Questões de Concurso Sobre coesão e coerência em português

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Q4362247 Português

Leia o texto, para responder à questão.



    O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterraram. Abandonei os cadernos, não deixei que as moscas me comessem.

    Assim, aos nove anos, ainda não sabia ler.

    Ora, uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isso era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Então, espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume.

    Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. No meio do capítulo meu pai pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Alinhei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

    Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. À noite meu pai pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações. Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E, no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

    Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.



(Graciliano Ramos. Infância. 5. ed. São Paulo:

Livraria Martins Editora, 1961. Excerto adaptado)

Considerando o sentido que os dois-pontos (:) estabelecem na frase “Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos, o lenhador e outros personagens da história agitaram-me o sono…”, eles podem ser corretamente substituídos pelo termo:
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Q4356444 Português

A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la. 



Sobre as ideias apresentadas no Texto, analise:



I- Algumas coisas somente são valorizadas pelas pessoas após suas perdas;


II- As conversas banais foram perdidas de forma definitiva pelas pessoas, o que as fazem refletir sobre quão importantes tais conversas eram;


III- As conversas casuais costumam deixar as pessoas de bom humor.



Dos itens acima:

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Q4355102 Português

Identifique o mecanismo de coesão aplicado na citação abaixo:



"É preciso viver, [é preciso] não apenas existir." (Plutarco)

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Q4355014 Português
Assinale abaixo a alternativa que apresenta problema de coerência no que diz:
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Q4355009 Português

TEXTO 01


O texto abaixo servirá de base para responder a questão



<https://cultura.estadao.com.br/galerias/geral,20-tiras-de-calvin-e-haroldo-para-refl etir-sobre-a-vida-e-sobre-o-mundo,28507> Acessado em 27 de fev. 2021.
A partir de seus conhecimentos sobre coesão e coerência textual, assinale abaixo a alternativa que traz corretamente a progressão temática da tirinha:
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Q4353805 Português
CAPÍTULO I - DE COMO ITAGUAÍ GANHOU UMA CASA DE ORATES


   As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.

    — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte. D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regímen alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, explicável, mas inqualificável, devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.

   Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina. Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção, o recanto psíquico, o exame de patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. Simão Bacamarte compreendeu que a ciência lusitana, e particularmente a brasileira, podia cobrir-se de "louros imarcescíveis", — expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores.

    —A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico.

  —Do verdadeiro médico, emendou Crispim Soares, boticário da vila, e um dos seus amigos e comensais. A vereança de Itaguaí, entre outros pecados de que é arguida pelos cronistas, tinha o de não fazer caso dos dementes. Assim é que cada louco furioso era trancado em uma alcova, na própria casa, e, não curado, mas descurado, até que a morte o vinha defraudar do benefício da vida; os mansos andavam à solta pela rua. Simão Bacamarte entendeu desde logo reformar tão ruim costume; pediu licença à Câmara para agasalhar e tratar no edifício que ia construir todos os loucos de Itaguaí e das demais vilas e cidades, mediante um estipêndio, que a Câmara lhe daria quando a família do enfermo o não pudesse fazer. A proposta excitou a curiosidade de toda a vila, e encontrou grande resistência, tão certo é que dificilmente se desarraigam hábitos absurdos, ou ainda maus. A ideia de meter os loucos na mesma casa, vivendo em comum, pareceu em si mesma sintoma de demência, e não faltou quem o insinuasse à própria mulher do médico.

(...)

   Uma vez empossado da licença começou logo a construir a casa. Era na Rua Nova, a mais bela rua de Itaguaí naquele tempo, tinha cinquenta janelas por lado, um pátio no centro, e numerosos cubículos para os hóspedes. Como fosse grande arabista, achou no Corão que Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração de que Alá lhes tira o juízo para que não pequem. A ideia pareceu-lhe bonita e profunda, e ele a fez gravar no frontispício da casa; mas, como tinha medo ao vigário, e por tabela ao bispo, atribuiu o pensamento a Benedito VIII, merecendo com essa fraude aliás pia, que o Padre Lopes lhe contasse, ao almoço, a vida daquele pontífice eminente.

   A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí. Inaugurou-se com imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às cerimônias, que duraram sete dias. Muitos dementes já estavam recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a caridade cristã com que eles iam ser tratados. D. Evarista, contentíssima com a glória do marido, vestira-se luxuosamente, cobriu-se de jóias, flores e sedas. Ela foi uma verdadeira rainha naqueles dias memoráveis; ninguém deixou de ir visitá-la duas e três vezes, apesar dos costumes caseiros e recatados do século, e não só a cortejavam como a louvavam; porquanto, e este fato é um documento altamente honroso para a sociedade do tempo, porquanto viam nela a feliz esposa de um alto espírito, de um varão ilustre, e, se lhe tinham inveja, era a santa e nobre inveja dos admiradores. Ao cabo de sete dias expiraram as festas públicas; Itaguaí, tinha finalmente uma casa de orates.


