Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

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Q834868 Português

Em relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A2AAA, julgue os itens a seguir.


I A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso se substituísse “foi adotada” (l.1) por se adotou.

II A oração “apertar a tecla branca” (l.5) exerce, no período em que ocorre, a função de complemento da forma verbal “basta”.

III A correção gramatical do texto seria mantida caso o trecho “devem se lembrar” (l. 14 e 15) fosse reescrito de qualquer uma das seguintes formas: devem-se lembrar ou devem lembrar-se.


Assinale a opção correta.

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Q834512 Português

            Diadorim me pôs o rastro dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza


      Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros – porque jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava. Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo – podia morrer. Se acostumavam de ver a gente parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego – bicame de velha fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam. Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca; mas era um delém que me tirava para ele – o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.

                          ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 2001, p. 45. 

Leia o fragmento abaixo.


De nós dois juntos, ninguém nada não falava.


O trecho em destaque pode ser classificado sintaticamente como

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Q833992 Português

                Farmácia de manipulação para pets cria remédio

                                   com sabor de biscoito


      As pessoas que têm cachorro em casa sabem que esses animais morrem de medo quando escutam o som dos fogos de artifício. Mas já existe farmácia de manipulação para pets. Uma das fórmulas disponíveis ajuda os bichos a lidar com o barulho.

      Os donos de cachorro ou gato conhecem as dificuldades para dar um comprimido ou espirrar um líquido na boca do animal. É preciso se desdobrar para tentar fazer com que os bichos tomem o medicamento. Agora, o remédio foi manipulado em um biscoitinho.

      O biscoito que funciona como remédio é produzido na farmácia de manipulação especializada em fórmulas só para animais de qualquer espécie ou tamanho. “Sempre a gente sofre pra dar remédio. Eles não aceitam. Eu cheguei com a receita. Ela deu pra ele e ele adorou”, diz a cliente Fátima Gerardi.

      Para facilitar a aplicação, há remédios também em forma de pomadas, com sabores que os bichos adoram. “Ela tem bastante estresse. Cai bastante pelo. Foi sugerido a pomada pra passar na pata dela, pra poder passar e lamber a medicação sem o stress do comprimido”, conta a cliente Nathália Novaes.

      A farmácia faz parte da rede de franquias criada pelo casal Marcelo Piazera e Renata Piazera, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. “Começou do zero mesmo. Eu já havia tido experiência em farmácia de manipulação humana. Mas, a ideia da manipulação veterinária foi desenvolvida do zero, através de muitos cursos e pesquisas até identificar as fórmulas mais específicas que cada animal mais gosta, como sabor e formato”, explica Renata.

      “A gente viu que tinha um mercado inteiro no Brasil carente desse tipo de cuidado para o animal. A gente viu que franquia seria o modelo ideal para transformar esse negócio que começou em Jaraguá do Sul para o Brasil inteiro”, completa Piazera. A franqueada Caroline Saba abriu a loja há um mês. Ela largou a publicidade para virar empresária e investiu R$ 180 mil no negócio.

     “Está super valendo a pena. O retorno está vindo muito rápido. É muito gostoso esse dia a dia com os tutores, com os donos dos cachorros e gatinhos. A gente tem recebido muitos elogios em relação à agilidade e rapidez, mesmo sendo tão recente”, diz Caroline.

   Em três anos a rede espalhou 18 unidades em todo o Brasil. O investimento para abrir uma unidade varia de R$ 150 mil a R$ 250 mil. Mas, é necessário ter um farmacêutico responsável na loja.

                                                                                                     (g1.globo.com) 

Em "É preciso se desdobrar para tentar fazer com que os bichos tomem o medicamento", pode-se afirmar que:
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Q833068 Português
O convívio e o amor nos moldam as feições. Havia uma aura [1] em torno de suas cabeças que [2] bem logo percebi. Suas mãos vinham grudadas e os corpos unidos. Ambos navegavam [3] com o nariz levemente erguido, pois quem ama sempre se sente um pouco rei.
O termo [1] tem função de
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Q833067 Português
O convívio e o amor nos moldam as feições. Havia uma aura [1] em torno de suas cabeças que [2] bem logo percebi. Suas mãos vinham grudadas e os corpos unidos. Ambos navegavam [3] com o nariz levemente erguido, pois quem ama sempre se sente um pouco rei.
O segundo período do parágrafo é composto por duas orações, sendo
Alternativas
Q831542 Português

Não posso adiar o amor para outro século

não posso

ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas

e montanhas cinzentas


Não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio


Não posso adiar

ainda que a noite pese séculos sobre as costas

e a aurora indecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação


Não posso adiar o coração

(ROSA, António Ramos. Animal olhar. São Paulo: Escrituras Editora, 2005).


