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Questões de Concurso Sobre análise sintática em português

Foram encontradas 8.915 questões

Q1718475 Português
     Ainda ontem passei por lá; a manhã estava muito clara, radiosa, dessas alegres manhãs de verão, quentes de sol e de vida.
     Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço; por toda a parte reinava a luz, a alegria, o desejo de viver, de ser feliz, de ser bom. As árvores pareciam paradas, quase imóveis; mas observando bem, podia-se perceber um sussurro de brisa entre as folhas como a contarem segredinhos umas às outras, na transparência luminosa da manhã. 
     Passando pela Praça Buenos Aires, vi um grupo de crianças brincando e correndo; seus gritos repercutiam em meus ouvidos como ecos de coisas mortas, remanescentes de um passado há muito tempo desaparecido. Lembrei-me então do meu sonho; durante a noite inteira eu havia sonhado que ainda morávamos lá e meus filhos eram pequenos; no sonho ouvi chamarem várias vezes: Mamãe! Mamãe! 
     Mal a claridade do dia passou através das tabuinhas das venezianas, eu me vesti e saí; tomei o bonde para passar na "nossa casa"; digo "nossa" por hábito porque há muitos anos já que a deixamos e nem sei quem mora lá. Desci do bonde umas quadras antes para passar a pé diante dela e vagarosamente fui subindo a Avenida Angélica, tão familiar e amiga, onde residimos durante tantos anos!
     Esse quarteirão não mudou muito; um ou outro prédio novo e por toda a parte as mesmas árvores e até, pode-se dizer, os mesmos pássaros cantando em seus galhos. Vi uma das árvores com um galho retorcido, tal e qual a vi sempre. Diante da casa, parei um pouco para ver melhor; lá estava ela com as duas janelas de frente e o portãozinho de ferro, o jardim de quatro metros, como chamávamos, e a trepadeira roxa plantada por Júlio há tanto, tanto tempo.

(Trecho retirado de Éramos Seis, de Maria José Dupré. Disponível em: http://projeto.camisetafeitadepet.com.br/imagens/banco_imagem_livros/5 04_livro_site.pdf)
“Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço.” Classifique, sintaticamente, a oração sublinhada.
Alternativas
Q1718474 Português
     Ainda ontem passei por lá; a manhã estava muito clara, radiosa, dessas alegres manhãs de verão, quentes de sol e de vida.
     Havia no ar uma luminosidade surpreendente e o zumbido dos insetos, o canto dos pássaros e o riso das crianças enchiam o espaço; por toda a parte reinava a luz, a alegria, o desejo de viver, de ser feliz, de ser bom. As árvores pareciam paradas, quase imóveis; mas observando bem, podia-se perceber um sussurro de brisa entre as folhas como a contarem segredinhos umas às outras, na transparência luminosa da manhã. 
     Passando pela Praça Buenos Aires, vi um grupo de crianças brincando e correndo; seus gritos repercutiam em meus ouvidos como ecos de coisas mortas, remanescentes de um passado há muito tempo desaparecido. Lembrei-me então do meu sonho; durante a noite inteira eu havia sonhado que ainda morávamos lá e meus filhos eram pequenos; no sonho ouvi chamarem várias vezes: Mamãe! Mamãe! 
     Mal a claridade do dia passou através das tabuinhas das venezianas, eu me vesti e saí; tomei o bonde para passar na "nossa casa"; digo "nossa" por hábito porque há muitos anos já que a deixamos e nem sei quem mora lá. Desci do bonde umas quadras antes para passar a pé diante dela e vagarosamente fui subindo a Avenida Angélica, tão familiar e amiga, onde residimos durante tantos anos!
     Esse quarteirão não mudou muito; um ou outro prédio novo e por toda a parte as mesmas árvores e até, pode-se dizer, os mesmos pássaros cantando em seus galhos. Vi uma das árvores com um galho retorcido, tal e qual a vi sempre. Diante da casa, parei um pouco para ver melhor; lá estava ela com as duas janelas de frente e o portãozinho de ferro, o jardim de quatro metros, como chamávamos, e a trepadeira roxa plantada por Júlio há tanto, tanto tempo.

