Questões de Concurso Sobre gêneros literários em literatura

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Q4108322 Literatura
A atitude da marmota, no final da história, demonstra que ela vai
Alternativas
Q4107186 Literatura
“Os Sertões” são uma das obras mais emblemáticas do escritor pré-modernista Euclides da Cunha. A obra regionalista narra os acontecimentos da sangrenta Guerra de Canudos, liderada por Antônio Conselheiro (1830-1897), que ocorreu no Interior da Bahia, durante 1896 e 1897. Sobre a obra ”Os Sertões” de Euclides da Cunha, é possível afirmar:
I – Está dividida em três partes: A terra, o homem e a luta.
II- A parte destinada ao “Homem” trata de um estudo antropológico e sociológico, donde o homem é determinado pela tríade - meio, raça e história - segundo a teoria determinista do historiador francês Hippolyte Taine.
III-A parte destinada “A Luta “ apresenta uma categoria geográfica que Hegel não citou. Como se faz um deserto. Como se extingue o deserto. O martírio secular da terra.
IV – N a primeira parte da obra, Euclides da Cunha aborda sobre os habitantes do local, o sertanejo e o jagunço, os quais fazem parte dessa paisagem. Sendo assim, nesse primeiro momento, apresenta uma região separada geográfica e temporalmente do resto do país.
V- Na Terceira parte da obra “A luta”, o autor descreve os embates que ocorreram entre o sertanejo e o exército nacional do Brasil. Aborda sobre as quatro expedições realizadas pelo exército nacional, enviados para destruir o Arraial de Canudos, que contava com cerca de 20 mil habitantes.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4107183 Literatura

A Máquina do Mundo 


E como eu palmilhasse vagamente

uma estrada de Minas, pedregosa,

e no fecho da tarde um sino rouco


se misturasse ao som de meus sapatos

que era pausado e seco; e aves pairassem

no céu de chumbo, e suas formas pretas


lentamente se fossem diluindo

na escuridão maior, vinda dos montes

e de meu próprio ser desenganado,


a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.


Abriu-se majestosa e circunspecta,

sem emitir um som que fosse impuro

nem um clarão maior que o tolerável 


pelas pupilas gastas na inspeção

contínua e dolorosa do deserto,

e pela mente exausta de mentar


toda uma realidade que transcende

a própria imagem sua debuxada 

no rosto do mistério, nos abismos. 


Abriu-se em calma pura, e convidando

quantos sentidos e intuições restavam

a quem de os ter usado os já perdera


e nem desejaria recobrá-los,

se em vão e para sempre repetimos

os mesmos sem roteiro tristes périplos,


convidando-os a todos, em coorte,

a se aplicarem sobre o pasto inédito

da natureza mítica das coisas,


assim me disse, embora voz alguma

ou sopro ou eco ou simples percussão

atestasse que alguém, sobre a montanha,


a outro alguém, noturno e miserável,

em colóquio se estava dirigindo:

“O que procuraste em ti ou fora de


teu ser restrito e nunca se mostrou,

mesmo afetando dar-se ou se rendendo,

e a cada instante mais se retraindo,


olha, repara, ausculta: essa riqueza

sobrante a toda pérola, essa ciência

sublime e formidável, mas hermética,


essa total explicação da vida,

esse nexo primeiro e singular,

que nem concebes mais, pois tão esquivo


se revelou ante a pesquisa ardente

em que te consumiste… vê, contempla,

abre teu peito para agasalhá-lo.”


As mais soberbas pontes e edifícios,

o que nas oficinas se elabora,

o que pensado foi e logo atinge


distância superior ao pensamento,

os recursos da terra dominados,

e as paixões e os impulsos e os tormentos 


e tudo que define o ser terrestre

ou se prolonga até nos animais

e chega às plantas para se embeber


no sono rancoroso dos minérios,

dá volta ao mundo e torna a se engolfar

na estranha ordem geométrica de tudo,


e o absurdo original e seus enigmas,

suas verdades altas mais que tantos

monumentos erguidos à verdade;


e a memória dos deuses, e o solene

sentimento de morte, que floresce

no caule da existência mais gloriosa,


tudo se apresentou nesse relance 

e me chamou para seu reino augusto,

afinal submetido à vista humana.


