Questões de Concurso Sobre gêneros literários em literatura

Foram encontradas 448 questões

Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: SEE-DF Prova: IADES - 2023 - SEE-DF - Professor - Artes |
Q4230115 Literatura
    No teatro Constitucional Fluminense, em 13 de março de 1838, estreia Antonio José, ou o Poeta e a Inquisição, escrito por Gonçalves Magalhães, com a companhia de João Caetano, considerada a primeira montagem teatral genuinamente brasileira.


MAGALDI, Sábato. O encontro com nacionalidade. In: Panorama do Teatro Brasileiro. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1962.


Na literatura e no teatro, floresceram obras inspiradas no Romantismo, levando para a colônia debates que estavam mobilizando a sociedade europeia. Tendo em vista esse contexto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A montagem da peça de Gonçalves Magalhães, produziu tamanho impacto que ele figura como o único dramaturgo romântico brasileiro.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IADES Órgão: SEE-DF Prova: IADES - 2023 - SEE-DF - Professor - Artes |
Q4230114 Literatura
    No teatro Constitucional Fluminense, em 13 de março de 1838, estreia Antonio José, ou o Poeta e a Inquisição, escrito por Gonçalves Magalhães, com a companhia de João Caetano, considerada a primeira montagem teatral genuinamente brasileira.


MAGALDI, Sábato. O encontro com nacionalidade. In: Panorama do Teatro Brasileiro. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1962.


Na literatura e no teatro, floresceram obras inspiradas no Romantismo, levando para a colônia debates que estavam mobilizando a sociedade europeia. Tendo em vista esse contexto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A mesma companhia de João Caetano estreou a primeira comédia escrita por Martins Pena, em 4 de outubro de 1838, O Juiz de Paz na Roça, inaugurando a Comédia de Costumes no Brasil, estilo caracterizado pela crítica social.
Alternativas
Q4226783 Literatura
Recorrendo ao quadro de aspectos tipológicos de Dolz, Noverraz & Schneuwly (em Dolz & Schneuwly, 2004), docentes de uma escola organizaram uma sequência de aulas priorizando os domínios sociais de comunicação da cultura literária ficcional e da transmissão e construção de saberes. Dessa forma, os gêneros que podem ser atendidos para esses domínios são, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4226731 Literatura

Assinale a alternativa que apresenta o sinal para um tipo de texto predominantemente narrativo, quase sempre breve em prosa, com personagens sem muita complexidade e história de caráter ético e moral.

Alternativas
Q4206142 Literatura
Segundo Gonzaga, o malandro é um aventureiro astucioso, que busca tirar vantagem em tudo, vivendo uma zona intermediária entre a sociedade organizada e a semimarginalidade, e sua sobrevivência passa por uma relativa ausência de ética, bem como por uma prática contínua de esperteza. Assinalar a alternativa que apresenta uma obra literária que retratou a emergência da malandragem como opção de vida dos pobres livres no século XIX a partir do personagem central:
Alternativas
Q4183833 Literatura

Na leiteria a tarde se reparte

em iogurtes, coalhadas, copos de leite

e no meu espelho meu rosto. São

quatro horas da tarde, em maio


Tenho 33 anos e uma gastrite. Amo a vida

 que é cheia de crianças, de flores

e mulheres, a vida 


esse direito de estar no mundo,

ter dois pés e mãos, uma cara

e a fome de tudo, a esperança.


GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José . Rio de Janeiro: José Olympio, 1987. p. 341. (Fragmento). 


Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto Analisando a estrutura do poema de Ferreira Gullar, é correto afirmar que o poeta

Alternativas
Q4183831 Literatura

    Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino cotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. 


PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 52 companhia das Letras, 2011, p. 52.


O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das alternativas comprova essa afirmação?

Alternativas
Q4177968 Literatura

    Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada? Não bastavam as humilhações recebidas em público? No relógio oficial, nas ruas, nos cafés, viraram-me as costas. Eu era um cachorro, um ninguém.



    - "É conveniente escrever um artigo, seu Luís". Eu escrevia. E pronto, nem um muito obrigado. Um Julião Tavares me voltava as costas e me ignorava. Nas relações na repartição, no bonde, eu era um trouxa, um infeliz, amarrado...


RAMOS, Graciliano. Angústia. 59.ed. São Paulo: Record, 2004. p. 236.



Analise as afirmativas que seguem, considerando alguns dos elementos da construção narrativa.


I. No texto, a postura do personagem-tipo é de um ressentimento individual, que, embora explicite as relações de poder entre os dominantes e seus subalternos, não reivindica uma mudança das relações de exploração em geral.


II. O personagem-tipo pertence à classe dominante que, necessariamente, não tem condições de uma consciência plena como classe.


III. O personagem Luís quer ser apenas prestigiado e, se possível, chegar ao mesmo patamar da classe que o oprime; por isso, reivindica uma mudança das relações de exploração.


