Questões de Concurso Comentadas sobre teoria literária em literatura

Foram encontradas 416 questões

Q3821067 Literatura
Leia o poema “Ismália” a seguir:
Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar… Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar… Queria subir ao céu, Queria descer ao mar…
E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar… Estava perto do céu, Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu As asas para voar… Queria a lua do céu, Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par… Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar…
“Ismália” é um poema ___________ e nele se identifica a temática do(a) ______________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase acima.
Alternativas
Q3816116 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

Ao longo do poema, o autor explora a fusão entre corpo, espaço e imaginação, criando uma experiência estética marcada pela sinestesia e pelo simbolismo. Nesse sentido, analise as assertivas:



I. A alcova é apresentada como um espaço simbólico em que sensações físicas e estados psíquicos se confundem, dissolvendo os limites entre sujeito e ambiente.


II. O uso recorrente de termos ligados ao torpor, à lentidão e à imobilidade sugere negação do desejo e recusa da experiência sensorial.



Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3816114 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

No poema “O leito”, o eu lírico constrói uma atmosfera sensorial densa, marcada por imagens táteis, olfativas e visuais, que transcendem a descrição física do espaço. A convergência desses elementos produz um efeito estético específico. Considerando o sentido global do poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4034600 Literatura
A Teoria Literária consiste no estudo e sistematização da Literatura como área do conhecimento, bem como os modos de análise deste campo. Assim como a Literatura Comparada, consiste em um campo bastante recente. Antes da popularização do termo, seu estudo era realizado no campo da Estética, que compreende todas as Artes.
Até o início do século XX, quando a teoria literária se estabeleceu, a literatura não tinha um tratamento priorizado em relação às outras artes. Todavia, seus estudos remontam à Aristóteles e sua Poética, que analisava as manifestações literárias da época.
Disponível em: (https://www.infoescola.com/literatura/teoria-literaria/)

Considerando a teoria da literatura, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q4034381 Literatura
Regarding structure, motifs, and doubling in Virginia Woolf's Mrs Dalloway , judge the statements below:


I.The use of stream of consciousness and free indirect style is articulated through a recurrent auditory motif — the chimes of Big Ben — which provides temporal cohesion to the shifting mental perspectives throughout the day.
II.Septimus Warren Smith functions merely as a comic counterpoint to Clarissa's social anxieties, without thematic connection to war trauma or critique of medical psychiatry.
III.The narrative covers several weeks, alternating between London and the countryside, and follows a multitemporal episodic structure.

The following statement(s) is/are CORRECT:
Alternativas
Q4034378 Literatura
Judge the sentences below as TRUE (T) or FALSE (F) regarding form and thematic devices in William Shakespeare's Hamlet.

(__)The "To be, or not to be" soliloquy is written predominantly in iambic pentameter, employing antithesis and occasional feminine endings to dramatize internal debate.

(__)The play uses metatheatre through "The Mousetrap" (the play-within-the-play) to test Claudius's guilt by observing his reaction to a staged regicide.

(__)Ophelia's mad songs draw exclusively on courtly love conventions and exclude folk ballad elements, avoiding colloquial or popular registers.



The CORRECT sequence is:
Alternativas
Q3978877 Literatura
A arte de ser feliz

Cecília Meireles

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

        Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. 

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

        Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.

        Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: selecionados 

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
Alternativas
Q3974704 Literatura
“O Alienista”


    No vilarejo de Itaguaí, o renomado Dr. Simão Bacamarte decide construir a Casa Verde, um espaço dedicado ao estudo da mente humana. Sua intenção é diagnosticar e acolher os chamados "loucos", buscando delimitar os domínios da razão e da loucura.
    Inicialmente, são internados indivíduos com comportamentos realmente anômalos, mas logo o alienista amplia os critérios, incluindo sutis excêntricas. Isso provoca estranhamento na comunidade, que passa a questionar sua sanidade e autoridade científica.
    A Casa Verde logo se enche, e a população local começa a temer o poder arbitrário do médico. O barbeiro Porfirio, figura influente na vila, lidera manifestações contra aqueles que são internados sem justificativa clara.
    Em resposta, Bacamarte reafima seu compromisso com a ciência e a seriedade de seus atos, recusando justificações a leigos. Isso intensifica o atrito entre a prática científica e a sensibilidade social dos moradores.
    As tensões culminam na chamada "Revolta dos Canijicas", organizada por Porfirio, que deseja destruir a Casa Verde para retomar o controle cívico do vilarejo. No entanto, o conflito expõe a fragilidade da racionalidade em meio à mobilização popular.
    Curiosamente, Bacamarte não recua, e sua dedicação extrema reforça tanto a crítica ao cientificismo quanto o questionamento da própria sanidade do alienista — afinal, quem define o padrão da normalidade?
   Em seguida, a maioria da população é acometida por critérios diagnósticos flexíveis e internada, demonstrando o absurdo do método. A Casa Verde se torna símbolo de controle e opressão travestida de ciência.
      Por fim, Bacamarte conclui que a sanidade é praticamente impossível — ele decide internar a si mesmo, isolando-se, até o fim de seus dias. O leitor é deixado a refletir sobre os limites do saber humano e seu potencial opressivo.