Nesse poema, o terceiro e quarto versos da primeira estrofe, além do segundo e terceiro versos da terceira estrofe estabelecem com suas respectivas orações antecedentes uma relação de sentido de

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Q831461 Português

                                         A CARNE


    Temos, ai de nós, uma Polícia Federal satírica. Não sei se existe alguém na PF encarregado de dar codinomes aos seus investigados e nomes às suas operações. Se tiver, é um novo Jonathan Swift, um Voltaire redivivo. Deveria se identificar, para receber nossos aplausos. Essa de chamar de Carne Fraca a operação contra a corrupção nos frigoríficos e o escândalo dos fiscais da indústria de alimentos que recebiam propina para não fiscalizar nada é genial. A ação poderia se chamar Carne Podre, ou Nome aos Bois, mas aí não teria o mesmo valor literário e irônico. Carne Fraca é perfeito. Serviria mesmo para todo o conjunto das ações policiais e jurídicas a partir do começo da Lava Jato.

     A corrupção existe, afinal, porque a carne é fraca. Como disse o Oscar Wilde – outro que teria emprego garantido como frasista na Polícia Federal –, “eu resisto a tudo menos à tentação”. A tentação é demais. Somos pobres almas inocentes reféns da nossa própria carne e das suas fraquezas. De certa maneira, Carne Fraca é quase uma absolvição da corrupção epidêmica que assola o país. Rouba-se tanto porque a carne não se satisfaz com pouco, é incapaz de se contentar com o que já tem. Porque a carne é insaciável.

     Nenhum corrupto racionaliza a sua fome de ter mais, sempre mais. Nenhum decide: quero tanto e chega. Tenho um Lanborghini e dois Porsches, um para cada pé, piscina aquecida em forma de trevo, uma mulher com menos dedos e orelhas do que o necessário para usar todas as joias que lhe dou, contas na Suíça e em Liechtenstein, apartamento em Palm Beach – e pronto. Não preciso de nem um centavo a mais.

      O centavo a mais é a perdição dos nossos corruptos.O centavo a mais é a tentação irresistível de Wilde resumida numa frase. O centavo a mais é uma metáfora para o excesso., para não saber quando parar. É difícil identificar o momento em que a ganância transborda e o centavo a mais bate na porta do corrupto e o leva coercitivamente para a cadeia, o corte zero do seu cabelo, as manchetes dos jornais e a execração pública. É um pouco como o paradoxo do balão: só se descobre a capacidade máxima de um balão, o ponto em que um sopro a mais o estouraria, quando o sopro a mais é dado e ele estoura. Só se descobre quando era o momento de parar de roubar quando o momento já passou.

      “Carne Fraca” tem algo até de carinhoso, na sua ironia. A Polícia Federal, ou o autor do nome da operação, reconhece que não é fácil deixar de roubar, com tanto dinheiro voando por aí, com tantas oportunidades que o Brasil oferece para a maracutaia e o molha a mão. O que Carne Fraca diz é que a Polícia Federal não perdoa, mas entende.

VERÍSSIMO, Luis Fernando. A carne. Gazeta do Povo, Curitiba, p. 14. 23 março 2017.

Considere que as setas representam relações lógicas entre as expressões linguísticas.

Os corruptos depredam o patrimônio de um país e causam revolta no povo.


A = Os corruptos

B = depredam

C = o patrimônio de um país

D = causam

E = revolta no povo


Assinale a alternativa que corresponde à estrutura do período.

Alternativas
Q831396 Português

      Claudio Pérez, enviado especial de El País a Nova York, para informar sobre a crise financeira, escreve em sua crônica da sexta feira, 19 de setembro de 2008: “Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” Vamos reter por um momento esta imagem na memória: uma multidão de fotógrafos, de paparazzi, espreitando as alturas com as câmaras prontas, para captar o primeiro suicida que encarne de maneira gráfica, dramática e espetacular a hecatombe financeira que fez evaporar bilhões de dólares e mergulhou na ruína grandes empresas e inúmeros cidadãos. Não creio que haja imagem que resuma melhor a civilização de que fazemos parte.

      Parece-me ser essa a melhor maneira de definirmos a civilização de nosso tempo, compartilhada pelos países ocidentais, pelos que atingiram altos níveis de desenvolvimento na Ásia e por muitos do chamado Terceiro Mundo.

      O que quer dizer civilização do espetáculo? É a civilização de um mundo onde o primeiro lugar na tabela de valores vigente é ocupado pelo entretenimento, onde divertir-se, escapar do tédio, é a paixão universal. Esse ideal de vida é perfeitamente legítimo, sem dúvida. Só um puritano fanático poderia reprovar os membros de uma sociedade que quisessem dar descontração, relaxamento, humor e diversão a vidas geralmente enquadradas em rotinas deprimentes e às vezes imbecilizantes. Mas transformar em valor supremo essa propensão natural a divertir-se tem consequências inesperadas: banalização da cultura, generalização da frivolidade e, no campo da informação, a proliferação do jornalismo irresponsável da bisbilhotice e do escândalo.

(LLOSA, Mario Vargas. A civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Adaptado).