IV. No trecho: "Não grito: habituei-me a falar baixinho na presença dos chefes. [...] então eu não era nada?", é possível reconhecer que são palavras ditas pelo personagem Luís, mas não há verbo de dizer, não há travessão nem aspas. Isso está integrado ao discurso indireto do narrador.



verifica-se que está/ão correta/s apenas

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Ano: 2023 Banca: FUNDEPES Órgão: Prefeitura de Penedo - AL Provas: FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Assistente Social | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Endodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Generalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Periodontista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Educação Física | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de História | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Inglesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Psicólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Terapeuta Ocupacional | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Médico Veterinário | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Turismólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Geografia | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Nutricionista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro em Segurança do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Farmacêutico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fisioterapeuta | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Fonoaudiólogo | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Biomédico | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Jornalista | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Odontólogo Bucomaxilo Facial | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Enfermeiro do Trabalho | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro Civil | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Engenheiro de Pesca | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Matemática | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Língua Portuguesa | FUNDEPES - 2023 - Prefeitura de Penedo - AL - Professor de Séries Iniciais 25h (Polivalente) |
Q4166674 Literatura
Chorando de manso 

    ...eu o vi de repente e era um homem tão extraordinariamente bonito e viril que eu sentia uma alegria de criação. Não é que eu o quisesse para mim assim como não quero a Lua nas suas noites em que ela se torna leve e frígida como uma pérola. Assim como não quero para mim um menino de nove anos que vi, com cabelos de arcanjo, correndo atrás da bola. Eu queria em tudo somente olhar. O homem olhou um instante para mim e sorriu calmo: ele sabia quanto era belo, e sei que ele sabia que eu não o queria para mim, e ele sorriu porque não sentiu nenhuma ameaça. (Os seres excepcionais estão mais sujeitos a perigos do que o comum das pessoas.) Atravessei a rua e apanhei um táxi. A brisa me arrepiava os cabelos da nuca e era outono, mas parecia prenunciar uma nova primavera como se o verão estafante merecesse a frescura do nascimento de flores. Era no entanto outono e as folhas amarelavam nas amendoeiras. Eu estava tão feliz que me encolhi num canto do táxi de medo pois a felicidade também dói. E tudo isso causado pela visão de um homem bonito. Eu continuava a não querê-lo para mim, mas ele de algum modo me dera muito com o seu sorriso de camaradagem entre pessoas que se entendem. A essa altura, perto do viaduto do Museu de Arte Moderna, eu já não me sentia feliz, e o outono me pareceu uma ameaça dirigida contra mim. Tive então vontade de chorar de manso.

LISPECTOR, Clarice. Rio de Janeiro: Rocco, 2018. p. 286

Quanto ao gênero, o texto narrativo encerra um(a)
Alternativas
Q4163581 Literatura
Leia o texto a seguir e responda a questão subsequente.

TEXTO

Sem enfeite nenhum – Adaptado (Adélia Prado)

    A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
    Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor. Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom', danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.
    Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia! A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.    
     Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
    Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar. 
    [...]
    Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
    Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
    Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
    Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.
    [...]
   Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
    Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
   Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
    Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe. 

    O Senhor te abençoe e te guarde, Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti, O Senhor te dê a Paz.

    Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

(Texto publicado em Prosa Reunida, Editora Siciliano: São Paulo, 1999, incluído por Ítalo Moriconi no livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, Editora Objetiva, RJ. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/sem-enfeitenenhum-conto-de-adelia-prado-2/)
Ainda sobre o conto lido e os elementos da narrativa, está CORRETA a seguinte alternativa:
Alternativas
Q4113919 Literatura

Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.






(Disponível em: CAMARGO, Diones. A mulher arrastada. 1. ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Cegalla preconiza que são dois os elementos fundamentais da obra literária: o conteúdo e a forma. O conteúdo são as ideias, os conceitos, os sentimentos, os apelos e as imagens imateriais que as palavras transmitem da mente do escritor à do leitor. A forma é a expressão linguística, a linguagem escrita ou falada, veículo das ideias e dos sentimentos. A forma de uma obra literária pode apresentar-se sob dois aspectos diferentes: a prosa e a poesia ou verso. A prosa dividese em Gênero Narrativo (romance histórico, psicológico, policial, de costumes, de aventuras; conto, novela, história, fábula; apólogo, crônica, memórias); Gênero Oratório (oratória acadêmica, sagrada, forense, política); Gênero Dramático (drama, comédia); Gênero Didático (crítica, ensaio, tratado); Gênero Epistolar (carta); e Gênero Polêmico (polêmica). O verso divide-se em Gênero Lírico (poema, soneto, canção, hino, ode, elegia, balada, bucólica); Gênero Épico (epopeia, poema); Gênero Dramático (drama, comédia, tragédia); Gênero Satírico (sátira, epigrama); e Gênero Narrativo (fábula). Na linha 14, temos que “a forma é determinada pelo conteúdo”. Considerando as classificações de Cegalla e a frase mencionada no texto, assinale a alternativa que melhor enquadra o texto do livro de Diones Camargo.
Alternativas
Q4112199 Literatura

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Analise as proposições abaixo:

1- Na primeira estrofe do poema verifica-se o vocativo, uma dualidade e um adjetivo de incondicionalidade.

2- A segunda estrofe do poema de Vinicius de Moraes retrata a subserviência, saudosismo e na amplitude temporal e espacial.