Mas, como eu relutasse em responder

a tal apelo assim maravilhoso,

pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,


a esperança mais mínima — esse anelo

de ver desvanecida a treva espessa

que entre os raios do sol inda se filtra;


como defuntas crenças convocadas

presto e fremente não se produzissem

a de novo tingir a neutra face


que vou pelos caminhos demonstrando,

e como se outro ser, não mais aquele

habitante de mim há tantos anos,


passasse a comandar minha vontade

que, já de si volúvel, se cerrava

semelhante a essas flores reticentes


em si mesmas abertas e fechadas;

como se um dom tardio já não fora

apetecível, antes despiciendo,


baixei os olhos, incurioso, lasso,

desdenhando colher a coisa oferta

que se abria gratuita a meu engenho.


A treva mais estrita já pousara

sobre a estrada de Minas, pedregosa,

e a máquina do mundo, repelida,


se foi miudamente recompondo,

enquanto eu, avaliando o que perdera,

seguia vagaroso, de mão pensa 

Na segunda parte do poema, a máquina do mundo abre-se de novo. Existe aqui, novamente, a luta da realidade do eu lírico em relação a revelação mítica, assim sendo a segunda parte do poema divide-se em três momentos, os quais podem ser assim caracterizados:
I- Primeiro momento: um pedido para o próprio poeta se revelar, deixar de ser hermético, como a própria máquina o fez — os seus sentimentos precisam se abrir para o mundo.
II- Segundo momento: interação com o mundo de maneira sinestésica, sentir, olhar, reparar, auscultar as pessoas — necessidade em ser abertos e empático para com os outros, e confiar nos próprios sentidos e emoções.
III- Terceiro momento: a máquina sustenta sua posição de ente mítico e a necessidade de absorvê -la como parte para descoberta do enigma do mundo.
A partir da análise das proposições é possível afirmar:
Alternativas
Q4105829 Literatura
Observe o seguinte texto narrativo:
“‘O dinheiro é para ser movimentado’ dizia meu pai. Às vezes tínhamos muito em casa, outras vezes não tínhamos o suficiente. Minha mãe ficava nervosa. Por isso eu acho o dinheiro desprezível”.
O narrador desse pequeno texto deve ser caracterizado como
Alternativas
Q4099523 Literatura
Sobre gêneros literários, gêneros textuais e tipos textuais, avalie as assertivas que seguem:

I. Tipo textual designa uma espécie de construção teórica definida pela natureza linguística da sua composição. O tipo textual caracteriza-se muito mais como sequências linguísticas do que como textos materializados. Em geral, abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas.

II. Gênero textual refere os textos materializados em situações de comunicativas recorrentes; são os textos que encontramos em nossa vida diária e que apresentam padrões sociocomunicativos característicos definidos por composições funcionais, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados na integração de forças históricas, sociais, institucionais e técnicas.

III. Gênero Literário é utilizado, nas diferentes formas de arte, para denominar o conjunto de obras que apresentam características semelhantes de forma e de conteúdo.

Quais estão corretas? 
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Q4087137 Literatura
Texto para responder à questão.