Fonte: Machado de Assis. O alienista.
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
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Q4353657 Português
A Cartomante


    Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.

     — Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade... 

    — Errou! interrompeu Camilo, rindo.

    — Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria...

    Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeua; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...

    — Qual saber! tive muita cautela, ao entrar na casa.

    — Onde é a casa?

    — Aqui perto, na Rua da Guarda Velha; não passava ninguém nessa ocasião. Descansa; eu não sou maluca. Camilo riu outra vez:

    — Tu crês deveras nessas coisas? perguntou-lhe. Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita coisa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que mais? A prova é que ela agora estava tranquila e satisfeita. 

    Cuido que ele ia falar, mas reprimiu-se. Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento: limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando.

    Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua das Mangueiras, na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da Guarda Velha, olhando de passagem para a casa da cartomante. 

    Vilela, Camilo e Rita, três nomes, uma aventura e nenhuma explicação das origens. Vamos a ela. Os dois primeiros eram amigos de infância. Vilela seguiu a carreira de magistrado. Camilo entrou no funcionalismo, contra a vontade do pai, que queria vê-lo médico; mas o pai morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe lhe arranjou um emprego público. No princípio de 1869, voltou Vilela da província, onde casara com uma dama formosa e tonta; abandonou a magistratura e veio abrir banca de advogado. Camilo arranjou-lhe casa para os lados de Botafogo, e foi a bordo recebê-lo.

    — É o senhor? exclamou Rita, estendendo-lhe a mão. Não imagina como meu marido é seu amigo, falava sempre do senhor. Camilo e Vilela olharam-se com ternura. Eram amigos deveras. Depois, Camilo confessou de si para si que a mulher do Vilela não desmentia as cartas do marido. Realmente, era graciosa e viva nos gestos, olhos cálidos, boca fina e interrogativa. Era um pouco mais velha que ambos: contava trinta anos, Vilela vinte e nove e Camilo vinte e seis. Entretanto, o porte grave de Vilela fazia-o parecer mais velho que a mulher, enquanto Camilo era um ingênuo na vida moral e prática. Faltava-lhe tanto a ação do tempo, como os óculos de cristal, que a natureza põe no berço de alguns para adiantar os anos. Nem experiência, nem intuição. Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois morreu a mãe de Camilo, e nesse desastre, que o foi, os dois mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro, dos sufrágios e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor. Como daí chegaram ao amor, não o soube ele nunca. A verdade é que gostava de passar as horas ao lado dela, era a sua enfermeira moral, quase uma irmã, mas principalmente era mulher e bonita. Odor di feminina: eis o que ele aspirava nela, e em volta dela, para incorporá-lo em si próprio. Liam os mesmos livros, iam juntos a teatros e passeios. Camilo ensinou-lhe as damas e o xadrez e jogavam às noites; — ela mal, — ele, para lhe ser agradável, pouco menos mal. Até aí as cousas. Agora a ação da pessoa, os olhos teimosos de Rita, que procuravam muita vez os dele, que os consultavam antes de o fazer ao marido, as mãos frias, as atitudes insólitas. Um dia, fazendo ele anos, recebeu de Vilela uma rica bengala de presente e de Rita apenas um cartão com um vulgar cumprimento a lápis, e foi então que ele pôde ler no próprio coração, não conseguia arrancar os olhos do bilhetinho. Palavras vulgares; mas há vulgaridades sublimes, ou, pelo menos, deleitosas. A velha caleça de praça, em que pela primeira vez passeaste com a mulher amada, fechadinhos ambos, vale o carro de Apolo. Assim é o homem, assim são as coisas que o cercam.


Machado de Assis.
Assinale a alternativa que apresente o referente no texto do pronome ela no período: A prova é que ela agora estava tranquila e satisfeita:
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Q4337704 Português
Um navio "fantasma" apareceu na costa do Condado de Cork, na Irlanda, levado pelo mau tempo que atingiu a Europa em decorrência da tempestade Dennis. O barco, abandonado pela tripulação, foi encontrado em meio às rochas de uma vila de pescadores em Ballycotton por uma pessoa que passava pelo local. O navio parece ter ficado à deriva por mais de um ano, percorrendo milhares de quilômetros no Oceano Atlântico desde que foi abandonado no sudeste das Bermudas em 2018. "É uma chance em um milhão", disse John Tattan, gerente de operações da Royal National Lifeboat Institution (RNLI) de Ballycotton.