3- No último verso da segunda estrofe, está mencionado o aspecto temporal, verificados pela presença das palavras eternidade e instantes.

4- A quarta estrofe do soneto reflete a intensidade do amor e a sua frequência, onde o poeta delimita o modo de amar.

Está ou estão correta(s).
Alternativas
Q4112198 Literatura

Soneto do Amor Total



Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade 



Amo-te enfim, de um calmo amor prestante,

E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante. 



Amo-te como um bicho, simplesmente,

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente. 



E de te amar assim muito e amiúde,

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.



Vinícius de Moraes. 

Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:

( ) A segunda estrofe do poema se debruça sobre o tempo do amor - que vive no presente e também na expectativa de futuro.

( ) Na terceira estrofe , há uma comparação com a natureza animal, o que relembra o leitor do que há de voraz e irracional no sentimento amoroso.

( ) A terceira estrofe reveza a noção de constância ("um desejo maciço e permanente") com uma percepção de que no amor há descontrole ("como um bicho, simplesmente"). 

( ) No poema, o sujeito poético não deixa de viver o afeto na sua plenitude, extraindo do sentimento toda a beleza que pode.

A sequência correta de cima para baixo é:
Alternativas
Q4111792 Literatura

Os Ombros Suportam o Mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu

Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco. 



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos. 



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teus ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos

edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



 

Considerando o texto, analise as proposições abaixo:


I- O primeiro verso localiza o poema temporalmente. E na sequência, é explicado que tempo é esse: um tempo sem deus e sem amor. 


II- O tempo que se mostra ao poeta é um tempo de trabalho, de olhos que não chegam a chorar diante de todas as dores do mundo, porque estão cansados de lamentar.


III- No segundo verso, a imagem prevalecente é a da solidão. Entretanto, não há desespero, e sim um desinteresse, inclusive pelos amigos e vida social.


É ou são verdadeira (s):

Alternativas
Q3989544 Literatura
Alguns textos literários possuem sua narrativa em forma de diálogos, divididos entre atos e cenas, com descrições do espaço e contexto antes de cada cena. Estes textos possuem quase sempre um Protagonista, Antagonista, um Coro e um momento de Catarse. Qual gênero literário é este?
Alternativas
Q3989537 Literatura

Leia com atenção o texto a seguir:


Primeiramente, há de ir ter às Sereias, que todos os homens


que se aproximam dali, com encantos prender tem por hábito.


Quem quer que, por ignorância, vá ter às Sereias, e o canto


delas ouvir, nunca mais a mulher nem os tenros filhinhos


hão de saudá-lo contentes, por não mais voltar para casa.


Enfeitiçado será pela voz das Sereias maviosas.


Elas se encontram num prado; ao redor se lhe veem muitos ossos


de corpos de homens desfeitos, nos quais se engrouvinha a epiderme.


Passa de largo, mas tapa os ouvidos de todos os sócios


com cera doce amolgada, porque nenhum deles o canto possa escutar.


Mas tu próprio, se ouvi-las quiseres, é força


que pés e mão no navio ligeiro te amarrem os sócios,


em torno ao mastro, de pé, com possantes calabres seguro,


para que possas as duas Sereias ouvir com deleite.


Se lhes pedires, porém, ou ordenares, que os cabos te soltem,


devem mais fortes amarras à volta do corpo apertar-te.



Odisseia / Homero ; tradução e prefácio Carlos Alberto Nunes. - [25. ed.] - Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015



O trecho lido acima é um recorte do Canto XII da obra Odisseia escrita por Homero e traduzida por Carlos Alberto Nunes. Pode-se perceber que o texto é constituído por uma narrativa em versos dividida em diversos cantos. Qual o gênero literário possui estas características?

Alternativas
Q3693264 Literatura

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir:


  texto26.png (815×542)

Sobre a literatura e a cultura do cordel, é possível afirmar: 
Alternativas
Q3690796 Literatura
Com relação aos precursores e seguidores da Literatura Infanto-juvenil no Brasil, julgue as assertivas abaixo e coloque V para verdadeiro e F para falso, a seguir assinale a alternativa que contém a sequência correta:

(__) Alberto Figueiredo Pimentel é autor das obras Contos da carochinha; Histórias da avozinha e; Histórias da baratinha.


(__) Charles Perrault é considerado o pioneiro da literatura infantil brasileira.


(__) A obra O sítio do Picapau Amarelo é considerado como primeiro registro de literatura infantil brasileira.


(__) Monteiro Lobato está entre os principais autores de literatura infantil brasileira.
Alternativas
Q3671671 Literatura
Uma narrativa longa sobre fatos grandiosos de um herói ou de um povo é um subgênero dos textos narrativos conhecido como: 
Alternativas
Q3671670 Literatura
Um tipo de poema que faz críticas usando a ridicularização de pessoas ou costumes:
Alternativas
Respostas
221: E
222: C
223: E
224: C
225: B
226: E
227: D
228: A
229: B
230: E
231: A
232: D
233: A
234: E
235: A
236: B
237: D
238: E
239: E
240: E