    No ano de 1878, formei-me em medicina pela Universidade de Londres e logo parti para Netley, a fim de seguir o curso exigido aos médicos militares. Terminados os meus estudos, fui designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland, como cirurgião assistente. Nessa época, o Quinto estava acantonado na Índia, e antes que eu pudesse me apresentar eclodiu a Segunda Guerra Afegã. Ao desembarcar em Bombaim, soube que o meu regimento já havia atravessado os desfiladeiros e se achava embrenhado em território inimigo. Tomei o mesmo caminho, com muitos outros oficiais que estavam em idêntica situação, e consegui chegar são e salvo a Kandahar, onde encontrei minha unidade e imediatamente assumi minhas novas funções.
    A campanha trouxe honras e promoções para muitos, mas a mim só proporcionou infortúnios e desastres. Fui transferido da minha brigada para as tropas de Berkshire, com as quais tomei parte na fatídica Batalha de Maiwand. Ali, a bala de um mosquete afegão atingiu-me o ombro, fraturando o osso e raspando a artéria subclávia. Teria caído nas mãos dos ferozes ghazis, se não fosse a devoção e a coragem do ordenança Murray, que me pôs num cavalo de carga e conseguiu levar-me são e salvo para as linhas britânicas.
    Combalido pelo sofrimento e pelas contínuas privações que havia suportado, fui removido, numa longa composição de feridos, para o hospital central de Peshawar. Ali fui me restabelecendo, e já tinha melhorado o suficiente para andar um pouco pelas enfermarias, ou estender-me ao sol na varanda, quando apanhei uma gastrenterite, essa praga das nossas possessões indianas. Durante meses, tive a vida por um fio, e quando, finalmente, voltei a mim e entrei em convalescença, estava de tal modo fraco e macilento que uma junta médica foi de parecer que deviam me fazer regressar imediatamente à Inglaterra. Consequentemente, fui recambiado no vapor Orontes e um mês depois desembarquei no cais de Portsmouth, com a saúde irremediavelmente arruinada, mas com a permissão, dada por um governo paternal, de tentar melhorá-la nos nove meses seguintes.
    Não tendo relações nem parentes na Inglaterra, achava-me tão livre como o ar... ou pelo menos tão livre quanto pode ser um homem cujo rendimento não passa de onze xelins e seis pence por dia. Em tais circunstâncias, fui naturalmente atraído por Londres, essa grande fossa a que irresistivelmente vão ter todos os vadios e desocupados do império. Ali fiquei algum tempo, instalado num hotel do Strand, levando uma existência sem conforto nem sentido, e gastando, com mais largueza do que devia, todo o dinheiro que me vinha às mãos. Tão alarmante se tornou o estado das minhas finanças que em breve me vi na contingência de deixar a metrópole e ir viver no campo, ou alterar completamente o meu modo de vida. Escolhendo esta última alternativa, resolvi sair do hotel e alojar-me num domicílio mais barato e menos pretensioso.
    Exatamente no dia em que cheguei a essa conclusão, encontrava-me no Bar Criterion quando alguém me bateu no ombro. Voltando-me, reconheci Stamford, um jovem que fora meu assistente no Barts. Ver um rosto amigo no imenso deserto londrino é coisa deveras agradável para um homem solitário. Nos velhos tempos da universidade, não tínhamos lá grande intimidade, mas cumprimentei-o com entusiasmo, e ele, por sua vez, pareceu feliz de me ver. Na exuberância daquele momento, convidei-o para almoçar comigo no Holborn, e juntos tomamos uma carruagem.
    — Que diabo você tem feito, Watson? — perguntou-me ele, sem esconder o seu espanto, enquanto passávamos pelas ruas apinhadas de Londres. — Vejo-o magro como um sarrafo e escuro como uma castanha.
    Fiz-lhe um breve relato das minhas aventuras e mal o concluíra chegamos ao nosso destino.
    — Coitado! — exclamou ele, condoído pelos infortúnios que acabava de ouvir. — E que faz agora?
    — Procuro alojamento — respondi. — Tento resolver o problema de encontrar quartos confortáveis a preços razoáveis.
    — É curioso — disse o meu companheiro. — Você hoje é a segunda pessoa que fala dessa maneira.
    — E quem foi a primeira? — perguntei.
    —Um sujeito que trabalha no laboratório químico do hospital. Estava se queixando, ainda esta manhã, de não encontrar com quem dividir o aluguel de uns ótimos aposentos que tinha descoberto, mas que eram demasiado caros para a sua bolsa.
    — Magnífico! — exclamei. — Se ele procura alguém para compartilhar dos quartos e das despesas, sou exatamente essa pessoa. Prefiro ter um companheiro a morar sozinho.
      Stamford olhou-me de um modo estranho, por cima do seu copo de vinho.
    — Você ainda não conhece Sherlock Holmes — disse ele. — Não sei se lhe agradará como companheiro permanente.
    — Por quê? Haverá alguma coisa que não o recomende?
    — Oh! Eu não disse isso. Ele é um pouco esquisito... tem paixão por certos ramos da ciência. Que eu saiba, é uma pessoa muito correta.
     — Estudante de medicina?
    — Não. E não tenho a menor ideia a respeito da carreira que pretende seguir. Creio que entende muito de anatomia, e é um químico de primeira ordem. Mas, ao que me consta, nunca fez um curso sistemático de medicina. Estuda sem método, de uma maneira excêntrica, e já acumulou uma série de conhecimentos pouco vulgares que espantariam os seus professores.
     — Nunca lhe perguntou qual o ramo da ciência em que deseja especializar-se?   
    — Não — respondeu Stamford. — Não é dado a confidências, embora seja bastante comunicativo quando lhe dá na telha.
    — Pois eu gostaria de conhecê-lo. Visto que preciso morar com alguém, agrada-me que seja um homem tranquilo e estudioso. Ainda não estou bastante forte para suportar ruídos ou balbúrdias. Já tive muito dessas duas coisas no Afeganistão... e estou provido delas para o resto da existência. Como poderei travar relações com esse seu amigo?
    — Ele deve estar no laboratório — respondeu o meu companheiro. —Às vezes passa semanas inteiras semaparecer, mas noutras ocasiões não sai de lá o dia todo e boa parte da noite. Se quiser, vamos procurá-lo depois do almoço.
    —Combinado —respondi, e a conversação passou a outros assuntos.
    Quando nos dirigíamos para o hospital, ao sairmos do Holborn, Stamford deu-me mais algumas informações sobre o cavalheiro com quem eu me propunha morar.