Em entrevista ao jornal Irish Examiner, ele afirmou que "nunca havia visto nada desta forma em termos de abandono". Mas qual é a história por trás deste navio misterioso sem tripulação? Construído em 1976, o navio, de nome Alta, teve uma série de proprietários e nomes — mais recentemente, navegava com a bandeira da Tanzânia. Autoridades de vários países sabiam que a embarcação estava à deriva no oceano. Ela tinha sido vista pela última vez em setembro de 2019 por um navio da Marinha Real Britânica. A saga que levou a embarcação para a Irlanda começou em setembro de 2018, quando navegava da Grécia para o Haiti, ainda com tripulação a bordo. 

Mas problemas não identificados levaram a uma queda de energia na embarcação, e o Alta ficou à deriva em alto mar por 20 dias, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste das Bermudas, segundo a Guarda Costeira dos EUA, que estava ciente da situação. Como restavam apenas dois dias de comida a bordo para a tripulação, a autoridade marítima americana lançou comida e outros suprimentos de uma aeronave. Quando um furacão se aproximou, decidiram resgatar os 10 tripulantes do navio avariado e levá-los para Porto Rico.


(O mistério do navio fantasma que apareceu na costa da Irlanda após uma tempestade.) Trecho extraído do G1. 2020. Disponível em:<https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/02/18/omisterio-do-navio-fantasma-que-apareceu-na-costa-da-irlanda-apos-uma-tempestade.ghtml>. 
De acordo com o texto, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa CORRETA:

I- A Guarda Costeira da Irlanda estava ciente da situação.
II- A saga da embarcação começou em setembro de 2018.
III- O navio fantasma foi encontrado por diversos pescadores. 
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Q4337569 Português

PRIMEIRA DEMONSTRAÇÃO PÚBLICA DO TELÉGRAFO.



O inventor e pintor Samuel Finley Breese Morse nasceu em 1791, em Charlestown, Massachussets, Estados Unidos. Estudou na Universidade de Yale, embora nunca tenha demonstrado grande interesse pelas aulas; sua paixão era a pintura e a eletricidade. Depois que se formou, trabalhou para um editor de Boston durante alguns meses, até que convenceu seus pais a deixa-lo estudar belas-artes em Londres, onde se tornaria retratista e escultor de sucesso. Quando regressou aos Estados Unidos, estabeleceu-se em Nova Iorque, onde veio a ser um retratista famoso e respeitado. Além disso, foi fundador e primeiro presidente da Academia Nacional de Desenho e professor de arte e desenho na Universidade de Nova Iorque. Morse retornou à Europa, onde se interessou pelas descobertas realizadas pelo físico e matemático francês André-Marie Ampère sobre a corrente elétrica e o magnetismo. Em 1832, de volta aos Estados Unidos, após escutar uma conversa sobre a invenção do eletroímã, decidiu pôr em prática a ideia de criar um telégrafo elétrico que servisse para enviar mensagens a longa distância através de um cabo. Em 1835, construiu o primeiro protótipo de um telégrafo e, no dia 6 de janeiro de 1838, fez a primeira demonstração pública do seu funcionamento; para enviar as mensagens, utilizou um código criado por ele, conhecido por “alfabeto morse” ou “código morse”, que era composto de pontos e traços – correspondendo, respectivamente, a sinais curtos e longos –, emitidos de forma intermitente. Em 1843, o Congresso dos Estados Unidos lhe concedeu uma verba de 30 mil dólares para construir a linha telegráfica eletromagnética que uniu as cidades de Baltimore e Washington. O segundo cabo telegráfico foi estendido entre Washington e Nova Jersey. No começo, as primeiras linhas telegráficas conectaram somente estações ferroviárias, depois foram utilizadas para uso oficial dos governos e, por último, para o envio de mensagens a pessoas comuns. Uma vez que se demonstrou na prática a possibilidade de enviar mensagens a grandes distâncias em pouco tempo, começou a se fazer a rápida conexão entre diferentes cidades dos Estados Unidos. Apesar do sucesso obtido, Morse precisou travar uma longa batalha para que reconhecessem seu direito à patente da invenção do telégrafo. Como cientistas de outros países também estavam desenvolvendo o sistema de transmissão de mensagens por cabo, ele se viu envolvido em litígios intermináveis diante dos tribunais até que, em 1854, o Tribunal Supremo dos Estados Unidos o reconheceu como único inventor do telégrafo. Samuel Morse morreu em Nova Iorque, em 1872. A transmissão de mensagens telegráficas por cabo de forma imediata e a longa distância, bem como o seu código de transcrição, constituem o sistema de comunicação mais simples e prático que foi utilizado pela humanidade durante muitos anos. (365 Dias que Mudaram o Mundo. São Paulo: Planeta, 2014, p. 20). 