(Machado de Assis. Fonte: ASSIS, M. de. O Alienista. In: Papéis Avulsos. Rio de Janeiro: Garnier, 1882. Adaptado.) 
O conflito entre o barbeiro Porfírio e Simão Bacamarte simboliza, principalmente,  
Alternativas
Q3972145 Literatura

No contexto do ensino de Língua Portuguesa, a presença de diferentes gêneros literários tem sido considerada essencial para o desenvolvimento das competências leitora e escritora dos estudantes.


Considerando as diretrizes curriculares atuais e os pressupostos teóricos do letramento literário, analise as afirmativas a seguir relacionadas à utilização dos gêneros literários no processo de ensino-aprendizagem:


I. A diversidade de gêneros literários — como contos, poemas, crônicas, romances e peças teatrais — amplia o repertório linguístico dos alunos, favorecendo a compreensão de distintos modos de organização textual e discursiva.


II. O trabalho com gêneros literários deve restringir-se a textos clássicos consagrados pela tradição escolar, pois são esses que garantem a formação estética e cultural do estudante.


III. A literatura deve ser tratada como um componente autônomo, desvinculado das demais esferas do ensino da língua, como a gramática normativa e os estudos de coesão e coerência.


IV. A leitura e análise de textos literários, quando integradas a práticas de escrita e reescrita, colaboram significativamente para o desenvolvimento da competência textual, promovendo reflexões sobre a linguagem em uso.


Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:


Alternativas
Q3928896 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere ao gênero literário, o texto I-Juca Pirama caracteriza-se como  
Alternativas
Q3928895 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
No que se refere à relação entre literatura, identidade e sociedade, infere-se da leitura do fragmento de I-Juca Pirama que esse texto  
Alternativas
Q3928893 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Considerando-se os aspectos estéticos peculiares da arte literária, é correto afirmar que o texto I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, é literário porque
Alternativas
Q3921811 Literatura
Para responder à questão, leia o início do capítulo VI do romance Iracema, do escritor José de Alencar.


    Martim vai a passo e passo por entre os altos juazeiros que cercam a cabana do Pajé.

    Era o tempo em que o doce aracati1 chega do mar e derrama a deliciosa frescura pelo árido sertão. A planta respira; um suave arrepio erriça2 a verde coma3 da floresta.

    O cristão contempla o ocaso do sol. A sombra, que desce dos montes e cobre o vale, penetra sua alma. Lembra-se do lugar onde nasceu, dos entes queridos que ali deixou. Sabe ele se tornará a vê-los algum dia?

    Em torno carpe4 a natureza o dia que expira. Soluça a onda trépida5 e lacrimosa; geme a brisa na folhagem [...].

    Iracema parou em face do jovem guerreiro:

    — É a presença de Iracema que perturba a serenidade no rosto do estrangeiro?

    Martim pousou brandos olhos na face da virgem:

    — Não, filha de Araquém; tua presença alegra como a luz da manhã. Foi a lembrança da pátria que trouxe a saudade ao coração presago6 .

    — Uma noiva te espera?

     O forasteiro desviou os olhos. Iracema dobrou a cabeça sobre a espádua como a tenra7 palma da carnaúba, quando a chuva peneira8 na várzea.

    — Ela não é mais doce do que Iracema, a virgem dos lábios de mel, nem mais formosa! murmurou o estrangeiro.

    — A flor da mata é formosa quando tem rama que a abrigue e tronco onde se enlace. Iracema não vive n’alma de um guerreiro: nunca sentiu a frescura do seu sorriso.

    Emudeceram ambos, com os olhos no chão, escutando a palpitação dos seios que batiam opressos.


(Iracema, 2006.)


1 aracati: brisa do vento.

2 erriçar: arrepiar.

3 coma: copa de árvores frondosas.

4 carpir: lamentar.

5 trépido: trêmulo.

6 presago: que adivinha.

7 tenro: delicado.

8 peneirar: chuviscar.
Um traço característico da prosa romântica que pode ser encontrado nesse trecho é
Alternativas
Q3921807 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena.” (1° parágrafo)

Observa-se nesse parágrafo o seguinte procedimento estilístico que caracteriza a prosa madura de Machado de Assis:
Alternativas
Q3917631 Literatura
Leia o poema a seguir:

O destro Cupido um dia Extraiu mimosas cores De frescos lírios, e rosas, De jasmins, e de outras flores.

