Questões de Concurso
Comentadas sobre coesão e coerência em português
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Leopardo “extinto” é visto pela primeira vez em 36 anos
Uma espécie de leopardo que, acredita-se, estava extinta foi avistada por testemunhas em Taiwan. Chamada Neofelis Nebulosa Brachyura, o animal é mais conhecido como Leopardo Nebuloso de Formosa.
Sem ser vista desde 1983, a espécie foi declarada como extinta em 2013, apesar de pesquisadores taiwaneses estarem relutantes quanto ___ isso em razão de relatos que surgiam ocasionalmente de pessoas que diziam ter visto o animal.
De acordo com o Taiwan News, patrulheiros vigiam ___ área, chamada Li’uljaw, desde o último verão ___ procura do leopardo. Um grupo de pessoas diz ter visto o animal caçando cabras, enquanto outro teria avistado o leopardo logo antes de ele subir em uma árvore. Os relatos são de que o animal foi avistado no ano passado.
Entre os anos de 1990 e 1993, foram analisadas 16 mil imagens de animais carnívoros de Taiwan, e o raro leopardo não estava entre eles. Mais tarde, um estudo de 12 anos, finalizado em 2013, foi concluído sem registros do animal. Com isso, foi declarada sua extinção.
O professor Liu Chiung-hsi, do departamento de vida e ciência da Universidade Nacional de Taitung, disse ao Focus Taiwan News que acredita que o animal ainda exista. Ele atribui isso ao fato de o Leopardo Nebuloso da Formosa ter ficado tanto tempo sem ser visto porque é um animal vigilante e não pode ser facilmente capturado por humanos.
https://exame.abril.com.br/ciencia... - adaptado
Trabalho infantil ainda é preocupante no Brasil,
diz fórum; negros são maioria
1. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2016 mostram, que o Brasil tem 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalhando.
2. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define como trabalho infantil aquele que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua dignidade. Além disso, é a forma de trabalho prejudicial ao desenvolvimento físico e mental das crianças, aquela as priva de oportunidades de frequentar a escola.
3. Mal começou 2018, o governo brasileiro lançou o 3° Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil com ações de 2019 a 2022. O plano é um instrumento para atender ao compromisso assumido pelo Brasil, pois é imprescindível eliminar todas as formas de trabalho infantil até 2025.
Disponível em: <http://www.itatiaia.com.br/noticia/trabalho-infantil-ainda-e-preocupante-no-bras>
Complete as lacunas do texto a partir das considerações em relação à semântica e à relação discursivo -argumentativa existentes entre as orações.
No 2º§, a locução conjuntiva "além disso" (§ 2) estabelece uma relação discursiva de _______________, porque liga enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. Já no 3º§, a relação semântica estabelecida entre as orações articuladas pelo termo "Mal" é de _______________, pois, na conexão entre duas orações, localiza-se um fato no momento em que se teve conhecimento dele. Nesse mesmo parágrafo, a conjunção "pois" liga a oração anterior à seguinte, que _______________ a ideia nela contida.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta). 2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à. 3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1ª resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários. 4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa. 5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. (1º parágrafo) 2. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. (2º parágrafo) 3. A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. (4º parágrafo)
Assinale a alternativa correta.
( ) O texto disserta sobre a perspectiva de mundo de Hannah Arendt, que é visto como uma construção ao invés de uma realidade pronta e estática.
( ) O texto apresenta, a partir da perspectiva de um narrador, uma sequência de acontecimentos localizados espacial e cronologicamente.
( ) O consumo de bens e de lazer corresponde à atividade mais notadamente humana.
( ) A atividade humana compreende tanto as necessidades humanas, como a mundanidade do ser humano.
( ) Enquanto a produção e o consumo se referem ao preenchimento das necessidades humanas, o trabalho se vincula à durabilidade das coisas no mundo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Os pratos de sua especialidade, os cozinheiros os sabem de cor (5º parágrafo)
Os termos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical, as frases acima articulam-se em um único período em:
Para Rini, o filme é uma boa metáfora sobre o tédio que pode acometer os imortais...
Esse trecho está reescrito, sem alteração do sentido original do texto, na alternativa:
Quando eu tinha seis anos
Observe: “Que dor de coração me dava”
Dentre as opções abaixo, a que ALTERA o sentido da frase quando substitui a palavra destacada é:
Circuito fechado
Chinelos, vaso, descarga. Pia, sabonete. Água. Escova, creme dental, água, espuma, creme de barbear, pincel, espuma, gilete, água, cortina, sabonete, água fria, água quente, toalha. Creme para cabelo, pente. Cueca, camisa, abotoaduras, calça, meias, sapatos, gravata, paletó. Carteira, níqueis, documentos, caneta, chaves, lenço, relógio, maço de cigarros, caixa de fósforos. Jornal [...]