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um sinônimo para a palavra/expressão “além disso”, utilizada pelo autor na primeira parte do texto: 
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Q4331851 Português
TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

ORQUÍDEAS

Elas floresceram todas ao mesmo tempo. Abri a janela, olhei para fora e lá estavam: brancas, violetas, amarelas, gritando de alegria ao sol da manhã!

Ao longo dos anos foram sendo amarradas, com displicência, ao redor dos troncos finos e grossos das árvores do jardim. Lá elas repousam o ano inteiro, expostas ao sol, ao vento, ao frio, ao calor.

Daqueles talos aparentemente estéreis nascem como por milagre as flores mais lindas, trazidas nos braços da Primavera. Vivem esquecidas no meu jardim, gestam a beleza em humilde silêncio.

Não exigem cuidados especiais. Ficam lá, em repouso. E de repente, bum! Dominam o jardim com a beleza inegável de suas flores. Não falo com elas, não presto atenção. Elas retribuem meu alheamento com alumbramento, dividem conosco sua gratuita beleza.


http://viveragora.com.br/cronicas-rapidas/
Ficam LÁ, em repouso.

É CORRETO afirmar que o advérbio "lá" retoma, considerando-se o contexto, a expressão:
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Q4330898 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A Mala de Viagem

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.

Nas costas, carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas.

Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:

- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?

- É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.

Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor. Em seguida, veio outro transeunte que lhe perguntou:

- Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada? 

- Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, pois eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.

Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.

Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias.

E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.

Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora?

Não. Era a falta de consciência da existência delas.

Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.

Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber.


Acesso em: https://www.contandohistorias.com.br /historias/2006143.php 
A palavra destacada no trecho "ELAS estão carregando cargas sem perceber" está se referindo: 
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Q4328395 Português
Leia o texto para responder a questão.


Chimpanzés idosos mantêm poucos e bons amigos

Por Giorgia Cavicchioli


   É comum observar que os seres humanos vão reduzindo o número de amigos com o passar dos anos. Com isso em mente, a antropóloga Zarin P. Machanda, da Tufts University, e a psicóloga e antropóloga Alexandra G. Rosati, da University of Michigan, começaram a se perguntar se os chimpanzés tinham o mesmo comportamento.

   De acordo com a Dra. Machanda, a ideia na mente dos humanos quando envelhecemos é: “Não tenho tempo para essas pessoas negativas na minha vida. Não quero perder meu tempo com toda essa negatividade”. Sendo assim, nós nos concentramos em alguns bons e poucos amigos e investimos neles. Essa explicação tem o nome de teoria da seletividade socioemocional.

   Junto com alguns colegas, as estudiosas relataram na revista Science, nesta quinta-feira (22), que ao menos os chimpanzés machos fazem a mesma coisa que os humanos. A equipe analisou apenas os machos pelo fato de eles já serem mais difíceis de fazer amizade enquanto as fêmeas são mais ligadas aos grupos familiares.

  Sendo assim, eles seriam mais fáceis de serem analisados. À medida que eles envelheciam, os machos desenvolveram mais amizades mútuas e menos amizades unilaterais. Além disso, eles também exibiram uma abordagem mais positiva em relação ao grupo como um todo.

  De acordo com as autoras do estudo, outros primatas não seguem esse tipo de padrão necessariamente. Alguns outros macacos tendem a se afastar das relações sociais e seus níveis de agressividade continuam altos mesmo depois de mais velhos.


Disponível em https://www.revistaplaneta.com.br/chimpanzes-idososmantem-poucos-e-bons-amigos/
O pronome sublinhado no penúltimo parágrafo, refere-se
Alternativas
Q4328394 Português
Leia o texto para responder a questão.


Chimpanzés idosos mantêm poucos e bons amigos

Por Giorgia Cavicchioli


   É comum observar que os seres humanos vão reduzindo o número de amigos com o passar dos anos. Com isso em mente, a antropóloga Zarin P. Machanda, da Tufts University, e a psicóloga e antropóloga Alexandra G. Rosati, da University of Michigan, começaram a se perguntar se os chimpanzés tinham o mesmo comportamento.