(DOYLE, Arthur Conan. Um estudo em vermelho. Disponível em: https:// docero.com.br/doc/seces8. Adaptado.)
Em foco narrativo, narrador e personagem, analise as afirmativas a seguir.

I. As observações do narrador relevam um olhar crítico de quem participou como combatente em uma guerra e os desafios enfrentados ao retornar para a vida cotidiana.
II. O narrador, ou seja, a voz escolhida pelo autor para contar os acontecimentos em uma narrativa ficcional, está na terceira pessoa do discurso, já que ele ao mesmo tempo observa e participa dos fatos.
III. Ao informar os leitores sobre o juízo que faz sobre os demais personagens e acontecimentos, o narrador dá ao leitor a consciência de que está tendo contanto com uma história através de um olhar particularizado, ou seja, o olhar dele enquanto narrador.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q4078854 Literatura
Diferente da dissertação, a narrativa é um texto que trata de acontecimentos e ações realizadas por personagens fictícios ou reais. Na Literatura, ela aparece principalmente em romances, novelas, fábulas, contos e crônicas. Ela também é a base de muitas peças de teatro e dos filmes produzidos pelo cinema.
Mas, para que o leitor ou ouvinte se sinta atraído e até mesmo entenda toda a situação, ela precisa ter uma estrutura e elementos essenciais ao desenvolvimento da história.

Com base no texto abaixo, indique a alternativa cujo elemento estruturador da narrativa não foi interposto no episódio:

"Porque não quis aceitar o acordo, Marcos de Oliveira, pintor, de 45 anos, residente na rua Nossa Senhora da Saúde, 172, Centro, matou ontem no Bar Recantos, o seu colega Gustavo Souza".

Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4074796 Literatura
“Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas pretas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra quando pula na chuva. Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar”. MACHADO, Ana Maria. Menina Bonita do Laço de Fita. São Paulo: Ática, 2011, p. 3-4. O trecho retirado do livro de Ana Maria Machado, pertence ao estilo de obra:
Alternativas
Q4073032 Literatura
Os gêneros textuais representam um conjunto de textos orais ou escritos que possuem características próprias, tais como estrutura, linguagem e temática. Todos eles cumprem uma função comunicativa e social dentro de um determinado contexto.

São exemplos de gêneros textuais escritos, EXCETO:
Alternativas
Q4050859 Literatura
Com origem na Antiguidade, o gênero dramático é um dos gêneros literários que envolvem a literatura teatral, que tem como principais elementos o autor, o texto e o público. Assinale a alternativa que apresenta uma subdivisão desse gênero:
Alternativas
Q4049673 Literatura
Considerando-se que, a partir da literatura, a linguagem pode produzir efeitos estéticos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A literatura, tipo de arte, utiliza o código verbal, seja ele falado ou escrito.

( ) Os textos literários têm como característica importante, que assim os define como tal, a apresentação de sequências temporais delimitadas.

( ) Os textos para teatro se destinam a ser representados e, por isso, não podem ser classificados como textos literários, mas pertencentes ao gênero dramático.



A sequência está correta em
Alternativas
Q4049671 Literatura
O trecho a seguir registra a cena inicial do conto “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. Leia-o observando as características pertencentes a tal gênero literário.
    Deolindo Venta-Grande (era uma alcunha de bordo) saiu do arsenal de marinha e enfiou pela rua de Bragança. Batiam três horas da tarde. Era a fina flor dos marujos e, de mais, levava um grande ar de felicidade nos olhos. A corveta dele voltou de uma longa viagem de instrução, e Deolindo veio à terra tão depressa alcançou licença. Os companheiros disseram-lhe, rindo:      – Ah! Venta-Grande! Que noite de almirante vai você passar! ceia, viola e os braços de Genoveva. Colozinho de Genoveva...     Deolindo sorriu. Era assim mesmo, uma noite de almirante, como eles dizem, uma dessas grandes noites de almirante que o esperava em terra. Começara a paixão três meses antes de sair a corveta. Chamava-se Genoveva, caboclinha de vinte anos, esperta, olho negro e atrevido. Encontraram-se em casa de terceiro e ficaram morrendo um pelo outro, a tal ponto que estiveram prestes a dar uma cabeçada, ele deixaria o serviço e ela o acompanharia para a vila mais recôndita do interior.      A velha Inácia, que morava com ela, dissuadiu-os disso; Deolindo não teve remédio senão seguir em viagem de instrução. Eram oito ou dez meses de ausência.
(Histórias sem data. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)

Sobre o gênero literário a que pertence o fragmento apresentado, indique V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Pertence ao grupo dos gêneros narrativos ficcionais. ( ) A sequência de fatos reflete uma relação de causa e efeito. ( ) A descrição é importante, assim como o emprego de adjetivos e pontuação na exploração do significado de cada expressão.


