Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Texto 14A15AAA

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto 14A15AAA, julgue o item que segue.
As expressões “dessa busca sem fim” (l.15) e “dessa aventura”
(l. 18 e 19) retomam, por coesão, o mesmo referente:
“compreender o novo” (l.15).
Texto 14A15AAA

No que se refere aos aspectos linguísticos do texto 14A15AAA, julgue o item que segue.
Feitos os devidos ajustes de iniciais maiúsculas e minúsculas
e de pontuação, a oração “tornando-se progressivamente mais
corretas e eficientes” (l. 10 e 11) poderia ser deslocada para o
início do período, antes de “Teorias científicas” (l.9), sem
prejuízo da correção gramatical e dos sentidos originais do
texto.
Texto 14A15AAA

No trecho “se não por intermédio ... intelectual” (l. 20 a 23) as expressões “se não” e “ao menos” poderiam ser substituídas, sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos do texto, por não só e mas também, respectivamente.
O item a seguir apresenta, de forma consecutiva, os períodos que compõem um parágrafo adaptado do texto Como se identificam as vítimas de um desastre de massa, de Teresa Firmino (Internet: <www.publico.pt>). Julgue-o quanto à correção gramatical e à coerência e à coesão textual.
Vale dizer: a possibilidade de se usar essa técnica tem haver
diretamente com a existência de registros dentários.
O item a seguir apresenta, de forma consecutiva, os períodos que compõem um parágrafo adaptado do texto Como se identificam as vítimas de um desastre de massa, de Teresa Firmino (Internet: <www.publico.pt>). Julgue-o quanto à correção gramatical e à coerência e à coesão textual.
É preciso que haja registros dentários, logo, se a pessoa nunca
foi ao dentista, não há como identificar com a técnica da
medicina dentária forense.
O item a seguir apresenta, de forma consecutiva, os períodos que compõem um parágrafo adaptado do texto Como se identificam as vítimas de um desastre de massa, de Teresa Firmino (Internet: <www.publico.pt>). Julgue-o quanto à correção gramatical e à coerência e à coesão textual.
Para tal, tem de haver forma de fazer uma comparação entre os dentes da pessoa e o seu registro dentário.
O item a seguir apresenta, de forma consecutiva, os períodos que compõem um parágrafo adaptado do texto Como se identificam as vítimas de um desastre de massa, de Teresa Firmino (Internet: <www.publico.pt>). Julgue-o quanto à correção gramatical e à coerência e à coesão textual.
Nessas situações, procura-se então utilizar a medicina dentária
forense como técnica primária de identificação dos corpos.
O item a seguir apresenta, de forma consecutiva, os períodos que compõem um parágrafo adaptado do texto Como se identificam as vítimas de um desastre de massa, de Teresa Firmino (Internet: <www.publico.pt>). Julgue-o quanto à correção gramatical e à coerência e à coesão textual.
E quando as temperaturas são muito elevadas, a partir dos
400 ºC, o material genético dos ossos também fica destruído,
pois a parte orgânica do osso é destruída.
A correção gramatical do texto precedente, assim como sua coerência e sua coesão, seriam preservadas se
a forma verbal “conhecidos” e a expressão “os seios paranasais”, no primeiro período do texto, fossem substituídos, respectivamente, por conhecidas e por cavidades paralelas ao nariz.

A correção gramatical do texto precedente, assim como sua coerência e sua coesão, seriam preservadas se
o terceiro e o quarto parágrafos fossem fundidos em um único parágrafo mediante a introdução, entre eles, da conjunção Contudo ou da conjunção Todavia, feitas as devidas alterações na pontuação e nas letras maiúsculas e minúsculas.
o segundo e o terceiro parágrafos passassem a compor um único parágrafo mediante a união de ambos de uma das seguintes formas: (...) da identificação do indivíduo sob exame, porquanto, como as impressões digitais, (...) ou (...) da identificação do indivíduo sob exame, uma vez que, como as impressões digitais, (...).
Texto 13A1AAA

A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto 13A1AAA, julgue o próximo item.
Subentende-se a forma verbal “intervêm” (l.42) logo após
o vocábulo “mas” em “mas para esclarecer a decisão dos
juízes” (l.43).
Texto 13A1AAA

A respeito das ideias e dos aspectos linguísticos do texto 13A1AAA, julgue o próximo item.
A locução “no entanto” (l.41) introduz no período uma ideia
de conclusão; por isso, sua substituição por portanto
preservaria a correção gramatical e as relações de sentido
originais do texto.
Texto 13A1AAA