   De acordo com a Dra. Machanda, a ideia na mente dos humanos quando envelhecemos é: “Não tenho tempo para essas pessoas negativas na minha vida. Não quero perder meu tempo com toda essa negatividade”. Sendo assim, nós nos concentramos em alguns bons e poucos amigos e investimos neles. Essa explicação tem o nome de teoria da seletividade socioemocional.

   Junto com alguns colegas, as estudiosas relataram na revista Science, nesta quinta-feira (22), que ao menos os chimpanzés machos fazem a mesma coisa que os humanos. A equipe analisou apenas os machos pelo fato de eles já serem mais difíceis de fazer amizade enquanto as fêmeas são mais ligadas aos grupos familiares.

  Sendo assim, eles seriam mais fáceis de serem analisados. À medida que eles envelheciam, os machos desenvolveram mais amizades mútuas e menos amizades unilaterais. Além disso, eles também exibiram uma abordagem mais positiva em relação ao grupo como um todo.

  De acordo com as autoras do estudo, outros primatas não seguem esse tipo de padrão necessariamente. Alguns outros macacos tendem a se afastar das relações sociais e seus níveis de agressividade continuam altos mesmo depois de mais velhos.


Disponível em https://www.revistaplaneta.com.br/chimpanzes-idososmantem-poucos-e-bons-amigos/
O termo sublinhado no terceiro parágrafo refere-se
Alternativas
Q4321755 Português
Leia o texto para responder a questão.


A nova era nuclear Os EUA reativaram seu maior bunker – e estão desenvolvendo a primeira ogiva nuclear desde os anos 1980. A China pretende triplicar seu arsenal. E os russos apresentam novas armas: o míssil manobrável e um torpedo capaz de provocar tsunamis.

Texto: Bruno Garattoni e Tiago Cordeiro


    Se você entrar na floresta de Bardufoss, na Noruega, encontrará algo bem estranho: uma rede de 960 canos finos e rentes ao chão, que correm por entre as árvores numa área de 1,5 km² e parecem grandes teias de aranha. Eles formam uma rede de medição infrassônica, que detecta sons de frequência inferior a 20 hertz – inaudíveis ao ouvido humano. No dia 8 de agosto de 2019, às 9h da manhã no horário local, o sistema registrou uma onda de choque atípica. Exatamente ao mesmo tempo, a estação meteorológica de Severodinsk, na Rússia, detectou níveis de radioatividade 16 vezes acima do normal. Os dois eventos, como viria a ser revelado depois, tinham a mesma causa: a explosão de um míssil 9M730 Burevestnik, que os russos estavam testando numa base militar em Nyonoska, no noroeste do país. Cinco pessoas morreram, três ficaram feridas e a população da cidade correu para comprar iodo (que, tomado de forma preventiva, evita o envenenamento radioativo da tireoide). É que o Burevestnik não era um míssil qualquer. Além de carregar ogivas nucleares, ele possui o próprio reator nuclear, que gera energia para mantê-lo no ar.

    Os níveis de radiação voltaram ao normal em algumas horas (o reator do míssil é pequeno, com muito menos combustível nuclear do que uma usina), mas o cenário geopolítico não. O mundo constatou que os russos estavam testando um novo tipo de arma: capaz de ficar no ar por anos, driblar todos os sistemas antimísseis – e atacar de surpresa qualquer ponto do planeta. 

    No dia 25 de março deste ano, duas semanas depois que a OMS classificou a onda de coronavírus como pandemia, os militares americanos fizeram uma manobra profunda. Literalmente: anunciaram que os oficiais da Norad e da Northcom, as divisões que controlam seu arsenal nuclear, iriam se mudar para o Cheyenne Mountain Complex: o maior bunker militar do mundo, escavado sob 610 metros de rocha dentro da montanha Cheyenne, no Colorado. Ele foi construído nos anos 1960, é formado por 15 prédios subterrâneos de três andares, com capacidade para abrigar 2 mil pessoas por até dois anos, e foi projetado para suportar uma explosão nuclear de até 30 megatons (2 mil vezes a potência da bomba de Hiroshima). Foi sendo desocupado após o fim da Guerra Fria e estava praticamente abandonado, com 70% de capacidade ociosa. Não mais. Os americanos também anunciaram que, pela primeira vez desde os anos 1980, vão desenvolver uma nova ogiva: a W93. Praticamente todos os detalhes a respeito são confidenciais – exceto que ela fará parte de um programa de US$ 1 trilhão para renovar o arsenal nuclear dos EUA.

    [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-nova-era-nuclear/
Assinale a alternativa que apresenta a explicação para o uso de advérbios de lugar no texto.
Alternativas
Q4321754 Português
Leia o texto para responder a questão.