A sequência está correta em
Alternativas
Q4049668 Literatura
Leia, a seguir, o fragmento do texto “Bodas de sangue”, de Federico García Lorca.
NOIVO (entrando) — Mãe. MÃE — Que é? NOIVO — Já vou. MÃE — Aonde? NOIVO — Para a vinha. (Vai sair.) MÃE — Espere. NOIVO — Quer alguma coisa? MÃE — Filho, o almoço. NOIVO — Deixe. Vou comer uvas. Me dê a navalha. MÃE — Para quê? NOIVO (rindo) — Para cortá-las. MÃE (entre dentes e procurando-a) — A navalha, a navalha... Malditas sejam todas as navalhas, e o canalha que as inventou.    NOIVO — Vamos mudar de assunto.    MÃE — E as espingardas e as pistolas, e a menorzinha das facas, e até as enxadas e os ancinhos do roçado.    NOIVO — Bom.    MÃE — Tudo o que pode cortar o corpo de um homem. Um homem bonito, com sua flor na boca, que vai para as vinhas ou para os olivais que tem, porque são dele, herdados...      NOIVO (baixando a cabeça) — Chega, mãe.     MÃE — ... e esse homem não volta. Ou, se volta, é só para que a gente lhe ponha uma palma por cima, ou um prato de sal grosso, para não inchar. Não sei como você se atreve a levar uma navalha no corpo, nem sei como ainda deixo essa serpente dentro do baú.    NOIVO — Já não chega?    MÃE — Nem que eu vivesse cem anos, não falaria de outra coisa. Primeiro seu pai, que cheirava a cravo; e só o tive por três anos, tão curtos. Depois, seu irmão. E é justo? E é possível que uma coisa tão pequena como uma pistola ou uma navalha possa dar cabo de um homem, que é um touro? Não vou me calar nunca. Os meses passam e o desespero me perfura os olhos e pica até nas pontas do cabelo.     NOIVO (forte) — Vamos parar?     MÃE — Não. Não vamos parar. Alguém pode me trazer seu pai de volta? E seu irmão? E depois, o presídio. Mas o que é o presídio? Lá se come, lá se fuma, lá se toca música! Os meus mortos cobertos de grama, sem fala, viraram pó; dois homens que eram dois gerânios... Os assassinos, no presídio, folgados, olhando a paisagem...
(FEDERICO GARCÍA LORCA, Bodas de sangue. São Paulo: Abril Cultural, 1977. Fragmento.)

Considerando os recursos de representação do gênero apresentado, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4049665 Literatura
A linguagem poética presente no texto confere características específicas ao gênero a que pertence. 


Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: http://www.citador. pt/poemas/ausencia-carlos-drummond-de-andrade.)

A partir do enunciado da questão e da leitura do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4048954 Literatura
Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo. 

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou perdida
A minha face?

(Cecília Meireles. Obra poética, Volume 4, Biblioteca luso-brasileira: Série brasileira. Companhia J. Aguilar Editora, 1958, p. 10.)
Pode-se afirmar que o poema “Retrato” apresenta:
Alternativas
Q4045381 Literatura

Segundo Aristóteles, os gêneros literários são Lírico, Épico e Dramático.



Hodiernamente, os gêneros literários passaram a ser:

Alternativas
Q4045374 Literatura

Vários são os elementos que compõem uma narrativa, sendo, em princípio, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Além desses fatores, existem outros, como o enredo, espaço, tempo, etc.



Em relação às divisões do Enredo, assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q4045371 Literatura

A __________ é a vida, parte da vida, não se admitindo que possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana (COUTINHO, 2019).



O conceito do qual nos fala Afrânio Coutinho refere-se à(o): 

Alternativas
Q4008905 Literatura
As opções a seguir apresentam exemplos de textos pertencentes ao gênero lírico, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q3998278 Literatura

Leia o texto abaixo e, depois, identifique a única opção na qual todas as informações condizem com as características nele presentes.


Cãtyga sua partindosse


Senhora, partem tã tristes

meus olhos por vos, meu bẽ,

que nũca tã tristes vistes

outros nenhũs por ninguem.

Tã tristes, tam saudosos,

tam doentes da partyda,

tam cansados, tã chorosos,

da morte mays desejosos

cem myl vezes que da vida.

Partem tam tristes os tristes,

tam fora desperar bem,

que nũca tam trystes vistes

outros nenhũs por ninguem.


(João de Ruiz de Castelo Branco) 

Alternativas
Respostas
301: C
302: A
303: C
304: A
305: E
306: C
307: C
308: B
309: C
310: C
311: A
312: D
313: C
314: C
315: C
316: C
317: D
318: A
319: C
320: B