(Trecho retirado de Éramos Seis, de Maria José Dupré. Disponível em: http://projeto.camisetafeitadepet.com.br/imagens/banco_imagem_livros/5 04_livro_site.pdf)
“...e a trepadeira roxa plantada por Júlio há tanto, tanto tempo.” Qual é a função sintática do elemento sublinhado?
Alternativas
Q1718469 Português
Classifique o período corretamente: “Os alunos entraram na sala de aula e descobriram que o professor estava ausente”.
Alternativas
Q1718341 Português
“Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, que mostra (...).” 1º§
É correto afirmar sobre a classificação do termo destacado nesse período:
Alternativas
Q1718336 Português

Leia com atenção a tirinha a seguir:



https://www.google.com

No trecho “É verdade que todos os homens são iguais?”, a oração grifada apresenta a mesma classificação que:
Alternativas
Q1718319 Português
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TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 
A alternativa em que há uma explicação correta para o termo transcrito é
Alternativas
Q1718317 Português
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TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 
Olhando por esse prisma, não haveria dívida histórica moral dos brancos de hoje para os negros de hoje,” (L.16).
No período acima
Alternativas
Q1718315 Português
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TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 
Exerce e mesma função sintática que a expressão “da história” (L.4) o termo
Alternativas
Q1718313 Português
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TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 

“outros povos que conquistava.” (L.29).


Na oração em evidência, o termo em negrito possui o mesmo valor sintático que a oração

Alternativas
Q1718310 Português
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TEXTO


POR FELIPE LUNGOV – FONTE: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-mito-da-divida-historica-entre-brancos-enegros/ 
A alternativa em que o trecho em negrito não estabelece uma relação de dependência sintática com a ideia principal é
Alternativas
Q1717711 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque “vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva”. (...)

Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.

Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é”. Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a “maçã não cai longe da árvore”.


Trecho de Paulo Rónai, em Como aprendi o português e outras aventuras.

Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a função sintática desempenhada pelo termo “maçã” em “a maçã não cai longe da árvore”.
Alternativas
Q1717709 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque “vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva”. (...)

Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.

Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é”. Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a “maçã não cai longe da árvore”.


Trecho de Paulo Rónai, em Como aprendi o português e outras aventuras.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a função sintática do termo “é”, em “filho de peixe, peixinho é”.
Alternativas
Q1717706 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque “vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva”. (...)

Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.

Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é”. Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a “maçã não cai longe da árvore”.


Trecho de Paulo Rónai, em Como aprendi o português e outras aventuras.

Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a função sintática do termo “sábio” na frase “o sábio limite das despesas”.
Alternativas
Q1717705 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


Seria ingenuidade procurar nos provérbios de qualquer povo uma filosofia coerente, uma arte de viver. É coisa sabida que a cada provérbio, por assim dizer, responde outro, de sentido oposto. A quem preconiza o sábio limite das despesas, porque “vintém poupado, vintém ganhado”, replicará o vizinho farrista, com razão igual: “Da vida nada se leva”. (...)

Mais aconselhável procurarmos nos anexins não a sabedoria de um povo, mas sim o espelho de seus costumes peculiares, os sinais de seu ambiente físico e de sua história. As diferenças na expressão de uma sentença observáveis de uma terra para outra podem divertir o curioso e, às vezes, até instruir o etnógrafo.

Povo marítimo, o português assinala semelhança grande entre pai e filho, lembrando que “filho de peixe, peixinho é”. Já os húngaros, ao formularem a mesma verdade, não pensavam nem em peixe, nem em mar; ao olhar para o seu quintal, notaram que a “maçã não cai longe da árvore”.


Trecho de Paulo Rónai, em Como aprendi o português e outras aventuras.

Assinale a alternativa que apresenta o termo “sábio” sendo usado da mesma forma e desempenhando a mesma função sintática do que na frase “o sábio limite das despesas”.
Alternativas
Q1717492 Português

Os reinos do amarelo

(João Cabral de Melo Neto)


A terra lauta da Mata produz e exibe

um amarelo rico (se não o dos metais):

o amarelo do maracujá e os da manga,

o do oiti-da-praia, do caju e do cajá;

amarelo vegetal, alegre de sol livre,

beirando o estridente, de tão alegre,

e que o sol eleva de vegetal a mineral,

polindo-o, até um aceso metal de pele.

Só que fere a vista um amarelo outro,

e a fere embora baço (sol não o acende):

amarelo aquém do vegetal, e se animal,

de um animal cobre: pobre, podremente.

Só que fere a vista um amarelo outro:

se animal, de homem: de corpo humano;

de corpo e vida; de tudo o que segrega

(sarro ou suor, bile íntima ou ranho),

ou sofre (o amarelo de sentir triste,

de ser analfabeto, de existir aguado):

amarelo que no homem dali se adiciona

o que há em ser pântano, ser-se fardo.