A nova era nuclear Os EUA reativaram seu maior bunker – e estão desenvolvendo a primeira ogiva nuclear desde os anos 1980. A China pretende triplicar seu arsenal. E os russos apresentam novas armas: o míssil manobrável e um torpedo capaz de provocar tsunamis.

Texto: Bruno Garattoni e Tiago Cordeiro


    Se você entrar na floresta de Bardufoss, na Noruega, encontrará algo bem estranho: uma rede de 960 canos finos e rentes ao chão, que correm por entre as árvores numa área de 1,5 km² e parecem grandes teias de aranha. Eles formam uma rede de medição infrassônica, que detecta sons de frequência inferior a 20 hertz – inaudíveis ao ouvido humano. No dia 8 de agosto de 2019, às 9h da manhã no horário local, o sistema registrou uma onda de choque atípica. Exatamente ao mesmo tempo, a estação meteorológica de Severodinsk, na Rússia, detectou níveis de radioatividade 16 vezes acima do normal. Os dois eventos, como viria a ser revelado depois, tinham a mesma causa: a explosão de um míssil 9M730 Burevestnik, que os russos estavam testando numa base militar em Nyonoska, no noroeste do país. Cinco pessoas morreram, três ficaram feridas e a população da cidade correu para comprar iodo (que, tomado de forma preventiva, evita o envenenamento radioativo da tireoide). É que o Burevestnik não era um míssil qualquer. Além de carregar ogivas nucleares, ele possui o próprio reator nuclear, que gera energia para mantê-lo no ar.

    Os níveis de radiação voltaram ao normal em algumas horas (o reator do míssil é pequeno, com muito menos combustível nuclear do que uma usina), mas o cenário geopolítico não. O mundo constatou que os russos estavam testando um novo tipo de arma: capaz de ficar no ar por anos, driblar todos os sistemas antimísseis – e atacar de surpresa qualquer ponto do planeta. 

    No dia 25 de março deste ano, duas semanas depois que a OMS classificou a onda de coronavírus como pandemia, os militares americanos fizeram uma manobra profunda. Literalmente: anunciaram que os oficiais da Norad e da Northcom, as divisões que controlam seu arsenal nuclear, iriam se mudar para o Cheyenne Mountain Complex: o maior bunker militar do mundo, escavado sob 610 metros de rocha dentro da montanha Cheyenne, no Colorado. Ele foi construído nos anos 1960, é formado por 15 prédios subterrâneos de três andares, com capacidade para abrigar 2 mil pessoas por até dois anos, e foi projetado para suportar uma explosão nuclear de até 30 megatons (2 mil vezes a potência da bomba de Hiroshima). Foi sendo desocupado após o fim da Guerra Fria e estava praticamente abandonado, com 70% de capacidade ociosa. Não mais. Os americanos também anunciaram que, pela primeira vez desde os anos 1980, vão desenvolver uma nova ogiva: a W93. Praticamente todos os detalhes a respeito são confidenciais – exceto que ela fará parte de um programa de US$ 1 trilhão para renovar o arsenal nuclear dos EUA.

    [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/a-nova-era-nuclear/
Assinale a alternativa incorreta de acordo com o texto.
Alternativas
Q4255697 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



As enchentes



Autor: Lima Barreto (adaptado)


Levando-se em consideração a leitura atenta do texto, é possível afirmar que:
Alternativas
Q4221551 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