RAMOS, Ricardo. “Circuito Fechado”. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008, p. 105.
Lá vem a “profeitura”
Por alguma razão, quando meninos falávamos (os da minha rua e cercanias) “profeitura”, em vez de prefeitura. Talvez o equívoco tenha sido motivado pelo medo: temíamos a passagem por nossa pracinha de uma caminhonete oficial do município que volta e meia levava nossa bola embora: era proibido jogar futebol ali. Era quando a gente gritava − “olha a profeitura!” − pra ver se ainda dava tempo de sair correndo e salvar nossa bola.
Logo aprendemos a palavra certa, mas daí não jogávamos mais bola na pracinha, nem tínhamos mais medo da chegada da “profeitura” − esta certamente ficara escondida no porão de algum castelo de monstros, pronta para fazer cumprir a lei, sair rápido da caminhonete e confiscar a bola de moleques teimosos.
As palavras não valem sempre pelo que são ou dizem, em seu real significado; valem também pela impressão que causam, e muitas só ganham intensidade na boca dos meninos que não conhecem bem todas elas e por isso inventam as que mais os impressionam.
(Dionísio Alvarenga, inédito)
Considere as seguintes orações:
I. Os meninos jogavam bola na pracinha.
II. Jogar bola na pracinha era proibido.
III. Os meninos temiam que a bola fosse confiscada.
Numa nova redação, essas orações integram-se com coerência e correção neste período único:
[Os padrinhos da ciência]
Estamos vivendo em uma era técnica. Muitas pessoas estão convencidas de que a ciência e a tecnologia encerram as respostas para todas as nossas perguntas. Nós apenas deveríamos deixar os cientistas e os técnicos prosseguirem com seu trabalho, e eles criarão o céu aqui na terra.
Mas a ciência não é algo que acontece em algum plano moral ou espiritual superior, acima do restante das atividades humanas. Como todas as outras partes da nossa cultura, é definida por interesses econômicos, políticos e religiosos.
A ciência é uma atividade muito cara. Um biólogo que procura entender o sistema imunológico humano necessita de laboratórios, substâncias químicas e microscópios eletrônicos, sem falar de assistentes de laboratórios. Tudo isso custa dinheiro. Ao longo dos últimos 500 anos, a ciência moderna alcançou maravilhas graças, em grande parte, à disposição de governos, negócios, fundações e doadores privados para destinar bilhões de dólares à pesquisa científica.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens – Uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. Porto Alegre, LP&M, 2016, p. 281)
Nós apenas deveríamos deixar os cientistas e os técnicos prosseguirem com seu trabalho, e eles criarão o céu aqui na terra.
Uma nova, correta e coerente redação da frase acima, que se inicie pelo segmento Os cientistas e os técnicos criarão o céu aqui na terra, deverá ter como complementação
[Aprendizes da alegria]
Fico comovido toda vez que ouço o finalzinho da canção que o Chico Buarque escreveu para a filha recém-nascida, dizendo ser este o seu melhor desejo: “e que você seja da alegria sempre uma aprendiz”. Haverá coisa maior que se possa desejar?
A felicidade é voltar a ser criança. As crianças sabem muito bem disto: que o propósito maior da vida é o prazer. Santo Agostinho, de ortodoxia inquestionável, também sabia disso, e dizia que as coisas da vida se dividem em duas classes: coisas para serem usadas e coisas para serem usufruídas. As coisas para serem usadas são aquelas que não são um fim em si mesmas, como uma panela, um violão, um serrote.
Bom mesmo não é a panela, mas a moqueca que se cozinha nela. Moqueca é objeto de fruição; um pouquinho de felicidade. Bom mesmo não é o violão, mas a música que se toca nele. Pois a música é alegria, objeto de fruição. E bom mesmo não é o serrote, mas a casinha de boneca que se faz com ele, e que faz os olhos da menina brilharem. Felicidade são os olhos da menina...
O objetivo do trabalho não é a simples função do que constrói: o objetivo do trabalho é o prazer do jardim que se planta, a casa que se constrói ou o livro que se escreve. Pensamos que a felicidade é coisa grande, barulhenta, talvez inalcançável... Ao contrário: é discreta, silenciosa e frágil, como uma bolha de sabão. Ela se vai muito rápido, mas deixa a lição de que se podem soprar muitas outras.
(Adaptado de: ALVES, Rubem. Tempus fugit. São Paulo: Paulus, 1990, p. 41-43, passim)
Do que você tem mais medo, de aranha ou de automóvel?