Embora comum ali, esse amarelo humano

ainda dá na vista (mais pelo prodígio):

pelo que tardam a secar, e ao sol dali,

tais poças de amarelo, de escarro vivo. 

A estrutura do texto está constituída por:
Alternativas
Q1717486 Português

El Camino é uma despedida à altura de Jesse Pinkman, mas não de Breaking Bad

Filme dá continuidade à série de Vince Gilligan e traz o merecido desfecho ao personagem


O final de Breaking Bad é perfeito. Walter White (Bryan Cranston), totalmente transformado e tomado por Heisenberg, morre em um laboratório de metanfetamina após matar toda a gangue neonazista liderada por Jack (Michael Bowen). Ao acaso, o antigo professor de Química que se tornou o maior traficante de drogas dos Estados Unidos, também salva o ex-aluno e "colega de cozinha" Jesse Pinkman (Aaron Paul). Jesse, que sofreu as piores dores possíveis durante a série, e finalmente escapa rumo à liberdade, dirigindo um Chevrolet El Camino.

Já disponível na Netflix, El Camino: A Breaking Bad Film responde à pergunta "para onde foi Jesse?", mesmo que muitos sequer tenham se perguntado sobre o paradeiro do personagem em momento algum. A última vez em que o vemos, ele pisa no acelerador aos prantos, completamente deslumbrado por pensar que seu sofrimento teve fim. Aquele belo momento de êxtase passado a nós pelo ator Aaron Paul já estava de bom tamanho. Parecia um desfecho ideal para Jesse, que começou como um delinquente que se surpreendia com ciência (yeah, bitch!, yeah science!, yeah qualquer coisa!) e ganhou mais camadas a cada temporada da série.

Enquanto Walter perdia por completo sua humanidade e a simpatia do público ao mergulhar mais e mais no mundo da criminalidade, sem medir as consequências de seus atos para si e sua família, Jesse tentava sair a todo custo, pois entendeu que aquilo só lhe traria mais perdas.

Se tem alguém que merecia respirar aliviado com um recomeço, esse alguém é Jesse Pinkman. No começo de El Camino, vemos um flashback de uma conversa dele com Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks), um dos poucos que jamais tirou proveito da inocência de Jesse e que simpatizava verdadeiramente com ele. "Só você pode decidir o que é melhor pra você", aconselha Mike. Os dois discutem sobre o que farão com tanto dinheiro que acumularam, sobre possíveis recomeços e do desejo de "fazer o certo" -- más notícias quanto a isso: não há volta para tudo o que foi feito.

Mesmo assim, torcemos para que Jesse deixe de sofrer e que obtenha sucesso em sua fuga. Alternando entre o tempo presente e flashbacks (muitos deles com retornos de personagens, como Todd, Jane e o próprio Walt), El Camino mostra como Jesse ganhou as cicatrizes no corpo e no rosto e a consequente blindagem que adquiriu ao não ter absolutamente mais nada a perder.

Identifique a alternativa na qual as orações do período abaixo estão classificadas corretamente.

'Parecia um desfecho ideal para Jesse, que começou como um delinquente que se surpreendia com ciência (yeah, bitch!, yeah science!, yeah qualquer coisa!) e ganhou mais camadas a cada temporada da série'.

Alternativas
Q1717348 Português

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TEXTO



GUSTAVO FERREIRA SANTOS – FONTE: http://dissenso.org/democracia-em-bolhas/ 

Tem função predicativa o termo
Alternativas
Q1717344 Português

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TEXTO



GUSTAVO FERREIRA SANTOS – FONTE: http://dissenso.org/democracia-em-bolhas/ 

A oração “maior será a nossa capacidade de aprendizado social.” (L.16), em relação à declaração principal do período, exprime valor semântico de
Alternativas
Q1717343 Português

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TEXTO



GUSTAVO FERREIRA SANTOS – FONTE: http://dissenso.org/democracia-em-bolhas/ 

Exerce a mesma função sintática de “de argumentação” (L.4) a expressão
Alternativas
Q1717342 Português

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TEXTO



GUSTAVO FERREIRA SANTOS – FONTE: http://dissenso.org/democracia-em-bolhas/ 

A alternativa em que o trecho em negrito estabelece uma relação de dependência sintática com a ideia principal é
Alternativas
Respostas
4241: A
4242: B
4243: D
4244: C
4245: D
4246: C
4247: A
4248: B
4249: A
4250: D
4251: A
4252: C
4253: A
4254: D
4255: B
4256: B
4257: A
4258: A
4259: B
4260: C