    Dentro do campo mais amplo da Psicologia, os analistas do comportamento adotam um conjunto de pressupostos e orientações presentes em uma proposta epistemológica específica, denominada behaviorismo radical. Essa proposta foi inicialmente apresentada pelo psicólogo estadunidense B. F. Skinner (1904-1990).
    A fundamentação no behaviorismo radical faz com que os analistas do comportamento compartilhem formas específicas de caracterizar e pesquisar os fenômenos psicológicos e também de intervir sobre eles. Na análise do comportamento, há uma ligação estreita entre essas atividades – caracterizar, pesquisar e intervir. Em certa ocasião, Skinner afirmou que o comportamento humano é “possivelmente o mais difícil objeto já submetido à análise científica”. A forma como os analistas do comportamento caracterizam e estudam seu objeto produz um conjunto singular de conhecimentos, que permite intervir de maneiras efetivas sobre o comportamento de pessoas e grupos em seu cotidiano.
   As intervenções realizadas pela análise do comportamento derivam diretamente dos conhecimentos científicos produzidos pelos analistas do comportamento dedicados à pesquisa. Isso dá aos analistas do comportamento a confiança de que suas intervenções têm fundamentação científica sólida. 
    Assim, os analistas do comportamento são especialmente céticos em relação a propostas psicológicas que não descrevam claramente seus conceitos, suas evidências empíricas e métodos utilizados para produzi-las. Auxiliar as pessoas a mudar comportamentos demanda quantidade considerável de conhecimento, tempo e trabalho. Esse é um campo em que é fácil encontrar pessoas sem preparo profissional adequado vendendo soluções mágicas por meio de teorias vagas. Basta pensar nas tantas promessas de que é possível “mudar sua vida” praticando certos rituais ou comprando certos produtos. No campo mais amplo dos estudos do comportamento, a aplicação de métodos científicos constitui a exceção, não a regra. A disciplina Análise do comportamento faz parte da exceção.
    O objetivo primordial do analista do comportamento é descobrir por que uma pessoa, ou grupo de pessoas, faz o que faz, da maneira como faz. Analisar o comportamento é identificar relações funcionais entre aspectos do ambiente e aspectos do comportamento das pessoas. Essa identificação não é baseada apenas no que o analista do comportamento “acha” que pode afetar o comportamento. As relações funcionais precisam ser descritas empiricamente, por meio de métodos experimentais que permitam verificar com clareza os efeitos de variáveis ambientais sobre o comportamento do indivíduo (Cooper et al., 2007; Johnston; Pennypacker, 2009; Sidman, 1960).


Alexandre Dittrich. Bruno Angelo Strapasson. In: Sella, Ana Carolina; Ribeiro, Daniela Mendonça (Org.). Análise do comportamento aplicada ao transtorno do espectro autista. Curitiba: Appris, 2018. Capítulo 4. “Bases Filosóficas da Análise do Comportamento Aplicada”, edição digital. Adaptado.
O termo sublinhado em “Assim, os analistas do comportamento são especialmente céticos em relação a propostas psicológicas que não descrevam claramente seus conceitos” (5º parágrafo) introduz uma
Alternativas
Q4221548 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

    Descrito há pouco mais de um século, o Alzheimer apaga a memória e reduz a capacidade de planejar e realizar as tarefas do dia a dia. Todavia, esses sinais são típicos dos estágios avançados da doença. Muito antes, ela pode se manifestar de modo dissimulado, fazendo-se confundir com problemas como a depressão, a ansiedade ou alterações súbitas no padrão de sono e apetite.
  Sabe-se que esses distúrbios psiquiátricos são mais frequentes nas pessoas que desenvolvem Alzheimer do que na população idosa saudável. Parte dos especialistas defende, com base em estudos populacionais, que a depressão e a ansiedade surgiriam primeiro, em decorrência das dificuldades impostas pelo próprio envelhecimento, e, se não tratadas, aumentariam o risco de Alzheimer. Contudo, surgem evidências de que, ao menos em parte dos casos, o oposto pode acontecer: as manifestações psiquiátricas seriam consequência dos danos neurológicos dos estágios iniciais do Alzheimer.
  Em um trabalho conduzido pela neuropatologista brasileira Lea Tenenholz Grinberg, observou-se que, após surgirem as primeiras lesões neurológicas do Alzheimer, o risco de problemas psiquiátricos aumenta. “Esses resultados indicam que, em parte desses casos, a doença de Alzheimer já está instalada em áreas que modulam a atividade cerebral quando as primeiras manifestações psiquiátricas surgem”, afirma Lea.
   Os novos achados podem representar dois avanços para a pesquisa e o tratamento do Alzheimer. O primeiro é que a identificação precoce de sinais psiquiátricos pode auxiliar no teste de novos medicamentos. Além disso, a manifestação psiquiátrica do Alzheimer talvez torne possível iniciar mais cedo o uso de medicações já disponíveis.  
    “Uma importância do estudo coordenado por Lea é mostrar que a depressão no idoso pode não ser de origem primária, causada por fatores sociais ou ambientais, mas resultado de degeneração de regiões cerebrais”, afirma a psiquiatra Paula Villela Nunes, professora da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Isso não significa que seria mais fácil tratar essas pessoas. Especializada em psiquiatria geriátrica e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP, Paula suspeita que a depressão decorrente do Alzheimer responda pior aos antidepressivos por causa das lesões degenerativas no cérebro. “Tratar esses casos de depressão talvez seja tão desafiador quanto tratar as demências”, diz Paula.
  Dezenas de compostos já foram testados para tentar deter ou retardar o Alzheimer. Atualmente, os especialistas apostam que a saída é buscar formas de identificar as lesões no início ou antes de começarem e usar compostos que evitem os danos antes de surgirem os sinais clínicos da doença.
    Há urgência para encontrar tratamentos eficazes contra o Alzheimer. Os compostos usados para retardar a perda de memória agem sobre o neurotransmissor acetilcolina, aumentando a atenção. Eles, no entanto, funcionam por, no máximo, alguns anos. Além disso, a doença vem se tornando mais frequente à medida que as pessoas vivem mais. A Organização Mundial da Saúde calcula que existam quase 50 milhões de pessoas com demência no mundo, de 60% a 80% dos casos provocados por Alzheimer. Esse número deve triplicar até 2050.