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto 13A1AAA, julgue o item a seguir.
A coerência textual seria prejudicada se, após “teatro” (l.20),
fossem inseridos dois-pontos e o trecho a mecânica exemplar
da punição muda as engrenagens, como conclusão das
consequências enumeradas, dado o emprego, nesse trecho, de
linguagem figurada, incompatível com o gênero do texto.
Texto 13A1AAA

Com relação aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto 13A1AAA, julgue o item a seguir.
No longo período que finaliza o primeiro parágrafo do texto,
as formas verbais no gerúndio relacionam-se, por coesão, ao
termo “tal rito” (l.7).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item seguinte.
A expressão “esse papel” (l.6) refere-se à penetração do latim
“na Península Ibérica e nos demais espaços conquistados
pelo Império Romano” (l. 3 a 5).
Texto CB1A1AAA

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, bem como o disposto no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que segue.
Seriam mantidos os sentidos originais do trecho “o que ela é
capaz, ou não, de realizar” (l.3), caso a expressão “ou não”
fosse deslocada para logo depois da forma verbal “é” —
escrevendo-se o que ela é, ou não, capaz de realizar — ou
para o final do período — escrevendo-se o que ela é capaz de
realizar, ou não.
Texto CB1A1AAA

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA, bem como o disposto no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o item que segue.
Seria mantida a correção gramatical do texto caso a forma
verbal “acredita” (l.21) fosse flexionada no plural: acreditam.
[Gestos e palavras]
Uma vez eu estava em Londres numa sala comum da classe média inglesa: a lareira acesa, todo mundo com sua taça de chá, a família imersa naquela naturalidade (chega a parecer representação) com que os ingleses aceitam a vida. Os ingleses, diz o poeta Pessoa, nasceram para existir!
A certa altura um garoto de uns dez anos começou a contar uma história de rua, animou-se e começou a gesticular. Só comecei a perceber o que se passava quando notei que aquele doce sorriso mecânico, estampado em cada rosto de todas as pessoas da família, sumiu de repente, como se uma queda de voltagem interior houvesse afetado o sorriso coletivo. Olhos de avó, mãe, tias e tios concentraram-se em silêncio sobre o menino que continuava a narrativa com uma inocência maravilhosa. Diante disso, uma das senhoras falou para ele com uma voz sem inflexões: “Desde quando a gente precisa usar as mãos para conversar?”
Vi deliciado o garoto recolher as mãos e se esforçar para transmitir o seu conto com o auxílio exclusivo das palavras. O sorriso de todos iluminou de novo a sala: a educação britânica estava salva.
Imaginemos um garoto italiano de dez anos que fosse coarctado* pela família em seus gestos meridionais. Seria uma crueldade, uma afetação pedagógica, uma amputação social. Daí cheguei à conclusão óbvia: os ingleses educam os filhos para que eles venham a ser ingleses, os italianos, para que venham a ser italianos.
*Coarctar: reduzir-se a limites mais estritos; restringir, estreitar
(CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 209-210)
Leis vivas
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, disse Camões num de seus sonetos. Um jurista certamente endossará esse verso: mudam as leis com o tempo, e mudam de acordo com a dinâmica das vontades e das necessidades humanas. Se as sociedades fossem estáveis e se imobilizassem no tempo, os costumes, os valores e as leis que os regessem seriam sempre os mesmos. Mas o dinamismo da história está permanentemente exigindo atualizações, quando não reviravoltas radicais de princípios. Por isso os códigos caminham: para o ajuste permanente entre o que vai mudando nos costumes e o que deve ir mudando nas leis.
Lembremos que as mudanças não ocorrem apenas no correr do tempo; atuam também nas relações entre as pessoas, entre os segmentos e as classes sociais. Assim é que, além de se fazer viva na corrente do tempo, a legislação deve se provar viva também nas cadeias horizontais em que indivíduos e grupos se relacionam. Os efeitos de uma mesma lei podem ser diferentes quando aplicada em condições e sujeitos distintos. Em vista das várias classes sociais e várias culturas de um país, podem acusar-se aqui e ali práticas e consequências diversas na administração dos mesmos direitos.
A atenção dos legisladores para alguma mobilidade essencial dos valores e dos costumes é uma exigência intrínseca à sua função. Cabe-lhes interpretar ao mesmo tempo com prudência e maleabilidade as alterações de paradigmas, para que as leis não percam o passo com o sentido das mudanças − que Camões tão bem expressou − nos regimes do tempo histórico e das vontades humanas.
(MOREYRA, Felipe de Assis, inédito)