Questões de Concurso Sobre linguística
Foram encontradas 1.311 questões
(1) Gramática comparativa (2) Gramática descritiva (3) Gramática gerativa (4) Gramática histórica (5) Gramática prescritiva
(___) Corresponde à descrição de uma língua a qual utiliza regras formalizadas, que constituem um conjunto de instruções inteiramente explícitas, aplicáveis mecanicamente e capazes de gerar todas as frases gramaticais de uma língua e nenhuma agramatical.
(___) Trata-se de uma gramática sincrônica de uma língua, feita no modelo da gramática tradicional. (___) Seu objetivo é estabelecer normas de uso de uma língua e determinar aquilo que não se deve usar, tomando como parâmetro a variante linguística das pessoas cultas e dos bons escritores. (___) Coteja duas ou mais línguas ou dois estágios de uma mesma língua, confrontando suas estruturas fonéticas e morfológicas. (___) Representa o estudo das mudanças sucessivas dos sistemas (fonético, morfológico, gramatical) de uma língua.
Segundo essa visão, o contexto de produção do ato comunicativo não exerce nenhum tipo de influência na linguagem, pois:
I – A língua, seja na sua modalidade falada ou escrita, reflete, em boa medida, a organização da sociedade. II – Assim como a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, também a escrita não propriedades intrínsecas privilegiadas. III – Do ponto de vista cronológico, a fala tem uma grande precedência sobre a escrita, mas do ponto de vista do prestígio social, a escrita é vista como mais prestigiosa que a fala.
É a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às outras, que, com ela, se unem para exprimir o pensamento. É o capítulo mais importante da Gramática, porque, ao disciplinar as relações entre as palavras, contribui de modo fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do pensamento.
A partir desta informação, marque a alternativa que destaque a importância do estudo da sintaxe.
( ) A análise linguística, ao lado da leitura e produção textual, designa uma das práticas estruturadoras do ensino de português.
( ) A análise linguística é um termo novo, pouco explorado ainda, e que surgiu na década de 80. Consiste em um trabalho de reflexão metalinguística sobre os recursos expressivos da língua e das operações discursivas realizadas no uso da linguagem.
( ) A análise linguística coaduna-se com uma concepção de linguagem como forma de interação. Essa concepção diz que na produção, do enunciado também estariam em jogo as circunstâncias de sua produção, além de sua construção propriamente dita.
( ) A partir da introdução da análise linguística em gêneros textuais, surge a proposta de não mais ser necessário ensinar gramática. O foco torna-se a leitura e a produção de textos.
( ) Com a prática da análise linguística, os mesmos conteúdos elencados nas gramáticas normativas conhecidas são transmitidos, só que com metodologias diferenciadas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
I. As orações, dotadas de segmentos mínimos que as fazem unidade, são tão intercambiáveis como os enunciados, que são construídos independentemente das unidades da língua.
II. O sentido de qualquer palavra é obscuro caso sejam desconhecidas as condições em que ela foi pronunciada.
III. O sentido depende da situação de enunciação, o que leva ao entendimento de que o enunciado é composto por parte verbal (expressa) e outra extraverbal (não expressa).
Assinale
I. Qualquer enunciado no processo de comunicação é dialógico, independentemente de sua dimensão.
II. O enunciador, ao construir um discurso, considera o discurso dos outros, que sempre estará presente no seu.
III. Os discursos, ao se referirem a determinado objeto, dialogam com a realidade em si, escolhendo-se as palavras que universalmente melhor a representem.
Assinale
Texto para a questão.
Prevenção ao suicídio exige engajamento de toda a sociedade
(https://estudio.folha.uol.com.br/janssen-falar-inspira-a-vida/2022/09/prevencaoao-suicidio-exige-engajamento-de-toda-a-sociedade.shtml. 10.set.2022)
O segmento sublinhado no período acima apresenta papel
“O fato, por exemplo, de o português apresentar morfemas e lexemas de origem árabe não é um fenômeno de transformação interna do sistema, mas sim devido à invasão dos povos árabes na Península Ibérica.” F. Saussure
Assinale a alternativa que indica corretamente sobre o que se fala na frase.
Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
1. A perspectiva de língua/linguagem concebida na formação do professor interfere diretamente nas suas práticas docentes em sala de aula.
2. A realidade é construída pela linguagem que utilizamos para descrevê-la; nós mesmos somos produtos da linguagem que aprendemos.
3. A linguagem tida como “subjetivismo idealista” considera que o não saber se expressar advém do não saber pensar, uma vez que a linguagem traduz o que se constrói na mente.
4. Na linguagem como meio objetivo para a comunicação, ou como “objetivismo abstrato”, a língua é um processo de evolução constante.
5. A linguagem como forma de interação considera os sujeitos e o funcionamento interno da língua, apoiando-se nos estudos estruturalistas. De modo geral, essa concepção permeou a formação docente por muitos anos e ainda é a mais vista em sala de aula.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O ato de ler
[...] A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.
Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção rio experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.
(FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989. Fragmento.)