Com as mais delgadas penas Usa de uma, e de outra tinta, E nos ângulos do cobre A quatro belezas pinta.

Por fazer pensar a todos No seu liso centro escreve Um letreiro, que pergunta: "Este espaço a quem se deve?"

Vênus, que viu a pintura, E leu a letra engenhosa, Pôs por baixo "Eu dele cedo; Dê-se a Marília formosa."

Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.

Sobre o poema, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3917368 Literatura
Texto 4.
Fábula de um arquiteto


A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.


João Cabral de Melo Neto (1966)
A leitura de Fábula de um arquiteto, associada ao conjunto da obra de João Cabral de Melo Neto, permite afirmar que o poeta se insere na lírica moderna brasileira por
Alternativas
Q3917367 Literatura
Texto 4.
Fábula de um arquiteto


A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto.


João Cabral de Melo Neto (1966)
No poema Fábula de um arquiteto, a analogia entre arquitetura e construção poética permite compreender a concepção de arte defendida por João Cabral de Melo Neto como
Alternativas
Q3857845 Literatura

A relação entre arte e sociedade é tema recorrente nos estudos culturais contemporâneos. No campo da literatura, a poesia tem passado por transformações significativas ao longo do tempo, acompanhando as mudanças sociais e culturais de cada período. Especialistas apontam que vivemos em uma sociedade caracterizada pela provisoriedade das instituições, paixões e crenças, com uma vivência multifacetada e fragmentada, o que alguns pensadores denominam "modernidade líquida". Nesse contexto, a arte poética contemporânea captura essa sensibilidade em constante mutação. Considerando os debates sobre o espaço da poesia na sociedade contemporânea, analise as afirmativas a seguir:



I. O rap e os slams são reconhecidos como formas de poesia da atualidade, por vezes apropriando-se de recursos da tradição poética para responder ao momento presente.


II. As formas poéticas clássicas, como o soneto e a ode, constituem um arcabouço formal que pode receber conteúdo e visão contemporâneos, não sendo necessário abandoná-las.


III. As vanguardas artísticas do início do século XX buscaram preservar o lugar nobre da poesia, reforçando os padrões estéticos tradicionais herdados do Romantismo.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3856450 Literatura
A relação entre arte e sociedade é tema recorrente nos estudos culturais contemporâneos. No campo da literatura, a poesia tem passado por transformações significativas ao longo do tempo, acompanhando as mudanças sociais e culturais de cada período. Especialistas apontam que vivemos em uma sociedade caracterizada pela provisoriedade das instituições, paixões e crenças, com uma vivência multifacetada e fragmentada, o que alguns pensadores denominam "modernidade líquida". Nesse contexto, a arte poética contemporânea captura essa sensibilidade em constante mutação. Considerando os debates sobre o espaço da poesia na sociedade contemporânea, analise as afirmativas a seguir:

I.O rap e os slams são reconhecidos como formas de poesia da atualidade, por vezes apropriando-se de recursos da tradição poética para responder ao momento presente.
II.As formas poéticas clássicas, como o soneto e a ode, constituem um arcabouço formal que pode receber conteúdo e visão contemporâneos, não sendo necessário abandoná-las.
III.As vanguardas artísticas do início do século XX buscaram preservar o lugar nobre da poesia, reforçando os padrões estéticos tradicionais herdados do Romantismo.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3855267 Literatura

A relação entre arte e sociedade é tema recorrente nos estudos culturais contemporâneos. No campo da literatura, a poesia tem passado por transformações significativas ao longo do tempo, acompanhando as mudanças sociais e culturais de cada período.

Especialistas apontam que vivemos em uma sociedade caracterizada pela provisoriedade das instituições, paixões e crenças, com uma vivência multifacetada e fragmentada, o que alguns pensadores denominam "modernidade líquida". Nesse contexto, a arte poética contemporânea captura essa sensibilidade em constante mutação. Considerando os debates sobre o espaço da poesia na sociedade contemporânea, analise as afirmativas a seguir:



I. O rap e os slams são reconhecidos como formas de poesia da atualidade, por vezes apropriando-se de recursos da tradição poética para responder ao momento presente.


II. As formas poéticas clássicas, como o soneto e a ode, constituem um arcabouço formal que pode receber conteúdo e visão contemporâneos, não sendo necessário abandoná-las.


III. As vanguardas artísticas do início do século XX buscaram preservar o lugar nobre da poesia, reforçando os padrões estéticos tradicionais herdados do Romantismo.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
41: B
42: C
43: D
44: C
45: D
46: C
47: B
48: B
49: D
50: E
51: E
52: B
53: E
54: D
55: B
56: C
57: B
58: D
59: C
60: A