Ricardo Zorzetto. Revista Fapesp. Edição 273, nov. 2018. Adaptado.
Depreende-se corretamente do texto que o autor
Alternativas
Q4221547 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO

    Descrito há pouco mais de um século, o Alzheimer apaga a memória e reduz a capacidade de planejar e realizar as tarefas do dia a dia. Todavia, esses sinais são típicos dos estágios avançados da doença. Muito antes, ela pode se manifestar de modo dissimulado, fazendo-se confundir com problemas como a depressão, a ansiedade ou alterações súbitas no padrão de sono e apetite.
  Sabe-se que esses distúrbios psiquiátricos são mais frequentes nas pessoas que desenvolvem Alzheimer do que na população idosa saudável. Parte dos especialistas defende, com base em estudos populacionais, que a depressão e a ansiedade surgiriam primeiro, em decorrência das dificuldades impostas pelo próprio envelhecimento, e, se não tratadas, aumentariam o risco de Alzheimer. Contudo, surgem evidências de que, ao menos em parte dos casos, o oposto pode acontecer: as manifestações psiquiátricas seriam consequência dos danos neurológicos dos estágios iniciais do Alzheimer.
  Em um trabalho conduzido pela neuropatologista brasileira Lea Tenenholz Grinberg, observou-se que, após surgirem as primeiras lesões neurológicas do Alzheimer, o risco de problemas psiquiátricos aumenta. “Esses resultados indicam que, em parte desses casos, a doença de Alzheimer já está instalada em áreas que modulam a atividade cerebral quando as primeiras manifestações psiquiátricas surgem”, afirma Lea.
   Os novos achados podem representar dois avanços para a pesquisa e o tratamento do Alzheimer. O primeiro é que a identificação precoce de sinais psiquiátricos pode auxiliar no teste de novos medicamentos. Além disso, a manifestação psiquiátrica do Alzheimer talvez torne possível iniciar mais cedo o uso de medicações já disponíveis.  
    “Uma importância do estudo coordenado por Lea é mostrar que a depressão no idoso pode não ser de origem primária, causada por fatores sociais ou ambientais, mas resultado de degeneração de regiões cerebrais”, afirma a psiquiatra Paula Villela Nunes, professora da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Isso não significa que seria mais fácil tratar essas pessoas. Especializada em psiquiatria geriátrica e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP, Paula suspeita que a depressão decorrente do Alzheimer responda pior aos antidepressivos por causa das lesões degenerativas no cérebro. “Tratar esses casos de depressão talvez seja tão desafiador quanto tratar as demências”, diz Paula.
  Dezenas de compostos já foram testados para tentar deter ou retardar o Alzheimer. Atualmente, os especialistas apostam que a saída é buscar formas de identificar as lesões no início ou antes de começarem e usar compostos que evitem os danos antes de surgirem os sinais clínicos da doença.
    Há urgência para encontrar tratamentos eficazes contra o Alzheimer. Os compostos usados para retardar a perda de memória agem sobre o neurotransmissor acetilcolina, aumentando a atenção. Eles, no entanto, funcionam por, no máximo, alguns anos. Além disso, a doença vem se tornando mais frequente à medida que as pessoas vivem mais. A Organização Mundial da Saúde calcula que existam quase 50 milhões de pessoas com demência no mundo, de 60% a 80% dos casos provocados por Alzheimer. Esse número deve triplicar até 2050.

Ricardo Zorzetto. Revista Fapesp. Edição 273, nov. 2018. Adaptado.
O objetivo principal do artigo é apresentar evidências de que
Alternativas
Q4182041 Português
Instrução: A questão referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


Acesso à Educação: o problema da conectividade nas escolas públicas


(Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/20637/acesso-a-educacao-conquista-na-garantia-deconectividade-nas-escolas-publicas – Texto adaptado especialmente para esta prova).
Sobre elementos de coesão, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
4281: A
4282: B
4283: C
4284: C
4285: A
4286: E
4287: C
4288: B
4289: D
4290: A
4291: D
4292: C
4293: B
4294: C
4295: A
4296: E
4297: E
4298: C
4299: D
4300: D