A seguir, são apresentadas, fora de ordem, as frases que dão continuidade a esse texto. Numere os parênteses, indicando a ordem textual correta. ( ) Por que então o medo de aranha permanece tão enraizado em nós? ( ) Se respondeu que é de aranha, está entre a maioria das pessoas. ( ) Apesar disso, sabemos que, estatisticamente, automóveis oferecem um risco bem maior de nos causar danos físicos e até a morte – vivemos no ambiente urbano e a maior parte das aranhas sequer é venenosa. ( ) A resposta está na evolução.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima.
1. O câncer corre mais que vocês, os pesquisadores? 2. Porque a pesquisa de que você participou é importante? 3. A Sociedade Europeia de Oncologia Médica defende o pagamento dos fármacos segundo os resultados obtidos no paciente. O que você pensa disso?
( ) Pela primeira vez encontramos um tratamento personalizado para um câncer que até agora só se tratava com quimioterapia. Os pacientes com uma mutação BRCA1 e BRCA2 pela primeira vez contam com um fármaco para eles que, além disso, tem menos efeitos secundários que a químio. ( ) Acho que não. Se o câncer avança, não o podemos parar, então o que tentamos com cada paciente é nos antecipar com os tratamentos e freá-lo, pará-lo. ( ) É uma boa opção tentar intercalar essas medidas que tornam o sistema mais sustentável. E isso envolve a indústria farmacêutica também. O que queremos, afinal, é que todos os nossos pacientes tenham disponibilidade de fármacos.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
O texto a seguir é referência para a questão.
O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone?
Para iniciar um texto, Hemingway dizia a si mesmo: “Escreva a frase mais verdadeira que você conhece”. Mas, no nosso caso, a psicóloga Cristina Pérez, do Siquia, respondeu por meio de mensagens de áudio às perguntas que lhe enviamos por email. Essa curiosidade metajornalística não tem importância, não altera a qualidade de suas respostas, só ilustra a variedade e fluidez de opções com as quais podemos nos comunicar hoje. Recebemos um email? Respondemos com um áudio. Chegou um áudio de WhatsApp? Respondemos com um texto. Recebemos um telefonema? Não respondemos. Esperamos. Esperamos. E escrevemos: “Você me ligou? Não posso falar, é melhor me escrever”. O paradoxo do grande vício do século XXI é que estamos presos ao celular, mas temos fobia das ligações telefônicas.
É uma tendência mais presente entre os mais jovens, mas comum em todas as faixas etárias: só na Espanha, o uso diário de aplicativos de mensagens instantâneas como WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger é quase o dobro ________ ligações por telefone fixo e celular, segundo o Relatório da Sociedade Digital na Espanha de 2018, da Fundação Telefónica. Não só preferimos as mensagens instantâneas a telefonemas, como também preferimos essas mensagens a interagir com outras pessoas. Ou pelo menos foi o que 95,1% da população espanhola disse preferir (o cara-a-cara só tem 86,6% de popularidade). A ligação telefônica − que, até não muito tempo atrás, esperávamos com alegria ou tolerávamos com resignação, mas nunca evitávamos com uma rejeição universal − se tornou uma presença intrusiva e incômoda, perturbadora e tirânica, mas por quê? “Uma das razões é que quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez. “Por outro lado, também exige de nós uma resposta imediata, ao contrário do que ocorre na comunicação escrita, que nos permite pensar bem no que queremos dizer. E a terceira razão seria o fato de não poder saber de antemão qual será a duração do telefonema”, acrescenta.
(Adaptado. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/01/tecnologia/1559392400_168692.html)
Nossas vidas são baseadas em interações e a comunicação verbal é a ferramenta mais à mão para produzi-las. Ninguém discute a máxima aristotélica de que o homem é um animal social inclinado a exteriorizar opiniões e sentimentos. Portanto, o silêncio imposto implica pesar, e quando um ente querido deixa de nos dirigir a palavra, experimentamos dor. O escritor Henry Fielding, em seu ensaio de 1743 dedicado à conversa, a definiu como a troca de ideias mediante a qual se examina a verdade e na qual cada questão é analisada a partir de diferentes pontos de vista, de modo que o conhecimento seja compartilhado. A história conheceu grandes momentos dessa arte desde que Platão observou que é a mais elevada forma de conhecimento. Muitos séculos depois, começou-se a perceber a relação direta entre a estabilidade política e o mundo da conversa, que David Hume descreveu como a conversa respeitosa na qual se dá e se recebe no interesse de um gozo mútuo. Para manter um intercâmbio linguístico autêntico deve-se deixar de lado a vaidade, a intransigência e o orgulho; assim, a antítese da conversa é a polarização exacerbada.
Com base no texto, considere as seguintes afirmativas:
1. Na primeira linha, “las” faz referência a “nossas vidas”.
2. Na sexta linha, “dessa arte” refere-se a “conversa”.
3. Na oitava linha, “na qual” refere-se a “estabilidade política”.
Assinale a alternativa correta.