“Os tabloides de Nova York estão como loucos em busca de um corretor da Bolsa que se atire no vazio do alto de algum dos imponentes arranha-céus que abrigam os grandes bancos de investimento, ídolos caídos que o furacão financeiro está transformando em cinzas.” (1º parágrafo)

As três orações introduzidas nesse período pelo pronome relativo “que” têm em comum a função de

Alternativas
Q830674 Português
De acordo com a constituição do período "Agora, pesquisadores da Universidade de Harvard levantam uma nova visão que coloca a afirmação vegana em cheque", pode-se afirmar que:
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Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: EMBASA Prova: IBFC - 2017 - EMBASA - Agente Administrativo |
Q830117 Português

                                     Notícia de jornal

      Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.

       Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.

      Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.

      O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.

      Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.

      E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.

      E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.

      Morreu de fome.

Considere o período e as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.

“Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades.”


I. Trata-se de um período composto por coordenação.

II. O sujeito de “louve-se” é indeterminado.


Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q830086 Português

Leia o trecho abaixo:


que costumam usar para evitar engarrafamentos (L.6/7)


Na oração em evidência, o termo em negrito possui o mesmo valor sintático que a oração

Alternativas
Q830077 Português
Com relação a aspectos morfossintáticos das alternativas abaixo, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q829885 Português

Analise as afirmações que seguem, relativamente ao uso de pronomes entre as linhas 30 e 35.


I. Na linha 33, os pronomes eu e me têm o mesmo referente, no entanto, têm funções diferentes na frase em que estão inseridos.

II. O pronome nós (l. 33) funciona como sujeito, responsável pela flexão dos verbos perguntar, errar, dedicar e dar.

III. O pronome relativo a qual (l. 35) refere-se à expressão impressão equivocada a (l. 35).


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q829877 Português
Assinale a alternativa cuja afirmação esteja INCORRETA em relação a determinadas situações textuais.
Alternativas
Q829876 Português

Considere as afirmações que seguem a respeito de determinados vocábulos do texto:


I. A ocorrência da palavra mesma nas linhas 07 e 17 tem igual valor sintático e morfológico.

II. As duas ocorrências da palavra uma (a primeira na linha 01, e a segunda na 15) pertencem à idêntica classe gramatical, ambas são artigos indefinidos.

III. O vocábulo o, nas linhas 5 e 8, pertence à mesma categoria gramatical.


Quais estão corretas?

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Q828210 Português

                                          Sobre o ouvir

      O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos... Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

      Bernardo Soares diz que aquilo que vemos é aquilo que somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo!

      Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões. Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E se falo é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro.

      É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho.

      Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado...”.

(ALVES, Rubem. Sobre o ouvir. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.) 

E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos.” (1º§) O período anterior é composto de orações cuja classificação sintática as distingue umas das outras. A oração “que o outro veja mundos” possui a mesma classificação sintática da oração destacada em:
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Q826211 Português

                  LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990.

                          Das Disposições Preliminares

[...]

Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016).

Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende:

A) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias;

B) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública;

C) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas;

D) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm Acesso em 20/04/2017.  

Em relação à estrutura da frase, aos seus constituintes e aos períodos complexos do texto anterior, é INCORRETO afirmar:
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Q826205 Português

                                Açaí faz bem para a cabeça

       Pesquisadores brasileiros e canadenses testam o potencial do fruto

                contra doenças neuropsiquiátricas, como a bipolaridade

Uma iguaria paraense com sucesso no Brasil todo, o açaí já foi associado ao melhor controle do colesterol e à prevenção do câncer. Agora, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e da Universidade de Toronto, no Canadá, adicionam outra façanha à lista: a possível melhora no quadro de transtorno bipolar.

É que o extrato do fruto reverteu, em laboratório, uma disfunção nas mitocôndrias, organelas que produzem energia para as células – na doença, elas acabam liberando os perigosos radicais livres. “Além disso, houve redução na inflamação”, conta o biomédico  Alencar Kolinski Machado, um dos brasileiros envolvidos no projeto. “Sabemos que indivíduos bipolares têm uma ativação inflamatória crônica”, informa.

De acordo com Machado, é provável que o consumo do fruto (e não só do extrato) já traga vantagens. Um estudo demonstrou, por exemplo, que 120 mililitros do suco por dia promoveram um efeito anti-inflamatório capaz de amenizar a dor. O açaí na tigela cairia igualmente bem, pois contém a polpa do alimento. Basta evitar certos acompanhamentos, como xarope de guaraná e leite condensado. Prefira frutas naturais e um pouco de mel – e não abuse da granola.

Disponível em:  <http://super.abril.com.br/saude/acai-faz-bem-para-a-cabeca/>. Acesso em: 24/04/2017, às 19h11min.  

Sobre a estrutura sintática desse texto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q825774 Português
No enunciado “e voltei maravilhado à Redação” (l. 11), o termo sublinhado tem a função sintática de
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Q824466 Português
De acordo com a norma padrão da língua, em qual alternativa a frase NÃO apresenta erro ?
Alternativas
Respostas
6661: C
6662: C
6663: B
6664: B
6665: B
6666: C
6667: C
6668: B
6669: B
6670: D
6671: C
6672: C
6673: B
6674: C
6675: B
6676: A
6677: A
6678: D
6679: C
6680: B