado entre os meses de janeiro e novembro...”, se a palavra “pessoas” fosse substituída por “homens”, o vocábulo “assassinadas” permaneceria sem alteração no morfema de número.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Nos fragmentos “NESSE período, o principal motivo dos assassinatos...” e “A CAPITAL PERNAMBUCANA foi o município...”, as palavras destacadas em letras maiúsculas possuem a mesma função coesiva. Isto é, coesão por sinonímia. II. A expressão “No arquipélago de Fernando de Noronha”, citada no último período do texto, exerce a mesma função sintática que o pronome relativo no trecho “Há, ainda, localidades em que não houve nenhum homicídio em 2017”.
Marque a alternativa CORRETA:
UM EXEMPLO
Sírio Possenti
Publicado em 25 de novembro de 2016
Ref.: https://blogdosirioblog.wordpress.com/ [adaptado]
UM EXEMPLO
Sírio Possenti
Publicado em 25 de novembro de 2016
Ref.: https://blogdosirioblog.wordpress.com/ [adaptado]
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros... – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. Você diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)


